Internet de qualidade é WKVE Liga você ao mundo!
Canaã dos Carajás

Núcleo de Iniciação Cultural começa a sair do papel em Canaã dos Carajás

A “Terra Prometida” é a única no Norte do País a conseguir financiamento por meio do Programa Itaú Social
Continua depois da publicidade

A expectativa é de que 150 crianças e adolescentes, com idade entre seis e 17 anos, que apresentam situação de vulnerabilidade social e moradores do Residencial Canaã sejam atendidos pelo projeto, que conta com o financiamento da Fundação Itaú Social. As inscrições para os moradores iniciaram na manhã desta quinta-feira (16).

O Núcleo de Iniciação Cultural na Garantia de Direitos (NIC) é um programa financiado por meio da Fundação Itaú Social, em parceira com o Conselho Municipal de Direitos da Criança e do Adolescente (CMDCA), e tem como objetivo, atender os cidadãos proporcionando contato com manifestações culturais, como música, dança, pintura e grafismo além de palestras socioeducativas e oficinas de cultura popular. No Norte do País, Canaã é a única cidade beneficiada com esse recurso.

“Temos alguns critérios para essa participação. Por exemplo, quem já é beneficiado por outros projetos não pode participar, pois a ideia é que toda a população seja contemplada de alguma forma por algum programa do governo”, destacou Gidalto Rodrigues, diretor da Funcel (Fundação de Cultura, Esporte e Lazer).

Ao todo, o núcleo deve beneficiar diretamente 1.300 pessoas, entre crianças, adolescentes e famílias em toda a cidade. Além do Residencial Canaã, bairros como o Novo Brasil, Paraíso das Águas e Vale da Benção serão beneficiados com o projeto. Música, danças, pinturas, grafismos e artes plásticas estão entre as principais atividades previstas.

As ações buscam garantir a defesa dos direitos de crianças e adolescentes em nível municipal. Para a presidente da Associação dos Moradores, Vera Lúcia, a expectativa é de mudança na vida dos beneficiados. “A expectativa é de que o projeto mude muita coisa no dia-a-dia dessas crianças e adolescentes daqui. As pessoas estão otimistas e eu acredito que muita coisa vai melhorar para esses jovens e suas famílias”, previu.

Parauapebas

Cooperação coloca em funcionamento novo Centro Cultural de Parauapebas

Parceria foi oficialmente firmada na sexta-feira, 10, entre prefeitura e Vale, quando também foi assinado termo de cooperação para obras de mobilidade urbana
Continua depois da publicidade

A assinatura de um termo de cooperação entre a mineradora Vale e a Prefeitura de Parauapebas na última sexta-feira, 10, vai permitir que o novo Centro Cultural do município passe a funcionar efetivamente a partir de agora.

Inaugurado em 9 de dezembro de 2017, o espaço é um dos maiores e mais bem estruturados do Pará. Conta com um belo teatro, salas de dança, de áudio e de vídeo e com um auditório com capacidade para 200 pessoas.

 

Ao lado do prefeito Darci Lermen, estiveram presentes na assinatura os secretários municipais de Cultura, Popó Costa; de Obras, Silvana Faria; e de Assistência Social, Jorge Guerreiro; do chefe de Gabinete, Roque Dutra; e dos representantes da Vale, João Coral e Plínio Tocchetto.

De acordo com o titular da Secult, Popó Costa, a assinatura do termo é a continuidade de um trabalho que vem sendo realizado em conjunto e a parceria deverá propor projetos e ações de incentivo à cultura, que formarão o calendário de programação do novo espaço.

“Temos uma equipe de 24 profissionais, técnicos da arte, da dança e da música, que vão atuar na operacionalização do centro. Essa equipe vai construir uma agenda de trabalho para funcionamento do centro, rotina de atendimento e projeto para atender a comunidade. A ideia é formar público e mais artistas e ainda garantir o espaço aberto para quem já produz na área da cultura. Ao todo, (o trabalho) envolve equipes de administração e artística”, explicou Popó.

