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Parauapebas terá “Dia D” do atendimento à pessoa com deficiência, para inclusão no mercado de trabalho

A data foi escolhida durante a comemoração do Dia Nacional do Surdo, realizada ontem em Parauapebas

Durante uma reunião realizada nesta terça-feira, 26, na Secretaria Municipal de Assistência Social de Parauapebas, com os representantes dos Conselhos Municipais dos Direitos da Pessoa com Deficiência (CMDPDP), e Assistência Social (COMASP), SINE, APAE e o secretário Jorge Guerreiro, foi definida a data de 23 de novembro como o dia “D” para o atendimento da pessoa com
deficiência e reabilitados, voltado para a inserção no mercado de trabalho.

A proposta é aproximar as empresas da pessoa com deficiência para que ela volte a ter uma atividade rentável e não dependa do benefício do governo, que muitas vezes não consegue atender às necessidades.

A reunião aconteceu no Dia Nacional do Surdo, comemorado no dia 26 de setembro em todo o país e que fez parte da programação da IX Semana de Luta pelos Direitos da Pessoa com Deficiência. As atividades de lazer, esporte e ações de conscientização foram realizadas em Parauapebas entre os dias 19 e 22 de setembro.

O Conselho Municipal dos Direitos da Pessoa com Deficiência de Parauapebas (CMDPDP) reuniu dezenas de pessoas pelas ruas da cidade para chamar a atenção para a falta da acessibilidade em áreas públicas e da padronização das calçadas que hoje dificultam o cadeirante e o cego, de circular pela cidade.

Para o presidente do CMDPDP, Edivaldo Lima, a luta também é pelo empoderamento da pessoa com deficiência. “Buscamos junto ao governo a implementação de políticas públicas que atendam os anseios e a necessidade desse grupo que eu faço parte ainda tão marginalizado na sociedade”, destacou Edivaldo.

O Clube de Xadrez de Parauapebas também participou da programação e realizou no dia 23 de setembro, no shopping da cidade, um circuito sensorial de xadrez com deficientes visuais que tiveram a oportunidade de conhecer as regras desse esporte, que também pode ser inclusivo. ” O xadrez é o jogo mais democrático que existe, qualquer pessoa pode jogar. Por isso, é muito utilizado na escola, quanto da reabilitação. Ajuda a prevenir o Alzheimer, melhora a concentração e o raciocínio lógico”, destaca o professor de xadrez, Rodrigo Leal.

Mas o esporte ainda esbarra na dificuldade de encontrar no município os materiais adaptados para quem é cego, ou tem baixa visão. Também faltam os professores para trabalhar nessa área.

“Temos uma professora que trabalhou tempos atrás e nós já entramos em contato com ela para fechar uma parceria. A nossa ideia é iniciar, no ano que vem, duas turmas com deficientes visuais dentro do clube. Hoje temos cinco cegos que já praticam o Xadrez”, explicou o professor que pretende ainda realizar uma competição de cegos, com atletas de cidades vizinhas e divulgar mais esse esporte entre a pessoa com deficiência. Rodrigo Leal espera conseguir apoio para adquirir os materiais adaptados.

O Conselho Municipal também aproveitou a semana de luta para divulgar os direitos adquiridos ao longo dos anos das pessoas com deficiência, que são garantidos pela Legislação Brasileira e se tornaram instrumento de inclusão social. A primeira delas foi a lei de cotas, implantadas em 24 de julho de 1991, e regulamentada nove anos depois, melhorando a fiscalização nas empresas.
Em 20 de dezembro de 1999 foi regulamentada a Lei das pessoas com deficiência. Em 2000, duas Leis Federais garantiram o atendimento prioritário e as normas e critérios para a acessibilidade das pessoas com deficiência, e em 2 de janeiro de 1916, foi aprovada a Lei Brasileira de Inclusão da Pessoa com Deficiência que passou a ser chamada de Estatuto da Pessoa com Deficiência.

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