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Marabá

Comerciantes do Cidade Nova, em Marabá, continuam sendo alvos de assaltos

Nova reunião expôs a situação às autoridades da Segurança Pública em busca de solução para o grave problema
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Por Eleutério Gomes – Correspondente em Marabá

Comerciantes do Núcleo Cidade Nova, mais exatamente da Avenida Nagib Mutran e transversais e entorno da Praça São Francisco, continuam trabalhando “com o coração na mão”. Após um mês da primeira reunião com representantes da Policia Militar, na manhã desta quinta-feira (13) eles tornaram a se reunir a fim de tentarem achar uma solução para os graves problemas de assaltos e arrombamentos dos quais são vítimas frequentemente, contabilizando prejuízos financeiros e traumas psicológicos.

Desta vez a reunião ocorreu no Ministério Público do Estado, com a presença da promotora de Justiça Josélia Leontina de Barros Lopes e representantes da prefeitura, Guarda Municipal, Departamento Municipal de Trânsito e Polícia Militar. A Polícia Civil não enviou representante, uma vez que a superintendente estava em Belém em reunião de trabalho.

Como da primeira vez, a reunião foi coordenada pelo Sindicato Patronal do Comércio Varejista de Marabá (Sindicom), representado pelo vice-presidente Raimundo Alves da Costa Neto, e pelos diretores Francisco Arnilson de Assis e Maria do Livramento Sá de Almeida, a Lia da Liberdade.

No dia 14 de agosto passado, uma primeira reunião aconteceu em uma das salas do Senac, ocasião em que o subcomandante do 4º Batalhão de Polícia Militar, major Hélio Ernani Oeiras Formigosa, e o comandante de área do Núcleo Cidade Nova, capitão Harley Alves da Costa, ouviram as queixas dos comerciantes.

Na oportunidade, eles prometeram que haveria rondas a fim de inibir a ação dos bandidos. Realmente elas aconteceram por algum tempo, proporcionando tranquilidade aos empresários. Porém, depois de algumas semanas os policiais sumiram das ruas e a situação voltou a ficar crítica.

O representante do prefeito Sebastião Miranda Filho, Walmor Costa, chefe de gabinete da prefeitura, anunciou que em breve a Praça São Francisco será totalmente reformada e mais iluminada, dando novo aspecto ao local e afastando os desocupados que hoje ameaçam não só os comerciantes, quanto as demais pessoas que frequentam ou passam por ali.

O tenente-coronel Sidney Profeta da Silva, comandante do 4º BPM, afirmou que está há apenas 20 dias em Marabá e que, a partir do que foi relatado na reunião, de imediato irá traçar ações de combate aos marginais a fim de devolver a tranquilidade ao comércio do Cidade Nova. Ele ainda ouviu as reclamações dos comerciantes e anotou sugestões e informações importantes, como horários mais favoráveis à ação dos bandidos.

Pelo DMTU, o diretor do departamento, Jocenilson Silva Souza, que ouviu queixas a respeito de abusos cometidos por motoristas de táxi-lotação, de excesso de espaço dado a esse tipo de transporte alternativo e também aos moto-táxis, afirmou que um estudo já está sendo feito pelo órgão dirigido por ele, que vai tentar solucionar esses e outros problemas.

Túlio Rosemiro Pereira, coordenador de Posturas da Prefeitura Municipal, questionado sobre os horários irregulares de carga e descarga de mercadorias naquele perímetro, disse que tudo isso está regulamentado em lei municipal e afirmou que as transportadoras têm conhecimento desses horários.

Ao final da reunião, a promotora Josélia disse que esse tipo de encontro entre os representantes de todos os órgãos e a população é muito importante e marcou a próxima para 25 de outubro. Ela espera que, a partir da reunião desta quinta-feira já seja possível perceber mudanças na situação.

Tucuruí

Tucuruí recebe mais três veículos para reforçar a segurança pública

A iniciativa faz parte do pacote de ações imediatas contra a violência para 2018, anunciadas pelo Sistema de Segurança Pública do Estado em fevereiro deste ano
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Para dar apoio a segurança pública em Tucuruí, o governo do estado entregou nesta quinta-feira (5) mais duas motos e uma caminhonete durante cerimônia ocorrida no Hangar – Centro de Convenções e Feiras, em Belém. Os veículos são provenientes de emenda parlamentar do deputado Celso Sabino e fazem parte das ações do Governo do Pará para potencializar as ações de segurança em todo o estado.

