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Futebol

Parauapebas perde para o Bragantino nos pênaltis pela final da Segundinha do Parazão 2017

Com o vice-campeonato, o PFC vai estrear na elite do Parazão diante do Paysandu Sport Club, o atual bicampeão, na capital Belém

Por Fábio Relvas

Bragantino e Parauapebas fizeram um grande jogo pela final da Segundinha do Parazão 2017. A decisão foi realizada na tarde desta quinta-feira (30/11), no estádio Olímpico São Benedito, o Diogão, em Bragança. No tempo normal, a partida terminou empatada em 2 a 2. O Tubarão do Caeté abriu o placar com Alan, em cobrança de falta, aos 27 minutos, com falha do goleiro Cleriston. O Gigante de Aço empatou também em cobrança de falta com Thiago Potiguar, um golaço, aos 43 minutos.

Na etapa final, o PFC foi para cima e virou a partida com o gol marcado pelo lateral-esquerdo Neilson, que disparou um chutaço da entrada da área, em um outro golaço, aos 20 minutos.

Empurrado pela torcida e aproveitando o fato de ter dois jogadores a mais em campo, o Bragantino chegou ao empate com Rafinha, em cobrança de pênalti, aos 36 minutos. Com o empate em 2 a 2 a decisão foi para os pênaltis, melhor para o Bragantino que venceu por 5 a 4 e conquistou pela terceira vez a Segundinha do Parazão. Com o vice-campeonato da Segundinha, o Parauapebas Futebol Clube vai estrear na elite do futebol paraense em 2018 diante do bicampeão, o Paysandu Sport Club, na capital Belém.

A final: Bragantino 2 x 2 Parauapebas – Tubarão tricampeão nos pênaltis: 5 a 4

A torcida compareceu em massa no estádio Diogão para acompanhar a grande final da Segundinha do Parazão 2017. A partida começou com forte marcação, com muitas faltas sendo assinaladas para as duas equipes. A primeira tentativa real de gol saiu apenas aos 14 minutos
com o meia Flamel, que disparou um chute venenoso, a bola passou perto da meta do Bragantino.

Quem quase abriu o marcador foram os donos da casa. Keoma foi levando, entrou na área e disparou cruzado, a bola passou para fora, levantando a torcida do Tubarão. Mas momentos depois não teve jeito. Alan cobrou falta e o goleiro Cleriston acabou falhando no lance e tomou um frango, aos 27 minutos de jogo, 1 a 0 Bragantino. A torcida cantava nas arquibancadas: “Oh, o Tubarão voltou”.

O técnico Léo Goiano, que entrou apenas com um atacante, no caso o Monga, mudou de ideia, tirou o volante Matheus Moreno e colocou Danúbio, outro homem de frente. A mudança surtiu efeito e o PFC foi para cima. Thiago Potiguar cobrou uma falta com perfeição e marcou
um golaço, na gaveta do goleiro Marcelo Valverde, aos 43 minutos, 1 a 1, calando a torcida no estádio Diogão. O disputado e equilibrado primeiro tempo terminou no empate. A torcida do Bragantino pegou no pé da arbitragem na saída para os vestiários.

O técnico Artur Oliveira do Braga já voltou para a etapa derradeira com duas mudanças. Sacou os dois atacantes: Mauro Praia e Aslen Kevin e colocou Marcelo Maciel e João Leonardo, respectivamente. Ambos também atacantes. Quem chegou com perigo foi o PFC. Flamel acertou um chute de primeira e quase marcou um golaço, a bola passou assustando a meta de Marcelo Valverde. O time da casa deu o troco com Marcelo Maciel, que na velocidade ficou de frente e bateu cruzado, quase marcou o segundo do Tubarão do Caeté.

O vento forte em Bragança atrapalhou as equipes em determinadas jogadas em profundidade. O técnico Léo Goiano voltou a mexer no Pebas, tirando o atacante Monga e colocando EversonBilau no ataque. O jogo deu uma caída, a correria do primeiro tempo não se via mais no segundo tempo. Até que o lateral-esquerdo Neilson chegou na entrada da grande área e soltou o pé, aos 20 minutos, virando o jogo para o Gigante de Aço, 2 a 1.

O time do PFC de boa na partida começou a tocar a bola e fazer o adversário correr atrás dela. O Braga chegou, após cobrança de falta, Marcelo Maciel apareceu como um foguete, mas cabeceou para fora. Em uma rápida jogada, Thiago Potiguar deixou Danúbio na cara, mas o atacante perdeu um gol incrível. No lance seguinte, em um contra-ataque rápido do Bragantino, o zagueiro Cris cometeu pênalti e recebeu o segundo cartão amarelo e consequentemente o cartão vermelho.

O meia Rafinha chamou a responsabilidade e cobrou o pênalti com categoria deixando tudo igual no Diogão, para a explosão da massa do Tubarão, aos 36 minutos, 2 a 2. Após o gol, o meia Thiago Potiguar descontrolado foi expulso de campo e com isso o Gigante de Aço ficou com dois jogadores a menos, se complicando em campo. O árbitro Djonaltan Costa Araújo acrescentou mais quatro minutos. O zagueiro Romário do Bragantino cometeu falta forte em Everson Bilau e recebeu cartão vermelho. Final de jogo: Bragantino 2 x 2 Parauapebas.

A decisão da Segundinha do Parazão foi para os pênaltis.

O Bragantino iniciou a série dos cinco e fez com João Leonardo, Rafinha, Keoma e Marcelo Maciel, enquanto que Paulo de Tarcio chutou para fora. Pelo Parauapebas assinalaram Flamel, Neilson, Felipe Baiano e Bruno Leite, já Wanderlan parou na defesa do goleiro Marcelo Valverde.

Nos pênaltis alternados, Bruninho marcou para o Tubarão e Everson Bilau acertou na trave perdendo para o PFC.

Placar final: Bragantino 5 a 4 nos pênaltis. Bragantino conquistou o tricampeonato da Segundinha do Parazão.

FICHA TÉCNICA

BRAGANTINO: Marcelo Valverde; Diego Macapá, Romário, Rodrigo Reis e Gabriel Lima; Paulo de Tarcio, Rafinha, Keoma e Alan (Bruninho); Mauro Praia (Marcelo Maciel) e Aslen Kevin (João Leonardo). Técnico: Artur Oliveira.

PARAUAPEBAS: Cleriston; Wanderson (Bruno Leite), Cris, Wanderlan e Neilson; Matheus Moreno (Danúbio), Gilberto, Felipe Baiano, Flamel e Thiago Potiguar; Monga (Everson Bilau). Técnico: Léo Goiano

Árbitro: Djonaltan Costa Araújo (CBF/PA)

Assistentes: Hélcio Araújo Neves (CBF/PA) e Nayara Lucena Soares

Quarto-árbitro: Joquetam Moreira Guimarães

Quinto-árbitro: Mosenias Machado dos Santos Galvão

Cartões amarelos: Romário (Bragantino); Felipe Baiano, Neilson e Cris (Parauapebas)

Cartões vermelhos: Romário (Bragantino); Cris e Thiago Potiguar (Parauapebas)

Gols: Alan de falta, aos 27 minutos do 1º tempo para o Bragantino; Thiago Potiguar de falta, aos 43 minutos do 1º tempo para o Parauapebas; Neilson aos 20 minutos do 2º tempo para o Parauapebas; Rafinha de pênalti, aos 36 minutos do 2º tempo para o Bragantino

Local: Estádio Olímpico São Benedito, o Diogão, em Bragança.

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