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Saúde

Pará terá primeiro hospital público com tecnologia para reduzir erros de medicação

O projeto está implantado no Hospital Oncológico Infantil Octávio Lobo, em Belém, e é uma parceria da Wolters Kluwer, Saluxe e a instituição de gestão hospitalar Pró-Saúde

A OMS (Organização Mundial da Saúde) lançou recentemente a campanha Global Patient Safety Challenge on Medication Safety, visando reduzir em 50% os erros de medicação em todo o mundo, nos próximos cinco anos. No Brasil, estima-se que das 35 milhões de indicações medicamentosas que ocorrem por mês em âmbito nacional, até 75% delas estejam sujeitas a erros. Os impactos destes erros sobretudo em pacientes pediátricos portadores de patologias crônicas, como o câncer, é ainda mais complexo visto que podem ter implicações muito graves.  O objetivo dessa iniciativa é aprimorar o tratamento dos pacientes e prevenir erros médicos por medicação nos tratamentos.

O projeto está sendo iniciado no Hospital Oncológico Infantil Octávio Lobo quer prevenir a incidência de erros por prescrição de medicamentos em instituições públicas de saúde brasileiras. Assim, a instituição mantida pelo Governo do Estado do Pará é primeira na esfera pública do Brasil a incorporar ao seu sistema de prontuário eletrônico do paciente (PEP) da Salux, o Medi-Span – sistema de suporte à decisão de prescrição de medicamentos da Wolters Kluwer.

“A nova tecnologia vai permitir que a Pró-Saúde amplie a assertividade durante a assistência aos pacientes ao oferecer um avançado suporte ao corpo clínico durante a prescrição de medicamentos e, também, promove um uso mais eficiente dos recursos financeiros. Trata-se de uma experiência que poderá, inclusive, ser compartilhada com outras Unidades do País, que dependem de recursos do Sistema Único de Saúde (SUS). Essa união de expertises certamente resultará em ganhos de qualidade para o paciente”, indica Jocelmo Pablo Mews, diretor de Operações da Pró-Saúde.

O Medi-Span guarnece a equipe clínica com alertas automáticos entregues de forma eficiente dentro do fluxo de trabalho, permitindo assim uma triagem sofisticada, com base em informações disponíveis no sistema sobre cada paciente com seus dados históricos. Dessa forma, a tecnologia ajuda os profissionais a tomarem decisões mais seguras e sugerirem alternativas mais plausíveis sempre no melhor interesse do doente.

“Cerca de 2,4 mil instituições ao redor do mundo fazem uso desta ferramenta de suporte a prescrição de medicamentos, mas no Brasil ainda existe um gap neste sentido. Este é o terceiro hospital brasileiro, o primeiro na esfera pública, a adotar essa solução. Portanto, esse projeto é também uma grande quebra de paradigma e uma importante mudança na forma de conduzir a saúde. E isso torna-se ainda mais impactante por tratar-se de uma instituição localizada em uma região carente e que atende crianças, portadoras de uma doença crônica. É emocionante fazer parte deste projeto e contribuir para uma melhoria da saúde desses pacientes e para a efetividade clínica dessas instituições”, explica Fabio Lia, diretor de alianças estratégicas para América Latina da Wolters Kluwer. (Por Mafalda Freire, de Belém)

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