Participaram da cerimônia os secretários de Apoio a Segurança Pública, Júnior Braga, e de Saúde, Fábio Ulisses, além representantes da GAMASP e os vereadores Rony Santos e Lucas Brito que representaram o prefeito Artur Brito.

O governo tem reforçado a parceria com a Prefeitura de Tucuruí e esta é a segunda entrega de veículos para o município. Em maio, seis motos foram disponibilizadas para dar apoio a segurança pública no município.

A iniciativa faz parte do pacote de ações imediatas contra a violência para 2018, anunciadas pelo Sistema de Segurança Pública do Estado em fevereiro deste ano, contemplando a renovação da frota e dos equipamentos das polícias Civil e Militar, além do fortalecimento das Guardas Municipais em todas as regiões, entre outras medidas.

Marabá

Vereador de Marabá propõe desconto no IPTU de empresas com câmeras

Ilker Moraes apresentou proposta que reduz o tributo de empresas que colaborarem com a segurança pública instalando câmeras de monitoramento na fachada
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Reduzir o valor do IPTU (Imposto Predial Territorial Urbano) para empresas que instalarem na fachada câmeras de monitoramento, cujas imagens possam ser gravadas e disponibilizadas aos órgãos de segurança pública. Este é o teor de um projeto de lei apresentado pelo vereador Ilker Moraes Ferreira (PHS), na sessão ordinária desta quarta-feira (23), da Câmara Municipal de Marabá. Ele justifica que em várias cidades do País, esse recurso tem ajudado a identificar marginais e outros infratores da lei, diminuindo, consequentemente, os índices de criminalidade.

Para reforçar seu argumento, o vereador citou um exemplo próprio, relatando que, recentemente, aconteceu um homicídio em frente à casa dele, onde há uma câmera e a polícia o procurou para tentar conseguir as imagens. Lamentavelmente, segundo o vereador, até então o sistema usado por ele não gravava e ele ficou sem poder ajudar na investigação.

Ilker afirmou que já mandou alterar seu sistema de monitoramento e agora, além de mostrar o que está acontecendo na rua, as câmeras gravam as imagens: “Se naquele momento as minhas câmeras estivesse gravando, certamente a polícia teria mais facilidade em identificar o criminoso”, disse.

Segundo Ilker, dessa forma, a prefeitura não teria ônus com a aquisição de equipamentos nem perda significativa na arrecadação do tributo. Ele solicitou ao presidente da Casa, vereador Pedro Correa Lima (PTB), que viabilizasse uma audiência com a Secretaria Municipal Segurança Institucional para expor sua proposta e buscar apoio.

Em resposta, Pedro Correa disse que já há uma reunião marcada com a SMSI, para tratar de assuntos referentes ao trânsito, e na oportunidade, Ilker Moraes poderá aproveitar para expor seu projeto.

Em aparte, os vereadores Pastor Ronisteu (PTB) e Cabo Rodrigo (PRB) louvaram o projeto do colega e confirmaram serem as câmeras de monitoramento um instrumento eficaz no combate à criminalidade. Ronisteu, inclusive, relatou que graças à existência de câmeras, na igreja em que ele dirige, já foi possível à polícia recuperar objetos roubados do templo e chegar aos ladrões.

Segundo ele, além de ajudar a solucionar esses casos, a presença das câmeras inibe a atuação dos marginais. Palavras confirmadas por Cabo Rodrigo, que é policial militar. “Esse projeto tem todo o nosso apoio, assim como tudo o que tiver propostas para contribuir com a diminuição da criminalidade”, disse ele.

Comandante do 4º  BPM aprova

Ouvido pelo Blog, o comandante do 4º Batalhão de Polícia Militar, tenente-coronel Franklin Roosevelt Faial, disse que essa é uma proposta muito boa. “Hoje o monitoramento é fundamental na segurança pública, os crimes estão sendo desvendados com prova material de câmeras de monitoramento”, reforçou ele.

O oficial antecipou, inclusive, ter sido comunicado pela Secretaria de Estado de Segurança Pública que, em breve, Marabá vai receber, da mineradora Vale, 35 câmeras de monitoramento. Por isso, a PM já está fazendo um levantamento dos principais locais em que esses equipamentos serão instalados.