Segundo o gerente de Sustentabilidade Norte da Vale, João Coral, “o objetivo é fomentar as atividades culturais no município e formalizar essa parceria para que o município possa da melhor forma possível usufruir da infraestrutura disponível junto à comunidade”.

Na próxima segunda-feira, 20, será iniciada a Semana da Dança, que irá dar o pontapé inicial na programação cultural do centro.

MOBILIDADE URBANA

Na assinatura também foi formalizado o termo de cooperação para execução de obras voltadas para a melhoria da mobilidade urbana de Parauapebas. As obras integram condicionantes ainda da construção do Ramal Ferroviário.

Pelo termo, a Vale irá executar a construção de dois viadutos no bairro Nova Carajás, assim como adequar o viaduto da PA-275 com a PA-160, além de repassar recursos para construção de uma praça no lago do Nova Carajás.

O prefeito Darci Lermen ressaltou a importância da parceria com a Vale. “Já assinamos outros termos, como na parte social e educação, e hoje reforçamos mais uma vez essa parceria com Vale. Então, o que queremos é fazer a construção de nossa cidade de forma coletiva em todas as áreas, e o centro cultural é exemplo e agora mobilidade urbana com a construção de viadutos na entrada da cidade”, declarou o gestor.

A previsão é de que até o final deste ano as obras possam ser iniciadas.

Texto: Liliane Diniz
Fotos: Bruno Cecim
Assessoria de Comunicação – Ascom | PMP
Canaã dos Carajás

CANAÃ: “Do pixel ao pincel” é a nova amostra na Casa da Cultura

Exposição chega à Canaã dos Carajás como parte do Programa e Itinerância Cultural
Continua depois da publicidade

Os traços precisos trazem consigo histórias das mais diversas regiões do País. Nas telas, imagens, lembranças vivas de Cyro José, um artista e amante da arte de trazer e deixar recordações a quem aprecia uma boa paisagem.

Entre uma técnica e outra, surge um novo romance entre o homem e a arte visual, algo quase que indescritível.

Desde a manhã desta terça-feira (7), a exposição “Do pixel ao pincel” está em cartaz na Casa da Cultura de Canaã dos Carajás. Os trabalhos destacam os temas da natureza e da cultura popular registrados pelo homem da terra do “Uai”, que andou pelas regiões mais remotas do País, fotografando tanto o ambiente, como o homem que vive nesse meio.

Lúdicas, incidentais ou premeditadas, as lentes e o olhar de Cyro premiam os visitantes com imagens que podem ser percebidas como aquarelas, óleos, grafismos, estampas ou variadas texturas. Um curioso resultado de qualidade pictória que só se alcança por meio da interação entre homem e máquina. A técnica, somada à emoção e ao fazer continuado, empenham-se em produzir de resultado o que entende-se como arte.

Natural de Formiga–MG, Cyro José Soares é um fotógrafo com mais de 30 anos de carreira e tem diversos livros publicados, além de vários prêmios em concursos nacionais. O destaque de seu trabalho são os temas da natureza e da cultura popular.

A exposição já esteve em cartaz no Memorial de Minas Gerais Vale, entre abril e maio de 2018, e chega à Casa da Cultura de Canaã dos Carajás como parte do Programa e Itinerância Cultural.

Entre as atrações, o “gabinete das coisas invisíveis”, uma espécie de caixa mágica que tem atraído a atenção dos visitantes, que ficam curiosos para desvendar o mistério de seu interior.

A amostra segue aberta ao público até o próximo dia 21 de setembro, de terça a sábado, das 8h às 18hs.

