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Breu Branco

Temor de ser preso encoraja diarista ao suicídio

Francisco Morais teria agredido a própria mãe e havia passado três dias na prisão, em Breu Branco
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Na cidade de Breu Branco, o trabalhador diarista Francisco Morais da Silva, 48 anos, foi encontrado enforcado em sua casa. O suicídio aconteceu na quarta-feira, 18. O medo de voltar a ser preso teria sido a motivação do crime.

Chico, como era conhecido, morava à Rua Pastor Oliveira, Bairro Santa Catarina e, segundo familiares, ele teve um desentendido com sua mãe, que acabou registrando um Boletim de Ocorrência contra o filho.

O homem chegou a ser preso por três dias, e liberado pela Justiça para responder pelo crime de agressão física em liberdade. Dias depois, a genitora do suicida retirou a queixa contra ele.

No início desta semana, Chico recebeu um comunicado da Justiça, o qual pedia seu comparecimento perante o juiz da Comarca local. “A partir daí, ele entrou em pânico pensando que se tratava de um mandado de prisão”, contou um familiar que pediu para não ser identificado.

A família não acreditou quando Chico teria dito que acabaria com sua vida. E na tarde desta quarta-feira, quando sua esposa se preparava para sair de casa, ela fez um questionamento: “você vai precisar da bicicleta? O marido respondeu que não, afirmando que só iria precisar de uma corda”, contou Raimunda Morais.

“No momento, eu pensei que ele iria armar a rede no fundo do quintal como de costume, e quando cheguei ele estava lá dependurado numa árvore, já sem vida”, relembrou, com muita angústia.

Antonio Barroso
Marabá

O dom da vida a ser preservado diante do suicídio no meio juvenil

No dia 10 de setembro, em que é celebrado o Dia Mundial de Prevenção ao Suicídio, foi lançada a campanha digital #SAIADASOMBRA, com o objetivo de atingir os adolescentes e jovens
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A vida é um dom de Deus, graça do Senhor. Como é importante que nós sempre o preservemos, desde o seio materno até o seu ocaso. Estamos falando dessas coisas, porque no dia 10 de setembro celebramos o dia mundial de prevenção ao suicídio. Queremos lutar pela vida na qual o Senhor no-la concedeu com alegria e amor. Queremos implementar sempre mais uma cultura de vida, uma civilização do amor diante do suicídio. Queremos dizer como o Palavra de Deus em Isaias: “Coragem! Nada de medo!” (Is 35, 4). E o Apóstolo João diz nas palavras de Jesus: “Este é o meu mandamento: amai-vos uns aos outros, assim como eu vos amei” (Jo 15,12)

Um estudo divulgado este ano pela Faculdade de Medicina de Universidade de São Paulo, mas que foi realizado entre 2011 e 2015 coloca a ligação entre o consumo de álcool e suicídio nas pessoas sobretudo no meio adolescente e juvenil. O álcool torna-se um problema nas famílias, causando as vezes a divisão e a separação entre marido e mulher e também entre os jovens. O brasileiro está no quadragésimo nono lugar dos 193 entre os países avaliados em relação ao consumo de álcool. Segundo especialistas, no Brasil ainda não há uma licença específica para a venda do álcool sem falar na venda informal e para menores. É preciso trabalhar a vida com os jovens e adolescentes para a prevenção do álcool em suas existências para que não haja tantas mortes por causa do álcool ou porque podem tirarem-se as suas vidas, ocasionando suicídios. Sabemos que a taxa de suicídio no Brasil é dada mais na faixa entre 15 e 29 anos de idade e esta subiu 10% desde 2012. Segundo a OMS, Organização Mundial da Saúde, o suicídio é a segunda causa mundial de mortes entre pessoas nessa faixa acima elencada. Assim a pessoa sob o efeito do álcool apresenta uma capacidade diminuída em relação ao senso crítico, do autocontrole, e tende a adotar um comportamento mais agressivo. Assim o risco para o suicídio é maior, de modo que devemos alertar os jovens para que superem o vicio da bebida e assim vivam bem na família, na comunidade e na sociedade.

