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Pará

Marabá e Parauapebas avançam com produção de energia solar

Dezenas de imóveis urbanos já instalaram o sistema e várias empresas já oferecem microgeradores a preços mais acessíveis
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quanto o preço da energia vendida pela Celpa não baixa (só sobe), alguns moradores de Marabá e Parauapebas já instalaram em suas casas ou escritórios um sistema microgeradores de energia solar, enquanto um grupo cada vez mais crescente já planeja adquirir o produto e fugir da conta de energia muito alta. A oferta por fontes de energias limpas e renováveis cresce tanto que em Marabá já existe cinco empresas do segmento e em Parauapebas pelo menos três.

O Brasil é um dos países que têm uma incidência solar de 5,4 quilowatt-hora/metro quadrado – mais do que Estados Unidos, China e Alemanha, por exemplo. No entanto, em termos de capacidade instalada de geração fotovoltaica, o Brasil tem apenas um gigawatts. A China, por exemplo, tem 130 gigawatts. No entanto, o cenário parece estar se revertendo. Em 2016, o número de microgeradores de energia solar cresceu 407% em relação ao ano anterior, segundo dados da Aneel. A expansão acentuada aconteceu principalmente em residências (80%). Para 2024, o órgão estipula que serão 886,7 mil unidades consumidoras que receberão créditos dessa energia, totalizando uma potência instalada de aproximadamente 3,2 GW.

A disseminação e popularização dessas tecnologias ainda esbarram em vontades políticas, legislações frágeis e o próprio custo dos equipamentos. Entretanto, crescem as possibilidades para que os marabaenses deixem de tomar choque com aumentos inesperados na conta de luz e que agridem o bom senso e o bolso.

A Celpa informou à Reportagem do blog, por meio de sua assessoria, que entre Marabá e Parauapebas há 20 consumidores que possuem geração própria em baixa tensão, sendo a maioria residências. Todavia, para que o cliente injete na rede a energia gerada excedente, ou seja o sistema de compensação, é obrigatório a anuência da distribuidora de energia e a empresa precisa comprovar habilitação técnica. Embora o sistema de geração seja do cliente, a medição do consumo mensal é da própria Celpa.

Dados da Associação Brasileira de Energia Solar Fotovoltaica (Absolar) indicam que o setor vem crescendo na média dos 300% ao ano. Ao final de 2017, um total de 1.000 megawatts (MW) era a estimava gerada em energia solar no País, um salto de 325%, se comparado aos 235 MW de julho do mesmo ano e o suficiente para abastecer cerca de 60 mil residências com até cinco pessoas cada.

A Igreja Cristã Maranata, no Bairro Laranjeiras, é um exemplo de investimento em energia solar em Marabá. Segundo Alex Sandro de Souza, o sistema de geração de energia da referida igreja está produzindo 3.000 kwh, que atende outros quatro templos nesta cidade, gerando energia de um só lugar e jogando na rede da Celpa, que desconta os créditos que sobram nos talões de energia dos imóveis cadastrados no seu sistema. Isso reduziu em cada talão cerca de 80% do consumido, esperando atingir uma meta ainda melhor.

A instalação na congregação foi feita pela empresa Task Energy, e Alex Sandro lembra que Marabá tem um clima tropical e bastante incidência solar e que o investimento é altamente seguro e confiável. “Além disso a energia solar já é existente no mundo a mais de 3 décadas o Brasil recebe uma insolação (número de horas de brilho do Sol) superior a 3000 horas por ano, sendo que na região Norte e Nordeste há uma incidência média diária entre 4,5 a 6 kWh. É o país com a maior taxa de irradiação solar do mundo”, diz.

Em Parauapebas, a Secretaria Municipal de Mineração, Energia, Ciência e Tecnologia já planeja instalar sistema de geradores de energia em algumas escolas municipais, reduzindo os valores nas faturas de energia em até 95%. O projeto modelo é de Paragominas, onde a Prefeitura já economiza dinheiro e, ao mesmo tempo, traz vantagens ao meio ambiente.

Diferença no bolso

Márcio Costa Ferreira, comerciante, chamou a atenção dos moradores de sua rua, no Novo Horizonte, por ser o primeiro a instalar placas solares em sua residência. Na sua concepção, energia solar não é custo, mas investimento. “Quando eu instalei, há dois anos, para pagar o investimento levava sete anos. Hoje, se paga em quatro. Estou satisfeito porque consegui reduzir a conta da luz”, conta. Márcio exemplifica que para sua casa, de 300 m², colocou 40 placas ao custo de 1.000 reais cada. “Eu gastava em torno de 1.200 watts por mês e 900 reais de conta até o meio de 2016. Hoje, pago apenas a taxa de 70 a 75 reais e tenho uma produção de energia maior que o meu consumo. E o que eu não consumo vai pra RGE, mas tenho até 60 meses para utilizar esse crédito, que hoje está em torno de 5 mil kilowatts”.

 Ulisses Pompeu – correspondente em Marabá

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