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Canaã dos Carajás

Trote Solidário leva diversão aos pacientes do CAPS de Canaã

O objetivo foi aproximar a universidade do universo dos usuários terapêuticos da instituição além de desenvolver várias atividades
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Foi uma manhã inteira de diversão. Um grupo de acadêmicos de uma universidade a distância promoveu nesta quarta-feira (22), o primeiro Trote Solidário no Centro de Atenção Psicossocial (CAPS) de Canaã dos Carajás. O objetivo era aproximar a universidade do universo dos usuários terapêuticos da instituição além de desenvolver várias atividades. “O Trote Solidário é o universo acadêmico vindo para dentro do equipamento de saúde da nossa cidade, para que tantos os usuários como nós, servidores, possamos conhecer também o trabalho deles”, destacou Andréa Anchieta, coordenadora do CAPS.

Na ocasião, por meio de parceria com voluntários, foram oferecidos diversos serviços aos usuários, como: cortes de cabelo, cuidados com as unhas, maquiagem, orientações curriculares além da distribuição de brindes.  “O nosso intuito é fazer um link entre a universidade e a comunidade. A nossa proposta é acolher a esses usuários, queremos conhecer esse grupo que é atendido pelo serviço público e mostrar que tem como quebrar as barreiras das dificuldades, basta querer”, destacou Alzinete Souza, supervisora acadêmica e assistente social.

Uma acadêmica de Educação Física colocou até os mais tímidos para se exercitar, teve até uma breve aula de zumba onde ninguém ficou parado ao som de hits do momento.

O Centro de Atenção Psicossocial, nas suas diferentes modalidades, é um ponto de atenção estratégico que oferece serviços de saúde de caráter aberto e comunitário constituído por equipes multiprofissionais. “Essa modalidade de CAPS é uma substituta do modelo manicomial no País. Essa reforma institui que as pessoas que sofrem de algum transtorno mental não necessitam mais ficar isoladas do mundo, como nos manicômios”, concluiu Andréa.

Canaã dos Carajás

Diversão marca o “Arraiá” do Centro de Atenção Psicossocial em Canaã

Durante toda a manhã desta quarta-feira (27), usuários deixaram a timidez de lado e se entregaram ao clima quente do balancê que o mês junino proporciona
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Nem precisou de simpatia para a alegria tomar conta do Arraiá do CAPS (Centro de Atenção Psicossocial) em Canaã dos Carajás. A fogueira artificial aquecia os brincantes. Balões e bandeirolas coloridos davam um toque especial no espaço tomado pela diversão típica da época junina. Na manhã desta quarta-feira (27), ninguém ficou parado, nem poderia. Logo cedo, ao comando de um educador físico, os usuários começaram fazendo um breve aquecimento para remexer o esqueleto e se preparar para arrastar o pé.

Adultos e crianças se renderam à brincadeira. Por aquelas bandas, a tristeza não tinha vez, com a alegria estampada no rosto, ninguém ficou de fora da quadrilha improvisada. Aos poucos, todo mundo se “achegava” no descontraído balancê daqui, balancê dali. Na mesa atrativa, pé-de-moleque, paçoca, pipoca, bolo de milho, doce de amendoim e o indispensável mingau de milho esperavam pelos convidados.

A coordenadora do Centro, Andréia Anchieta, destaca que, além do empenho de toda a equipe, o CAPS também contou com a colaboração dos usuários, que confeccionaram toda a decoração, além de contribuírem com a preparação das guloseimas. “A festa foi um sucesso. Nós passamos pelo menos um mês programando e tudo o que nós temos aqui hoje, de decoração e comida, foram os usuários quem fizeram. É usuário sendo protagonista da própria história. É ele mesmo, estando aqui, fazendo e repassando seus conhecimentos para os colegas e podendo se reinserir de fato na sociedade, que é o escopo do nosso trabalho de equipe, reinseri-los no meio social”, comemorou.

E pra fechar a festa “com chave de ouro”, os idosos do CECON (Centro de Convivência), também estiveram presente, brincando, dançando, cantando e contagiando a todos com a energia e alegria da terceira idade.

