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Marabá

Vale tenta culpar ICMBio por invasão à EFC, mas juiz nega pedido em decisão

Mineradora acusou ICMBIO de promover, premeditadamente a realocação de posseiros para prejudicar as obras de duplicação da estrada de ferro
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A Advocacia-Geral da União (AGU), por meio da Procuradoria-Seccional Federal em Marabá/PA (PSF/Marabá) e da Procuradoria Federal Especializada junto ao Instituto Chico Mendes de Conservação da Biodiversidade (PFE/ICMBio), comprovou que o ICMBio não prejudicou desenvolvimento de obra de expansão da Estrada de Ferro Carajás, no Pará.

A alegação foi feita pela Vale S/A em ação ordinária (processo nº 1280-16.2016.4.01.3901) movida contra o ICMBio, responsável pela gestão da Floresta Nacional de Carajás, unidade de conservação ambiental. A empresa afirmou que a Autarquia Ambiental estaria realocando intencionalmente posseiros para áreas dentro da faixa de domínio lindeira à via férrea, com o propósito de obstar duplicação da ferrovia. Diante disso, pleiteou a condenação do ente público a se abster de promover a ocupação irregular de terceiros da via férrea e da faixa de domínio.

Em defesa do ICMBIO, as Procuradorias Federais da AGU esclareceram que, ao contrário do afirmado pela Vale, as ocupações próximas à via férrea são de povos tradicionais que já habitam a unidade de conservação antes mesmo de sua criação, não havendo qualquer prova de que o órgão ambiental tenha adotado qualquer ato tendente a prejudicar ou impedir a obras de duplicação da estrada de ferro.

Segundo a AGU, ao ICMBio competiria apenas supervisionar as atividades dentro das unidades de conservação e fiscalizar se as populações tradicionais, que vivem dentro das FLONAS, não estão prejudicando o meio ambiente, não sendo de atribuição do ente ambiental impedir ou retirar ocupantes de suposta faixa de domínio de via férrea.

O juiz federal da 2ª Vara da Subseção Judiciária de Marabá, Heitor Moura Gomes, deu integral razão à AGU e rejeitou o pedido formulado pela Vale.

Para o magistrado, “a movimentação dessas populações tradicionais dentro da UC é aceita por lei e não há evidência alguma, nos autos, de que o ICMBIO esteja promovendo premeditadamente isso com intenção de prejudicar as obras de duplicação da estrada de ferro, mediante realocação de posseiros para áreas dentro da faixa de domínio lindeira à via férrea. Não há prova nos autos que demonstrem esse comportamento por parte de agentes do ICMBIO. Não há relatórios, atos ou decisões administrativas que apontem nessa direção… Portanto, por ausência de prova quanto à atuação do ICMBio em promover as ocupações na suposta faixa de domínio correspondente à estrada de ferro dentro da UC e por não haver obrigação da referida autarquia federal em evitar e retirar essas ocupações, haja vista não envolver nenhum dano ou risco de dano ambiental à Unidade de Conservação, o pedido da autora deve ser rejeitado”.

Pará

Convivência entre mineração e conservação ambiental é possível

Floresta Nacional de Carajás mostra que sim. Para ICMBIO, convivência é resultado de um diálogo técnico e aberto mantido entre o órgão e a Vale
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O sudeste do Pará abriga uma das maiores unidades de conservação do estado: a Floresta Nacional de Carajás. É nesta área, de pouco mais de 400 mil hectares, que está localizada a maior mina a céu aberto do planeta. Após 20 anos de criação, a Flona prova que mineração e conservação ambiental podem conviver juntas. Para o chefe da Flona, Marcel Regis, essa convivência é resultado de um diálogo técnico e aberto mantido entre o órgão público responsável pela gestão, o Instituto Chico Mendes de Conservação da Biodiversidade (ICMBio) e a empresa Vale, que apoia a proteção.

Segundo Marcel, “há uma convivência entre a conservação e a mineração, olhando cada um dos aspectos, visão do poder público e iniciativa privada, sobre todas as perspectivas e áreas de relevância e um diálogo que permitiu essa convivência”, afirma ele.

A Floresta Nacional de Carajás possui uma diversidade única de fauna e flora com uma vegetação que alterna a savana (vegetação típica de formações ferríferas) e floresta amazônica. Menos de 2% de toda extensão é ocupada pela atividade minerária.

