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Parauapebas

Academia Apollo Pitbull realiza evento de artes marciais com o Grupo Força Jovem

O tema foi “Saiba dizer não”, que tem como objetivo integrar e proteger crianças e jovens
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Com o tema “Saiba dizer não”, a academia Apollo Pitbull em parceria com o Grupo Força Jovem da Igreja Universal, realizou neste último domingo (16), um evento de artes marciais com o objetivo de integrar e proteger os jovens da cidade de Parauapebas, sudeste do estado. A ideia é que através do esporte, as pessoas possam dizer não a violência, não ao bullying, não ao suicídio e não as drogas.

“É uma inciativa da nossa academia Apollo Pitbull juntamente com o projeto social chamado FJU (Força Jovem Universal). O saiba dizer não é justamente através do social, da atividade esportiva, da arte marcial, a gente consiga resgatar esses jovens que estão pensando ou estão inseridos nesse mundo da violência, das drogas e de tudo mais. Saiba dizer não significa exclusivamente dizer não ao álcool, não a droga, não a prostituição, não ao suicídio e não a violência”, explicou Apollo Pitbull, mestre das artes marciais.

O evento foi realizado no antigo ginásio da Unisa e teve várias apresentações de artes marciais, além de show gospel, balé e combates envolvendo os alunos do projeto Caça Talentos. Centenas de pessoas participaram da programação que contou com membros da igreja e alunos de diferentes academias da cidade, que praticam o esporte com os mestres Apollo Pitbull, Farinha e Orlando do Boxe.

“A igreja nos procurou perguntando se a gente tinha condições de fazer essa parceira com jovens carentes que não tinham condições de pagar mensalidades na academia e a gente conseguiu fechar esse projeto maravilhoso, resgatando essa galera do mundo propício a essas adversidades. O projeto Caça Talentos é onde a gente consegue agregar crianças, jovens e adolescentes e através da prática esportiva do Muay Thai, conseguimos manter esse bom trabalho”, salientou Apollo Pitbull.

A competição reuniu ao todo 32 atletas de Muay Thai e 8 de boxe, que duelaram para um bom público que compareceu ao ginásio. As crianças do projeto também fizeram grandes apresentações e demostraram o que estão aprendendo dentro do Caça Talentos. A prática esportiva vem sendo uma maneira de motivar as crianças e os jovens a se afastarem de problemas que rondam o nosso cotidiano.

“A FJU (Força Jovem Universal) nasceu dentro dos grupos da Igreja Universal. O bispo há um tempo viu o trabalho e como haviam muitos jovens deprimidos, se mutilando, inclusive esse mês se comemora o mês da automutilação, e através desse projeto, a gente tem trazido muitos jovens para próximo de Deus e tem tirado muitos da criminalidade”, afirmou Ângela Ferreira, coordenadora.

Por Fábio Relvas
Parauapebas

Projeto Caça Talentos visa resgatar jovens através do esporte em Parauapebas

Mais de 40 pessoas já estão inseridas no projeto através da prática do boxe
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A Prefeitura Municipal de Parauapebas em parceira com o Instituto Ágape vem realizando grandes projetos dentro a cidade com a ideia de resgatar jovens através do esporte no município. O Boxe é uma modalidade que vem contribuindo para a formação de cidadãos e fazendo um importante papel social, onde está inserido dentro do projeto Caça Talentos, comandado pelo professor Orlando Júnior.

Atualmente, mais de 40 pessoas estão inscritas na Academia Combate, que fica localizada no bairro Da Paz. Crianças e jovens da comunidade estão mudando seu comportamento dentro da sociedade através do projeto, onde praticam o boxe diariamente. O projeto Caça Talentos iniciou em 2018 e concede bolsas integrais para que os alunos possam ingressar no ramo das artes marciais, tendo uma ocupação diária.

