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Marabá

Arcom e Sespa recadastram deficientes para emitir passe livre

A medida vai acabar com os laudos apresentados por deficientes e o constrangimento na hora de reivindicar a gratuidade nas empresas de transporte intermunicipal de passageiros
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Começou nesta segunda-feira (23) e vai até quinta-feira (26), em Marabá, o recadastramento de pessoas portadoras de deficiência física, intelectual, auditiva ou visual, para a emissão da carteirinha de Passe Livre intermunicipal rodoviário e hidroviário. Os interessados devem apresentar RG, CPF, comprovante de residência, laudo médico, duas fotos 3 por 4 do usuário, além de RG e CPF do responsável legal, todos com o original com cópia. A ação está ocorrendo no Auditório da Escola Anísio Teixeira, no Bairro Cidade Nova, das 8h às 12h e das 14h às 18h.

O recadastramento deve beneficiar também pessoas de Abel Figueiredo, Bom Jesus do Tocantins, Brejo Grande do Araguaia, Canaã dos Carajás, Eldorado do Carajás, Curionópolis, Itupiranga, Piçarra, Palestina do Pará, Nova Ipixuna, Rondon do Para, São Domingos do Araguaia, São Geraldo do Araguaia e São João do Araguaia.

O recadastramento é uma parceria entre a Arcom (Agência de Regulação e Controle de Serviços Públicos do Estado do Pará) e Sespa (Secretaria de Estado de Saúde Pública) e faz parte do Projeto Siga, desenvolvido pela Prodepa (Empresa de Tecnologia da Informação e Comunicação do Estado do Pará).

José Croelhas, diretor de Controle Financeiro e Tarifário da Arcom, explica que hoje a pessoa com deficiência se utiliza de um laudo médico na hora de buscar a gratuidade a que tem direto, por decreto governamental, mas isso há muito tempo vem sendo questionado pelas empresas.

O bilheteiro, muitas vezes, coloca em dúvida o laudo, alegando que, aparentemente a pessoa não é deficiente e se nega a emitir a passagem. De outra parte, o deficiente passa por constrangimento ao buscar o que lhe é garantido por lei e ter seu documento colocado sob suspeita.

“Então, nós resolvemos criar uma ferramenta, por meio da qual garantíssemos a inclusão dessas pessoas no direito que o decreto garante para elas. Os deficientes agora vão ter uma carteirinha codificada com QR Code [código de leitura rápida], pelo qual a própria junta médica, por meio da perícia médica, vai atestar nessa carteirinha a patologia que acometeu aquela pessoa e a deficiência adquirida, que vai motivar a concessão do benefício”. detalha Croelhas.

A Sespa dá toda a estrutura médica para fazer essas avaliações, a perícia médica é que vai, de fato, dizer se a pessoa que está se apresentado como deficiente é realmente portadora de algum tipo de deficiência. “Todos esses que portam um laudo médico e fazem uso dele, vão ter de vir e vamos tirar a dúvida, primeiramente verificando se laudo é legítimo”, afirma o representante da Arcon.

Segundo ele, por onde o mutirão já passou, constatou que mais da metade dos laudos em circulação têm algum tipo de precariedade. “Então, o objetivo número um do recadastramento é garantir esse direito exclusivamente para quem porta realmente uma deficiência”, reforça ele.

Até quinta-feira, a expectativa é atender de 800 a 1.000 pessoas de Marabá e dos demais municípios do entorno. Caso haja necessidade, a equipe fica até sexta-feira (27) na cidade. As carteirinhas serão entregues no prazo de 30 a 45 dias, quando a equipe retorna a Marabá para fazer a entrega.

Croelhas adverte que, a partir do momento em que as carteirinhas passarem a ser utilizadas, as empresas não poderão mais se negar a emitir a passagem gratuita, sob pena de serem multadas em valores que podem chegar a R$ 15 mil.

