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Parauapebas

Polícia Federal deflagra Operação Extortore em Parauapebas. (Atualizada)

A investigação, que teve início na Polícia Civil, foi assumida pela Polícia Federal após a constatação de que os mesmos indivíduos foram responsáveis pelo ataque à Estrada de Ferro Carajás, em 19 de outubro de 2016

A Polícia Federal deflagrou, na manhã de hoje (07/08), a Operação Extortore voltada à investigação dos responsáveis por diversos atos de sabotagem praticados em Parauapebas/PA, com o propósito de compelir à empresa Vale S.A. ao pagamento de valores pecuniários indevidos. Ao todo, estão sendo cumpridos dois mandados de prisão temporária e três mandados de busca e apreensão.

Desde maio de 2016, diversas torres de transmissão de energia, voltadas ao atendimento das atividades desenvolvidas pela empresa Vale S.A. na região, foram alvo de ataques de criminosos, que desparafusavam as bases das torres, deixando-as na iminência de cair. Em seguida, os criminosos entravam em contato com um funcionário da área de segurança da empresa Vale S.A., indicavam as torres que foram atacadas, e em seguida exigiam quantias que chegavam a 15 milhões de reais para cessarem os ataques.

A investigação, que teve início na Polícia Civil, foi assumida pela Polícia Federal após a constatação de que os mesmos indivíduos foram responsáveis pelo ataque à Estrada de Ferro Carajás, em 19 de outubro de 2016, mediante a detonação de explosivos que causaram danos à estrutura da Estrada de Ferro, o que atraiu o interesse da União.

Após este ataque, as ameaças chegaram a cessar por um período, dificultando o aprofundamento das investigações. Todavia, novos atos de sabotagem voltaram a ser praticados nos últimos meses, demandando um acompanhamento intenso da situação e uma ação enérgica da Polícia Federal, dado à gravidade dos atos praticados e ainda em virtude da promessa de uma série de ataques que passariam a ser praticados.

Agentes da PF cumprem mandado na Rua Marcos Freire, na Chácara do Sol, em Parauapebas na manhã desta segunda-feira

Os crimes investigados são os de Extorsão (art. 158, CP), Explosão (art. 251 do CP), Perigo de Desastre Ferroviário (art. 260, inc. I, do CP), Atentado contra a segurança de serviço de utilidade pública (art. 265, CP) e Fabricação de artefato explosivo (art. 16, inc. III, da Lei 10.826/2003),  cujas penas somadas ultrapassam a 30 anos de reclusão.

*De acordo com o dicionário da língua portuguesa, a palavra Extortor, ou seja, aquele que pratica extorsão, tem origem no latim extortore, daí o nome da operação cujo objetivo foi justamente prender o indivíduo identificado como responsável pelas ligações e ameaças praticadas.

As 10 horas desta segunda-feira acontecerá uma coletiva de imprensa na sede da Superintendência da PF em marabá para comentar a ação.

Com informações da Assessoria de Comunicação Social da Superintendência da Polícia Federal no Pará)

Atualização às 10h

Em nota enviada ao Blog, a Assessoria de Imprensa da Vale comentou a ação da PF. Confira:

Nota à imprensa

O papel da Vale foi fornecer informações à Polícia Federal, nos últimos meses, em função da gravidade desses atentados terroristas cometidos contra a empresa. A Vale vai continuar colaborando com as investigações da Polícia Federal e ressalta o trabalho profissional e competente da PF ao longo desta investigação.

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