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Qual a diferença entre a menopausa e o climatério?

Entenda como distinguir e reconhecer os efeitos dos dois fenômenos na vida da mulher
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 Por Dr. Ricardo Wagner ( * )

Hoje explicaremos a diferença entre a menopausa e climatério, dois conceitos similares por se referirem a mesma fase da vida da mulher, mas em momentos diferentes. O climatério é a fase de transição de quando se pode haver a gravidez para o período em que ela não é mais possível; a menopausa tem seu início com a última menstruação da vida de uma mulher.

Durante o climatério, a produção de hormônios no corpo da mulher diminui rapidamente, surgindo sintomas como ondas de calor (principalmente no rosto), alteração de humor (comumente depressão), alteração de sono, além de uma série de mudanças no ciclo menstrual – podendo ele ficar mais curto, mais longo ou causarem hemorragias após alguns meses sem menstruação.

O climatério é um fenômeno natural que ocorre com todas as mulheres, das quais, cerca de 80% apresentam sintomas em menor ou maior intensidade.

Uma sensação de inchaço no corpo e mamas, alterações de humor (nervosismo, irritação, tristeza profunda ou mesmo depressão), fortes dores de cabeça ou enxaquecas podem manifestar-se ao longo de até quinze dias antes da menstruação. É comum ainda, do meio para o fim do climatério, a irregularidade de ciclos e a variação do fluxo menstrual, por isso, a menopausa só é “diagnosticada” após pelo menos doze meses sem menstruação.

A menopausa ocorre geralmente entre os 45 e 55 anos, podendo ser chamada de precoce ou tardia, dependendo de quão antes ou depois desta idade ela acontecer. É comum ainda que ocorra na mesma idade entre familiares. Com o fim da menstruação, há uma diminuição na produção dos hormônios sexuais femininos, o que pode resultar em mudanças no corpo da mulher, sentidas a curto, médio e longo prazos.

Ao curto prazo, a aproximação e chegada da menopausa podem causar calor; alteração no humor, com possíveis episódios de irritação e depressão; tontura; dor de cabeça e libido baixa. Além da diminuição do desejo sexual, a médio prazo pode ocorrer também a atrofia da vagina, sua parte interna ficando mais fina e com pouca lubrificação, causando dor durante a relação sexual. Ao longo prazo, pode haver osteoporose e doenças cardiovasculares. Uma vez que o estrogênio, hormônio sexual feminino, protege o coração e os vasos sanguíneos das mulheres, com a redução de sua produção, o corpo perde parte dessa proteção natural.

Para amenizar os sintomas da menopausa, o tratamento mais recomendado é a terapia de reposição hormonal: cujo objetivo é a promoção de uma melhor qualidade de vida, a partir da compensação dos níveis de certos hormônios no organismo da mulher. Entre os hormônios mais utilizados estão a progesterona e o estrogênio. Dependendo do tipo de tratamento recomendado pelo médico, eles podem ser administrados em forma de géis, adesivos, comprimidos ou implantes.

Uma vez que a menopausa não possui uma data determinada para acontecer, é preciso estar atenta aos sintomas e fazer visitas regulares ao ginecologista.

( * ) – especialista em Ginecologia e Obstetrícia pela Associação Médica Brasileira – AMB – e pela Federação Brasileira das Sociedades de Ginecologia – FEBRASGO. Atende em Parauapebas na Rua C, nº 300, esquina com Rua 4, bairro Cidade Nova.

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