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Parauapebas

Dois homicídios, um suicídio e “Tolerância Zero” no fim de semana

Rapaz se enforca por causa da namorada, sucateiro executado por dedurar desmanche e jovem encontrado sem vida na margem da Rodovia PA-275
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Marcado por dois assassinatos e um suicídio, o final de semana foi trágico em Parauapebas, onde a Polícia Militar, o Departamento Municipal de Trânsito, da Guarda Municipal, os Bombeiros e o pessoal da Secretaria de Meio Ambiente se uniram e deflagraram a Operação Tolerância Zero. O resultado foram 318 abordagens, 17 autos de infração de trânsito, seis motocicletas e dois carros apreendidos, seis notificações da Semma, quatro notificações dos Bombeiros e 14 estabelecimentos fechados por não terem Licença de Funcionamento.

Ainda conforme o balanço da operação, 81 pessoas, sem documentos, foram conduzidas à Delegacia de Polícia Civil para averiguação, uma pessoa foi presa por estar dirigindo bêbada, duas, por estarem brigando e um dono de bar, por suspeita de tráfico de cocaína.

A primeira morte ocorreu no sábado (14), na Rua10 do Bairro dos Minérios, quando Jerllison Wallyth Andrade Fonseca, 20 anos, se enforcou no início da noite. Segundo um amigo do rapaz, Silas Silva Júnior, desde a manhã daquele dia ele já estava falando em tirar a própria vida porque a namorada, Tamires Oliveira, havia colocado um fim na relação.

Na madrugada de domingo (15), o corpo de Joberth Cleison Rodrigues Mendes, 19 anos, foi encontrado numa das margens da Rodovia PA-275, de bruços, dentro de uma lagoa. No acostamento, estava estacionada a moto do rapaz e o celular dele jogado ao lado. O Boletim de Ocorrência não relata de que forma Joberth foi assassinado.

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O segundo homicídio aconteceu por volta das 20h de domingo (15), quando Farildo Nogueira da Silva, 56 anos, natural de Brejo do Maranhão (MA), conhecido como Negão do Ferro velho Boa Esperança, foi executado com três tiros, dois na boca e um na barriga, na casa dele, na Rua A do Bairro Jardim Tropical II.

Por trás da casa de Farildo há um desmanche de carros e motos roubados, fato que ele não aceitava e já havia, inclusive, reclamado com os donos do local, não sendo atendido.

Por esse motivo, ele sempre avisava à polícia quando via movimentação estranha por lá, o que ajudou várias vezes na recuperação de veículos roubados ou furtados. Pessoas próximas a Negão dizem que esse pode ter sido o motivo pelo qual ele foi assassinado.

Tolerância Zero

A Operação Tolerância Zero teve a participação de 35 policiais militares, 15 guardas municipais, seis agentes de trânsito, quatro fiscais da Semma e dois homens dos Bombeiros, totalizando 62 agentes de segurança, e empregou 13 veículos.

Durante a operação, que ocorreu na noite de sábado (14), os agentes de segurança percorreram locais de diversão dos quatro cantos da cidade, como bares, boates, danceterias e lanchonetes com grande fluxo de pessoas; e também os locais considerados áreas vermelhas para a criminalidade.

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