“Hoje em dia é a melhor forma que tem para resgatar o ser humano, e não digo nem o atleta, eu digo o ser humano. Porque tanto faz a pessoa sendo criança, adolescente ou adulta, ela precisa de apoio. O esporte é o apoio mais completo, porque você vai cuidar da saúde, da parte mental e vai trazer uma resposta positiva para a pessoa procurar um algo mais lá na frente”, afirmou Orlando Júnior, professor do projeto.

O projeto que conta ainda com alunos entre 14 e 17 anos, é muito importante para a comunidade do bairro Da Paz, pois consegue ocupar a mente dos jovens, tirando qualquer possibilidade de entrar no mundo do crime e das drogas. O Caça Talentos é uma iniciativa da Prefeitura Municipal, em parceria com o Instituto Ágape, que recebe repasse para custear todo o material necessário para que os jovens possam treinar e realizar atividades esportivas.

“O que está em jogo é a cidade de Parauapebas. Se o nosso trabalho é social temos que unir todo um trabalho para poder mostrar para a sociedade que o município tem atletas e adolescentes de alta qualidade, que vem se formando dentro do projeto Caça Talentos do bairro Da Paz”, finalizou Orlando Júnior.

Por Fábio Relvas

 

Esporte

Boxe: Acelino Popó Freitas vence mexicano em Belém e encerra carreira

Popó encerra a carreira com um cartel de 43 lutas, 41 vitórias (sendo 34 por nocaute) e apenas duas derrotas.
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Em sua última luta na carreira, Acelino Popó Freitas venceu o mexicano Gabriel Martinez por decisão unânime dos jurados (75×74, 76×73 e 75×7) no Mangueirinho, em Belém, após oito rounds. Em um combate que parecia ser apenas festivo, o brasileiro enfrentou momentos complicados contra o adversário de 29 anos de idade.

Sem lutar desde 2015, Popó não teve medo de dificuldades em sua despedida. “Eu sabia que era um adversário difícil pelo cartel dele”, afirmou após a luta sobre o mexicano, que agora soma 29 vitórias (16 nocautes), 11 derrotas e um empate.

Popó ainda brincou sobre o fato de sua última vitória na carreira não ter sido por decisão do árbitro. “Se a gente para com nocaute fica com gostinho de quero mais. Quando a gente toma muita porra vê que tá bom e é hora de parar”, disse ao SporTV.

Acelino Popó Freitas finaliza a carreira aos 42 anos com 41 vitórias (34 nocautes) e duas derrotas. “Aqui se encerra um ciclo vitorioso”, comentou o brasileiro após ser declarado ganhador.

A carreira de Popó
O início da carreira de Popó como amador foi aos 14 anos na Bahia. Desde então, ele já demonstrava ter um talento especial. De cara, foi campeão baiano. Depois, aos 15, levou o título de campeão Norte-Nordeste. Foi campeão brasileiro com 17. Em 1995, foi convocado para a seleção brasileira e disputou os Jogos Pan-Americanos em Mar Del Plata. De lá, saiu com uma medalha de prata. A partir daí, decidiu se dedicar ao boxe profissional.

Logo na primeira luta, venceu por nocaute aos 34s do primeiro round. Na sexta, foi campeão do Mundo Hispano pelo Conselho Mundial de Boxe (WBC), dando o primeiro passo rumo ao título mundial. Levou o título latino da Federação Internacional de Boxe (IBF) contra o colombiano Arcelio Diaz e, no confronto seguinte, fez sua primeira luta fora do Brasil, na Costa Rica, tendo vencido também por nocaute. Novamente no cenário nacional, foi campeão brasileiro na categoria super-leve em 1998. Em outubro do mesmo ano, ganhou o título regional da Organização Mundial de Boxe (WBO), chamado NABO, ao desbancar José Luis Montes, do México, no 1º round. Mais uma vez, deu K.O.

Em 1999, fez a defesa desse título e teve sucesso diante de mais um mexicano, Juan Angel Macias, por nocaute, no oitavo round. Em 7 de agosto daquele ano, Popó derrubou na França o campeão Anatoly Alexandrov e levou o título do super-pena da WBO.

