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Idosos

Secretaria de Assistência Social e Conselho contestam relatório que coloca Marabá em situação crítica em relação à terceira idade

José Magalhães afirma que os idosos do município não estão ao deus-dará e diz que avaliação não reflete a realidade

Por Eleutério Gomes – de Marabá

Causou estranheza à secretária municipal de Assistência Social, Nadjalúcia Lima, e ao presidente do Conselho Municipal da Pessoa Idosa, José de Fátima Magalhães, o resultado de um estudo divulgado recentemente, cuja conclusão aponta que Marabá, entre 150 localidades consideradas como grandes cidades, é o município brasileiro que pior atende sua população de idosos. Intitulado Índice de Desenvolvimento Urbano para a Longevidade (IDL), o documento é de autoria do Instituto de Longevidade Mongeral Aegon e da Escola de Administração de Empresas de São Paulo (Eaesp), que pertence à Fundação Getúlio Vargas (FGV).

Para José Magalhães, que é assistente social, essa informação não confere com a realidade vivenciada pelo idoso em Marabá. “Eu tomei conhecimento desse estudo na manhã desta quinta-feira (9). Vou ler detalhadamente e verificar que metodologia foi empregada para que eles chegassem a essa conclusão, que não reflete a nossa realidade”, protesta ele.

Assim como Magalhães, Nadjalúcia Lima afirma que o idoso não está abandonado à própria sorte em Marabá, como dá a entender o IDL. Segundo ela, a Secretaria Municipal de Assistência Social (Seasp) conta com um corpo de profissionais que atende diariamente às demandas que chegam àquele órgão, relativas à terceira idade.

“Aqui o idoso com os direitos violados é acolhido e imediatamente encaminhado à Justiça, assim como aquele que já contribuiu para o crescimento do país é encaminhado para a Previdência, com a nossa assistência”, exemplifica Nadjalúcia, acrescentando que dessa mesma forma o idoso é atendido em relação às demais demandas.

José Magalhães reforça as informações da secretária de Assistência Social e vai além, quando diz que não lembra de que, tanto à frente do Conselho quando da Associação do Idoso, a qual também preside, tenha recebido denúncia de descaso da Seasp ou mau atendimento nos demais órgãos públicos.

“Na Saúde, por exemplo, o idoso é muito bem atendido aqui em Marabá. Não só poder ter prioridade garantida por lei, mas pelo respeito que merece da sociedade”, diz Magalhães, acrescentando que o Conselho do Idoso hoje tem plenas condições de atender às demandas do idoso ao lado da Seasp. (Eleutério Gomes)

Conforme os números da pesquisa, Marabá é lanterna entre as cidades grandes em praticamente todos os critérios agrupados do IDL, tanto na classificação geral quanto nas ponderações que categorizam os cidadãos “com entre 60 e 75 anos” e “com mais de 75 anos”. No rol das cidades grandes estão outros três municípios paraenses: Belém, no 106º lugar; Santarém, no 143º lugar; e Ananindeua, que, na 149ª colocação, disputa com Marabá o troféu da velhice mais miserável.

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  1. Ué, causa-me estranheza é esse discurso do magalhaes, pq quem recebe às demandas de idosos que não são atendidos no serviço público na área de saúde é a promotora doso idosos, a qual chancela a situação retratada no estudo

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