O tenente-coronel Roosevelt disse ainda que, das 45 câmeras de monitoramento já instaladas na cidade, sob a responsabilidade da Secretaria Municipal de Segurança Institucional, 20 já foram reparadas. Essas câmeras, instaladas em 2012, passaram algum tempo sem funcionar.

Conforme a presidente da Associação Brasileira das Empresas de Sistemas Eletrônicos de Segurança, Selma Miglior, dados estatísticos comprovam que, quando se implanta o videomonitoramento em perímetro urbano, naquela área coberta pelas câmeras a criminalidade diminui em 85%. A opinião é compartilhada por Renato Sérgio de Lima, do Fórum Brasileiro de Segurança Pública, ao afirmar que aliada a tecnologia à boa vontade é possível ter mais segurança.

Por Eleutério Gomes – Correspondente em Marabá
Marabá

Segurança Pública anuncia enfrentamento imediato à violência no campo

Serão criados a Patrulha Rural, a Companhia Independente de Missões Especiais e um Gabinete de Regional de Segurança, além da reestruturação das Decas de Marabá e de Redenção
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Cerca de 100 produtores rurais de municípios das regiões sul e sudeste do Estado se reuniram, na tarde de ontem, quarta-feira (28), em Marabá, com a cúpula da Polícia Civil no Estado e com o Comando de Policiamento Regional II (CPR II) da Polícia Militar. Mais uma vez pediram socorro contra as invasões de terras por supostos integrantes de movimentos sociais e a respeito de outro crime que vem acontecendo continuamente: o roubo de gado.

O encontro aconteceu no Centro de Convenções, com a presença do secretário Regional de Governo, Jorge Bittencourt; do secretário de Estado de Segurança Pública, Luiz Fernandes Rocha; do delegado-geral de Polícia Civil, Rilmar Firmino de Souza; do comandante do CPR II, coronel Mauro Sérgio Marques da Silva; do presidente da Amat-Carajás, Pedro Patrício de Medeiros; do presidente da Associação Comercial e Industrial de Marabá, Ítalo Ipojucan Costa; e do vice-prefeito de Marabá, Antônio Carlos Cunha Sá.

O pecuarista Geraldo Capota, de Curionópolis, primeiro a se pronunciar, reiterou o apelo que, segundo ele, vem fazendo desde o primeiro governo Almir Gabriel (1995-1998), clamando por mais segurança para quem produz e que alavanca a economia do País.

“Chorei para o governador Almir Gabriel e continuo chorando esses anos todos”, disse Capota, contando, inclusive, que, para que uma de suas propriedades fosse desocupada, conforme ordem de reintegração de posse, já na época do governo Ana Júlia, foi necessário que ele processasse a então governadora e ela fosse condenada pela Justiça. “Pelo amor de Deus, cumpram a lei”, clamou Capota,

O advogado Pedro Salles, da Agropecuária Santa Bárbara, dona da Fazenda Cedro, se mostrou muito indignado com o fato de a propriedade ter passado nove anos ocupada por integrantes do MST e, após ter sido reintegrada, em novembro passado, semanas atrás ter sido alvo de nova invasão.

A Cedro estava passando por completa reforma, uma vez que foi totalmente destruída durante dos anos em que permaneceu sob o domínio dos sem-terra e, agora, está novamente nas mãos deles. “Até quando um Estado produtor, como o Pará, vai aceitar isso?”, indagou, acrescentando que vários crimes vêm sendo praticados continuamente contra aqueles que vêm inovando, produzindo, gerando empregos e que estão trabalhando legalmente, “com tudo certo”.

A secretária de Assistência Social de Redenção, Jucema Furtado, relatou que, por ocasião do episódio de Pau D’Arco, em julho do ano passado, passou mais de 12 horas com um facão encostado ao pescoço e sendo ameaçada de morte o tempo todo. Ela contou que foi obrigada a pagar, “do próprio bolso, pelo embalsamamento dos corpos” dos supostos sem-terra. “E, ao fim de tudo, uma pessoa do governo me liga de Belém, pedindo que eu providenciasse psicólogo às famílias. Ora, quem precisava de psicólogo era eu”, lembrou, indignada.

Vitório Guimarães, diretor do Sindicato Rural de Redenção, disse que criação do Centro Regional, aproximando o governo da região, faz acreditar que “dias melhores virão”, em razão da presença das autoridades, principalmente da segurança, para que todos possam continuar trabalhando e produzindo.