Em 2013, relatório de auditoria feita pelo Tribunal de Contas da União em 247 unidades de conservação do bioma Amazônia, também já destacava essa conservação. Segundo o estudo, a Flona está entre os 4% das unidades do Brasil com alto grau de implementação e gestão de áreas protegidas.

Colaboram para isso, segundo o ICMBio, o apoio para estruturação técnica, física e logística do órgão, as atividades de proteção realizadas e o suporte para as atividades de educação ambiental fornecidos pela Vale ao ICMBio e seus parceiros, de acordo com o Plano de Manejo da Flona.

A Vale apoia na proteção com ações conjuntas para prevenção de incêndios e ao combate do desmatamento, do garimpo ilegal e da pesca e caça predatória. Dados da empresa apontam que, nos últimos três anos, a equipe de guardas florestais realizou o total de 19.149 patrulhamentos. Foram 29.068 km percorridos a pé, o que equivale a quase duas vezes o percurso da São Silvestre por dia. Além de mais de 1 milhão de km percorridos de carro e 14.374 km de barco.

Marabá

Gincana celebra meio ambiente e desafia estudantes a cuidar das florestas

Projeto do ICMBio pretende transformar estudantes em soldados de proteção de três unidades de conservação localizadas em Marabá
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Durante a tarde desta terça-feira, 5, Dia Mundial do Meio Ambiente, o ICMBio (Instituto Chico Mendes da Biodiversidade) promoveu a II Gincana Ambiental Interescolar da Floresta Nacional do Tapirapé Aquiri (Flonata), reunindo mais de 300 estudantes de oito escolas do ensino médio do município. A programação foi realizada no Clube da ASFEM (Associação dos Ferroviários de Marabá), na Folha 17, Nova Marabá.

O gestor da Flona Tapirapé Aquiri, André Macêdo, ressaltou que toda a comunidade do município de Marabá precisa ter conhecimento que aqui estão localizadas três grandes unidades de conservação e ajudar a preservá-las. Há três anos, vem sendo desenvolvido um programa de aproximação da comunidade com a floresta e de lá para cá cerca de 3.500 pessoas deste município já fizeram visitas guiadas às referidas unidades. O público alvo é composto por estudantes, mas André observa que muitos grupos acabam visitando o complexo de Carajás como igrejas, ONGs e movimentos sociais, por exemplo.

Em um trabalho de educação ambiental continuada, o ICMBio promove várias atividades com estudantes das escolas Anísio Teixeira, Martinho Mota, João Anastácio de Queiroz, Gabriel Sales Pimenta, São Francisco, Pedro Peres, Escola Família Agrícola, Deuzuíta Melo de Albuquerque e IFPA. Numa disputa sadia e eletrizante, os alunos foram desafiados nesta terça-feira a produzir vários produtos com matérias reciclados. Houve um concurso específico sobre vestimenta e cada escola participante apresentou modelos bastantes interessantes produzidos com jornais e plásticos, além de brinquedos como uma mesa de pebolim feita com caixa de papelão, um foguete com garrafas PET e até um avião. “Os estudantes também produziram poesias sobre as unidades de conservação, participaram de provas de conhecimentos e ainda uma prova de solidariedade, com doação de produtos para o Lar de Idosos São Vicente de Paula”, comemora André Macêdo.

E a gincana não é o foco principal do ICMBio. O instituto visa sensibilizar a nova geração a ajudar a proteger as florestas, sobretudo as que fazem parte do Mosaico de Carajás e estão localizadas dentro do município de Marabá. “Esses estudantes já visitaram a Flona Tapirapé Aquiri, mas estamos diante de um processo de formação ambiental crítica e antes de qualquer visita deles, os monitores do projeto fazem uma palestra prévia na escola, orienta os alunos e só depois eles se dirigem a Carajás. Toda semana uma ou duas turmas são recebidas nas unidades de conservação para um trabalho de educação ambiental”, explica.

PREMIAÇÃO

A escola campeã da Gincana Ambiental foi a Gabriel Sales Pimenta, enquanto a segunda colocação foi dada à Escola Pedro Peres, seguida por Martinho Mota da Silveira. Todas receberam troféu e medalhas, enquanto os alunos da Gabriel Pimenta ganharam uma viagem de dois dias a Carajás, com direito a conhecer cachoeiras, cavernas e todos os ecossistemas e ambientes do patrimônio ambiental.

O projeto do ICMBio recebe apoio da Unifesspa, UEPA, SEDUC, Secretaria Municipal de Meio Ambiente e várias ONG’s.