Maria Iracy Tupinambá, coordenadora estadual da Pessoa com Deficiência, da Sespa, afirma que hoje há um número muito grande de pessoas com carteira ou laudos falsificados e, dessa forma,  o deficiente que tem direito não consegue garantir a gratuidade porque, “quando chega ao ônibus este já está cheio de deficientes, quando na realidade muitos nem são portadoras de deficiências”. Ela informou ainda que a carteirinha vai garantir gratuidade para a mãe ou acompanhante da pessoa deficiente.

“Isso aqui vai servir também para nós sabermos quantas pessoas com deficiência temos nos nossos municípios e que tipo de deficiência, até mesmo para elaborar projetos, pois, geralmente usamos os dados do IBGE, que são de 2010 e estão defasados”, destaca Iracy Tupinambá, acrescentando “Nós sabemos que, no Pará, 24% da população é de deficientes e agora vamos saber em quais municípios eles estão e quais deficiências portam. Isso vai nos dar base para mostrar a nossa realidade no Estado”.

Francisco Carlos Silva tem um filho autista e afirma que é muito válida essa iniciativa do governo de emitir as carteirinhas. “Facilita muito a nossa vida. É uma grande ideia. Demorou, viu? Mas é fantástico”, avaliou ele.

Por Eleuterio Gomes – Correspondente em Marabá
Curionópolis

Gripe: Dia D de vacinação será realizado sábado (19) em Curionópolis

A meta é vacinar, durante a campanha, 90% das pessoas que estão nos grupos de risco do município
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Neste sábado (19) será realizado o Dia D de Vacinação contra a Gripe em Curionópolis. A ação, promovida pela Secretaria Municipal de Saúde (Semsa), faz parte da Campanha Nacional contra a Influenza, coordenada pelo Ministério da Saúde.

De acordo com a Semsa, a vacinação estará disponível em seis postos de vacinação e contará com a participação de cerca de 60 profissionais. A meta é vacinar, durante a campanha, 90% das pessoas que estão nos grupos de risco do município, até o dia 1º de junho.

A campanha tem como público-alvo pessoas acima dos 60 anos de idade, pessoas portadoras de doenças crônicas, gestantes ou mulheres com até 45 dias após o parto, crianças de seis meses a menores de cinco anos, profissionais da área da saúde, professores e indígenas.

Os que estão incluídos no perfil do público-alvo devem procurar uma unidade de atendimento mais próxima da sua residência e levar a caderneta de vacinação. Em Curionópolis, a imunização no dia D será realizada das 8 às 17 horas nos seguintes postos de vacinação: Jardim Panorama, Bairro da Paz, Planalto, Rio Grande do Sul, PSF 31 e Miguel Chamon.

O dia D da campanha de vacinação contra gripe em Serra Pelada se realizará no sábado seguinte, dia 26 de maio, na santa Casa de Misericórdia.

Canaã dos Carajás

Agentes de Endemias de Canaã participam de treinamento de Combate à Leishmaniose

Entre as orientações, o manuseio de equipamentos para realizar o controle químico seja contra o aedes aegypti, ou no combate ao mosquito palha.
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O treinamento iniciou há quase uma semana. Durante todo o dia no estádio Benezão, em Canaã dos Carajás, cerca de 10 agentes de endemias são orientados por servidores da SESPA (Secretaria de Saúde Pública do Pará), no combate à Leishmaniose e promover o bem estar na população.

A iniciativa tem como objetivo capacitar os agentes para conscientizar a população quanto à prevenção da propagação da doença em animais domésticos infectados.

