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Chacina de Pau D'Arco

Juiz indefere pedido do MP e agentes da segurança do Estado acusados de matar 10 trabalhadores em Pau D’arco serão colocados em liberdade

O indeferimento foi assinado hoje pelo juiz de direito Jun Kubota, da Vara Criminal da Comarca de Redenção

O juiz de direito Jun Kubota, da Vara Criminal da Comarca de Redenção, indeferiu pedido de prorrogação das prisões temporárias decretadas em desfavor de Carlos Kened Gonçalves Souza – Coronel da PM; Rômulo Neves de Azevedo – Tenente da PM; Cristiano Fernando da Silva – Cabo da PM; Rodrigo Matias de Souza – Soldado da PM; Adivone Vitorino da Silva – 2º Sargento da PM; Jônatas Pereira e Silva – Soldado da PM; Neuily Sousa da Silva – Soldado da PM; Welinton da Silva Lira – Soldado da PM; Orlando Cunha de Sousa – 3º Sargento da PM; Ronaldo Silva Lima – Sargento da PM; Ricardo Moreira da Costa Dutra – Cabo da PM; Douglas Eduardo da Silva Luz – Escrivão de Polícia; e Euclides da Silva Lima Júnior – Investigador de Polícia, todos presos entre os dias 10 e 11 de julho acusados de assassinarem 10 trabalhadores rurais na Fazenda Santa Lúcia, em Pau D’Arco, durante ação policial que cumpria 14 mandados de prisão em 24 de maio.

O representante do Ministério Público havia solicitado a prorrogação alegando “ser necessária a manutenção da prisão para o prosseguimento das investigações, ante a subsistência dos motivos que ensejaram a decretação da prisão temporária”.

Com o indeferimento, os suspeitos, que estão presos em um presídio da capital, estarão livres assim que completados os 30 dias das prisões temporárias, se outros fatos não houverem para suas prisões.

Entenda o caso

No dia 24 de maio, durante uma operação policial que cumpria 14 mandados de prisão contra suspeitos de envolvimento na morte de um segurança da fazenda Santa Lúcia, dez trabalhadores foram assassinados a tiros. De acordo com a perícia do Centro de Perícias Científicas Renato Chaves (CPC), nove vítimas receberam tiros no peito, mas nenhum à queima rouba. A única mulher foi baleada na cabeça.

Segundo as famílias das vítimas, eles foram executados. Ainda segundo os familiares, seguranças da fazenda participaram da ação policial. A Secretaria de Segurança Pública do Pará (Segup) disse que as mortes ocorreram em um confronto com a polícia, mas voltou atrás e vai aguardar a conclusão do inquérito.

Em depoimento ao inquérito, os policiais afastados disseram que foram recebidos pelos trabalhadores rurais que ocupavam a fazenda Santa Lúcia com tiros, mas nenhum policial foi ferido e os coletes periciados pelo CPC não apresentaram marcas de tiros. Versão contestada pelos sobreviventes da chacina, que afirmam a não utilização de armas contras os policiais. Cerca de 50 armas estão sendo periciadas pelo CPC para saber exatamente de quais armas saíram os projéteis que atingiram as vítimas da operação de cumprimento de mandado de prisão.

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