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Política

Pré-candidata do PC do B à Presidência da República vem a Marabá no sábado

É a primeira postulante ao cargo que visita o município. Aqui ela terá contato com os trabalhadores e também com o setor produtivo
Por Eleutério Gomes – de Marabá

Acontece no próximo sábado (9), na Câmara Municipal, um ato cultural em memória do advogado e defensor dos Direitos Humanos, Paulo Fonteles Filho, falecido recentemente. Ele era militante do Partido Comunista do Brasil (PC do B) e com trabalho ativo na região sudeste do Pará. Para o evento, que tem horário previsto para às 15 horas, virá a pré-candidata do partido à presidência da República, Manoela D’Ávila, ex-deputada federal pelo Rio Grande do Sul, que às 14 horas se reúne com os representantes do setor produtivo da região. É a primeira postulante ao cargo de mandatário do País, nas eleições de 2018, que vem a Marabá.

Antecedendo Manuela e para ajudar na organização do ato cultural, se encontra em Marabá a ex-deputada estadual Sandra Batista, da Comissão de Política Estadual do PC do B e presidente da União Brasileira de Mulheres. Ela é viúva do advogado João Batista, que também atuava nesta região em defesa dos direitos dos trabalhadores do campo e foi executado na porta de casa, em Belém, há exatos 29 anos.

Há saída sim     

Sandra Batista concedeu entrevista ao Blog e afirma que a pré-candidatura de Manoela D’Ávila, pelo PC do B, vem para dialogar com a população mais diretamente, porque a sigla sempre apoiou o Partido dos Trabalhadores (PT), na pessoa de Lula e de Dilma Rousseff, mas sentiu, por conta da grave crise institucional, política, econômica e social que o País enfrenta, a necessidade de falar diretamente com o povo, dizendo quais são as saídas para essa crise.

“Então, nós queremos escutar a população, apresentar nossas propostas, para que possamos ter um horizonte. “Àqueles que acham que não temos saída, dizemos que temos sim. A saída é mais democracia para que a gente tenha mais oportunidades para o nosso povo”, afirma Sandra.

Ela diz que Manuela D’Ávila vem ao Pará se encontrar com uma realidade que ainda não conhece, principalmente na região sudeste, que é pujante, tem muito a oferecer ao País, “mas que tem sido desprezada, abandonada”.

“Contribui muito com a balança comercial, com os minérios, com o agronegócio, mas essa contribuição não volta em termos de progresso social para o nosso povo. Então, ela vindo ver a realidade, in-loco, tem uma dimensão do que são os diversos brasis que nós temos”, destaca Sandra, lembrando que Manuela é do Rio Grande do Sul e precisa conhecer mais a Amazônia e como as relações produtivas se desenvolvem na região, “tanto do ponto de vista do setor empresarial quanto do ponto de vista dos trabalhadores”.

Lava-jato é tramoia

Indagada se o PC do B se coligaria novamente com o PT, Sandra Batista respondeu positivamente, caso seja a vontade do partido vermelho, e ressaltou que não há contradição entre a candidatura de D’Ávila e a de Lula, porque as duas agremiações sempre andaram juntas. “Mas nós temos essa necessidade de mostrar a nossa cara, as nossas ideias e propostas e que muitas vezes se diluem dentro do PT”, disse.

Sobre se considera que tanto Lula quanto Dilma foram vítimas de injustiça, Sandra afirmou que sim. “Agora mesmo, por exemplo, foi descoberta toda a tramoia da Lava-Jato. O advogado Tacla Duran expõe as vísceras da Lava-Jato. Ou seja, o juiz Moro vendendo sentenças e delações premiadas. Em verdade, a Lava-jato veio para punir o Lula”, argumenta.

Ela lembra que até o momento não se tem provas contra o ex-presidente, ao contrário do que acontece com o senador Aécio Neves (PSDB/MG), com o ex-deputado federal Eduardo Cunha (PMDB/RJ) e com o próprio presidente Michel Temer (PMDB). “Eles não estão sendo incomodados, enquanto o Lula vem sendo investigado 24 horas e até agora não se tem uma prova contundente contra ele. A Dilma foi vítima de uma armação, porque o Congresso que votou pelo impeachment dela é o mesmo que inocentou o Temer para que ele não fosse investigado. Então, aí já se vê que há dois pesos e duas medidas”, enfatiza.

Ela observa, que, aqueles que votaram para salvar Michel Temer diziam que não se podia mudar o presidente para não causar uma instabilidade no País, mas esses mesmos criaram uma uma crise política, tirando uma presidente eleita. “Como é que você cria uma instabilidade para quem foi eleita pelo povo? E não cria para quem é ilegítimo e só está prejudicando os direitos dos trabalhadores?”, indaga.

Três maldades

Para Sandra, a reforma da Previdência é a terceira maldade do presidente da República. “A primeira foi a PEC dos Gastos, que congela os investimentos por 20 anos. Quero dizer aos prefeitos que, em 2018, eles vão ter grandes dificuldades. Eles não podem incrementar gastos na Saúde, por exemplo, por mais que queiram. Ou serão retalhados em outros convênios, pelo governo federal”, avisa.

A segunda maldade – afirma ela – é a Reforma Trabalhista, inclusive com relação às mulheres, porque as lactentes e as gestantes agora podem trabalhar em lugares insalubres.

“E a terceira maldade é a Reforma da Previdência, que mexe do jovem até aqueles, como eu, que estão à porta da aposentadoria”, conta.

Ela afirma que é funcionária da Caixa, tem 28 anos de contribuição e está a ponto de se aposentar porque, na categoria dela, são 30 anos, mas, se vier a reforma, terá de trabalhar mais 10 anos para ter a aposentadoria integral.

“Enquanto isso, a gente observa o Temer se aposentando com 55 anos de idade e o José Sarney – como saiu hoje em todos os noticiários – brigando por três aposentadorias: de ex-presidente, de ex-senador e de funcionário do Tribunal de Justiça do Maranhão. Só aí dá uns R$ 54 mil a R$ 60 mil de aposentadoria. E aí querem que o trabalhador trabalhe 15 anos no mínimo, 40 no máximo para poder se aposentar. Então é um absurdo, é aposentadoria pé na cova”, indigna-se.

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  1. A Manuela e uma mulher inteligente é uma ótima candidata, porem as ideologias do partido para o que vivemos hoje tem de ser repensadas, pois hoje vivemos em uma sociedade que o diálogo e flexibilidade para se governar são regras.

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