Como no dia 10 de setembro é celebrado o dia mundial de prevenção ao suicídio, foi lançada a campanha digital #SAIADASOMBRA com o objetivo de atingir os adolescentes e jovens no intuito de valorizar a vida, diante da morte. É preciso sair da sombra, perceber se existem sinais para a depressão e ajudar sobretudo adolescentes e jovens para que vivam bem segundo a Vontade de Deus, se engajem na comunidade em alguma pastoral, movimento ou serviço. As pessoas que sofrem com a depressão necessitam de maior apoio da parte nossa para que possamos salvar vidas, conduzi-las à vida familiar, comunitária e com Deus através da oração, da leitura da Palavra de Deus, da eucaristia e do amor fraterno.

Por Dom Vital Corbellini – Bispo de Marabá – PA
Pará

Ligação para prevenção do suicídio se tornará gratuita para todo País amanhã

Parceria entre Ministério da Saúde e Centro de Valorização da Vida torna ligação para prevenção do suicídio gratuita nos quatro estados que restavam
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A partir deste domingo (1º), as ligações para o Centro de Valorização da Vida ( CVV ) que ajuda na prevenção ao suicídio se tornarão gratuitas em todo País. Os únicos quatro estados que ainda não tinham o serviço à disposição gratuitamente eram Bahia, Maranhão, Pará e Paraná, mas eles se juntaram aos demais a partir de agora graças a uma parceria com o Ministério da Saúde.

A parceria começou em 2015. Na ocasião, a assinatura do termo de cooperação técnica entre o CVV e o Ministério da Saúde aconteceu e a Agência Nacional de Telecomunicações (Anatel) publicou o ato de autorização que estabeleceu que o número 188 seria disponibilizado para a realização da ligação para prevenção ao suicídio.

O serviço gratuito, porém, começou valendo apenas no Rio Grande do Sul. Nessa fase, o número de atendimentos diários realizados por ligação saltaram de 250 para 800. O sucesso do projeto piloto fez com que o número 141 (que cobra pela ligação) fosse sendo substituído gradualmente pelo número 188 (gratuito). A expansão foi feita em etapas. Após o Rio Grande do Sul, Acre, Amapá, Mato Grosso do Sul, Piauí, Rio de Janeiro, Rondônia, Roraima e Santa Catarina receberam a novidade no dia 30 de setembro de 2017. Depois foi a vez do Distrito Federal, Espírito Santo, Goiás, Mato Grosso, São Paulo, Tocantins e Amazonas também fossem contemplados pela novidade a partir do dia 9 de dezembro de 2017. Alagoas, Ceará, Minas Gerais, Paraíba, Pernambuco, Rio Grande do Norte e Sergipe se juntaram ao grupo no dia 30 de março de 2018. E a partir da amanhã Bahia, Maranhão, Pará e Paraná unificarão o atendimento no País inteiro.

A mudança ainda prevê que ao unificar o atendimento num único número nacionalmente, os usuários poderão ser atendidos por voluntários disponíveis em qualquer estado do Brasil. Antes, como os atendimentos eram locais e variavam de cidade para cidade, se um usuário fizesse uma ligação para prevenção do suicídio e encontrasse uma linha ocupada, ele teria que aguardar até que o atendimento anterior fosse finalizado.

Agora, porém, o atendimento poderá ser realizado por alguém que está até mesmo do outro lado do País. Vale ressaltar que as ligações para o 188 são gratuitas a partir de qualquer linha telefônica fixa ou celular, provenientes de qualquer cidade do estado contemplado, a partir desse domingo.

Apesar da novidade representar um grande avanço no combate ao suicídio no Brasil, ligações não são a única alternativa para o usuário que pensa em suicídio e busca ajuda. O atendimento do CVV é realizado tanto pelo telefone como por e-mail, chat online e até presencialmente numa das 89 unidades de atendimento espalhadas pelo País.

O CVV, que foi fundado em São Paulo em 1962, é uma associação civil sem fins lucrativos reconhecida como de Utilidade Pública Federal desde 1973. O Centro conta com mais de 2 milhões de atendimentos anuais, realizado por aproximadamente 2.400 voluntários que mantém total sigilo e anonimato necessário para quem quer tocar num assunto tão íntimo. Dessa forma, aqueles que desejarem fazer uma ligação para prevenção do suicídio podem ligar para o número 188 a partir de amanhã de qualquer lugar do País e encontrarão uma pessoa treinada para oferecer ajuda com toda a segurança. A expectativa do CVV é atender mais de 2,5 milhões de ligações esse ano.