A capacitação é fruto de uma parceria entre os governos Municipal e Estadual. Entre as orientações, o manuseio de equipamentos para realizar o controle químico seja contra o aedes aegypti, ou no combate ao mosquito palha, transmissor da Leishmaiose. “Hoje nós trabalhamos na capacitação dos agentes que precisam realizar esse procedimento nas cidades. Esse trabalho está sendo realizado em todo o estado do Pará. O objetivo é fazer com que essas pessoas estejam habilitadas a executar a atividade, seja ela no controle do aedes aegypti, seja entre outros vetores. Nesse momento aqui no município de Canaã é necessário realizar o controle nas residências para evitar o contato do flebótomo (mosquito palha) com as pessoas, como ele é um mosquito que tem o hábito de estar próximo do domicílio a gente precisa fazer uma aplicação dentro e fora dos domicílios e em seus anexos, galinheiros, chiqueiros, por exemplo”. Destacou o Coordenador do Nível Central da SESPA, Lauro Pantoja.

Mas Lauro destaca ainda que não basta apenas Estado e Município atuarem no combate ao mosquito transmissor, a colaboração da população também é crucial. “Mas apenas aplicar o inseticida não vai resolver o problema do município, é preciso que as pessoas tenham consciência de que precisam manter os seus quintais limpos, porque é um vetor que se multiplica, faz o seu ciclo evolutivo em restos de materiais orgânicos, gostam de humidade, folhas também se tornam um criadouro. Portanto, é preciso a comunidade nos ajudar, é preciso também tanto o estado como o município quebrar essa cadeia, mas só vamos fazer isso com a colaboração de todos”. Concluiu.

A capacitação encerra nesta quarta-feira, 02, com a ida dos agentes, sob supervisão de orientadores, para os bairros mais críticos da cidade onde já há registro de casos.

Marabá

Juiz recebe denúncia por duas perdas consecutivas de remédios na Sespa em Marabá

Prejuízo ao erário chegou a R$ 145 mil e o Ministério Público ingressou com ação pedindo ressarcimento
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O juiz de direito da 4ª Vara Cível da Comarca de Marabá, Manoel Antônio Macêdo, acatou o pedido do Ministério Público do Estado do Pará (MPPA) e recebeu a denúncia de improbidade administrativa feita pela 11ª Promotoria de Justiça do município, contra agentes públicos estaduais da 11ª Regional da Secretaria Estadual de Saúde Pública (SESPA).

Segundo a denúncia feita pela 11ª Promotoria de Justiça de Defesa da Probidade Administrativa, Tutela das Fundações e Entidades de Defesa Social, os agentes públicos, que trabalhavam na farmácia do município, deixaram estragar, por falta de uso e mau condicionamento, por duas vezes, medicamentos que deveriam ser utilizados para servir à população.

A ação foi ajuizada e recebida após a conclusão do inquérito civil nº 000158-911/2015, que concluiu a presença de indícios de ato de improbidade administrativa em razão da perda dos medicamentos no interior da 11ª Regional da Secretaria Estadual de Saúde Pública do Pará, por negligência administrativa dos responsáveis pela estocagem e conservação dos remédios, e por quem tinha a obrigação de fiscalizar a atuação dos servidores responsáveis em guardá-los.

Os acusados agora vão ser citados para apresentar contestação, conforme descrito na Lei nº 8.429/92 (Lei de Improbidade Administrativa). A denúncia havia sido inicialmente recebida pela 6º Promotoria de Justiça do município. Durante diligências realizadas para apurar os fatos, foram constatados o desleixo e a negligência dos servidores responsáveis, incluindo o diretor do órgão na época, Walmyr Silva Moura; a biomédica Aline Lopes Ferreira, e a farmacêutica Deylane Azevedo Lima Martins. Estas duas últimas servidoras, denunciadas por serem responsáveis pelas chaves da farmácia, e por deixaram de agir com o devido zelo em relação à guarda e à manutenção dos medicamentos.

Segundo a Promotoria de Marabá, o caso envolve um prejuízo estimado em cerca de R$ 146.339,46, referente à completa inutilização de remédios destinados a pacientes na região, por duas vezes. De acordo com a ação, na primeira vez, o prejuízo alcançou a quantia de R$ 80 mil. Os réus alegaram que os medicamentos haviam estragado, em virtude de uma falha elétrica que teria dificultado a conservação.

