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Marabá

Assassino de professor é PM do Maranhão. Ele está sendo interrogado em Imperatriz.

Mulher que estava com o policial ainda não foi encontrada e deve responder como cúmplice do homicídio
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Está detido e sendo interrogado na noite desta quinta-feira, 9, o soldado da Polícia Militar do Maranhão, Felipe Freire Sampaio, acusado de ter assassinado o professor Ederson Costa dos Santos, de 28 anos, na madrugada do último sábado, dia 4 de agosto. O PM veio de Imperatriz-MA, onde reside e trabalha na corporação.

Segundo informou agora à noite a Superintendente de Polícia do Sudeste do Pará, delegada Simone Felinto, o veículo que aparece nas imagens de vídeo amplamente divulgadas em redes sociais é um Fox cor vermelho, de placa OFM-8620, de Marabá, o qual está apreendido.

O interrogatório do suspeito acontece em Imperatriz por uma equipe da Delegacia de Homicídios de Marabá, enviada pela Superintendência do Sudeste Paraense e liderada pelo delegado Ivan Pinto.

No momento de sua prisão, Felipe Freire não esboçou reação, se entregou, mas permaneceu calado, segundo a delegada Simone Felinto.

A Polícia Civil continua as investigações em busca de novas provas que possam contribuir para o inquérito que segue em andamento pelo período de 30 dias, contados da sua abertura.

A polícia conseguiu realizar a apreensão do Fox que era dirigido por Felipe na noite do crime, o qual está bastante avariado. Todavia, a Polícia Civil ainda não confirma o nome e nem a prisão da mulher que também aparece nas imagens da noite do assassinato, como acompanhante do assassino do professor. Também não revela em qual endereço apreendeu o veículo Fox.

Polícia Militar

Pá carregadeira roubada no Maranhão encontrada pela PM em Serra Pelada com ajuda de GPS

A máquina pesada estava desaparecida havia aproximadamente um mês, a 675 km do local em que foi surrupiada
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Um trator Volvo, tipo pá carregadeira, roubado na cidade de Balsas (MA), há cerca de um mês, foi localizado em Serra Pelada, por volta das 19h30 de sábado (3). A máquina pesada estava na Fazenda Serra Grande, na Vila Alto Bonito, já com a numeração do chassi alterada. Para chegar ao local onde foi encontrado, o equipamento viajou 675 km. A apreensão foi feita pela guarnição composta pelo sargento J. Ricardo, cabo P. Silva e soldado Oliveira, que saíram em busca do equipamento por ordem do major Sérgio Pastana Ribeiro, subcomandante do 23º Batalhão de Polícia Militar, de Parauapebas, conforme orientação do coronel Mauro Sérgio Marques da Silva, comandante de Policiamento Regional II.

Ao Blog, o sargento J. Ricardo detalhou a operação. Segundo o militar, após receber a ordem para localizar o trator, passou a fazer uma varredura naquela região, que até então era desconhecida para ele. Nessa busca contou com a ajuda de uma pessoa identificada apenas como Ataíde, que, de Balsas, estava fazendo o monitoramento por satélite, pois a máquina é dotada de GPS (sigla em inglês de Sistema de Posicionamento Global). Desse modo, sempre ao celular e com as coordenadas sendo repassadas de minuto a minuto por Ataíde, a guarnição chegou ao local onde o trator estava, uma mina de exploração de manganês, no alto de um morro, porém se identificação com placa. Ali os PMs só encontraram um mecânico. O rapaz explicou que o apontador, que controla o carregamento e a saída do minério em basculantes, não se encontrava, muito menos o encarregado da mina. Ele levou o sargento e sua equipe a um galpão onde o trator se encontrava.

J. Ricardo, então, fotografou a pá carregadeira tanto por fora quanto por dentro e enviou as fotos a Ataíde, que constatou que se tratava do equipamento roubado. “Além do chassi adulterado, quem roubou também trocou a concha e o painel, que era circular, trocando por um quadrado”, detalha o militar, informando que ninguém foi preso.

J. Ricardo afirma que recebeu de várias pessoas a informação de que naquela área existem muitas máquinas roubadas de outros Estados, mas as declarações foram feitas informalmente, pois ninguém quis sequer dizer o nome.