Redenção

Redenção: Mulher comete suicídio sem motivo aparente

A família disse que Marina não havia apresentado nenhum comportamento estranho nos últimos dias
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A Polícia Militar foi chamada na manhã desta segunda-feira (18), quando uma mulher identificada como Marina Souto, 24 anos, foi encontrada pendurada pelo pescoço em uma corda amarrada em um galho de mangueira, no Setor Jardim Ariane. Os motivos do suicídio ainda são desconhecidos, inclusive para Adriana Ferreira, 25, com quem Marina mantinha uma relação homoafetiva.

Pela manhã, na Delegacia de Polícia Civil, a cunhada de Marina, que pediu sigilo sobre sua identidade, disse à Reportagem que também desconhece o motivo de ato tão extremo. “Ainda ontem a vi bem, ela estava sorrindo alegre com a vida. Não acredito que ela tenha se matado, lamento pelo acontecido”, disse a mulher.

A cunhada de Marina disse ainda que a ela não havia apresentado nenhum comportamento estranho nos últimos dias, porém lembrou que um primo dela a ameaçou com um facão, na última sexta-feira (15). O motivo teria sido o fato de Marina ter pegado uma pipa que caiu no quintal da casa em que morava.

A Polícia Civil está investigando para saber se foi ou não suicídio. Cunhada e esposa foram ouvidos pelo delegado de plantão da Delegacia de Polícia Civil. O corpo de Marina foi removido para Ourilândia do Norte, onde moram os familiares, para ser velado e, posteriormente, sepultado. Marina e sua companheira moravam em Redenção havia poucos meses.

Marabá

Homem se tranca em carro e toca fogo em frente à TV RBA em Marabá

PM, Guarda Municipal e Bombeiros tentaram dissuadir o homem da ideia de suicídio, mas, um disparo de taser possibilitou com que ele fosse desarmado e salvo
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Foi necessário um disparo de taser – arma não letal de choque elétrico – contra Juarez Pereira da Silva para que ele não cometesse suicídio na manhã desta segunda-feira (18), no pátio da RBA TV, em Marabá. Ele chegou por volta das 9h e se dirigiu à recepção da emissora, muito nervoso, reclamando que alguém estava usando o nome dele para fazer compras. Em seguida, saiu e entrou no automóvel em que havia chegado, um Corsa Classic, e ateou fogo no carro. Um funcionário da TV correu e retirou Juarez, cujas roupas começavam a queimar, de dentro do carro.

Já fora do veículo em chamas, Juarez sacou de uma faca e ainda feriu a mão do rapaz que o salvou do fogo. Depois, disse que ia se matar usando a arma branca. Corpo de Bombeiros, Polícia Militar e Guarda Municipal foram chamados.

O primeiro a tentar dissuadir Juarez da Silva de cometer suicídio foi o subtenente J. Rodrigues, da PM. O homem não atendeu às ponderações do oficial e disse que estava determinado a acabar com a própria vida.

Foi então que, diante do iminente suicídio, o inspetor Carvalho e os guardas F. Costa e Willis, da Guarda Municipal, decidiram que o único meio de evitar que o home se matasse seria o emprego do taser, uma arma de eletrochoque que usa uma corrente elétrica para imobilizar pessoas que estejam representando alguma ameaça a alguém ou à ordem pública.

Coube a F. Costa disparar a arma de choque, jogando Juarez ao chão, sendo logo em seguida desarmado e socorrido pelo Samu, que já estava no local. O homem, devido a primeira tentativa de suicídio, apresentava várias queimaduras pelo corpo e foi removido ao Hospital Municipal.

Só este ano, a Guarda Municipal teve de utilizar mais de quatro vezes o taser para salvar vidas. Na maioria dos casos foram intervenções envolvendo pessoas apresentando distúrbios mentais, atentando contra a própria vida.

Parauapebas

Parauapebas: Suicídio de adolescente de 16 anos deixa Vila Palmares II enlutada

A garota tirou a própria vida ao saltar de uma torre de telefonia celular por volta das 5h da madrugada deste domingo
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Uma tragédia cobriu de luto na manhã deste domingo (25) a comunidade da Vila Palmares II, a 21 km da área urbana de Parauapebas, quando a adolescente Joyciani Ferreira da Silva, de 16 anos, saltou para a morte, de uma torre de um provedor de Internet a uma altura de aproximadamente 30 metros, o equivalente a um prédio de 10 andares. O motivo do suicídio pode ter sido o distanciamento de um namorado dela, que mora em Novo Repartimento, a 368 km da vila, onde também mora o pai de Joyciani.

