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Justiça

Servidores públicos do Pronto Socorro se manifestam contra desativação da unidade

Após comunicado da Secretaria Municipal de Saúde (Semsa) informando que o atendimento de urgência e emergência do município será realizado exclusivamente na Unidade de Pronto Atendimento (UPA), a partir da próxima segunda-feira (24), e que o Pronto Socorro (PS) será desativado, os profissionais que atuam na unidade de saúde realizaram na tarde desta terça-feira (18) manifestação contrária a decisão.

“A nossa preocupação é com os usuários, com a dificuldade de deslocamento das pessoas que vão procurar serviços de saúde em um lugar tão distante. A acessibilidade da população. Além disso, provavelmente a capacidade de atendimento será reduzida, já que hoje temos duas frentes de serviço e com a mudança permanecerá apenas uma”, destacou o enfermeiro Danilo Alves, que trabalha no PS e faz parte do Sindicato dos Enfermeiros do Estado do Pará e também integra o Conselho Municipal de Saúde.

Quando questionado sobre a real motivação da manifestação ser o fato da provável redução das remunerações dos servidores em função da diminuição de plantões, o enfermeiro falou apenas por si. “Minha motivação é exclusiva em prol do bem estar da população, até por que, com a situação econômica do município, tenho ciência de que os plantões seriam reduzidos de qualquer forma”, afirmou Danilo Alves.

De acordo com os organizadores da manifestação os serviços não foram paralisados no PS. “Os profissionais que estavam de plantão atenderam normalmente os pacientes e aqueles que estavam de folga vieram para manifestação. Fizemos tudo sem causar tumulto, apenas informamos aos usuários o que está ocorrendo”, relatou Danilo Alves.

Na próxima quinta-feira (20), os profissionais que atuam no PS deverão participar da reunião do Conselho de Saúde, que se realizará no período da tarde no Ceup, para deliberarem quais outras ações serão realizadas no sentido de sensibilizar a gestão quanto a essa decisão.

O outro lado

O secretário de saúde, Juranduy Soares Granjeiro esteve presente durante as manifestações e explicou os motivos da mudança. “Hoje nós temos uma estrutura de primeira qualidade subtilizada em sua capacidade, que é a UPA. Para melhorar o atendimento à nossa população e também para reduzir os custos, em função da queda na receita do município, a gestão entendeu que os atendimentos de urgência e emergência serão melhores realizados na UPA e os casos de trauma serão encaminhados direto para o HGP”, informou o secretário.

Desde a sua inauguração até o final do mês de agosto, pouco mais de 24 mil pessoas passaram pela sala de classificação de risco da UPA, uma média de 117 atendimentos diários, número bem distante da capacidade de 500 atendimentos por dia que a estrutura da unidade tem condições de atender. Boa parte dos profissionais do PS será direcionada para atender na UPA, ampliando ainda mais a capacidade de atendimento.

Para facilitar o acesso da população ao serviço, a Secretaria Municipal de Segurança Institucional e Defesa do Cidadão (Semsi) está em conversa com a Cooperativa da Central de Vans para destinar linhas específicas para a UPA, já que a demanda por serviços na unidade vai aumentar consideravelmente.

Porém, para se consolidar o que disse o secretário será preciso melhorias no atendimento até hoje apresentado na UPA. Segundo Helio Rubens Pinho Pereiro, promotor de justiça em Parauapebas, apesar de apresentar estrutura física de excelência, existem várias denúncias de que o atendimento aos que procuram a UPA está deficitário, já que os pacientes demoram de duas a quatro horas para serem atendidos. Preocupado com essa situação, o promotor diligenciou-se ontem a noite até à UPA e verificou que realmente o atendimento não estava satisfatório. O promotor gravou alguns depoimentos que confirmam as denúncias e deverá instaurar procedimento para que a Semsa explique os motivos da demora nos atendimentos.

No prédio do PS funcionará a sede da Semsa, com os seguintes departamentos: gabinete do secretário; vigilância em saúde, que compreende a vigilância sanitária, vigilância epidemiológica e o controle de endemias; direção da atenção básica e as respectivas coordenações das redes de atenção à saúde e dos distritos de saúde; diretoria de planejamento; diretoria administrativa; diretoria do Fundo Municipal de Saúde; contabilidade; diretoria de gestão de pessoas e humaniza SUS.

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  1. QUERO VER ESSES MESMOS SERVIDORES COMO IRÃO SE COMPORTAR COM A PRÓXIMA GESTÃO, SERVIDOR PUBLICO DA SAÚDE E DA EDUCAÇÃO QUE SE METE EM PAIXÃO POLITICA OU INTERESSE PRÓPRIO SÓ F… A POPULAÇÃO.

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