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Marabá

Marabá: dinamites detonadas durante assalto destruíram escola, casas e até sede da Sespa

Por Ulisses Pompeu – de Marabá

O rastro de destruição do assalto cinematográfico que abalou Marabá na madrugada desta segunda-feira, 5, atingiu casas até um raio de 200 metros da sede da empresa Prosegur, localizada na Rua Itacaiunas, bairro Novo Horizonte.

Casas ao lado e em frente ficaram praticamente destruídas. Parte do teto da escola Francisco de Souza Ramos, que também fica localizada em frente à sede da empresa de valores, foi ao chão.

O vigilante de prenome Ribamar conversou com a Reportagem do blog por volta de 6 horas da manhã e contou o drama que viveu desde que ouviu os primeiros disparos. Disse que assim que ouviu os tiros, correu para os fundos da escola e se jogou no chão. Em seguida, os bandidos jogaram, segundo ele, uma banana de dinamite no teto da escola e destruiu paredes, salas de aula, móveis e o prédio corre o risco de desabar com rachaduras na fachada.

Vizinhos também abriram suas casas para a reportagem e mostraram o que sobrou.

Na casa vizinha à Prosegur, a mais destruída, cinco veículos, sendo quatro camionetes, tiveram avarias. Paredes foram ao chão, móveis e teto idem. As seis pessoas que estavam no interior ficaram refugiadas em um quarto nos fundos assim que ouviram os primeiros disparos. “Vi que ia dar merda. Juntei minha esposa, filhos e corremos para o fundo. Se a gente ficasse no quarto, teríamos morrido. A dinamite destruiu todo o quarto”, disse o empresário, que pediu reserva de seu nome. Ele espera que a empresa de valores se responsabilize pelos danos causados em sua propriedade.

Esse é o sentimento, também, de pelos menos outros 22 moradores da vizinhança que sofreram danos em suas casas.

A sede do 11º Centro Regional da Sespa (Secretaria de Estado de Saúde Pública) em Marabá, que fica a 100 metros do local, também ficou parcialmente destruída. Na sala da Diretoria Técnica o teto ficou com um buraco de dois metros de diâmetro e o forro desabou. Vidraças viraram caquinhos e os servidores não foram trabalhar. Moradores da Rua Moisés Jadão, a 200 metros do local da explosão, também abriram suas casas para a reportagem do blog fotografar o cenário de terror e destruição que ficou. “Ninguém dormiu mais depois daquela explosão. Seis pessoas moram aqui em casa, uma moça está de resguardo porque ganhou filho há três dias. Ela está muito abalada”, contou Rosa de Fátima Silva.

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