Algenira Ferreira da Silva, mãe da adolescente, contou ao Blog na 20ª Seccional Urbana de Polícia Civil, onde foi registrar o Boletim de Ocorrência, que a família se recolheu para dormir pouco mais de 2h da madrugada e que, até aquele momento, parecia tudo normal. Porém, hoje cedo ela foi acordada com a notícia de que a filha estava morta. “Ela queria ir morar com o pai, em Novo Repartimento, porque é que mora um rapaz que ela amava muito, era apaixonada por ele. O pai estava ajeitando tudo para que ela fosse morar com ele”, relatou.

A mãe disse também que durante o dia de ontem, Joyciani tentou ligar várias vezes com o pai, mas não conseguiu e mostrava certa angústia por esse motivo, mas ela não imaginava que a filha cometeria o suicídio. “Ela deixou todo mundo dormir e saiu. Entre 4h30 e 5h, um rapaz viu ela subindo na torre, pediu que descesse, mas ela não desceu, continuou subindo e pediu que ele dissesse que me amava muito e que eu não tinha culpa de nada”, disse Alzenira, aos prantos.

Outra versão que circula no WhatsApp dá conta de que a adolescente, que era aluna do 1º ano do Ensino Médio, teria dito, também: “Diz que me ama, se não eu pulo”. Os nomes do namorado, do pai e do rapaz com quem Joyciani falou antes de pular da torre não foram divulgados.

Suicídios de jovens no Brasil

Dados divulgados pelo Ministério da Saúde, em 2017, mostram que o índice de suicídios cresceu entre 2011 e 2015 no Brasil. Segundo a pasta, esta é a quarta maior causa de mortes entre jovens de 15 e 29 anos.

Em 2011, foram 10.490 mortes: 5,3 a cada 100 mil habitantes. Já em 2015 o número chegou a 11.736: 5,7 a cada 100 mil, segundo dados são do Sistema de Informação sobre Mortalidade (SIM). Os homens são os que apresentam as maiores taxas de mortalidade, 79% do total, enquanto o número de mulheres é 3,6 vezes menos, 21%. Viúvos, solteiros e divorciados também foram os que mais morreram por suicídio (60,4%).

Os dados mostram que os indígenas são os que mais cometem suicídio (15,2), se comparados com brancos (5,9) e negros (4,7). Assim como os moradores da região do Sul do Brasil, que morreram mais por conta de suicídio, enquanto os índices do Nordeste são os mais baixos.

Reportagem: Ronaldo Modesto

Parauapebas

Cabo PM acusado de matar a jovem Mikaely vai hoje ao Tribunal do Júri. Defesa alega ter sido suicídio.

Laudo do Instituto Renato Chaves aponta para assassinato. Já a perícia contratada pela defesa diz que a jovem se suicidou.
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Hoje hoje (12/3) em Parauapebas o júri popular do Cabo PM Francisco Gledson da Conceição. Ele, que é lotado no 23º Batalhão de Polícia Militar de Parauapebas, é acusado de matar com um tiro a jovem Mikaely Steffany Ferraz Spinola, de 22 anos, na noite do dia 31/08/2016.

Mikaely e o policial militar Gledson mantinham um relacionamento amoroso à época e a princípio acreditava-se que a jovem teria cometido suicídio, fato desmentido posteriormente pela perícia técnica do Instituto Renato Chaves.

A defesa do cabo PM, condizida pelo advogado Flavio Moura, havia impetrado recurso contra a sentença de pronúncia. Todavia, visando dar celeridade ao julgamento, desistiu por acreditar que o militar será absolvido pelo Tribunal do Júri. A defesa apresentará uma nova perícia mostrando que a jovem teria se suicidado.

Pelo Ministério Público, o promotor  Adonis Tenório Cavalcante será o responsável pela acusação.

Presidirá o júri a  juíza Adriana Karla Diniz Gomes da Costa, titular da 1ª Vara Criminal da Comarca de Parauapebas.