Parauapebas

Antigo prédio da Câmara pode ser transformado em teatro

Caso Executivo não destine recursos para a obra, vereador Luiz Castilho garante sua emenda parlamentar para a reforma do prédio
Continua depois da publicidade

Em entrevista à Rádio Arara Azul FM na manhã desta segunda-feira, 6, o vereador Luiz Castilho falou sobre o projeto de transformar o antigo prédio da Câmara Municipal de Parauapebas em teatro, com o objetivo de fortalecer as ações culturais do município. Localizado na Rua E, o prédio está abandonado desde que o Poder Legislativo foi transferido para um espaço mais amplo e moderno, na Rua F, Bairro Beira Rio II.

O vereador Castilho, que é líder do governo na Câmara Municipal, foi à Arara Azul acompanhado de Doddy Amâncio, coordenador da Associação de Teatro de Parauapebas e Patrick Zarack, ator e produtor cultural. O trio foi entrevistado pelo radialista Elson Brito, no Programa “Alerta 96”.

Castilho reconhece que o prédio da Câmara está intimamente ligado à história do próprio município, tendo abrigado projetos sociais como “Barriga Cheia”, mas que atualmente está ocioso, embora em um “lugar nobre”. Ao sugerir que aquele patrimônio seja transformado em teatro, o vereador ressalva que é uma forma de valorizar a própria história. “A indicação é fruto de uma mobilização da Associação de Teatro de Parauapebas, que recolheu centenas de assinaturas. Temos muitos artistas em nossa cidade, mas ainda somos pobres na estrutura para abrigar os grupos que atuam neste segmento”, reconheceu Castilho.

O líder do governo foi quem ingressou com a indicação de doação do prédio à ATP, que foi aprovada pelos colegas parlamentares. Embora muitas pessoas espalhassem boatos de que a estrutura do prédio estaria comprometida, a pedido de Castilho uma equipe técnica da Secretaria de Obras foi até o local, fez uma vistoria e não identificou nada que condenasse o prédio. “A intenção é realizar algumas adequações, mas manter a fachada, que faz parte da história do município”.

Questionado pelo radialista sobre a origem dos recursos para a reforma do antigo prédio da CMP, Luiz Castilho lembrou que, como vereador, não tem autonomia para determinar a realização de obras. “Todavia, tenho a prerrogativa das emendas parlamentares.

Está prevista na LDO que, para 2019, e a Câmara terá 3% do orçamento bruto do Executivo.

Dividido entre os 15 vereadores, este ano temos o montante individual de R$ 2,3 milhões. “Então, caso o Poder Executivo não direcione verba para essa finalidade, repasso minha emenda, de forma integral, para a reforma do prédio e, assim, fortalecer o movimento cultural de nossa cidade”.

Castilho disse que não tem dimensão do custo da reforma, mas que o valor da emenda a que tem direito será direcionado integralmente para esse projeto. O vereador esclarece que não há necessidade de aprovar um projeto de lei para que o prédio seja transformado em teatro e que a liberação de recursos também não passa por burocracia. “Se houver dinheiro, pode ser executado de imediato. Estamos preocupados em elaborar um projeto funcional pela Secretaria de Obras e talvez isso se estenda até o final deste ano, para que em 2019 as obras iniciem, após licitação”.

O parlamentar ressalta que a Associação de Teatro vai participar do projeto, dando dicas sobre a concepção estética, porque serão eles que vão utilizar.

Doddy Amâncio, coordenador da Associação de Teatro de Parauapebas, elogiou a iniciativa de Luiz Castilho e disse que ele está sendo chamado também de “vereador da Cultura” no município, pela aproximação e sensibilidade que tem demonstrado com os grupos artísticos.

Informou que a ATP existe há três anos e durante esse período tem feito um trabalho de formiguinha, mapeando os grupos que atuam em Parauapebas com este segmento, congregando 17 deles atualmente. “Quando se fala em linguagem teatral, é importante perceber que eles se fazem presentes também nas igrejas, nos movimentos sociais, na sensibilidade de um professor que trabalha com arte e literatura na escola. Com isso, temos uma ampla formação de agentes culturais em vários locais”.