Depois disso, veio o contrato com a Showtime, a mesma que hoje transmite as lutas de Floyd “Money” Mayweather Jr. Seus duelos começaram a passar nos EUA, e Popó passou a ser conhecido internacionalmente também.

De 1999 a 2002, Popó defendeu o título seis vezes e venceu todas por nocaute. Ele venceu o ex-campeão mundial Alfred Kotey por decisão unânime, o que quebrou seu recorde de nocautes. Até então, o baiano tinha vencido todas as suas 29 lutas dessa forma. Em janeiro de 2002, o brasileiro acertou uma luta de unificação de título dos super-penascom o campeão mundial da WBA (Associação Mundial de Boxe) e campeão olímpico de boxe, Joel Casamayor (26-0 na época). Um confronto duríssimo terminou com o atleta de Salvador vencedor por decisão unânime. Assim, ele se tornou bicampeão mundial super-pena por duas organizações diferentes, a WBA e a WBO. Essa, aliás, é a luta que considera a mais importante da carreira.

Na sequência, Popó bateu Daniel Attah, número 1 do ranking da WBO, e defendeu o cinturão. Depois, bateu Juan Carlos Ramírez por nocaute, mantendo os dois títulos. Mas, em 9 de agosto de 2003, o baiano faria uma de suas lutas mais memoráveis. O rival era o argentino Jorge Rodrigo Barrios, que tinha 39-1-1 em seu cartel (a única derrota foi por desqualificação). Em uma batalha de 12 rounds e knockdown dos dois lados, o brasileiro teve a vitória decretada pelo juiz após acertar uma sequência boa. Assim, ele se tornou supercampeão super-pena da WBO, uma honraria concedida aos pugilistas que defendem seu cinturão por 10 vezes.

Após anos defendendo seus títulos de super-pena, Popó encarou o supercampeão da WBO, Artur Grigorian, do Uzbequistão, que estava invicto com 36 vitórias e era dono do cinturão desde 1996, tendo defendido seu título em 16 ocasiões. Por decisão unânime, deu Brasil. Assim, o atleta de Salvador se tornava campeão mundial pela terceira vez. Em 2003, foi considerado o lutador do ano pela WBA.

Mas, em 2004, precisamente dia 7 de agosto, o gigante caiu. Foi contra o americano Corrales. No 10º round, após tomar um knockdown, o brasileiro optou por abandonar o ringue. Além da perda da invencibilidade, o cinturão dos pesos-leves passava a ter novo dono. Popó entrou no ringue outras vezes e venceu, mas só reconquistou o título mundial em abril de 2006 ao bater o americano Zahir Raheem. Foi o quarto título mundial do baiano.

Em 28 de abril de 2007, sofreu sua segunda derrota em luta de unificação de títulos da categoria peso-leve. Popó, campeão peso-leve da WBO, caiu para Juan Díaz, campeão peso-leve da WBA. Foi com desistência no nono assalto. Assim, o brasileiro optou pela aposentadoria. Mas, sem conseguir ficar longe do esporte, retornou tempos depois, já como deputado federal pela Bahia.

Ele foi desafiado por Michael Oliveira, um jovem que, na época, tinha 17 vitórias no cartel. O combate foi no Cassino Conrad, em Punta Del Este, no Uruguai. Popó nocauteou o compatriota com total domínio dentro do ringue. Pelo sonho de encarar Manny Pacquiao, Juan Manuel Márquez e Floyd Mayweather Jr., ele retomou os treinos e tentou chegar aos meio-médios para poder desafiar os adversários. Mas esses confrontos nunca aconteceram.

Ao invés disso, Popó retornou aos ringues contra o argentino Mateo Veron no dia 15 de agosto de 2015, na Arena Santos, litoral de São Paulo. O veterano nocauteou o rival e, mais tarde, anunciou o confronto contra Gabriel “El Rey” Martinez, que, segundo ele, será sua aposentadoria definitiva aos 41 anos em Belém.