Diante da impossibilidade de conduzir a máquina até a Delegacia  de Polícia Civil, a pá carregadeira foi levada para Posto Policial Destacado da PM lá em Serra Pelada mesmo, onde aguarda as providências legais.

Reportagem: Ronaldo Modesto

acidente

Trem da Vale atropela caçamba no Maranhão. Duas pessoas morreram no local (Atualizado)

O acidente aconteceu na manhã desta quarta-feira a 20 quilômetros da sede do município de Cinelândia-MA
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Uma locomotiva pertencente a Mineradora Vale passou em cima de uma caçamba nas primeiras horas da manhã desta quarta-feira (31) no município de Cinelândia, no Maranhão. A caçamba se dirigia a uma vila ano interior do município para efetuar o recolhimento do lixo quando cruzou a linha férrea. Três pessoas estavam no veículo, duas delas vieram a óbito. Uma terceira pessoa foi encaminhada em estado grave a um hospital no município de Imperatriz.

Em nota encaminhada ao Blog, a Vale lamentou o acidente:

A Vale lamenta informar que na manhã desta quarta-feira (31/1), houve um abalroamento envolvendo um caminhão-caçamba e um trem de carga vazio, no km 567 da Estrada de Ferro Carajás (EFC), no município de Cidelândia, no Maranhão. Infelizmente, com a colisão, duas pessoas vieram a óbito no local e outra recebeu atendimento, sendo encaminhada com vida ao hospital da cidade. A Vale informa ainda que o cruzamento onde houve a ocorrência é devidamente sinalizado e o maquinista, ao avistar que o caminhão tentou cruzar a linha do trem, aplicou todos os procedimentos de emergência, como buzina e frenagem, não conseguindo impedir a colisão.

A Vale acionou imediatamente as equipes de atendimento a emergências, o Corpo de Bombeiros e as polícias Civil e Militar. A empresa lamenta profundamente o ocorrido e informa que está à disposição das autoridades competentes e que prestará o apoio necessário às vítimas e seus familiares.

Polícia

Homem acusado de assassinar bombeiro militar em São Luiz é preso em Parauapebas

Polícia Civil do Maranhão está na cidade para conduzir o homem, que cometeu o crime em agosto na capital do Maranhão.
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José Luís Lisboa Meireles foi preso nesta manhã no bairro Ipiranga, em Parauapebas. Ele é acusado de assassinar o bombeiro militar Joedilson Campos Ferreira, em São Luiz do Maranhão. Joedilson foi ferido por um tiro, na noite do dia 5 de agosto em um estabelecimento na Vila Embratel, bairro que fica na área Itaqui-Bacanga, em São Luís. Segundo informações da Polícia Civil do Maranhão, José Lisboa e um comparsa chegaram em uma moto no estabelecimento e atiraram contra o bombeiro. Depois fugiram do local.

De acordo com a diretora da 20ª Seccional Urbana de Policia Civil de Parauapebas, Yanna Azevedo, o mandado de prisão foi expedido pela polícia do Maranhão. “Eles rastrearam o acusado em Parauapebas e solicitaram nosso apoio para a localização. Após nossa investigação, eles vieram para a cidade para efetuar a prisão com nosso apoio. O preso não reagiu a abordagem”, relatou a delegada.

Como o crime aconteceu em São Luiz, o preso prestará o depoimento na capital maranhense, cabendo à Polícia local apenas a função de dar apoio aos colegas maranhenses.

Justiça

Operação Stalker: Polícia Federal prende um no Maranhão e dois em Parauapebas, acusados de roubo cibernético

Os criminosos atuavam em São Luís (MA) e em Parauapebas, onde fizeram a maioria das vítimas, todas correntistas da Caixa Econômica Federal
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Por Eleutério Gomes – de Marabá

Após dois anos de investigações, a Polícia Federal deflagrou, na manhã desta quinta-feira (20), a Operação Stalker, desenvolvida pelo Grupo de Repressão a Crimes Cibernéticos, na Superintendência da PF, em Belém, tendo à frente o delegado André Ribeiro. Seu objetivo é desarticular uma organização criminosa composta por hackers especializados em fraudar contas bancárias da Caixa Econômica Federal pela Internet. O grupo invadia as contas dos clientes e desviava os valores para contas em nome de laranjas a fim de, posteriormente, sacar e lavar o dinheiro.