“As medidas anunciadas, como a reformulação da Deca, reforçando a existência dela, e trazendo para Marabá o CME [Comando de Missões Especiais] são muito importantes. Agora, é preciso que o Estado tenha coragem para que as reintegrações aconteçam”, disse Guimarães, enfatizando: “E não deixar acontecer o contrário, em razão de recomendação do Ministério Público. É muito importante que o governo do Pará seja verdadeiro na defesa do produtor rural, que é quem sustenta a nossa economia”.

Ernilson José de Paula, produtor rural em Sapucaia, contou que ele, a família e vários vizinhos já foram vítimas violência na zona rural: “Temos casos, na nossa casa, e dos nossos vizinhos, que sofreram atentados de terroristas que chegaram à nossa propriedade rural, depredaram tudo e nenhuma solução foi tomada”,

“Não culpamos a polícia, porque sabemos que a polícia prende e a Justiça solta. No nosso País acontece muito isso. Queríamos que o Estado fizesse algo mais em favor do cidadão, de quem produz, cria, gera empego mata a fome, mas se sente desprotegido pelo Estado”, afirmou ele, que considerou a reunião proveitosa e disse que “sempre há uma esperança”.

Ao Blog, o presidente do Sindicato dos Produtores Rurais de Marabá, Antônio Vieira Caetano – o Neném do Manelão – falou também do roubo de gado que, segundo ele, vem aumentando bastante na região. “São pessoas que chegam se apresentando como compradores, mas que, de repente, colocam as reses nos caminhões-gaiola, ameaçam com armas, saqueiam também as casas e vão embora”, contou ele, sugerindo que sejam criadas Patrulhas Rurais.

Autoridades da Segurança anunciam medidas urgentes de proteção ao produtor

Ouvido pela Imprensa, o secretário de Segurança Pública, Luiz Fernandes, lembrou que a Polícia Civil acaba de receber reforço, com a admissão de novos policiais, assim como a Polícia Militar, a partir de junho, terá mais integrantes em suas fileiras. Anunciou ainda que, a partir da semana que vem, acontece a criação da Patrulha Rural da Policia Militar.

“Esse patrulhamento vai ter um trabalho diferenciado, que é ouvir a população, não só em relação à segurança, mas sobre todas as outras demandas que, porventura, a população rural esteja necessitando e que pode ser ouvida por esse policiamento”, explicou.

Quanto à criação de um Gabinete Regional de Segurança, citado por ele na reunião, Luiz Fernandes disse que esse recurso vai ajudar na medida em que terá representatividade de todos os municípios e da sociedade em geral. “Podem participar os segmentos do Ministério Público, do Poder Judiciário, enfim, todos os segmentos da sociedade civil”, descreve ele.

 Já o delegado-geral Rilmar Firmino disse que a maior demanda para a qual a Polícia Civil pode, de imediato, apresentar uma solução é a reestruturação Deca (Delegacia de Conflitos Agrários de Marabá) e a criação da Deca de Altamira, que vai desafogar a de Marabá, a qual estava respondendo pela Regional do Xingu.

“Sem contar que estamos reestruturando a Deca de Redenção e criando a Deca de Santarém. Vamos fechar toda a região oeste, mais parte da região sudeste”, anunciou ele.

Firmino falou também da chegada dos novos policiais civis à região, com um delegado de policia em cada município. “Com certeza, a gente vai ter uma melhoria no atendimento, nas investigações e no trabalho de Policia Judiciária”, afirmou.

Por seu turno, o coronel Mauro Sérgio, comandante do CPR II, disse que a Patrulha Rural, cuja criação foi anunciada por Luiz Fernandes, vai gerar a aproximação com o produtor rural, apesar das distâncias geográficas. “Ele vai ver que não está distante do Estado e que o Estado não o deixou à mercê da criminalidade”, destacou o oficial, acrescentando que “a Patrulha Rural vai ter uma efetividade muito grande”.

Segundo ele, os policiais que atuarão nesse novo recurso de segurança, serão selecionados de modo diferente, de preferência que sejam da região, que a conheçam muito bem e tenham perfil para trabalhar com o produtor rural, do pequeno ao grande, “não para que sejam customizados”, mas que sejam isentos, pensem na questão legal e sejam de fácil comunicação, “a fim de que possam atrair a confiança da sociedade e da comunidade rural”.

