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Canaã dos Carajás

Sindicatos e Prefeitura de Canaã se reúnem em Belém para audiência de conciliação

Na ocasião, o desembargador Luiz Gonzaga marcou uma nova audiência e determinou que a Prefeitura apresente uma nova proposta aos servidores

Mais um capítulo do embate entre Prefeitura Municipal de Canaã dos Carajás e servidores públicos municipais aconteceu nesta sexta-feira (16). Desta vez, os setores jurídicos do Poder Executivo e dos sindicatos se reuniram na sede do Tribunal de Justiça do Pará, em Belém, para uma audiência de conciliação. A reunião foi conduzida pelo desembargador Luiz Gonzaga da Costa Neto. A audiência é a primeira a acontecer desde que a greve foi suspensa, no último dia 2 de março.

Na ocasião, o desembargador explicou que a audiência não seria sobre a legalidade da greve. Essa questão, explicou Luiz Gonzaga, seria decidida em outro momento. A reunião do dia, de acordo com ele, discutiria apenas a reposição das perdas salariais: os servidores públicos de Canaã pedem do poder executivo um reajuste de 31% nos salários; o governo municipal, por sua vez, declara que a pedida é inviável neste momento.

As duas partes foram ouvidas pelo desembargador. Como a Prefeitura Municipal não apresentou uma proposta na data, o desembargador determinou que uma nova audiência de conciliação deverá acontecer na próxima sexta-feira (23). Até lá, a Prefeitura deverá ter uma proposta aos servidores.

Luiz Gonzaga também ordenou que o governo envie ao TJ/PA, no prazo de cinco dias, os documentos referentes às compensações salariais. Antes da audiência de conciliação, os jurídicos dos sindicatos e da Prefeitura deverão se reunir na próxima segunda-feira (19) e terça-feira (20) com o desembargador.

Caso não haja um acordo entre as partes, a decisão, de acordo com a legalidade, será tomada pela justiça. A Prefeitura de Canaã foi procurada pela reportagem e, através da Assessoria de Comunicação, informou que até o dia 23 haverá uma nova proposta do governo e que a situação será resolvida na data.

Em fevereiro, os servidores públicos municipais ficaram em greve durante 12 dias. A paralisação só foi interrompida após liminar do Tribunal de Justiça.

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