Por Ulisses Pompeu – correspondente em  Marabá

Marabá

Entidades preparam vasta programação para Semana do Meio Ambiente

ICMBIO, Uepa, Unifesspa Prefeitura de Marabá, entre outras entidades, têm agenda definida para atividades na próxima semana
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A data de 5 de junho é conhecida como Dia Mundial do Meio Ambiente. E em Marabá uma vasta programação está agendada pelas entidades que atuam neste segmento. O ICMBio, por exemplo, organiza a II Gincana Ambiental Interescolar da Floresta Nacional do Tapirapé-Aquiri, junto às escolas beneficiadas com o projeto em Marabá.

O evento contará com a participação das escolas envolvidas no programa de educação ambiental crítica da Floresta Nacional do Tapirapé-Aquiri, denominado “A Comunidade Vai à Floresta”, tendo como objetivos principais o fortalecimento das ações praticadas até então na criação de valores sustentáveis junto aos envolvidos, além de promover maior integração entre instituições de ensino locais e a consequente aproximação destas ao Instituto Chico Mendes de Conservação da Biodiversidade, órgão gestor da unidade, no fortalecimento da gestão participativa.

As escolas participantes são Anísio Teixeira, Pedro Peres Fontenelle, Gabriel Sales Pimenta;

Escola São Francisco, Escola Martinho Motta; Deuzuita Melo de Albuquerque, João Anastácio de Queiroz, IFPA – Campus Industrial de Marabá e Escola Família Agrícola.

PROGRAMAÇÃO DA UEPA
A poluição atmosférica causa 12,6 milhões de mortes por ano. Aproximadamente 23% de todas as mortes prematuras são causadas por problemas de degradação ambiental. Os dados são da Organização das Nações Unidas e alertam a população mundial sobre os graves riscos da degradação e não preservação do meio ambiente.

Como podemos manter o futuro incerto diante dessas questões socioambientais? É por meio da politica ambiental efetiva, maior fiscalização ou das mudanças no padrão de consumo da sociedade? Para analisar esse cenário, com o tema “Pensar no agora para manter o futuro”, o Campus da Universidade do Estado do Pará (Uepa) em Marabá realizará entre os dias 4 e 8 de junho de 2018, a sua Semana do Meio Ambiente.

Organizado pelos professores de engenharia ambiental e florestal do campus de Marabá, com apoio do centro acadêmico, o evento pretende debater as questões socioambientais junto a estudantes, pesquisadores e profissionais da área.

A programação da Semana do Meio Ambiente da Uepa em Marabá é composta por três categorias: mesas redondas e atividades de extensão; oficinas; e minicursos. Entre as temáticas abordadas estão o empreendedorismo, a restauração ambiental, a fitopatologia (estudo das doenças das plantas) e o monitoramento ambiental.

NA UNIFESSPA
Na quarta-feira, dia 6 de junho de 2018, acontece na Universidade Federal do Sul e Sudeste do Pará (Unifesspa) mais uma edição da Feira dos Povos do Campo. O objetivo da feira é criar um espaço de sociabilidade e comercialização direta entre os sujeitos do campo que produzem e reproduzem seus modos de vida nos territórios que ocupam, enquanto resistem aos processos de expropriação capitalista, e a comunidade acadêmica que recorrentemente estabelece interlocução com os mesmos, por meio de ações de pesquisas e/ou extensão.

Para está 7ª edição da feira virão agricultores de assentamentos da região de PA Alegria, PA Três Ilhas, PA 26 de Março, PDS Porto Seguro e PAE Praia Alta Piranheira, entre outros, estarão na Tenda do NEAm, comercializando seus produtos como: maracujá, mamão, limão, laranja, biribá, murici, abacaxi, carambola, diversas variedades de banana, polpa de frutas (cupuaçu, acerola, cajá/taperebá, goiaba, manga), coco verde, farinha branca e de puba, goma, massa puba, macaxeira na casca e descascada, abóbora na casca e descascada, inhame, jiló, quiabo corante, molho de pimenta, pimenta-do-reino, pimenta-de-cheiro, cheiro-verde, temperos caseiros, tucupi, azeite de coco, castanha-do-pará, feijão verde e seco debulhado, leite, massa de milho verde, pamonha, pato e frango caipira abatidos, bolos e doces, vinagreira/cuxá, couve e produtos de andiroba.

Na Prefeitura de Marabá, a Secretaria Municipal de Meio Ambiente prepara uma programação educativa para escolas e comunidade em geral. A cidade, que tem pouca arborização, precisa rediscutir o plantio de mudas de árvores em diversas vias.