O coordenador também ressalta que a Associação de Teatro de Parauapebas é a única do gênero nas regiões sul e sudeste do Estado, mas que enfrenta inúmeras dificuldades, entre as quais a necessidade de criar meios para promover a formação de atores. “Precisamos de um local específico para realizarmos apresentações artísticas das dezenas de grupos de teatro que temos no município, mas ao mesmo tempo o prédio servirá para formação de profissionais da área. Não temos ninguém que trabalhe com iluminação cênica e precisamos formar mão de obra local neste segmento”.

Para Doddy Amâncio, além de acolher os grupos de teatro, o prédio passaria a sediar também ações de grupos de literatura, cinema e artes plásticas, com realização de exposições. “Temos aqui 13 matrizes culturais efervescentes, com exceção da ópera e do circo e por que não fortalecer esse trabalho tão importante para nossa comunidade? ”, indaga Doddy.

Patrick Zarack, ator e produtor cultural, testemunhou que sua vida foi transformada depois que passou a se envolver com o movimento artístico por meio do teatro. “Vi na arte um caminho para mudar minha história de vida. Como eu, muitos jovens veem uma oportunidade de crescimento, mas acaba faltando apoio institucional porque há um certo preconceito.

Algumas pessoas não têm noção que em nossa cidade há um trabalho artístico realizado com pessoas competentes”.

Quem quiser mais informações sobre as ações da ATP, pode procurar no endereço abaixo: Rua Afonso Arino, número 186, Bairro da Paz, entre as ruas Castro Alves e Padre Josimo. Ou através dos telefones: (94) 99212-8084 / 99301-8605.

Parauapebas

Profissionais de dança se reúnem para criar associação em Parauapebas

Eles acreditam que, reunidos em uma entidade, terão mais visibilidade e força para reivindicar do Poder Público políticas culturais e projetos voltados para essa importante arte
Continua depois da publicidade

Encabeçada pelo professor de dança Carlos Henrique Monteiro, aconteceu, no último sábado (4), a primeira reunião de dirigentes de grupos e profissionais de dança de Parauapebas, a fim de gestar a criação da Associação de Dança do município. Ele defende que os grupos, reunidos numa entidade séria e legalizada, terão muito mais força para reivindicar do Poder Público mais investimentos no setor, como capacitação, cursos de dança e projetos culturais voltados para essa arte.

Carlos Henrique é professor de dança há 15 anos, 12 deles em Tucuruí e o demais em Parauapebas, onde vem notando que os diversos grupos, em geral, trabalham isoladamente e para plateias muito restritas ao meio em que convivem, como parentes, amigos, colegas de trabalho, não tendo assim grande visibilidade.

Carlos Henrique afirma ainda que foi informado de que está sendo criada a Companhia Municipal de Dança e lembra que, com uma associação, “formada com identidade e respeito dentro do município”, os projetos que forem desenvolvidos por um governo não serão esquecidos pelo governo seguinte, “como acontece em quase todos os municípios do Brasil” onde um gestor, por questões meramente políticas, não da continuidade ao trabalho do antecessor.

“Queremos políticas públicas voltadas para a comunidade, para a sociedade, para a criança e ao adolescente. E o Poder Púbico deve ter a obrigação de nos ajudar, com ou sem apoio político da nossa parte, criando leis do incentivo à cultura”, enfatiza Carlos Henrique.

Da reunião de sábado, proposta pelo Conselho Municipal de Políticas Culturais (CMPC), onde os agentes culturais envolvidos com o segmento da dança manifestaram seus anseios e necessidades, saíram os seguintes encaminhamentos: 1 – Políticas públicas voltadas para o coletivo da dança municipal; 2 – Reflexões sobre a formação artística dos envolvidos, com a dança na terra do minério; e 3- Criação de uma entidade que lute pelo segmento e o represente como um todo.