Os remédios chegaram a ser repostos pela Secretaria de Estado de Saúde Pública, porém, novamente ocorreu a destruição do estoque, desta vez em razão da ausência da temperatura ideal para a conservação dos medicamentos. A 11ª Promotoria de Justiça de Marabá, que tem atribuições referentes à probidade administrativa, entendeu, portanto, a ocorrência de “culpa consciente dos servidores denunciados na ação, pela repetição do dano causado ao erário estadual, demonstrada na conduta reiterada dos citados servidores estaduais”, e decidiu ingressar com a ação.

De acordo com informações da Promotoria, “a ação pelo juízo confirma que os fatos apurados em inquérito civil possuem presunção suficiente para o prosseguimento da apuração judicial e da busca do ressarcimento do dano ocasionado aos pacientes da região de Marabá, bem como ao erário público”.  Ao justificar o recebimento do pedido, o juiz destacou que a denúncia feita pelo Ministério Público na petição inicial trouxe vasta documentação, indicando claros indícios de autoria e materialidade do ato de improbidade administrativa. De acordo com a promotoria, os servidores denunciados não foram condenados, mas responderão por atos danosos causados ao erário, no exercício de suas funções, porém, farão também uso do direito de ampla defesa, garantido na Constituição Federal brasileira.

Durante a inspeção, a promotora Mayanna Queiroz constatou medicamentos acondicionados em geladeira, tais como: Noripurum 100mg, Hemax, Zoladex 3,6; Botox, Inflixmable 100mg e outros.

Saúde

Pará: Sespa divulga informe sobre dengue, zika e chikungunya em 2018. Não houve registro de mortes no ano

Até o dia 30 de janeiro deste ano foram contabilizados 28 casos de dengue, 24 de febre chikungunya e nenhum de zika.
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A Secretaria de Estado de Saúde Pública (Sespa) divulgou nesta segunda-feira (19) o primeiro Informe Epidemiológico de 2018 sobre os casos registrados no Pará de dengue, zika e febre chikungunya, doenças transmitidas pelo mosquito Aedes aegypti. Até o dia 30 de janeiro deste ano foram contabilizados 28 casos de dengue, 24 de febre chikungunya e nenhum de zika.

As maiores ocorrências de dengue são nos municípios de Marapanim (8), Abaetetuba (5), Marabá (3), Alenquer (2), Ananindeua (2), Palestina do Pará (2), Barcarena (1), Belém (1), Capitão Poço (1) e Marituba (1). Os municípios com maior número de casos de chikungunya são Ananindeua, Belém, Benevides, Barcarena, Jacundá e Novo Repartimento.

Em 2017, até 30 de dezembro, foram registrados 4.738 casos de dengue, 332 de zika e 6.734 de febre chikungunya. Em 2016, no mesmo período, foram confirmados 6.711 casos de dengue, 1.418 de febre chikungunya e 3.052 de zika vírus.

Informação – No período de abrangência do Informe Epidemiológico não houve registro de mortes no Estado em função dessas doenças. A Sespa continua pedindo às secretarias municipais de Saúde que informem, no período de 24 horas, a ocorrência de casos graves e mortes que podem ter sido causadas pelas doenças transmitidas pelo Aedes aegypti.

Para confirmar a causa da morte é necessária a investigação epidemiológica, com aplicação do Protocolo de Investigação de Óbito do Ministério da Saúde, que prevê exames específicos em laboratórios credenciados, como o Laboratório Central (Lacen) e o Instituto Evandro Chagas (IEC), preconizados pelo Programa Nacional de Controle da Dengue. O procedimento garante o correto encerramento de casos graves e óbitos no Sistema de Informação de Agravos de Notificação (Sinan).

Monitoramento – As ações de combate à dengue competem aos municípios, que devem cumprir metas. Entre os procedimentos essenciais estão vistorias domiciliares por agentes de controle de endemias. Paralelamente, a Sespa faz o monitoramento dos 144 municípios, que receberam o incentivo do Ministério da Saúde para vigilância, prevenção e controle da dengue, e orienta as prefeituras sobre o uso correto de inseticidas (larvicidas e adulticidas).