Parauapebas

Festa junina do Caps de Parauapebas acontece no dia 21

O Arraiá do Tédoidé” reunirá usuários e funcionários do Caps, no CDC, a partir das 8h
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Atenção “cumadis” e “cumpadis”, o Centro de Atenção Psicossocial (Caps) de Parauapebas vai realizar, nesta quinta-feira (21), o “Arraiá do Tédoidé”. A atração, que acontecerá no Centro de Desenvolvimento Cultural (CDC), entre 8h e 12h, reunirá funcionários e usuários do Caps, além de seus familiares e amigos, em um momento de interação, com apresentação da Quadrilha Maluca dos Tédoidé e da Quadrilha da Paróquia de São Sebastião, muitas comidas típicas e brincadeiras juninas, além do momento de “Capoterapia”, a terapia que é realizada através da capoeira.

social

Carnacaps movimenta as ruas de Tucuruí

Carnacaps objetiva combater o preconceito para com as pessoas com transtornos mentais
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Casa de Atenção Psicossocial Machado de Assis (CAPs) da Prefeitura de Tucuruí realizou, na manhã desta quarta-feira (7), mais uma edição do CarnaCAPs que tem como objetivo proporcionar aos pacientes com transtornos mentais, momentos de lazer e de reinserção na comunidade.

Com o tema “Cuidando do Corpo e da Alma”, usuários e profissionais vestiram seus abadás, fornecidos pela Secretaria de Saúde e saíram pelas ruas da cidade em uma caminhada que culminou nas Escadarias da Santo Antônio.

O Carnacaps foi iniciado na sede do CAPs, com a participação de mais de cinquenta pessoas, a maioria delas pacientes do órgão e demais familiares.

A coordenadora do CAPS do município, Luciana Vilela, destacou que a ideia da realização do Carnacaps é o de possibilitar aos pacientes um momento de descontração, como também objetiva combater o preconceito para com as pessoas com transtornos mentais.

A Prefeitura vem trabalhando para ampliar o atendimento a pacientes com transtornos mentais com a criação de uma rede completa de atendimento.

Saúde

Parauapebas: usuários atendidos no Centro de Atenção Psicossocial – Caps – conhecem belezas naturais de Carajás

“Eu me senti renovada durante todo o passeio. É relaxante esse contato com a natureza. Além disso, gostei muito das brincadeiras e de toda a interação com o grupo”, relatou uma usuária.
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O contato com as belezas naturais de Carajás encantou o grupo de usuários do Centro de Atenção Psicossocial (Caps), que teve a oportunidade de conhecer trilhas, grutas, cavernas e a linda cachoeira de Águas Claras durante um passeio realizado na terça-feira (30). “Os passeios terapêuticos e culturais compõe as ações do CAPS e têm como objetivo oportunizar o acesso ao conhecimento cultural, socialização em grupo e liberdade para ocupar os espaços da cidade e da natureza”, informou a gerente do estabelecimento de saúde, Gardênia Lima.

A visita foi realizada graças à parceria com o ICMbio, por meio do programa de Uso Público e do Centro de Visitantes do Mosaico de Carajás, e contou com a participação da equipe multiprofissional do CAPS e de integrantes do Grupo de Capoterapia, que animou os visitantes com brincadeiras e danças.

“Os passeios terapêuticos devem ser realizados pelo menos uma vez por mês e compõe as ações extra muros do Caps ofertadas aos usuários do serviço”, acrescentou Gardênia Lima.

“Eu me senti renovada durante todo o passeio. É relaxante esse contato com a natureza. Além disso, gostei muito das brincadeiras e de toda a interação com o grupo”, relatou uma usuária.

Pacientes que têm sofrimento mental leve ou severo são atendidos no Caps por uma equipe formada por psiquiatras, psicólogos, enfermeiros e técnicos. Dentre as atividades promovidas pelo departamento, que é vinculado à Secretaria Municipal de Saúde (Semsa), estão a realização de grupos terapêuticos e a produção de materiais artesanais.

Marabá

Pacientes com transtorno mental ficam sem remédios

550 pacientes são atendidos pelo CAPS em Marabá
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Por Ulisses Pompeu – de Marabá

O Centro de Atenção Psicossocial (CAPS II) de Marabá é uma referência no tratamento de pessoas que sofrem de transtornos mentais. Desde setembro, porém, a Prefeitura Municipal não está adquirindo uma parte dos medicamentos destinada a atender 550 pessoas. Só uma parcela tem sido assistida pelo próprio centro, que segundo informações da Secretaria de Saúde, tem verba própria destinada a esse fim, repassada pelo Ministério da Saúde.

Acionada por pacientes e preocupada com a situação, a promotora Lilian Viana Freire, da 13ª Promotoria de Justiça de Marabá, determinou uma diligência no CAPS II, a qual verificou que faltavam sete remédios há mais de três meses e outros 14 estavam em situação crítica, devendo terminar no estoque daquela unidade até amanhã, quarta-feira, 8.

