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Saúde Animal

Pará reforça ações diante de casos de Influenza Aviária em outros países

O setor avícola do Pará gera cerca de 110 mil postos de trabalho diretos e indiretos, com a produção estadual correspondendo a 70 mil toneladas de carne processadas.

Preocupada com as ocorrências de Influenza Aviária, registradas nos últimos três meses, em 33 países – especialmente o Chile, que divulgou o problema na primeira semana de janeiro –, a Agência de Defesa Agropecuária do Estado do Pará (Adepará) divulgou na sexta-feira (13), nota técnica sobre o assunto. O objetivo é redobrar a atenção, já que a Agência é a responsável pela prevenção e monitoramento da doença no Estado. A Influenza Aviária é uma doença exótica no Brasil, ou seja, nunca houve registro de casos em território brasileiro.

A nota foi assinada pelas gerências de Epidemiologia e Emergência Agropecuária e do Programa Estadual de Sanidade Avícola, ambos da Adepará. O texto informa que a Adepará, por meio do Programa Estadual, está em alerta à situação, providenciando a adoção de medidas imediatas. “Com o problema já no Chile, significa que o vírus está em circulação na América do Sul. Chile faz fronteira com Santa Catarina, que é o segundo maior produtor de aves do Brasil. Em função disso, vamos aumentar as fiscalizações, bem como reforçar o sistema de biossegurança, com o objetivo de mitigar o risco da entrada no Brasil e, assim também, no Pará”, informa a médica veterinária da Adepará Littierre Lima, que está respondendo interinamente pela Gerência do Programa de Sanidade Avícola.

Em dezembro passado, o Ministério da Agricultura, Pecuária e Abastecimento (Mapa) emitiu um alerta sanitário de prevenção à influenza ou gripe aviária, por tempo indeterminado, como forma de intensificar as ações de defesa destinadas a prevenir a entrada da doença no Brasil. As medidas envolvem as agências de defesa das secretarias de agricultura estaduais. Semana passada foi a vez da Associação Brasileira de Proteína Animal (ABPA). O presidente da instituição e membro da Academia Nacional de Agricultura da Sociedade Nacional de Agricultura (SNA), o ex-ministro Francisco Turra disse, em nota oficial à imprensa, que uma série de medidas, entre elas, de biosseguridade, já estabelecidas pelo Grupo Estratégico de Prevenção de Influenza Aviária (GEPIA), vinculado ao Conselho Diretivo da instituição, estão sendo tomadas.

“As agroindústrias e as entidades estaduais estão engajadas nesta ação. Estamos fortalecendo nosso protocolo de biosseguridade, tornando ainda mais restritiva a circulação de pessoal e produtos dentro do processo produtivo, com total controle, inclusive, das equipes das empresas. Somos o único grande produtor e exportador mundial que nunca registrou foco da enfermidade, e é isso que buscamos preservar com esta medida”, afirma Turra, em nota.

Avicultura paraense

A preocupação do Estado vem diante do crescimento da avicultura paraense, sobretudo, a comercial que está presente em 28 dos 144 municípios do Pará. Segundo dados da Associação Paraense de Avicultura (Apav), Santa Isabel e Santarém são os principais polos de produção e apresentam o maior plantel da região Norte de frango de corte, representando 1,36% do plantel brasileiro.

O setor avícola do Pará gera cerca de 110 mil postos de trabalho diretos e indiretos, com a produção estadual correspondendo a 70 mil toneladas de carne processadas, que representam 77,4 milhões de aves anuais, consumindo 500 mil toneladas de ração, sendo 325 mil toneladas de milho, 125 mil toneladas de soja e 50 mil toneladas de outras matérias primas, como farinha de carne, premix mineral e vitamínico. “A Adepará já emitiu 33 registros de granjas comerciais de corte e postura, conforme a Instrução Normativa n. 56, do Mapa, e outras estão em tramitação. Trata-se de mais um dispositivo legal que também converge para mitigação do risco sanitário”, garante Luttiere Lima.

Segundo a Apav, em 2015, o setor cresceu 53% na produção de ovos férteis em Santarém, aumentou o plantel de corte para 1.660.000 aves por semana, a postura comercial cresceu 3,32%, a avicultura familiar cresceu 14%, o abate nos abatedouros cadastrados no Serviço de Inspeção Federal (Sif) e no Serviço de Inspeção Estadual (Sie) subiram para 13,70% com 160.000 toneladas de carnes processadas. Neste cenário econômico, a atividade avícola convergiu para um consumo de 373 mil toneladas de milho e 132 mil toneladas de soja.

Números do setor no Pará

– 4 abatedouros (dois em Santa Isabel, um em Benevides e um em Santarém)
– 188 distribuidores de aves vivas
– 33 granjas paraenses de postura
– A produção avícola do Estado é quase que completamente voltada ao próprio mercado interno, com 96,77% do trânsito ocorrendo internamente.

Fonte: ADEPARÁ

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