A Secretaria de Saúde Pública também promove visitas técnicas aos municípios para assessoramento das ações do programa de combate à dengue, além de apoiar a capacitação para o atendimento de casos de febre chikungunya e zika.

Quando há necessidade, a Sespa faz o controle vetorial, como bloqueio de transmissão viral nas localidades, e articula ações com órgãos municipais de saneamento e limpeza urbana, tendo em vista a melhoria da coleta e destinação adequada de resíduos sólidos. Também são realizadas ações educativas e de mobilização, para incentivar a participação da população no controle da dengue.

Sintomas – Os vírus da dengue, chikungunya e zika são transmitidos pelo mesmo vetor, o Aedes aegypti, e provocam sintomas parecidos, como febre e dores musculares. Mas as doenças têm gravidades diferentes. A dengue é a mais perigosa, devido aos quatro sorotipos diferentes do vírus, causando febre repentina, dores musculares, falta de ar e indisposição. A forma mais grave da doença é caracterizada por hemorragias e pode levar à morte.

A chikungunya caracteriza-se principalmente pelas intensas dores nas articulações. Os sintomas duram entre 10 e 15 dias, mas as dores podem permanecer por meses, e até anos. Complicações sérias e morte são muito raras. Já a zika apresenta sintomas que se manifestam, no máximo, por sete dias.

A população também deve continuar combatendo possíveis criadouros do mosquito. Se houver dificuldade, as pessoas devem acionar os programas municipais de controle da dengue mantidos pelas prefeituras. As equipes de profissionais capacitados visitam as casas para inspecionar possíveis criadouros do mosquito, com o objetivo de eliminar os focos e orientar os moradores sobre prevenção e controle do Aedes aegypti.

reabilitação

Pará ganha o primeiro complexo de reabilitação do Brasil para crianças, jovens e adultos

O complexo de reabilitação está instalado em uma área com cerca de 45 mil metros quadrados à beira da baia do Guajará
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Com cerca de 10% para conclusão das obras do primeiro Centro Integrado de Inclusão e Reabilitação (CIIR) do Brasil, a saúde pública do Pará vai dar mais um salto de qualidade do centro que vai agregar em um único espaço assistência médica, odontológica, reabilitação, capacitação, oficinas para produção de próteses e serviço de Apoio e Diagnósticos que aumentará significativamente a resolutividade na atenção às crianças, jovens e adultos com deficiência no estado. O CIIR deverá ser inaugurado a partir de janeiro de 2018.

O centro que será administrado pelo Instituto Nacional de Desenvolvimento Social e Humano (INDSH), em parceria com a Secretaria de Estado de Saúde Pública (Sespa), recebeu visita nesta quarta-feira (20), do presidente do Instituto, José Carlos Rízoli, que esteve acompanhado do diretor de Operações, Adriano Flávio de Lima e do diretor Executivo do Hospital Geral de Tailândia (HGT), José Neto.

A área edificada do espaço conta com cinco módulos, totalizando 15 mil m² de área construída. No primeiro módulo funcionarão os consultórios médicos; no segundo, os setores de fisioterapia e reabilitação, no terceiro será a área administrativa com diretoria, almoxarifado, entre outros.

No quarto módulo, a oficina de próteses, espaço para realização de artes cênicas e biblioteca. O quinto e último é a Ruína, prédio restaurado de uma antiga igreja construída em Belém pelos padres mercedários.

O complexo que será referência nesse tipo de assistência no país, contemplará ainda a inclusão social e cultural com desenvolvimento de atividades de arte e educação para a promoção de melhorias e de superação diária dos usuários doa serviços. “Essas ações serão desenvolvidas e motivadas por equipe multiprofissional que proporcionará a acessibilidade para eliminação de barreiras enfrentadas por pessoas com necessidades de reabilitação especializada”, disse o executivo, ressaltando a importância da parceria  de instituições públicas e privadas.