Mauro Sérgio anunciou também criação imediata da Companhia Independente de Missões Especiais, subordinada ao CME (Comando de Missões Especiais), com sede em Marabá e pessoal treinado especialmente para determinadas missões,  a fim de dar celeridade aos cumprimentos de Mandados de Reintegração de Posse expedidos pela Justiça na região, que hoje demoram muito a serem cumpridos em razão dos excessivos protocolos e da excessiva burocracia oficial.

Tecnicamente, a Companhia Independente de Missões Especiais vai estar ligada a Belém, mas, operacionalmente, receberá orientações do CPR II, a quem vai estar também subordinada a Patrulha Rural.

Por Eleutério Gomes – Correspondente em Marabá
Polícia

Parauapebas: Polícia Militar prende acusado de tentativa de estupro e dois assaltantes com moto roubada

A guarnição do Sargento Adenilson teve trabalho dobrado na manhã deste sábado, foi uma ocorrência em cima da outra
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Manoel de Jesus Gonçalves da Silva Filho, 26 anos, natural de Pindaré Mirim (MA), foi preso em flagrante, por volta das 10h30 deste sábado (10), por conta de tentativa de estupro contra uma vizinha dele, no Bairro da Paz. Ele nega a acusação, mas foi reconhecido pela vítima na 20ª Seccional Urbana de Polícia Civil. A prisão do suspeito foi efetuada pela guarnição formada pelo Sargento Adenilson e Cabo Rabelo, comunicados via Centro de Controle Operacional (CCO).

Eliseu Luiz de Queiroz, pai da vítima, uma jovem de 23 anos, grávida de três meses, contou à Reportagem do Blog que o marido havia saído para o trabalho e deixou a porta da casa apenas encostada.

Manoel de Jesus

Em seguida, ela foi tomar banho e ouviu um barulho; imaginando que o marido havia retornado por algum motivo, saiu do banheiro e deu de cara com o acusado, nu. Segundo relato da vítima, ele partiu para cima dela, tentando estuprá-la, mas ela reagiu e entrou em luta corporal com ele.

Em meio à confusão, a vítima passou a gritar por socorro, chamando a atenção dos vizinhos, que correram em auxílio, fazendo com que Manoel de Jesus fugisse em desabalada carreira. Entretanto, a Polícia Militar o localizou e o prendeu.

Ouvido pela Reportagem, Manoel de Jesus diz que nada disso aconteceu, que sequer encostou na jovem e que está sendo vítima de injustiça. “Mentira, mano, tá ligado?”, disse ele, contando que bebeu e depois foi para casa dormir, sendo surpreendido pela polícia com a acusação de tentativa de estupro. O rapaz, que não tem passagem pela polícia, afirma ser ajudante de pedreiro e afirma trabalhar em uma empreiteira da Vale.

Jesus, entretanto, foi reconhecido pela jovem, que, segundo seu pai, corre o risco de abortar pelo susto que passou. Na DP, a jovem estava muito nervosa, em companhia também do marido.

Assaltantes presos 

O trabalho do Sargento Adenilson e do Cabo Rabelo, entretanto, não parou por aí. Por volta das 11h30, também de hoje, o Disque-Denúncia foi informado de que uma dupla estava “metendo o bicho” pela cidade, assaltando quem aparecesse pela frente.

Com informações sobre as características da motocicleta roubada que os assaltantes conduziam (marca, cor e placa), e também da dupla, a equipe passou a fazer buscas. Jhony Silva dos Santos, 19 anos, e Giovanni Costa de Morais, 18, foram encontrados abastecendo em um posto de combustíveis da VS-10. Imediatamente, foi dada voz de prisão à dupla, que estava desarmada e não reagiu.

“Eles fazem parte de uma quadrilha. Nenhum cidadão, mulher ou criança pode andar com celular que eles roubam. Tem uma filmagem mostrando eles em ação, e três senhoras mais um rapaz já compareceram à delegacia e reconheceram os dois como assaltantes,” disse o policial.

Procurados pela Reportagem do Blog, na Delegacia de Polícia Civil, para que contassem sua versão, tanto Jhony quanto Giovanni preferiram ficar calados.

