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Vereadores

Vandalismo de acadêmicos e falta de diálogo de Tião Miranda foram destaque hoje na Câmara Municipal de Marabá

Estudantes foram chamados e vândalos pela baderna que promoveram na sexta-feira. Prefeito foi criticado por pacotes de maldades contra servidores

Por Eleutério Gomes – de Marabá

A baderna instalada na Audiência Pública da última sexta-feira (11), por um grupo de seis acadêmicos da Unifesspa (Universidade Federal do Sul e Sudeste do Pará), que interromperam o evento em vários momentos e, por fim, promoveram uma chuva de ovos podres, foi o tema principal de discursos inflamados nesta quarta-feira (16), na sessão da Câmara Municipal de Marabá.

Mas, não foi só isso, também estiveram em pauta a falta de diálogo do Executivo Municipal com as classes trabalhadoras do município e com os vereadores, assim como a falta de limpeza do Cemitério da Saudade, o maior da cidade, e a extração mineral ilegal no Rio Tocantins, bem na cara das autoridades do meio ambiente.

O primeiro a ocupar a tribuna foi o vereador Rodrigo Lima da Silva (PRB) – Cabo Rodrigo -, que chamou os estudantes de vândalos e exigiu que eles respeitassem o Poder Legislativo, instituído pelo povo, “uma Casa de respeito”. Ele solicitou ao presidente da Câmara, Pedro Corrêa Lima (PTB), que procurasse identificar os responsáveis pela balbúrdia e sugeriu até que, de agora em diante, eles sejam impedidos de ingressar no plenário da Casa.

Cabo Rodrigo foi seguido pelo colega Gilson Dias Cardoso (PCdoB), o qual afirmou que, apesar da exposição feita pelo presidente da Acim (Associação Comercial e Industrial de Marabá), Ítalo Ipojucan Costa, mostrando os projetos de desenvolvimento econômico e social para o município, muitos não entenderam o objetivo do evento e aproveitaram o tempo disponibilizado para proferir discursos “ultrapassados e sectários”.

Alécio Stringari (PSB) – Alécio da Palmiteira – também repudiou a ação de vandalismo ocorrida na sexta-feira e alertou que, a continuar assim, a vida de vereadores, servidores e da plateia pode até estar correndo risco, pois, a qualquer momento alguém pode portar uma arma e meio a esse tipo de baderna. Tanto Cabo Rodrigo quanto Gilson Dias e Alécio foram seguidos pela quase unanimidade dos demais 12 colegas que se encontram em plenário quanto aos atos antidemocráticos que tentaram manchar a Audiência Pública.

Matagal
O vereado Nonato Dourado, em sua fala, levantou duas importantes queixas. A primeira foi sobre o matagal em que se encontra mergulhado o Cemitério da Saudade. Localizado na VE-2, Folha 29 da Nova Marabá, o maior campo santo da cidade está sujo e maltratado. O vereador relatou que, no último domingo (13), Dia dos Pais, foi visitar o túmulo do pai dele e teve de fazer um exercício de desbravador para poder chegar ao local. Nonato pediu providências urgentes, pois o cemitério deve estar limpo o ano todo “e não só às vésperas do Dia de Finados”.

Mineração ilegal

Outro assunto, este de maior gravidade, foi a demora das praias do Geladinho e outras do São Félix – em verdade bancos de areias – que ainda não emergiram este ano. Nonato disse que recebeu denúncias de que isso se deu em razão da atividade de dragas que estão retirando areia do fundo do Rio Tocantins sem critério algum e, o pior, ilegalmente. O vereador contou que foi ao local, constatou a legitimidade das denúncias e falou com o secretário municipal de Meio Ambiente, Válber Araújo, que admitiu sequer saber do que estava acontecendo, alegando que o recurso da secretaria dele é muito pouco para manter uma fiscalização mais rigorosa e prometeu tomar providências. Providências essas mais que necessárias e urgentes, pois segundo Nonato, a situação “vem causando prejuízos para ribeirinhos, barqueiros e barraqueiros que esperam as praias”, para ganharem a vida.

Pacotes de maldade
O vereador Ilker Moraes Ferreira (PHS) falou da situação delicada dos agentes de portaria, diante do Decreto do Executivo que muda o período de trabalho desses servidores para a escala de 12 por 36. Ou seja, 12 horas corridas de trabalho por 36 de descanso, como forma de acabar com o pagamento de horas extras que eles recebiam e em nome da economia para o município. Moraes disse que esse tipo de decisão deveria ter sido discutida com a categoria e com os próprios vereadores, mas o prefeito Sebastião Miranda Filho (PTB) – Tião Miranda – insiste em enviar para a Câmara sem ouvir nenhum dos lados.

Em aparte, a vereadora Irismar Melo disse que esse tio de mudança mexe com a vida dos trabalhadores, a maioria mulheres, que estão fazendo o papel de vigias, sobretudo nas escolas. “Agente de portaria não é vigia, a função deles é abrir e fechar as repartições e recepcionar as pessoas”, lembrou ela, acrescentando que o prefeito não dialoga com ninguém e que esse tipo de decreto, que massacra o servidor, “é pura maldade”.

O presidente da Câmara, Pedro Corrêa Lima (PTB), também se pronunciou sobre a atitude do prefeito em não se reunir com o Legislativo antes de enviar um projeto importante ou polêmico para a Casa. “É preciso eu haja o debate antes que o projeto seja enviado. É vergonhoso para o Executivo enviar uma proposta e depois pedir sua retirada da pauta”, enfatizou Pedro, lembrando o episódio da ultima semana, em que o Executivo retirou uma mudança proposta no RJU diante da grita dos servidores.

Comentários ( 2 )

  1. KKKKK. Acho que o Sr. esqueceu do alvo das manifestações e badernas. Não lembra que foi o alvo?

    Beto Salame, ou ele não existe mais para o senhor quando se trata de notícias ruins contra os Salames.

  2. Sou totalmente contra a baderna e acho que tem outras maneiras de se manifestar, agora não posso concordar com os senhores vereadores que se dizem representantes do povo e que na verdade deveriam ser até porque o povo lhe outorgou isso através do voto mais sabemos que esses caras são representantes apenas dos próprio interesse e de uma meia duzia de pessoas é uma vergonha nesse país politico não gozar de nenhuma credibilidade frente a opinião publica e todos sabemos porque.

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