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Marabá, Deficientes físicos protestam por mais acessibilidade na cidade

Rebaixamento de calçadas, construções de rampas e sinal sonoro são algumas medidas que constam no plano de adequação que a gestão municipal apresentou a imprensa.

 

Desde que foi liberada a passarela que fica na rodovia Transamazônica, em Marabá, ligando o bairro Amapá à Agrópolis, na Cidade Nova, a faixa de pedestre que existia no local foi apagada e agora todos precisam passar pela passarela. Acontece que os deficientes físicos e as pessoas com mobilidade reduzida se sentiram prejudicados com a iniciativa da prefeitura, que ocorreu há cerca de 30 dias; e resolveram protestar contra essa situação nesta terça-feira (18).

Com o fim da faixa de pedestre que fica em frente à sede do INSS de Marabá, as pessoas com mobilidade reduzida precisam percorrer mais de 500 metros até a outra faixa de pedestres, oque tem sido muito árduo para todos, por isso eles cobram providências.

Entre os que estiveram à frente do protesto está Miriam Pereira, do Conselho Municipal dos Direitos da Pessoa Com Deficiência. Na visão dela, direitos de pessoas com deficiência, das pessoas obesas e dos idosos estão sendo violados pela passarela, que não atende as necessidades dessas pessoas.

Junta-se a isso o fato de que a cidade não é acessível, por não dispor de rampas, nem calçadas rebaixadas. “Nós já estamos no limite”, resume Miriam, acrescentando que o poder público investiu nada menos de R$ 2,5 milhões (na passarela) para construir mais um obstáculo que, entre tantos outros, continua fortalecendo as barreiras. “Cadê os engenheiros e os órgãos que finalizam as construções?”, questiona.

Por sua vez, o professor Edinaldo Bonfim Sales, que sofre de uma cegueira degenerativa e tem apenas 10% da visão de um olho, observa que esse conjunto de fatores fere o direito de ir e vir não apenas dos deficientes, mas de todos que têm mobilidade reduzida.

Segundo ele, quem luta pelo direito de acessibilidade acaba enfrentando o poder econômico, porque as pessoas que fazem as obras não estão interessadas em promover acessibilidade. “Muitas pessoas não estão preocupadas com a acessibilidade, mas adoram defendê-la no campo ideológico apenas”, alfinetou.

Outro que também participou do protesto desta terça foi Cesar Luís dos Santos, que é aluno da Associação dos pais e Amigos dos Excepcionais (APAE). Ele mora há 30 anos em Marabá e diz que a acessibilidade sempre foi apenas uma palavra que nunca significou nada.

No caso específico da passarela, César diz que a situação é tão aberrante que se dois cadeirantes tentarem passar em sentido contrário, um dos dois vai ter que descer porque nem há espaço para os dois passarem juntos. “Cadê os nossos governantes, nossos vereadores?”, cobra César dos Santos.

Para a Imprensa, o prefeito Tião Miranda apresentou um plano de adequação para não ser preciso retirar a passarela, fazendo rebaixamento das calçadas, construção de rampas e sinal sonoro no semáforo entre o Hemocentro Regional e o INSS.

Ele afirmou que desde 2012 a prefeitura vem reivindicando melhorias neste sentido. “Só aceitaremos que esta passarela permaneça se houver um plano de acessibilidade que

contemple a todos”, assegura Miranda. Uma reunião para tratar do assunto está agendada para o próximo dia 1º de agosto.

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  1. É preciso verificar se a rampa da passarela estiver dentro da porcentagem máxima de inclinação (não passa de uns 7%) então todos devem usar a passarela e não a faixa que antigamente ficava sob a passarela. Isso porque esses limites técnicos já são pensados para cadeirantes. Se a doença é grave a ponto de impedir deslocamento dos metros a mais não é recomendável atravessar rua ou rodovia porque meio for, seja por passarela, faixa ou elevador.

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