Ulisses Pompeu – de Marabá
Canaã dos Carajás

Fiscais do ICMBio apreendem e flagram pesca ilegal em reserva

Pescadores foram pegos com materiais de pesca e 40 quilos de pescado. Tudo foi confiscado e o peixe, distribuído a pessoas carentes
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Após receber várias denúncias, agentes do ICMBio (Instituto Chico Mendes de Conservação da Biodiversidade), sob o comando do chefe do Parque Nacional dos Campos Ferruginosos, Manoel Delvo Bezerra dos Santos, montaram campana para fiscalizar a atividade predatória na unidade de conservação localizada entre os municípios de Parauapebas e Canaã dos Carajás. Eles acabaram flagrando grupos de pescadores praticando a atividade ilegal naquela região.

 “Nós realizamos uma atividade fiscalizatória, porque estávamos recebendo muitas denúncias de pesca predatória no interior do parque. Foram feitas três abordagens e os pescadores ainda não tinham entrado na área, não tinham pescado ainda, estavam com os materiais, os quais foram recolhidos e devolvidos posteriormente com algumas orientações relacionadas ao parque e às proibições que a unidade prevê”, relatou o analista ambiental.

Nas abordagens seguintes os fiscais conseguiram apreender aproximadamente 40 quilos de peixe das espécies: piau, curimatã, surubim, pacu, piranha, acará e bagre, entre outros. A pesca no Parque Nacional é proibida para pescadores profissionais e amadores que não integram as comunidades tradicionais (indígenas, ribeirinhos e quilombolas).

Além do material apreendido, os fiscais também confiscaram, uma espingarda cartucheira municiada, um barco e materiais considerados ilegais para a atividade no interior da unidade. Os quatro pescadores, que eram de Parauapebas, foram autuados em flagrante.

“O Parque Nacional dos Campos Ferruginosos é uma Unidade de Conservação de proteção integral, não permite uso direto dos recursos. Então, a pesca é proibida, a exceção são comunidades tradicionais. Autuamos quatro pescadores que estavam retornando da atividade, e tinham aproximadamente 40 quilos de peixes em caixas de isopor. Eles usavam rede malhadeira e uma espingarda cartucheira com 12 cartuchos intactos. O barco foi apreendido assim como todos os apetrechos de pesca”, contou.

Os peixes apreendidos foram encaminhados para a Agência de Desenvolvimento Econômico e Social de Canaã dos Carajás. Em seguida foram distribuídos entre a comunidade carente.

Voluntário

ICMBio abre 40 vagas para programa de Voluntariado entre Marabá e Parauapebas

Instituto Chico Mendes quer popularizar acesso da comunidade à Floresta Nacional do Tapirapé-Aquiri, um dos biomas mais preservados do Pará
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O Instituto Chico Mendes de Conservação da Biodiversidade (ICMBio) abriu nesta segunda-feira, dia 21 de maio, as inscrições para o serviço de voluntário na, a serem realizados no interior do Mosaico Carajás, no qual a unidade encontra-se inserida. Os interessados têm até a próxima sexta-feira, dia 25, para realizar a inscrição.

Segundo André Luís Macedo Vieira, analista ambiental do ICMBio e chefe da Floresta Nacional do Tapirapé-Aquiri, as linhas temáticas que serão abordadas no programa são: gestão socioambiental, estratégias para a conservação; pesquisa, monitoramento e gestão da informação, uso público e negócios.

O programa de voluntariado da Flona Tapirapé-Aquiri foi iniciado em 2016 e objetiva promover a divulgação daquela Unidade de Conservação na região, fortalecendo a participação social na gestão da unidade por meio de ações de educação ambiental realizadas com o apoio do grupo de voluntários junto à comunidade em geral.

Macedo destaca que a proposta da unidade é capacitar os interessados a conduzirem visitas guiadas ao interior das áreas protegidas, assim como eventos de educação ambiental, pesquisa, tabulação de dados, produção de materiais didáticos e ações de divulgação daquela unidade.

O analista ambiental ressalta que é preciso fortalecer a participação social em sua gestão por meio da aproximação entre a sociedade e a unidade, estimulando a realização de pesquisas científicas no interior da Flona do Tapirapé-Aquiri e despertar a sensação de pertencimento perante os usuários.