Foram cumpridos oito Mandados de Busca e Apreensão, cinco Mandados de Prisão Temporária e cinco Mandados de Condução Coercitiva, expedidos pela 4ª Vara Federal de Belém, especializada em lavagem de dinheiro. Um deles em São Luís (MA) – onde foram apreendidos computadores, mídias, celulares e bens, incluindo um automóvel de luxo – e os demais em Parauapebas. Das pessoas citadas nos mandados de prisão temporária, apenas duas ainda estão foragidas, mas devem ser capturadas nas próximas horas, segundo a PF. Embora a Polícia Federal não tenha divulgado os nomes dos hackers, o Blog apurou que um deles se chama Claudilei Silva Santos.

Coletiva

Durante entrevista coletiva na manhã de hoje, na Delegacia de Polícia Federal de Marabá, os delegados André Ribeiro e Igor Chagas detalharam a operação, lembrando que há muito tempo Parauapebas possui um histórico de ocorrência de fraudes bancárias que são investigadas pela PF.

Os criminosos, segundo o delegado André, obtinham os números de contas dos clientes, consultavam o saldo, para verificar se havia dinheiro disponível, hackeavam essas contas, transferiam para contas de laranjas e sacavam os valores. Até o momento, as investigações apontam que foram furtados R$ 250 mil de correntistas diversos da Caixa Econômica Federal.

O suspeito de São Luís, que fornecia os números das contas aos cúmplices de Parauapebas, foi preso em um jipe Land Rover, um carro de alto padrão e na casa dele foram encontrados vários equipamentos de informática.

“Foi bem satisfatório para nós; conseguimos identificar todos, vários deles confessaram de fato. Tivemos apoio da nossa perícia criminal nas buscas e foram apreendidos mídias e computadores que serão periciados,” detalhou o delegado André, destacando que a operação não pára por aí, pois o polo de Parauapebas é um braço desse tipo de crime cibernético.

“A PF tem uma ação permanente chamada Operação Tentáculos, que acontece em cooperação com a Caixa, que semanalmente abastece a PF de informações de contas que foram fraudadas em todo o Brasil e, a partir dessas investigações, sempre estamos atuando”, reforçou ele.

A Operação Stalker, frisa o delegado, é uma resposta que a Polícia Federal queria dar para a sociedade, para as pessoas de Parauapebas que têm contas na Caixa e que são vítimas desse grupo.

Ainda conforme a narrativa do delegado André Ribeiro, os criminosos cadastravam celulares em nomes de pessoas que jamais imaginavam que estavam sendo envolvidas em operação criminosa, para utilizar como canal de Internet e poder praticar a fraude de forma mascarada.

Indagado pelo Blog se havia a participação de funcionários da Caixa no golpe, passando informações de clientes, o delegado disse que, em princípio não pode afirmar, mas adiantou que as investigações serão aprofundadas para que a PF verifique se houve esse tipo de colaboração com os criminosos.

Sobre em que tipo de crimes os ladrões virtuais serão atuados, o delegado informou que serão enquadrados nos crimes de formação de organização criminosa e furto mediante fraude.

A grande maioria das contas contra as quais ocorreu a fraude é de clientes de Parauapebas, outras são de correntistas da Caixa em Marabá, Belém, Redenção e do Estado do Maranhão.

Justiça

PF deflagra Operação Stalker no Pará e no Maranhão

Estão sendo cumpridos dezoito mandados desde busca e apreensão a prisão temporária
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Belém/PA – A Polícia Federal deflagrou, na manhã de hoje (20), a Operação Stalker para desarticular uma organização criminosa composta por hackers especializados em fraudar contas bancárias da Caixa Econômica Federal pela internet. O grupo invadia as contas dos clientes e desviava os valores para contas em nome de laranjas para, posteriormente, sacar e lavar o dinheiro.

Estão sendo cumpridos oito Mandados de Busca e Apreensão, cinco Mandados de Prisão Temporária e cinco Mandados de Condução Coercitiva expedidos pela 4ª Vara Federal de Belém, especializada em lavagem de dinheiro. Os mandados são nas cidades de Parauapebas/PA e São Luís/MA. Foram apreendidos computadores, mídias, celulares e bens, incluindo um automóvel de luxo.

