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Trânsito

Operação Lei Seca do Detran aponta aumento de crimes de trânsito em Parauapebas

Até o momento foram mais de 50 veículos removidos para o pátio do Detran por irregularidades, e mais de 150 autuações em Parauapebas.

Iniciada em 11 de abril, a Operação Lei Seca do Detran, em Parauapebas, já resultou em mais de 50 autuações por crime de trânsito. Foram mais de 50 veículos removidos para o pátio do Detran por irregularidades, e mais de 150 autuações por documentos vencidos, falta de habilitação, falta de capacete, entre outras ocorrências, inclusive, menores conduzindo veículos e motocicletas.

A operação já foi realizada em vários pontos da cidade e segue, sem previsão de término, com o intuito de coibir a associação entre álcool e direção. “Os dados coletados até agora pela coordenação da equipe mostram que o índice desta combinação aumentou consideravelmente”, informa a coordenadora da ação, a agente do Detran Nívia Gorayeb.

“Parauapebas, no ano passado, teve um índice bem menor de flagrantes por crime de trânsito, e as infrações de licenciamento, falta do uso de capacete e de condutores sem habilitação foram bem menores também. Arrisco até dizer que foi 50% menor que as ocorrências deste ano, especificamente esse fim de semana passado”, acrescentou a coordenadora ao Blog.

“Os veículos apreendidos ficarão no pátio do Detran por até 60 dias. Após isso, serão removido para leilão, em Marabá. Os proprietários que tiverem interessados em buscar os seus veículos devem procurar a sede do Detran, aqui em Parauapebas, para regularizar a situação. As CNH’s que foram recolhidas também já estão disponíveis no Detran”, informou Rivelino Oliveira Pereira, diretor do órgão em Parauapebas, reforçando que tem sido dado todo o apoio necessário aos agentes do fiscalizadores para a realização da operação.

A operação é do Detran, mas conta também com apoio de outros órgãos de segurança, como a Polícia Civil, fundamental para os processos em caso de flagrante dos condutores que se enquadrem no crime de trânsito por alcoolemia, e também a Polícia Militar, que dá suporte de segurança aos agentes do órgão de trânsito.

Os acidentes de trânsito em Parauapebas são responsáveis por boa parte dos atendimentos graves realizados nas redes de urgência e emergência do município, e boa parte desses atendimentos têm um custo muito elevado para a saúde pública, pois demandam acompanhamento de médicos especialistas e materiais de alto custo para realização de cirurgias.

Estrutura e pessoal na operação

A equipe da Operação Lei Seca em Parauapebas é composta por 34 agentes de trânsito, dentre eles quatro administrativos. São quatro viaturas e uma Unidade Móvel equipada com câmeras na parte de fora e que filmam toda a operação, que é visualizada em tempo real pela equipe de Belém. “A ideia é que nenhum tipo de ocorrência seja deixada de ser feita por que o condutor é amigo de fulano ou ciclano”, informou Nívia Gorayeb.

A equipe conta também com seis integrantes do Grupo Tático de Motociclistas do Detran, todos equipados com câmeras em seus coletes, na parte frontal, para que a abordagem seja completamente filmada. “O objetivo é que a operação seja transparente, o foco é preservar vidas. Que possamos algum dia chegar ao índice zero dessa combinação de álcool e direção” finalizou a coordenadora da operação.

Um diferencial da operação este ano, em Parauapebas, é o grande número de mulheres integrando a equipe. “Consegui um número considerável de mulheres para a operação. Assim temos um toque maior ainda de delicadeza em uma operação que acaba por ser de cunho repressivo”, disse Nívia Gorayeb. Essa operação em Parauapebas está sob a supervisão do gerente da capital, Ivan Feitosa, da coordenadora de operações, Katia Cruz, é do diretor de trânsito e operação, Walmero Costa.

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