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Zoneamento agrícola de risco climático de milho e soja é apresentado em Redenção, no Pará

A mesorregião do Sudeste Paraense é uma das maiores produtoras de grãos do estado e recebe nesta quarta-feira (26), em Redenção, o Calendário Agrícola de Milho e Soja para safra 2016-2017. A publicação integra a divulgação do Zoneamento Agrícola de Risco Climático (Zarc), um instrumento de política agrícola e gestão de riscos na agricultura, cujas recomendações técnicas, se seguidas pelo produtor, garantem acesso a seguro rural em caso de danos provocados pelo clima. O evento será realizado pela Embrapa Amazônia Oriental, na sede do Sindicato dos Produtores de Redenção.

O Calendário Agrícola de Milho e Soja abrange as sete microrregiões, com indicações aos 39 municípios da região. É a primeira vez que a região recebe o Zarc, instrumento que só foi liberado para o estado, ao final de 2015, após a conclusão do Zoneamento Ecológico-Econômicos (ZEE) do Pará, elaborado pela Embrapa. Na publicação, as áreas definidas para o plantio são prioritárias para grãos, nos municípios com aptidão agrícola para milho e soja, conforme indicado no ZEE. Por meio do zoneamento, o plantio e a expansão dos grãos podem ser planejados sem causar impactos ambientais sobre recursos naturais por uso indiscriminado da terra ou pressão sobre áreas de florestas, pois só recomenda a atividade agrícola para áreas já abertas.

Segundo dados do IBGE para o ano de 2015, a área plantada de milho e soja no Pará correspondeu a 228 mil e 337 mil hectares, respectivamente. Os municípios de Santana do Araguaia, Santa Maria das Barreiras e Cumaru do Norte, que integram a mesorregião Sudeste, estão entre os dez maiores produtores da região em área plantada de soja.

Vanderlei Ataídes, produtor e presidente da Associação dos Produtores de Soja (Aprosoja) do Pará, comenta que o plantio região tem crescido muito nos últimos anos e registrou, somente na safra de 2015, cerca de 100 mil hectares de área plantada de soja. “Acredito que devido às condições de solo e a oferta de áreas já abertas utilizadas com pastagens, a região tem enorme potencial para se tornar, em um futuro próximo, a maior produtora de grãos do estado”, analisa Ataídes.

Considerando todo esse potencial produtivo e de consequente desenvolvimento para a região e o estado, Adriano Venturieri, pesquisador líder do projeto e chefe-geral da Embrapa Amazônia Oriental, destaca a importância de políticas públicas que garantam a segurança da safra e dos produtores. “Por meio do Zarc, os produtores passam a ter direito a uma política que garante um seguro da produção, em caso de imprevistos climáticos, como o caso de uma seca mais severa”, explica. Ele lembra ainda que o produtor, ao pedir financiamento pode contratar o seguro que será concedido em caso de problemas relacionados ao clima, caso siga todas as recomendações técnicas do Zarc.

Adriano Venturieri informa ainda que além do Zarc, também serão apresentados em Redenção os Mapas de Solos e de Aptidão das Áreas Alteradas do estado do Pará, outro importante instrumento de planejamento do setor produtivo agropecuário. “Os mapas indicam quais áreas são mais propícias seja à agricultura ou à pecuária, auxiliando na gestão produtiva do território, em especial, para uma área de expansão como o Sudeste Paraense”, enfatiza o pesquisador.

Serviço:

Apresentação do Zoneamento Agrícola de Risco Climático (Zarc) para as culturas de milho e soja visando a safra 2016-2017 e dos Mapas de Solos e Aptidão Agrícola do Pará

Local: Sindicato Rural de Redenção

Hora: 9 horas

Realização: Ministério da Agricultura, Pecuária e Abastecimento (Mapa) e Embrapa Amazônia Oriental.

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