O julgamento acontece a partir das 9 horas no Salão do Tribunal do Júri da Comarca de Parauapebas.

saúde

Dia Mundial da Saúde Mental abordará suicídio em Parauapebas

Índice entre adolescentes preocupam especialistas, principalmente, com as automutilações
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Com o tema “Adolescência, Suicídio e Automutilação”, a Secretaria Municipal de Saúde promove debate nesta quinta-feira (9) no auditório do Instituto Federal do Pará (IFPA), das 8 às 12h, no dia que comemora no mundo a Saúde Mental.

A coordenação do evento é da Rede de Atenção Psicossocial do município e tem o objetivo de atender uma demanda registrada nos atendimentos públicos visando capacitar os professores e profissionais da saúde para enfrentar o desafio de lidar com os jovens, principalmente. De acordo com o psicólogo, Wagner Caldeira “a região Norte tem uma subnotificação de suicídio e tentativa de suicídio. Normalmente são indicadas as mortes por acidente, envenenamento, entre outras causas. Por isso não temos os números reais desse problema social. E o pior: os profissionais de saúde tendem a banalizar a situação e não dão a devida importância caracterizando como frescura e dizem que quem quer se matar, se mata. Assim, as estatísticas são baixas e aí fica até complicado trabalhar a prevenção”, explicou.

As últimas estatísticas mundiais, divulgadas pela Organização Mundial da Saúde – OMS, revelam que uma pessoa tentou se matar a cada 40 segundos. E o Brasil é o oitavo em número de suicídios. Entre os jovens, os números são ainda mais assustadores. A taxa de suicídio entre 10 a 14 anos aumentou 40% e entre 15 a 19 anos, 33%.

O coordenador da Rede de Atenção Psicossocial do município disse ainda que um dos grandes problemas são as automutilações. “Temos informações, por meio dos atendimentos de psicólogos, que essa prática está se alastrando entre os jovens nas escolas. Já existem grupo de convivência de pessoas que tem o hábito de se cortarem e está crescendo muito tanto com homem quanto com mulher, mas com as meninas realizam mais essa prática”, declarou Wagner.

A jovem de Parauapebas, Franciely Silva, de 16 anos, é exemplo dessas estatísticas. Ela já tentou se matar por duas vezes. Depois de causar muito sofrimento para a família, Franciely entendeu que esse não era o melhor caminho. “Eu tive uma infância muito conturbada. E trouxe muitas feridas para minha adolescência. Sofria abuso sexuais do meu padrasto desde os 8 anos. Então entrei na adolescência aderindo a modinha: passei a me cortar por modinha, tentei me matar, me sentia isolada, fora do mundo, não sentia atração pelos meninos, me envolvi com drogas, com álcool… Sei que causei muito sofrimento para meus pais. E aí eu tentei viver a vida que eles queriam para mim até chegar a conclusão de que seguir esse desejo me fazia sofrer”, desabafou a jovem que não denunciou o abuso do padrasto porque ele fugiu.

Hoje, assumindo o homossexualismo, a jovem participa de um projeto social e é beneficiada pelo programa Menor Aprendiz. “Resolvi assumir minha sexualidade, gosto de meninas e ainda enfrento uma batalha. Mas sinto que estou me descobrindo e vencendo os desafios dessa fase me agarrando as boas oportunidades. Eu quero escrever uma nova história daqui para frente porque tive minha infância e adolescência roubada. Não quero ter mais os pensamentos suicidas que me rondaram por muito tempo”, concluiu Franciely.

Outra jovem vive a expectativa para participar do evento como uma das convidadas da mesa de debate. Tharcilla Adrielly, de 16 anos, acredita que a participação será esclarecedora. “Vejo como uma troca de aprendizado que irei dar, mostrando a visão da nossa adolescência, e receber conhecimento”, revelou a jovem.

Para mudar as histórias dos adolescentes de Parauapebas, como aconteceu com Franciely e Tharcilla, que o Dia Mundial da Saúde Mental precisa de uma atenção especial: “Resolvemos fazer esse evento para preparar os adultos a fim de identificarem e lidarem com esses comportamentos auto lesivos dos nossos jovens”. As inscrições podem ser feitas no local do evento e a entrada é um brinquedo ou jogo educativo, que serão destinados para as clinicas de psicologia da Atenção Básica de Parauapebas.