Os remédios críticos são Citalopram (antidepressivo, cuja principal finalidade é tratar todas as formas de depressão); Clonazepan (tem a função de anticonvulsivante e ansiolítico, medicado também em casos de síndrome do Pânico); Haldol Decanoato (para tratamento de distúrbios psicóticos agudos e crônicos, como esquizofrenia, estados maníacos, psicose induzida e pacientes agressivos e agitados); Haloperidol, indicado para delírios e alucinações na esquizofrenia aguda e crônica; na paranoia, na confusão mental aguda e no alcoolismo; Piportil, indicado para psicoses crônicas, psiquiatria infantil e manifestações de agressividade; e, ainda, Sertralina, indicado para tratar depressão, ansiedade, transtorno obsessivo compulsivo (TOC), transtorno do pânico, estresse pós-traumático e fobia social.

A farmacêutica do CAPS II, Manuele Bandeira, informou ao oficial do Ministério Público Estadual que, embora a lista de reposição seja encaminhada à Secretaria de Saúde regularmente, indicando a falta desses medicamentos, o abastecimento tem sido ignorado.

A paciente Maria do Rosário, idosa, procurou a farmácia do CAPS nesta segunda-feira, 7, com uma receita de controle especial em mãos, solicitando a droga Citalopram 20mg, mas a atendente informou a falta do mesmo e não deu previsão de quando ele estará disponível para entrega.

A direção do CAPS II revela a ocorrência de surtos agressivos de alguns pacientes, principalmente por falta do medicamento Haldol, que está em falta há três meses.

O MP recebeu informações de que os fornecedores suspenderam o fornecimento dos medicamentos por falta de pagamento de faturas atrasadas e que não há previsão para a liquidação da dívida não honrada pela Secretaria Municipal de Saúde.

A mãe de um paciente, Rosalina Moraes, informou à reportagem do blog nesta terça-feira, 8, que seu filho de 32 anos não recebe o clonazepam há três meses e foi mandada de volta para casa sem previsão de quando vai chegar. “É justamente esse que controla as convulsões e a ansiedade e funciona também como estabilizador de humor”, revelou.

Sem emprego, ela diz que não tem como comprar e que o jeito é esperar. “Só falaram para ligar para ver quando chega, mas não deram nem previsão”, disse.

Através de nota enviada ao blog nesta manhã, a Assessoria de Comunicação da Prefeitura informa que “alguns medicamentos estão em falta, não são todos nem a maioria, porém por problemas enfrentados pelo fornecedor, por falta de matéria prima para a fabricação. Entretanto, a Secretaria de Saúde já vem há dias viabilizando uma saída para o problema e até sexta-feira o estoque deve estar normalizado. Inclusive, o Ministério Público Estadual já foi cientificado dessa situação.

Hoje, o CAPS II atende a 550 pacientes. Porém, distribui medicação controlada usada continuamente para toda a rede municipal, totalizando mais de 8 mil pacientes com transtorno neurológico ou transtorno mental, atendidos nas UBS”.

A promotora Lílian Freire relembra que recentemente ingressou com uma Ação Civil Pública na Justiça com tutela de urgência, a qual foi deferida, mas mesmo assim o município não cumpriu.

Notícias

Saúde Mental – assunto é tema de estudos em Canaã dos Carajás

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Profissionais de saúde de Canaã dos Carajás estão participando, durante toda esta semana, do curso sobre Rede de Atenção à Saúde Mental. A iniciativa da Fundação Vale visa capacitar as equipes de saúde da família, saúde bucal, NASF (Núcleo de Atenção à Saúde da Família), CAPS (Centro de Atenção Psicossocial) e gestores de serviços de saúde da rede sobre a prestação de cuidados e o acolhimento dos pacientes em saúde mental.

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A turma que conta com cerca de 40 participantes, vem discutindo questões como a humanização do atendimento, abordagem acolhedora aos pacientes e cuidado integrado por meio de uma equipe multidisciplinar. O treinamento faz parte do projeto Ciclo Saúde, da Fundação Vale, que tem por objetivo contribuir para o fortalecimento da atenção básica por meio de estratégias e metodologias em promoção da saúde e aperfeiçoamento da prática clínica adotada pelas equipes.

Após o encerramento da parte teórica do curso, serão realizadas ações de acompanhamento e monitoramento da capacitação por meio de promoção de atividades práticas nas Unidades Básicas de Saúde de Canaã dos Carajás, nas zonas rural e urbana.