Essas e outras propostas deverão ser discutidas e analisadas em uma nova reunião, ampliada, da categoria, marcada para o próximo sábado (11), às 19 horas, na Rua Gabriel Pimenta, 50 (atrás da Loja Maranata) Bairro Rio Verde.

Marabá

Arte regional para quebrar a dureza do concreto em Marabá

Bino Souza usa cores fortes para contrastar com o cinza opaco do cimento e promover os ciclos econômicos do município
Continua depois da publicidade

Escadaria de acesso aos barcos na Orla do Rio Tocantins; viadutos de duas passagens na Rodovia Transamazônica, na Folha 33; paredão externo do Ginásio Osorinho, na Velha Marabá. O que esses três locais têm em comum? Primeiramente, concreto puro; “segundamente”, a suavidade da arte criativa e regional de Bino Souza.

Os motivos da arte multicolorida de Bino neste verão são personagens dos ciclos econômicos de Marabá e que se tornaram referência nacional e até internacional, como garimpeiro, castanheiro, todos cravados nas paredes com a linguagem popular do grafite.

E Bino Souza não é toy (grafiteiro iniciante), tendo vários trabalhos anteriores com essa técnica já registrados, também em espaços públicos, embora a maior parte de sua arte tenha sido limitada a telas pequenas que cabem na parede de uma casa. Agora, ao dar vida a quadros grandiosos que todos veem a dezenas e até centenas de metros de distância, o artista mostra que tem tutano e “braços longos” para uma composição mais densa.

Segundo Bino Souza o que motivou a escolha dos desenhos foi o fato de ele ter uma identificação pelos ciclos econômicos, sobretudo pela história de Marabá. “Pretendo retratar numa série de grafites um pouco de história, da riqueza e economia regional”, ressalta o artista plástico, explicando que a princípio, a proposta foram três imagens, porém, a pretensão é disseminar a arte grafiteira em toda cidade.

O painel de grafite localizado na lateral do Ginásio Municipal Osorinho retrata o ciclo da castanha, após o ciclo do caucho (borracha) a exploração da Castanha-do-Pará foi uma das mais importantes molas econômicas de Marabá, entre as décadas de 1920 e 1970, estimulando o crescimento da cidade.

Na imagem pintada na escada de embarque da Orla “Sebastião Miranda” é retratada a lenda indígena de Iara, do folclore brasileiro. Souza explica que, para esse ponto, a ideia era fazer uma imagem relacionada ao verão. “Quando o rio começar a subir ele [grafite] vai embora, a Iara pode ficar ali quando a água estiver subindo do ladinho dela, na altura da calda. Ficará interessante a imagem”, prevê.

No viaduto Três da Nova Marabá, o grafite é relacionado ao ciclo do ouro, que ocorreu em Serra Pelada, na década de 1980, considerado o maior garimpo a céu aberto do mundo, sendo Marabá o ponto principal da passagem desse ouro. “É muito gostoso falar do ciclo do ouro. Quando eu estava pintando lá [no viaduto] apareceu um garimpeiro, com dentes cheios de ouro. Ele lembrou que vendeu picolé no tempo do garimpo, portanto se identificou com a imagem. É legal quando as pessoas se identificam com os desenhos, que contam a história da cidade e das pessoas que nela vivem”, pondera.

As cores retratadas no grafite de Bino são vibrantes, apesar de alguns artistas optarem por cores leves, mais brandas, outros só trabalham com preto e branco.

Os desenhos em grafite já estão fazendo sucesso na cidade. Prova disso foi a opinião da servidora pública Tainara Dantas ao visualizar as imagens. “Essas manifestações artísticas, além de expressar a identidade do povo marabaense, afirmam na paisagem da cidade uma cultura local, que para muitos não é conhecida ou até mesmo é esquecida. Mas ainda temos o valor artístico, porque possui grande atrativo turístico”, diz Tainara Dantas.