“É com muito orgulho que firmamos mais uma parceria com o governo do estado para gerir este centro que é algo extraordinário e que posso afirmar, sem dúvida, algo inédito no país. Esse governo teve a sensibilidade para desenvolver esse projeto. Somos parceiros, agradeço ao governo e tenho certeza isso também dará orgulho aos paraenses”, ressaltou Rízoli.

O mais novo serviço será composto pelo Centro Especializado de Reabilitação (CER IV), que inclui atendimento para deficiência visual, auditiva, intelectual e física; Oficina Ortopédica com dispensação, confecção, manutenção, ajustes de ósteses, próteses e meios auxiliares de locomoção, ocular , auditiva; e o  Centro Especialidades Odontológicas (CEO II).

O complexo de reabilitação está instalado em uma área com cerca de 45 mil metros quadrados à beira da baia do Guajará, que deverá inspirar atividades que integrarão o processo de reabilitação dos usuários.

O CIIR faz parte do Plano Estadual de Ações Integradas à pessoa com deficiência “Existir”, da Secretaria de Estado de Saúde Pública (Sespa), que deriva do Plano Viver sem limites, do Governo Federal, criado pelo decreto7.612/2011, com a finalidade de promover, por meio da integração e articulação de políticas, programas e ações, o exercício pleno e equitativo dos direitos das pessoas com deficiência que vai  ampliar o acesso e a qualidade desses serviços no âmbito do Sistema Único de Saúde (SUS), a partir da demanda da rede de atenção básica.

De acordo com o último censo IBGE, em 2010, o Pará possui uma população estimada em quase 8 milhões de habitantes. Desses, cerca de 24% (1,7 milhão) possuem algum tipo de deficiência, assim como 24% da população brasileira (45,6 milhões).

É para essa parcela da população que o CIIR somará sua assistência especializada, segura, de qualidade e humanizada com a oferta dos serviços de  saúde na área visual, auditiva, física, intelectual, ostomia, mobilidade reduzida e múltiplas deficiências, além do atendimento na área odontológica especial que contarão com serviço de Apoio e Diagnóstico com raio X digital, ultrassografia, eletroneuromiografia, ergoespirometria, eletroencefalograma, eletrocardiograma, ecocardiograma, mapa, holter, RX odontológico, densitometria óssea, hidroterapia com piscina aquecida.

Os usuários do serviço Único de Saúde (SUS) terão à disposição atendimento ambulatorial em anestesiologia, clínica médica com qualificação no atendimento de urgência, cardiologia, fisiatria, genética, neurologia adulto e infantil, oftalmologia, ortopedia, otorrinolaringologia, urologia, proctogastroenterologia, psiquitaria, odontologia,  endodontia, periodontia, bucomaxilofacial, estomatologia, fisioterapia, terapia ocupacional, fonoaudiologia, serviço social, enfermagem, nutrição, pedagogia, psicologia, sociologia e educação física.

O CIIR é uma unidade estadual sob a gestão do Instituto Nacional de Desenvolvimento Social e Humano (INDSH), em parceria com o Governo do Pará, por meio da Secretaria de Estado de Saúde Pública (Sespa).

Saúde

Reunião em Belém busca melhorias para a saúde de Parauapebas

O Secretário de saúde, Coutinho, o Deputado Estadual Gesmar Costa e o promotor Helio Rubens estão reunidos com o Secretário Estadual de Saúde para solucionar os problemas da Alta Complexidade na saúde de Parauapebas
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A Constituição Federal de 1988 deu um importante passo na garantia do direito à saúde com a criação do Sistema Único de Saúde, o SUS. Seus princípios apontam para a democratização nos serviços de saúde, que deixam de ser restritos e passam a ser universais.