A operação contou com 50 policiais federais e foi desenvolvida pelo Grupo de Repressão a Crimes Cibernéticos da Superintendência Regional do Pará. A cidade de Paraupebas/PA possui um histórico de ocorrência de fraudes bancárias que são investigadas pela PF.

Polícia

Polícias civil e militar do Pará apresentam resultados da operação que prendeu assaltantes de bancos em Parauapebas

O objetivo do bando era a agência do Banco do Brasil em Curionópolis.
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As Polícias Civil e Militar apresentaram, nesta segunda-feira, 12, em entrevista coletiva a jornalistas, na sede da Delegacia-Geral, em Belém, os resultados de uma operação policial que desarticulou uma associação criminosa especializada em roubos a bancos com uso de explosivos. Ao todo, foram presos 10 homens e uma adolescente foi apreendida durante a operação ocorrida em Parauapebas na semana passada. Durante a operação, houve um confronto armado e um suspeito morreu. Com o grupo, foram apreendidas duas armas de fogo – um fuzil 7.62 e um revólver 38; emulsões explosivas; máscaras tipo “brucutu”; luvas e produtos usados nos explosivos.

A ação policial foi realizada em parceria pelas Polícias Civil dos Estados do Pará e do Maranhão, em conjunto com o Comando de Missões Especiais (CME), da Polícia Militar do Pará. Os presos foram transferidos para a capital. Estiveram na entrevista coletiva a delegada-geral adjunta, Christiane Ferreira; o coronel Hilton Benigno, comandante geral da PM do Pará; os delegados Silvio Maués, diretor de Polícia Especializada; Evandro Araújo e Tiago Belieny, da Divisão de Repressão ao Crime Organizado (DRCO); coronel Sandro Queiroz, titular do Comando de Missões Especiais (CME), e major Anilson Almeida, titular da Companhia de Operações Especiais (COE) da PM.

Segundo a delegada-geral adjunta, trata-se de um grupo organizado que já tinha atuado anteriormente no Estado do Maranhão, na mesma modalidade de roubo a banco. Para desarticular o bando, explica o delegado Silvio Maués, foram mobilizados policiais civis da DRCO e do Grupo de Pronto-Emprego (GPE), e militares da COE em parceria com policiais civis da Seic (Superintendência Estadual de Investigações Criminais), vinculada à Polícia Civil maranhense, em um trabalho integrado.

O coronel Hilton Benigno destacou o trabalho de inteligência e a capacidade de mobilidade dos policiais envolvidos na operação. “Desde o primeiro momento que fomos contactados da possibilidade do assalto a banco, deslocamos equipe para a região, tanto via aérea como terrestre, o que evitou o assalto”, detalha. Titular da Delegacia de Repressão a Roubos e Furtos a Bancos e Antissequestro (DRRBA), vinculada à DRCO, o delegado Tiago Belieny explica que a equipe policial estava na região sudeste realizando investigações sobre outras ocorrências de roubos a bancos, na terça-feira passada, quando foi acionada para se deslocar até Parauapebas, para apurar informação sobre a existência de um grupo armado se preparando para cometer um assalto na região.

Assim, na manhã do dia seguinte, os policiais civis e militares abordaram, em princípio, dez homens que estavam em uma chácara situada na Vila Palmares, zona rural do município. Com eles, veículos, um fuzil e explosivos foram apreendidos. Parte do grupo conseguiu fugir no momento da abordagem policial. Os presos foram identificados como os maranhenses Adaires Barbosa Araújo, conhecido por Tiago; Francisco de Assis Alves de Souza; Guilherme Henrique de Pinho; David Vieira da Silva; Marcio Delleon Modesto Silva; os paraenses Antônio Henrique Goulart Rodrigues Júnior; Adriano Cabral Fernandes e Dannyllo Queiroz da Silva. Uma adolescente natural do Maranhão foi apreendida na chácara. Em continuação às investigações, os policiais civis da DRCO e militares da COE abordaram um caminhão em que estavam Ricardo Alves Saraiva, o vaqueiro Egildo Luiz Gomes e José Carlos Saraiva dos Santos.