Depois da seleção dos voluntários, estes passarão por um processo de capacitação promovido pelo ICMBio e instituições parceiras. O processo de formação será dividido em atividades teóricas e práticas e em uma fase experimental. O curso abordará instruções voltadas para o Sistema Nacional de Unidades de Conservação (SNUC), educação ambiental crítica como instrumento de gestão ambiental, técnicas de primeiros socorros e sobrevivência na selva, além das particularidades da fauna e flora da região de Carajás, arqueologia, entre outros.

O módulo de teoria será realizado em Marabá, terá duração de 3 dias  e as despesas referentes a deslocamento, alimentação e estadia ficarão a cargo de cada participante.

O módulo prático acontecerá no Mosaico Carajás, onde os voluntários conhecerão as trilhas mapeadas no programa de educação ambiental e serão instruídos sobre metodologias de condução de visitantes. Para este módulo, os custos referentes a deslocamento, alimentação e estadia ficarão a cargo do ICMBio.

Após as fases de capacitação teórica e prática, será iniciado o módulo experimental, onde os cursistas estarão conduzindo, sob acompanhamento e avaliação, as turmas usuárias do programa Comunidade vai à Floresta em atividades pautadas na educação ambiental crítica.

André Macedo explica que a capacitação é contínua, de maneira que treinamentos, cursos e oficinas são realizados ao longo do exercício do serviço voluntariado. É fundamental que os voluntários tenham disponibilidade a participar das referidas capacitações. O candidato deve ter a partir de 18 anos, possuir afinidade com as questões ambientais e interesse pela conservação da biodiversidade e dos recursos naturais; ter formação, estar cursando ou ter experiências na área ambiental ou prestação de serviços voluntários; ser comunicativo e proativo; Saber trabalhar em equipe; ter disponibilidade para participação em todas as etapas da capacitação; residir em Marabá ou Parauapebas.

As inscrições ocorrerão exclusivamente de maneira presencial na base avançada do ICMBio em Marabá e no escritório do instituto em Parauapebas, onde os interessados deverão entregar os currículos, foto 3×4, ficha de inscrição e os documentos solicitados.

Endereços de Inscrições: Em Marabá, a Base Avançada do ICMBio funciona em uma sala da Secretaria Municipal de Agricultura. Em Parauapebas, o Escritório Mosaico fica na Rua J, número 202, Bairro União.

A previsão de divulgação do resultado é para o dia 10 de julho, na página da Floresta Nacional do Tapirapé-Aquiri no Facebook. Maiores informações poderão ser consultadas na base do ICMBio em Marabá ou telefone: 3324 2957.

Ulisses Pompeu – de Marabá
Canaã dos Carajás

Projeto Escola da Vida promove passeio a Parque Nacional em Canaã

A iniciativa é do 16º Grupamento Bombeiro Militar, que pretende levar as pessoas das comunidades carentes a conhecer as áreas de preservação da região
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O último sábado (12) foi de lazer para famílias de baixa renda de Canaã dos Carajás, cujas crianças e adolescentes que participam do protótipo do Projeto Escola da Vida, uma iniciativa do 16º Grupamento Bombeiro Militar, tiveram a oportunidade de visitar o Parque Nacional dos Campos Ferruginosos. “A ideia do Projeto Escola da Vida é levar um grupo de crianças de baixa renda para o interior da Flona (Floresta Nacional). A gente fez um convite a um grupo de crianças e adolescentes até a alguns adultos que foram para acompanhar os filhos”, explicou o major Charles de Paiva Catuaba, comandante do GBM em Canaã.

“Os pais estavam até mais ansiosos que as próprias crianças, e assim a gente fez a primeira visita”, contou ele, explanando que o projeto que ainda está em fase de estudo e será destinado a crianças, jovens e pessoas da terceira idade. A forma de captação de recursos ainda está sendo analisada, mas o foco principal é atender à comunidade mais vulnerável.

“Para ter dados e ver a aceitação do projeto, a ideia é levar esse grupo para fazer visitação no interior do parque. A gente ainda está em um projeto-piloto, ainda está em fase de estudo”, reforça Catuaba.

O passeio durou toda manhã toda e encerrou com um revigorante banho de cachoeira. A excursão teve a colaboração de quatro homens do Corpo de Bombeiros e dois agentes do ICMBio (Instituto Chico Mendes de Conservação da Biodiversidade). A empresa Júlio Simões realizou o transporte do grupo, além do gestor do parque, que também fez parte da parceria.

