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Sr. Genésio

Uma história de amor ao futebol e devoção cristã que influenciou a vida de crianças e adolescentes

Aos 76 anos, ele se orgulha do trabalho realizado com as crianças de Parauapebas

A paixão pelo futebol e o interesse em ver sonhos realizados são a motivação de Genésio Monteiro de Lima, um senhor de 76 anos, que atua há mais de duas décadas como treinador e desenvolveu um trabalho diferenciado voltado para crianças e adolescentes em Parauapebas, na prática de esporte. Nos últimos anos mais de 35 garotos foram revelados pelo treinador e se tornaram atletas profissionais, passando inclusive por grandes times.

“Seu Genésio é uma figura importante em Parauapebas, um dos pais do esporte na cidade. Ele formou muita gente e transformou meninos em cidadãos. Pra mim ele foi fundamental, aprendi muito sobre futebol tendo ele como técnico, principalmente a desenvolver disciplina. Ele merece respeito e valorização, pois desenvolve seu trabalho com muito amor e dedicação”, relatou Rafael Lopes Pereira, , o “Rafinha”, dono do Clube Atlético Paraense, ex-jogador do São Paulo Futebol Clube.

“Eu me sinto muito realizado em ver famílias felizes. Com esse trabalho consegui ajudar jovens a ter outro futuro. Nem todos seguiram a carreira de atleta, têm uns que se tornaram médicos, advogados… mas, tenho certeza que levaram em seus corações as mensagens que a gente falava em nossos encontros durante os treinos”, disse o senhor Genésio Monteiro, emocionado.

Além de ensinar as técnicas de futebol, ele também inspirava os atletas levando palavras de motivação e incentivo, sempre utilizando a Bíblia como fonte de inspiração. “Ensina a criança o caminho que ela deve andar e quando crescer não se desviará dele”. Esse trecho bíblico é como uma filosofia de trabalho para o treinador.

Como tudo começou

Genésio Monteiro chegou à Parauapebas em 08 de janeiro de 1990 para trabalhar em empresa terceirizada da Vale. Paralelo às suas atividades laborais ele também se tornou treinador do time Águia Azul. “Eu jogava futebol na minha juventude e virou uma paixão que nunca mais acabou”, confessou.

Em seguida, ele trabalhou para o Valdir da Usina, homem muito conhecido na cidade e que também investiu no esporte local. “O Valdir comprou pra mim um time, o Dallas, e depois eu vendi para o Miquinha (vereador da cidade)”, informou seu Genésio. Mas, sua primeira experiência com crianças foi ainda na época do Águia Azul, quando ele trabalhou com o Cruzeirinho, escolinha de futebol do time.

Anos depois o treinador fundou a Associação Esportiva de Apoio ao Menor de Parauapebas (AESAMP), desenvolveu os trabalhos por dois anos e, por falta de apoio teve que abandonar a entidade. No entanto, o desejo de continuar influenciando os pequenos por meio do esporte continuava.

Então ele teve a oportunidade de trabalhar novamente com o público infantil por meio da Liga Esportiva de Parauapebas (LEP), e atuou nove anos nas escolinhas de futebol. Depois dessa fase, perdeu o emprego e ficou dois anos parado, chegando a adoecer. “A minha saúde tem tudo a ver com o futebol, com meu trabalho, se eu ficar longe disso, eu sofro”, relatou o treinador, mais uma vez emocionado.

O trabalho com crianças e adolescentes também sempre recebeu apoio da Primeira Igreja Batista de Parauapebas (PIB), instituição religiosa que Genésio Monteiro faz parte. A escolinha se chama Embaixadores do Reino e atualmente atende 60 crianças na faixa etária de sete à dezesseis anos, que pagam uma mensalidade de R$ 20,00 para contribuir com o aluguel do campo, que custa R$ 400,00. Além disso, tem custos com uniformes, material de trabalho e transporte.

“Infelizmente temos muita inadimplência, tem meses que tenho que tirar do meu bolso para pagar o aluguel do campo, e isso me traz problemas com minha família, que não me apoia neste sentido. Mas, se eu não fizer isso o trabalho para, e eu não quero parar, enquanto eu tiver vivo quero fazer esse trabalho e ver famílias felizes”, concluiu.

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