Este último reagiu atirando contra a equipe e morreu na troca de tiros. Uma arma de fogo – revólver calibre 38 – foi encontrada com o suspeito. As investigações mostraram que o bando pretendia assaltar, no último dia 10, a agência do Banco do Brasil em Curionópolis, cidade a 36 quilômetros de Parauapebas. Eles iriam fazer um assalto na modalidade conhecida como “vapor” em que os criminosos chegam ao município a tiros, invadem o banco e explodem caixas eletrônicos e cofre. Depois, na fuga, levam pessoas como reféns.

Segundo o coronel Sandro Queiroz, o tipo de dinamite apreendido com os acusados é “alto explosivo”, com capacidade de promover danos a uma velocidade de 2 metros por segundo. Ele detalha que esse tipo de material é de uso controlado pelo Exército Brasileiro. A delegada-geral adjunta ressalta que houve uma operação, na última semana, coordenada pelo Exército, em parceria com a Polícia Civil, visando o controle de material explosivo de uso controlado. A partir das prisões, explica o delegado Tiago, todos serão interrogados para tentar identificar quem é o líder do grupo e individualizar a conduta de cada. Dentre os presos, são três paraenses, e os demais são oriundos do Maranhão, Paraíba e Alagoas.

Luto

Aos 86 anos, morre o poeta Ferreira Gullar

Ele havia sido internado neste sábado por complicações pulmonares
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O poeta, ensaísta, crítico de arte, dramaturgo, biógrafo, tradutor e memorialista Ferreira Gullar morreu neste domingo, por volta das 11h, aos 86 anos. A informação foi confirmada pelo colunista Ancelmo Gois. O escritor estava internado no Hospital Copa D’Or, na Zona Sul do Rio, por complicações pulmonares. A partir de um quadro de pneumotórax, o escritor desenvolveu uma pneumonia. Ainda não há informações sobre a data do velório.

Ferreira Gullar assumiu ao longa da vida uma extensa lista de papéis que, sozinhos, não dão a dimensão do seu lugar na cena cultural do país. Um dos fundadores do neoconcretismo, o poeta participou de todos os acontecimentos mais importantes da poesia brasileira. A escritora e também imortal da ABL Nélida Piñon destacou a biografia de Gullar que, segundo ela, não foi ofuscada por sua obra.

— O seu legado é a obra, que, às vezes, faz a gente até esquecer a biografia. Mas este não é o caso. Ele teve uma vida bonita, difícil e de grande dignidade. O sofrimento do exilado não lhe tirou a graça.

Quarto dos 11 filhos do casal Newton Ferreira e Alzira Ribeiro Goulart, ele nasceu José Ribamar Ferreira no dia 10 de setembro de 1930 em São Luiz, no Maranhão. No início da década de 1950, mudou-se para o Rio de Janeiro, onde, em 1956, participou da exposição concretista que é considerada o marco oficial do início da poesia concreta. Três anos depois criou, com Lígia Clark e Hélio Oiticica, o neoconcretismo, que valoriza a expressão e a subjetividade em oposição ao concretismo ortodoxo.

Militante do Partido Comunista, exilou-se na década de 1970, durante a ditadura militar, e viveu na União Soviética, na Argentina e Chile. Retornou ao país em 1977 e foi preso por agentes do Departamento de Polícia Política e Social no dia seguinte ao desembarque, no Rio. Foi libertado depois de 72 horas de interrogatório graças à intervenção de amigos junto a autoridades do regime. Depois disso, retornou aos poucos às atividades de critico, escritor e jornalista.

Eleito em 2014 para a Academia Brasileira de Letras, colecionava uma vasta lista de prêmios. Em 2002, foi indicado por nove professores dos Estados Unidos, do Brasil e de Portugal para o Prêmio Nobel de Literatura. Em 2007, seu livro “Resmungos” ganhou o Prêmio Jabuti de melhor livro de ficção do ano. A obra, editada pela Imprensa Oficial do Estado de São Paulo, reúne crônicas de Gullar publicadas no jornal Folha de S. Paulo ao longo de 2005.

Em 2010, foi agraciado com o Prêmio Camões, o mais importante prêmio literário da Comunidade de Países de Língua Portuguesa. No mesmo ano, foi contemplado com o título de Doutor Honoris Causa na Faculdade de Letras da UFRJ. Um ano depois ganhou o Prêmio Jabuti com o livro de poesia “Em alguma parte alguma”.