Bino Souza é artista plástico há 18 anos em Marabá. A história dele com o grafite começou em 2014, porém ele já é bastante conhecido na cidade pelas pinturas, com várias exposições na Galeria Vitória Barros, onde atua no dia a dia, e até mesmo fora de Marabá.

Ulisses Pompeu e Emilly Coelho (Ascom PMM)
Canaã dos Carajás

Núcleo de Iniciação Cultural é lançado em Canaã dos Carajás

O programa inicialmente visa a aproximação entre os cidadãos e manifestações culturais, além de palestras socioeducativas e oficinas de cultura popular
Continua depois da publicidade

Foi lançado, na manhã desta quarta-feira (11), no Centro de Formação de Profissionais da Educação em Canaã dos Carajás, o Núcleo de Iniciação Cultural (NIC). O programa é fruto da parceria entre a Prefeitura Municipal e Conselho Municipal de Diretos da Criança e do Adolescente (MDCA).

A expectativa é de que cerca de 350 crianças e adolescentes, com idade de 6 a 17 anos, em situação de vulnerabilidade social, sejam atendidas inicialmente pelo programa, que conta com financiamento da Fundação Itaú Social. “Com o público indireto, composto pelas famílias desses jovens, atingiremos mais de mil pessoas,” destacou a coordenadora geral, Cleides Pimenta.

Nos mesmos moldes do Núcleo de Iniciação Esportiva (NIES), que já está em andamento, o NIC visa atender os cidadãos proporcionando contato com manifestações culturais, como música, dança, pintura e grafismo, inicialmente. Também estão previstas atividades como palestras socioeducativas e oficinas de cultura popular. As atividades estão previstas para ter início ainda no início do mês de agosto.

Segundo o presidente do projeto, Joatan Júnior, Canaã é o primeiro município da Região Norte a conseguir recursos junto à instituição financeira para custear o projeto, que vai garantir os direitos de crianças e adolescentes. “O banco acreditou no potencial dessa cidade e devemos fazer um bom trabalho por esses jovens,” disse.

Parauapebas

Fundação realiza baile beneficente para angariar fundos em Parauapebas

O Baile Bom Samaritano acontece no dia 16 de junho no Espaço Cabocla
Continua depois da publicidade

Acontece no próximo dia 16, o Baile Bom Samaritano, evento beneficente cujo objetivo é angariar fundos para não deixar parar o trabalho de educação formativa e de inclusão pelo esporte e pela formação cultural e social que a Fundação Bom Samaritano desenvolve há mais de 13 anos em Parauapebas. Durante esse período de existência, a instituição já formou milhares de pessoas em cursos de música, dança, teatro, corte e costura e informática, entre outros, e mantém um escolinha de futebol.

Atualmente, porém, apesar das várias parcerias com as quais tem contado, passa por dificuldades financeiras. O dinheiro arrecadado com a festa será empregado no pagamento de contas de água, luz, telefone e na aquisição de materiais para os cursos ministrados na Fundação Bom Samaritano.

Hoje a instituição conta com 12 funcionários, a maioria dos quais trabalha voluntariamente, sem cobrar salários. Outros são servidores públicos cedidos pela prefeitura que, ao lado da Fundação Vale, Fundação Banco Itaú, Unicef e Projeto Criança Esperança, é parceira da Bom Samaritano em seus projetos culturais, esportivos e educacionais.

O Baile Bom Samaritano terá lugar no Espaço Cabocla, localizado na Rua F-26, Bairro Cidade Jardim, a partir das 22h, tendo como atrações musicais Monteirinho do Acordeon e Banda Vamberto e Convidados.

O valor da mesa com quatro lugares é R$ 130,00 e as vendas estão sendo feitas na Secretaria da Comunidade São Sebastião – Cidade Nova. Maiores informações podem ser obtidas pelos celulares (94) 98127-5774 e 98160-0811

A Fundação Bom Samaritano fica na Chácara do Cacau, no Bairro Primavera e quem estiver interessado em ajudar a instituição pode fazer contato pelos telefones acima.