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Estatísticas

Marabá apresenta algumas das piores taxas de desenvolvimento humano

Os números foram apresentados nesta quarta-feira no relatório “Desenvolvimento Humano para Além das Médias”
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Com população estimada em 266.932 pessoas, Marabá figura entre alguns dos piores índices de desenvolvimento humano conforme levantamento divulgado hoje, quarta-feira (10), e realizado pelo Programa das Nações Unidas para o Desenvolvimento (Pnud) no Brasil, o Instituto de Pesquisa Econômica Aplicada (Ipea) e a Fundação João Pinheiro (FJP).

O relatório “Desenvolvimento Humano para Além das Médias” classificou os resultados por sexo, raça e situação domiciliar, a partir de dados dos censos demográficos do IBGE, medindo a longevidade, a educação e a renda. Os dados não são nada positivos para o município do sudeste paraense.

O índice de desenvolvimento humano por município da população negra, por exemplo, quando analisada a dimensão “esperança de vida ao nascer”, define a idade de 71,8 em Marabá a menor do país. Para efeito de comparação, o município catarinense Blumenau apresenta o maior do Brasil, com expectativa de sete anos a mais. Para a população branca, os dados variam entre 73,1 anos em Maceió e 79 anos em Uberlândia.

Em relação ao gênero, considerando as disparidades entre os sexos nos municípios, o levantamento apontou que os dados do índice de desenvolvimento humano das mulheres variaram entre faixas semelhantes aos dos homens, exceto para a dimensão de renda em que variação dos homens é mais alta. Marabá, neste quesito, traz os dois piores resultados, tanto para homens quanto para mulheres.

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O índice de desenvolvimento humano para mulheres variou entre 0,657 na cidade e 0,825, em Florianópolis, capital de Santa Catarina. Os mesmos municípios representam os extremos entre os homens, variando de 0,671 em Marabá a 0,862 em Florianópolis. Quando analisada a dimensão “longevidade”, os homens marabaenses também saem perdendo: 67,3 na cidade contra 74,7 em Blumenau, o maior valor nacional.

Na educação, novamente os dois gêneros se destacam negativamente como tendo os menores índices do país. O das mulheres é de 0,597 e o de homens 0,568. Os maiores índices neste sentido ficaram com Vitória, no Espírito Santo, para ambos os sexos.

O Índice de Desenvolvimento Humano Municipal (IDHM) foi adaptado da metodologia do IDH Global pelos três órgãos desenvolvedores do atlas para refletir de maneira mais precisa a realidade brasileira dentro dos municípios. O estudo possibilita a comparação entre Unidades da Federação, Regiões Metropolitanas e municípios. Na edição divulgada nesta quarta foram abordados os índices de acordo com os censos de 2000 e 2010, últimos realizados.

Confira o relatório completo na página http://www.ipea.gov.br

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