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Opinião

Operação Timóteo está perdendo a força ou estava com foco equivocado?

Envolvidos de Parauapebas já estão em liberdade

A Operação Timóteo, que investiga irregularidades  e um esquema de corrupção em cobranças judiciais de royalties da Compensação Financeira pela Exploração de Recursos Minerais – CFEM -, vai perdendo força.

Em Parauapebas a Polícia Federal era para ter cumprido cinco mandados de prisão. Foram presos provisoriamente Juranduy Soares (ex-diretor do DAM e ex-chefe de gabinete de Darci Lermen), João Fontana (ex-chefe de gabinete e ex-secretário de obras de Darci Lermen) e José Raimundo (fiscal concursado do Departamento de Arrecadação Municipal – DAM). Outros dois mandados de prisão, contra o ex-prefeito Darci Lermen e José Rinaldo (ex-secretário de Fazenda do governo Valmir Mariano) deixaram de ser cumpridos em virtude deles não se encontrarem na cidade em 16 de dezembro, quando ocorreu a operação da PF.

Na madrugada dessa terça-feira (20) foram liberados os presos de Parauapebas. Eles já se encontram no município.

Conforme anunciado pelo Blog, à Darci Lermen e José Rinaldo de Carvalho foram concedidos Habeas Corpus preventivo para que eles não sejam presos quando de suas oitivas ao delegado da Polícia Federal, o que deve ocorrer nos próximos dias.

Ainda no Pará, Beto Jatene, filho do governador Jatene que havia se entregado à JF no dia 16, foi agraciado com um Habeas Corpus e já está em liberdade.

O ex-diretor do Departamento Nacional de Produção Mineral (DNPM), Marco Antônio Valadares Moreira, um dos investigados na Operação Timóteo, foi libertado da prisão após decisão tomada ontem (19) pelo juiz Ricardo Leite, da Justiça Federal em Brasília. Moreira foi exonerado do cargo de diretor de Procedimentos Arrecadatórios da autarquia na sexta-feira (16).

O fato da Polícia Federal “visitar” pessoas ligadas à política supostamente envolvidas em crimes virou rotina no Brasil. Algumas vezes a imprensa e grupos de oposição ao “visitado” fazem um verdadeiro circo em relação ao que está acontecendo. Mas, na maioria das vezes, o procedimento não passa de simples trâmites da investigação que poderiam ser contornados sem que os holofotes fossem ligados e o burburinho dos apaixonados por A e B acontecesse. Bastaria uma simples intimação e o hora visitado compareceria sem maiores alardes.

Essa eloquência da Polícia Federal em suas operações certamente daria uma boa tese de mestrado. Uns são a favor, outros contra.

Eu, pessoalmente, sou contra! E explico os meus motivos: vamos tirar por base o já citado Juranduy Soares. Ele foi pego na operação devido ao rastreamento de uma movimentação financeira em sua conta corrente. Em seu depoimento, cujo o Blogger teve acesso, é perguntado a Juranduy a origem e o destino de vários depósitos efetuados em sua conta corrente no Banco do Brasil. Em resposta, Juranduy disse simplesmente que na época era assessor do gabinete do então vice-prefeito de Parauapebas, Dr. Afonso, e que o então Procurador Geral do Município, Hernandes Margalho lhe solicitou a liberação da conta para uso pessoal dele (Margalho) de onde foram recebidos recursos originados do escritório de Jader Pazinatto. Afirmou ainda que assim o fez para garantir seu emprego. Errou Juranduy? Sim, mas não bastaria a PF intimá-lo a comparecer em uma de suas delegacias para que ele colaborasse com a justiça sem que seus amigos e familiares tivessem que passar pela situação vexaminosa de vê-lo preso?

Assim como Juranduy, outros “peixes pequenos” foram presos pela operação da PF enquanto os “tubarões” banhavam-se em mares Brasil a fora.

Felizmente, os envolvidos que foram presos certamente são os que menos devem à justiça e já estão de volta aos seus lares. As investigações, agora já com as devidas colaborações destes, deverão continuar e os verdadeiros criminosos serão, quiçá um dia, presos e pagarão por seus crimes.

Não estou aqui querendo defender ninguém, até porque não tenho motivos para isso, mas está na hora da polícia largar de mão os “ladrões de galinha” e focar nos verdadeiros criminosos, seja ele influente politicamente ou não! Até porque a PF está cansada de saber que políticos corruptos e corruptores não deixam rastros não fáceis de serrem achados, mas sempre se pode olhar o patrimônio a que eles desfrutam e dar início à uma investigação.

Comentários ( 3 )

  1. “mas está na hora da polícia largar de mão os “ladrões de galinha” e focar nos verdadeiros criminosos, seja ele influente politicamente ou não!” teve de tudo menos ladrão de galinha, na verdade são tudo macacos vermelhos, não largam o osso, só muda o cargo. Têm que punir todos e acabar com essa corrupção que está acabando com o país. O dinheiro em cifras vultuosas nas mãos dos políticos mercenários.

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