Parauapebas

Defensoria Pública pede e juiz determina aumento do efetivo policial em Parauapebas

Ação Civil Pública tem o objetivo de melhorar segurança do município
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O juiz Manuel Carlos Jesus Maria, da 3ª Vara Cível e Empresarial de Parauapebas, julgou nesta sexta-feira, 9, procedente uma Ação Civil Pública ajuizada pela Defensoria Pública do Pará, que tem como objetivo aumentar o efetivo de policiais civis e militares de Parauapebas. Com a decisão, o Governo do Estado deve aumentar, ainda, o número de viaturas, além de instalar um sistema 190 na cidade, com o objetivo de melhorar a segurança pública local e tentar reduzir a criminalidade.

Nos autos, o magistrado determinou a disponibilização de 182 policiais militares, 2 novas viaturas para a Polícia Civil, 12 policiais civis, sendo 4 delegados, 8 investigadores e escrivães, além da instauração do Disque 190 em Parauapebas. Em sua peça contestatória, o Governo do Pará alegou a impossibilidade de atuação do Poder Judiciário em Políticas Públicas de Segurança, e se assim o fizer, estaria invadindo a competência do Poder Executivo, o que lhe é vedado pela separação dos Poderes.

Em sua decisão, o juiz ressaltou que “os direitos sociais previstos na Constituição Federal, dentre eles o direito à segurança, são decorrentes do nosso perfil de Estado, onde se destaca o dever do Estado em assegurar verticalmente os direitos ali positivados para conferir e resguardar ao menos o mínimo de condições básicas necessárias para a existência digna da coletividade, dada a hipossuficiência dos indivíduos e sua dependência para a adoção de medidas assecuratórias pelo Poder Estatal”.

Ele também citou o artigo 5°, parágrafo 1°, da Constituição da República, revelando que “os direitos fundamentais têm aplicabilidade imediata, disto isto, se vislumbra que quando um Ente responsável por resguardar os direitos sociais fundamentais é objetivamente omisso, deverá ser adotada outras medidas para a adequada positivação desses direitos, e uma delas é através da judicialização de políticas públicas (…) Sendo assim, caso o Poder Judiciário se negasse a prestar a tutela jurisdicional, este estaria incorrendo em omissão do seu próprio dever constitucional e infringindo o princípio da inafastabilidade da jurisdição.

Para ter acesso à decisão, clique aqui.

Fonte: Coordenadoria de Imprensa do TJPA
Redação: Anna Carla Ribeiro

segurança

Órgãos de segurança avaliam que o Carnaval 2018 foi tranquilo em Marabá

O número de homicídios caiu em 50% e o de roubos, 75%, durante os quatro dias da Folia de Momo
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Por Eleutério Gomes – de Marabá 

Os representantes dos órgãos de Segurança Pública do Estado e do município reuniram os meios de comunicação locais, na manhã desta sexta-feira (16), no auditório do Comando de Policiamento Regional II, para fazerem um balanço da Operação Carnaval, realizada nos quatro dias da folia de Momo, de 10 a 13 últimos. A voz unânime foi de que tudo transcorreu tranquilamente, com os níveis de violência tendo queda acentuada em relação ao ano passado no mesmo período. A delegada Simone Amaro, chefe da 23ª Seccional de Polícia Civil, disse que a reunião foi convocada a propósito de notícia dando conta de vários homicídios ligados à quadra carnavalesca, quando, em verdade, foi o contrário.

“Trabalhamos muito, órgãos de segurança do governo e do município, e a nossa avaliação é positiva. Agradecemos à Imprensa pela cobertura, pois vocês são o termômetro para a população”, disse ela se dirigindo aos repórteres.

Ela afirmou saber das dificuldades e das falhas, como órgãos de segurança, às vezes por falta de um efetivo suficiente, mas destacou que todos, em conjunto, estão sempre se reavaliando para que possam melhorar. “Mas, aquilo o que cada um de nós, profissionais de segurança, pudemos fazer, foi feito. E, graças a tudo isso, o carnaval foi excelente”, enfatizou.

O tenente-coronel Franklin Roosevelt Fayal, comandante do 4º BPM (Batalhão de Polícia Militar), disse que a avaliação da PM foi extremamente positiva, levando em conta que, em 2017, aconteceram dois homicídios diretamente relacionados ao carnaval e neste ano houve apenas um assassinato, mas sem relação alguma com a quadra carnavalesca, até mesmo pelo horário em que ocorreu, por volta do meio-dia. “Então, nós tivemos uma redução de 50% no quesito homicídio”, destacou o oficial.

