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Marabá

Vigilância Sanitária flagrou irregularidades em diversos segmentos comercias e de serviços em 2017

Este ano o foco será ampliado e vai atingir até oficinas de refrigeração e lojas de confecções

Por Eleutério Gomes – de Marabá

Com ações, em 2017, voltadas para a fiscalização de clínicas médicas, consultórios odontológicos, hotéis, motéis, panificadoras e restaurantes, a Divisão de Vigilância Sanitária (Divisa) de Marabá fechou o ano com 51 processos administrativos. Porém, segundo o advogado Daniel Soares da Silva, coordenador do órgão, todos os estabelecimentos notificados já se adequaram ou estão se adequando às normas sanitárias vigentes, caso contrário seriam multados ou até mesmo interditados.

Ouvido pelo Blog, Daniel garante que o trabalho da Divisa não é perseguir empresas, mas zelar pela saúde da população que adquire alimentos ou se utiliza dos serviços oferecidos pelos mais diversos estabelecimentos comerciais da cidade; e garantir a tranquilidade do próprio empresário, que, oferecendo mercadoria ou serviço de boa qualidade, tem clientela garantida.

Daniel relata que durante as fiscalizações em clínicas médicas e consultórios odontológicos, foram encontrados equipamentos sem a devida manutenção, muitos dos quais enferrujados e outros até mesmo obsoletos ou com o prazo de vida útil vencido, que colocavam em risco a saúde dos pacientes.

Em panificadoras, sobretudo as da periferia, funcionários foram flagrados manipulando a matéria prima sem luvas nem máscaras e até sem treinamento sobre como preparar o alimento a ser comercializado; o mesmo se registrando na cozinha de vários restaurantes.

Em boa parte dos hotéis e motéis fiscalizados, ainda de acordo com Daniel, a estrutura física não oferecia conforto aos hóspedes e a cozinha não eram um exemplo de limpeza nem de higiene, como deveriam ser. “Em dois motéis visitados, havia muita sujeira, mau cheiro, instalações precárias, uma coisa totalmente inadequada. Nós demos dois meses de prazo para que eles se enquadrassem nas normas de saúde pública e eles estão em fase final de adaptação”, conta ele, acrescentando: “A maior infração, entretanto, presente em todos os segmentos fiscalizados, era a falta de Licenciamento Sanitário”.

2018

O coordenador da Divisa adiantou ao Blog que neste ano de 2018 a fiscalização focará nas clínicas de estética – muitas das quais denunciadas por provocarem queimaduras durante o bronzeamento artificial –, salões de beleza, academias de ginástica, farmácias, hospitais públicos, Unidades Básicas de Saúde, supermercados, açougues, pizzarias, lojas de confecções e oficinas de refrigeração.

“Digo aos nossos fiscais que eles são os olhos da população, que nunca vê o que se passa nas cozinhas dos restaurantes, dos hotéis e nos bastidores de outros estabelecimentos”, afirma Daniel Soares da Silva, informando que a Divisa recolheu R$ 500 mil em 2017, resultado de Licenciamentos Sanitários expedidos para empresas que cumpriram todas as normas de higiene.

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  1. Tem que dá um pulo aqui no Supermercado Carro Chefe do Vale do Itacaiunas. O açougue é uma ameaça só a saúde pública. Sem contar o lixo que é jogado ao céu aberto ao lado dele, na rua 5.

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