Da mesma forma, deixam de ser centralizados e passam a ser norteados pela descentralização, com os estados e municípios assumindo suas responsabilidades e prerrogativas diante do SUS, bem como desenvolvendo ações que deem prioridade à prevenção e à promoção da saúde.

Essa descentralização da saúde tem provocado um colapso financeiro na Secretaria de Saúde de Parauapebas, já que o município vem arcando com despesas que por Lei deveriam ser do Estado.

Para tentar solucionar esse problema, o Ministério Público do Pará, por meio do promotor de justiça Hélio Rubens, o Secretário de Saúde de Parauapebas, José das Dores Couto, e o Deputado Estadual Gesmar Costa estão hoje (14) na Secretaria Estadual de Saúde Pública – Sespa, em Belém, em uma reunião com o Secretário Estadual da Pasta, Vitor Manuel Jesus Mateus.

O encontro teve como objetivo principal sensibilizar o Estado do Pará a assumir os custos dos serviços médicos de Alta Complexidade (UTI, UCI, Hemodiálise, Cirurgias Eletivas…) realizados no município de Parauapebas, que hoje estão sendo arcados pelo prefeitura local. O pleito se baseia na lei do Sistema Único de Saúde – SUS, que confere aos Estados a responsabilidade pela Alta Complexidade.

A reunião teve início por volta das 16 horas e ainda não tem hora para terminar. Mais detalhes sobre o que ficou decidido nesta reunião em breve aqui no Blog.

Parauapebas

Obras da Unidade Básica de Saúde do bairro Rio Verde devem iniciar ainda este ano

Os recursos financeiros para a obra virão dos governos federal e estadual. A prefeitura entrará com equipamentos, insumos e mão-de-obra para o funcionamento da unidade.
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A comunidade do Rio Verde aplaudiu calorosamente a gestão municipal durante a Audiência Pública do PPA realizada nesta terça-feira (11), na Escola Municipal Paulo Fonteles. A euforia foi graças a notícia repassada pela secretária adjunta de saúde, Raijane Loras, que anunciou a construção do prédio da Unidade Básica de Saúde (UBS) que atende a localidade. A previsão de início da obra é para o segundo semestre desse ano.

Há anos a comunidade do Rio Verde sofre com a falta de estrutura da Unidade Básica de Saúde, que já funcionou em vários prédios alugados, alguns com condições tão precárias que já precisaram até mesmo ser interditados. O prédio próprio será construído em uma área da Prefeitura, localizada na Rua JK esquina com Rua Minas Gerais, que já abrigou a própria Unidade de Saúde do Rio Verde e anos depois se tornou a sede da Unidade de Saúde Visual Jonas Melo. Atualmente a área está sem ocupação.

A construção da UBS Rio Verde decorre de uma emenda do deputado federal Wladimir Costa, feita em 2014, que pediu a liberação de pouco mais de R$ 700 mil para esse fim. O recurso para o restante da obra será complementado pelo governo do Estado. A responsabilidade da Prefeitura é de equipamentos, insumos e mão-de-obra para o funcionamento da unidade, que deverá entrar em operação em até 90 dias contados a partir da entrega do prédio.

“Já era uma demanda antiga da Prefeitura, tanto que a emenda foi proposta ainda em 2014, mas só agora se consolida. Depois de muita conversa o governo estadual aceitou construir toda a unidade. Nós argumentamos que Parauapebas não tinha como arcar e que já temos um custo muito alto com serviços de média e alta complexidade, cuja competência é do governo estadual, como UTI e Hemodiálise”, disse a secretária ajunta durante o evento.

Tipo da Unidade e capacidade de atendimento

De acordo com o projeto da Obra, será construída uma estrutura para comportar uma UBS Tipo IV, que deve contar com pelo menos 4 consultórios médicos, 4 consultórios odontológicos, sala de curativo, sala de administração de medicamentos, sala de vacinação, entre outros espaços. De acordo com dados do Ministério da Saúde, uma unidade tipo IV consegue atender até 16 mil famílias.