“Depois, vamos saber se a Escola da Vida vai trabalhar a Educação ou se promoverá apenas visitação a essas áreas de preservação, que é a ideia inicial”, explicou o major, avaliando que, caso haja como fortalecer projeto será possível avançar.

“Dentro do projeto tem como trabalhar também a proteção ambiental que visa unicamente o bem estar da comunidade. Essa é a nossa idealização: apresentar o que o município tem em termos das florestas e que muitas das vezes a população não tem oportunidade de visitar”, ressaltou o oficial.

Vinte e sete pessoas participaram da primeira visitação, o que para o major, em um trabalho que ainda é considerado um embrião, superou as expectativas. “Eu avalio positivamente, porque a visita trouxe uma apresentação à comunidade do potencial do município de Canaã no interior do parque”, disse Charles Catuaba.

Segundo ele, as expectativas foram além do esperado porque, a certa altura o ônibus não pode seguir o trajeto, em razão das condições da estrada, e o grupo se propôs fazer o restante do percurso, de cerca de um quilômetro.

“Depois, continuamos o deslocamento em viatura. Eu e o senhor Manoel, gestor do parque, ficamos muito empolgados com a alegria das pessoas, das crianças e adolescentes e surgiu a ideia de levar a terceira idade”, concluiu.

Meio Ambiente

Três municípios visitam Flona Tapirapé para criar Comitê da Bacia do Itacaiúnas

Maior rio genuinamente do sul e sudeste do Pará sofre com zonas urbanas, áreas de pastagem agropecuária e atividades de mineração
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Na última sexta-feira, dia 20, um grupo de 17 pessoas que participam de discussões para criação de um Comitê da Bacia do Rio Itacaiunas visitou a Reserva Biológica Tapirapé-Aquiri, para conhecer a área mais preservada do referido rio em toda sua extensão.

A visita foi coordenada pelo ICMBio (Instituto Chico Mendes de Biodiversidade) e contou com participação de representantes de vários órgãos dos municípios de Marabá, Parauapebas e Canaã dos Carajás, banhados pelo Itacaiúnas.

Segundo André Macêdo, gestor daquela unidade de conservação, o objetivo da atividade era unir os três municípios em prol da criação da comitê de bacia do Rio Itacaiúnas. Para ele, a formalização do comitê é fundamental para garantir a perenidade do rio a longo prazo. “Embora o Rio Itacaiúnas esteja ‘blindado’ no interior das áreas protegidas, ele está sofrendo bastante nas áreas externas às unidades de conservação”, salientou.

A promotora ambiental Josélia Leontina de Barros também considerou positiva a visita à Flona Tapirapé e ficou encantada com o nível de preservação do Rio Itacaiúnas e reconhece que toda aquela unidade “Nesta viagem, conseguimos reunir boa parte das entidades envolvidas para criação do comitê. Ao mesmo tempo, avaliamos outra situação, de possível criação”.

A promotora antecipa que uma nova reunião do grupo está agendada para o dia 30 deste mês para tratar desse assunto. Ela observa que ainda não há data para criação do Comitê da Bacia do Rio Itacaiúnas, porque há vários passos a serem dados até lá. “Mas pretendemos arregimentar o maior número de municípios e entidades da região, como universidades, ONG’s, além de ambientalistas para ajudarem a manter este rio, que é um dos mais importantes da região”, destaca.

Desafios à vista

A Bacia Hidrográfica do Rio Itacaiúnas apresenta uma característica emblemática no que se refere aos usos múltiplos dos recursos hídricos. Em sua área de drenagem de aproximadamente 42.000 quilômetros quadrados são encontradas zonas urbanas, áreas de pastagem agropecuária e atividades de mineração coexistindo com áreas protegidas e terras indígenas. A busca pelo equilíbrio entre a produção econômica e a proteção ao meio ambiente representa um desafio não somente para a gestão de recursos hídricos, mas para a gestão ambiental como um todo.

O Rio Itacaiúnas nasce na serra da Seringa no município de Água Azul do Norte, é formado pela junção do rio da Água Preta e rio Azul e desemboca na margem esquerda do rio Tocantins em Marabá. Considerado como um rio estadual, tem 390 km de extensão e seus principais afluentes são os rios Madeira, Parauapebas, Oneã, Vermelho, Aquiri, Tapirapé, Sororó e Preto.

O Itacaiúnas já foi muito importante para o município de Marabá, principalmente por abrigar em suas margens imensos castanhais e reserva de caucho, uma espécie de látex muito utilizado no passado na área da medicina.