Quanto ao número de roubos, em 2017, ainda segundo o comandante do 4º BPM, houve 54 casos registrados, já em 2018, esse número caiu para. Ou seja, teve uma queda de 75%.

“Então, isso foi empenho dos nossos policiais militares, Corpo de Bombeiros, Polícia Civil, DMTU e todos os órgãos que compõem o Sistema de Segurança Pública tanto do Estado quanto de Marabá e da região”, avaliou Roosevelt.

Diante desses números, ele considera que o carnaval foi tranquilo e o balanço extremamente positivo para a população de Marabá. “Houve também uma intervenção policial já na terça-feira, quando uma quadrilha estava assaltando e aterrorizando no Cidade Nova e aconteceu troca de tiros com a Polícia Militar. Dois delinquentes tombaram e dois foram presos com revólveres calibre 38”, narrou o tenente-coronel.

Para o secretário municipal de Segurança Institucional, Jair Barata Guimarães, que tem sob sua responsabilidade o DMTU, a Guarda Municipal e a Segurança Patrimonial, o trabalho de todos foi “coroado de êxito”. Ele relatou apenas um acidente na Avenida 2000 – Bairro Belo Horizonte -, com morte, mas pela manhã, também fora do horário dos eventos carnavalescos.

Por seu turno, o secretário de Indústria, Comércio, Mineração, Ciência, Tecnologia e Turismo de Marabá, Ricardo Pugliese, disse que, diante do grande público que pulou o carnaval na cidade, estimado em 150 mil pessoas, os números apresentados pelos órgãos de segurança foram muito expressivos.

Pelo 5º Grupamento Bombeiro Militar, o major Paulo César, que teve de adaptar seu efetivo ao atendimento da população alagada ao mesmo tempo em que participava da Operação Carnaval, disse que o desempenho dos Bombeiros foi excelente tanto em relação aos desabrigados pela subida das águas do Rio Tocantins quanto na quadra carnavalesca.

“Tivemos uma estatística e 26 ocorrências, em verdade, 26 presenças relacionadas ao carnaval, mas apenas três ocorrências da nossa Unidade de Resgate”, detalhou ele.

A reunião teve também a presença de representantes da Secretaria Municipal de Cultura e da Secretaria Municipal de Meio Ambiente, os quais, fizeram coro aos demais e classificaram o carnaval como tranquilo.

Marabá

Secretário de Saúde contrata câmeras de monitoramento pela manhã e assaltante ataca à noite no HMI

Marcone Leite disse que o incidente o deixou muito preocupado e afirmou que está providenciando mais segurança às unidades de saúde
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Por Eleutério Gomes – de Marabá

Ontem, quarta-feira (2), pela manhã, o secretário de Saúde de Marabá, Marcone Leite, assinou contrato para a instalação de câmeras de monitoramento em unidades de saúde e nos dois hospitais públicos do município. Coincidentemente, à noite, um indivíduo armado invadiu o Hospital Materno Infantil, na Velha Marabá, fez um refém, cometeu assalto e deixou servidores, parturientes e acompanhantes em pânico.

Marcone lamentou o incidente e adiantou que também entraria em contato com a Secretaria Municipal de Segurança
Institucional para reforçar a presença da Guarda Municipal nos hospitais. “Foi um incidente; não é algo corriqueiro, mas nos deixa muito preocupados”, disse ele.

Segundo as testemunhas era por volta de 20 horas, quando um homem, que se fazia passar por acompanhante de uma grávida, se dirigiu à Recepção e apontou uma arma para a cabeça de um das atendentes.

Daí em diante, ele invadiu a Sala de Acolhimento e implantou o terror. Sempre ameaçando atirar, fez um “arrastão”: levou 30 celulares, bolsas e outros objetos de valor e fugiu levando como refém o acompanhante de uma grávida.

Já na rua, tentou fugir no carro do refém, mas acabou atropelando uma criança, abandonou o veículo e correu para
destino ignorado. Equipes da Polícia Militar e Guarda Municipal vasculharam o Núcleo Pioneiro, mas não localizaram o assaltante, descrito pelas vítimas como magro, moreno, usando camisa escura e boné branco.

Marcone lamentou a coincidência do ocorrido no mesmo dia em que assinara contrato para a colocação de câmeras de monitoramento nas unidades de saúde e hospitais públicos municipais, uma vez que seu propósito seria de inibir essas ações. “Não houve violência física, mas, certamente, houve dano emocional”, lamenta o secretário de Saúde.