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Bancos

Marabá: teto da agência do Banpará desaba e aproveitadores levam o despojo

O prédio em questão está localizado na VP-8, principal via do comércio do núcleo Nova Marabá e foi construído no início da década de 1980

Por Ulisses Pompeu – de Marabá

No início do feriado de Carnaval, o teto da antiga agência do Banpará, em Marabá, desabou e começou a atrair saqueadores, que passaram a retirar a fiação elétrica, peças de vidro, fechaduras e outros utensílios que permaneciam no prédio.

O prédio em questão está localizado na VP-8, principal via do comércio do núcleo Nova Marabá e foi construído no início da década de 1980, mas com paredes frágeis. Por diversas vezes a reforma do prédio foi adiada, apesar de técnicos terem indicado o risco de queda do teto.

Em março de 2015, todavia, finalmente a direção do Banpará alugou um prédio do grupo Leolar, a 200 metros dali, quase ao lado da Delegacia da Polícia Federal para abrigar a Agência Central do banco em Marabá.

Está prevista a construção de um novo prédio, ou adaptação do antigo, mas, passados dois anos, isso nunca aconteceu. Na noite de sexta-feira, em meio a uma chuva forte e ventania intensa, o teto do agência veio ao chão, levando medo para moradores de uma vila de Quitinetes localizada ao lado do velho banco. “A gente achava, no começo, que tinham jogado bomba na agência do Bradesco, que fica ao lado. Eu e minha esposa deitamos no chão e esperamos o pior”, mas só depois de 20 minutos que desconfiamos que não eram bandidos, porque o silêncio permanecia”, conta o comerciante Carlos André Souza.

No domingo, 27, quando a reportagem do blog esteve no local, algumas pessoas percorriam o interior do prédio arrasado atrás do que levar para casa – para ficar ou para vender e ganhar algum dinheiro.

A reportagem do Blog tentou falar por telefone com Diomar Freitas de Araújo, gerente de serviços internos do Banpará em Marabá, mas ela não atendeu às ligações nem na segunda nem terça-feira.

O governo do Estado vai colecionando aluguéis em Marabá, embora tenha prédios próprios para abrigar serviços públicos. É o caso do curso de medicina no município. As obras do prédio próprio iniciaram em 2011 e deveriam estar prontas no ano seguinte para abrigar as turmas que estavam entrando, mas até hoje os estudantes continuam tendo aulas em salas da Faculdade Metropolitana, para quem o Estado paga aluguel caro. Enquanto isso, as obras do prédio estão paradas.

Mais recentemente, o Estado alugou um prédio para abrigar a sede da Sespa em Marabá, para reformar o espaço próprio localizado no bairro Novo Horizonte. Passados três meses, nenhuma obra foi iniciada no local.

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