Saúde mental

Segundo a Organização Mundial de Saúde não existe definição “oficial” de saúde mental. Diferenças culturais, julgamentos subjetivos e teorias relacionadas concorrentes afetam o modo como é definida. No entanto, os profissionais da área entendem que saúde mental é estar de bem consigo e com os outros. Saber lidar com as boas emoções e também com as desagradáveis: alegria/tristeza; coragem/medo; amor/ódio; serenidade/raiva; ciúmes; culpa; frustrações. Reconhecer seus limites e buscar ajuda quando necessário.

Fonte: Assessoria de Imprensa Vale

Marabá

Políticas públicas para dependentes químicos são escassas em Marabá

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Por Paulo Costa – de Marabá

A Comissão Permanente da Infância e da Juventude da Câmara Municipal realizou na manhã desta segunda-feira (24), audiência pública sobre drogas. O evento debateu políticas de prevenção e combate às drogas e contou com a presença de participantes de várias entidades e autoridades.

Juiz Eduardo AntônioPara o juiz Eduardo Antônio Martins Teixeira, a audiência pública é de grande importância, haja vista a necessidade de a sociedade poder discutir o grau do grave problema que aflige não somente Marabá, mas todo o País. “A partir do momento que um adolescente se vicia é um caminho sem volta, ele vai apenas fazer um tratamento não há cura para isso”, ressalta o magistrado.

Ele lamenta o fato de Marabá, com quase 300 mil habitantes e que tem uma receita significativa e ainda grandes empresas, não possuir nenhum centro para tratamento de dependentes químicos. “Identificamos alguns casos, mas não temos para onde encaminhar. A solução tem sido enviar essas pessoas para outros municípios como Castanhal, que tem Centro Terapêutico, ou para Belém, que tem um Centro de Cuidado para Dependente Químico, mas isso é prejudicial porque aquele dependente é afastado da sua família”, lamenta Teixeira.

O juiz Eduardo Teixeira criticou o fato de as obras do CAPS para receber pessoas envolvidas com álcool e droga estejam paralisadas há quase um ano.

Por sua vez, ao usar da palavra, o prefeito João Salame disse ao juiz e às pessoas presentes que para realizar obras e investir mais neste setor é preciso ter dinheiro, evocando as dívidas que herdou da administração passada como um empecilho para isso até agora.

Salame justificou que não aderiu ao Plano Nacional de Enfrentamento ao Crack porque, entre outras coisas, precisava ter 10 leitos psiquiátricos na rede municipal, o que não existe, mas garantiu que está se esforçando para conseguir quatro.

Sobre as obras paradas no CAPS AD, ele justificou que a gestão de Maurino Magalhães não fez algumas adequações devidas e o Ministério da Saúde mandou abrir nova licitação para o serviço, mas garantiu que o centro estará pronto nos próximos meses.

Presente à audiência representando a Alepa (Assembleia Legislativa do Pará) o deputado estadual Divino Santos (PRB) apresentou uma cartilha sobre “Drogas e seus efeitos”, com a qual percorre todo o Estado com a cartilha para poder conscientizar a juventude sobre os riscos das drogas.

A promotora da Infância, Lilian Viana Freira, disse que até bem pouco tempo havia apenas duas promotorias da Infância em Marabá, mas que atualmente são duas e que elas não conseguem atender a demanda existente, grande parte relacionada ao uso de drogas. “Na zona rural, há muitos

jovens envolvidos com droga e precisam de atenção”, advertiu.

Filhos do crack

A promotora disse ainda que está aumentando muito em Marabá o número de pais mergulhados nas drogas e que não conseguem cuidar dos filhos. Ela denominou a nova geração como “filhos do crack” e disse que muitas dessas crianças acabam sendo retiradas da guarda de seus genitores e enviadas para o abrigo.

O secretário de Segurança Institucional, delegado licenciado Alberto Teixeira, disse que medidas pontuais devem ser adotadas. Lembrou que o crime de tráfico agrega uma série de outros crimes, como roubo, furto e homicídio e que, infelizmente, em Marabá são muitos que vivem desse mercado. “As maiores vítimas do tráfico no país são adolescentes e a partir de 2011 cresceu bastante consumo de crack e drogas sintéticas, além das mazelas que causam ao organismo”, lamentou.

Segundo dados apontados por ele, um grama de cocaína é comercializado a R$ 100,00 em Marabá, enquanto uma pedra de crack custa R$ 10,00. Ele sugeriu a implementação de atividades socioeducativas para manter os jovens longe das drogas. “Precisamos de medidas paralelas para resgatar os jovens que estão mergulhados nas drogas. O crack é a droga mais usada em Marabá, e a maioria vem do Mato Grosso por via terrestre”, revelou.