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Jacundá

Nova Ipixuna discute municipalização do trânsito

A primeira audiência pública reuniu os segmentos da sociedade civil organizada para debater o assunto e teve a participação da promotora de Justiça Mayanna Silva Queiroz
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Autoridades de Nova Ipixuna estão analisando a implantação da municipalização do trânsito. A primeira audiência pública aconteceu na última semana com diversos segmentos da sociedade civil organizada, como OAB Subseção Marabá, Igreja e Poder Público. Sobre o assunto, a promotora de Justiça Mayanna Silva de Souza Queiroz proferiu a palestra “A atuação do Ministério Público na municipalização do Trânsito”, onde explicou que a 6ª Promotoria de Justiça do MPPA colocou como prioridade no Plano de Atuação para o biênio 2018/2019 a municipalização do Trânsito nos município de Bom Jesus do Tocantins e Nova Ipixuna e que já expediu Recomendações para ambos os municípios, e que os prazos serão cobrados.

Os Conselheiros do Cetran/PA (Conselho Estadual de Trânsito do Pará), tenente-coronel Erick Miranda e Wender Moraes também proferiram palestra onde explicaram como se dá a atuação do Cetran/PA e como funciona o processo de municipalização, esclarecendo várias dúvidas sobre o tema. Moraes falou ainda sobre como ocorreu o processo em Marabá, e as melhorias que ocorreram após o processo.

O secretário Municipal de Saúde de Nova Ipixuna, Francisco Saraiva, fez uma apresentação sobre o impacto dos eventos de trânsito na saúde pública do município. Segundo o secretário “o número de eventos de trânsito com motos é muito elevado na região. Ele destacou a necessidade de uma intervenção conjunta de todos os órgãos envolvidos”.

Os engenheiros da Secretaria Municipal de Obras de Nova Ipixuna, Cleiciane e Elton, apresentaram o projeto de melhorias nas vias no município, visando dar início aos passos da municipalização do trânsito.

Redenção

Sinalização de trânsito começa a ser revitalizada em Redenção

Quatro avenidas, inicialmente, serão beneficiadas com a pintura de faixas
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A empresa Rota Sinalização deu inicio, na última sexta-feira (8), na revitalização da sinalização de trânsito nas principais avenidas de Redenção. De acordo com o Diretor do DMTT (Departamento Municipal de Trafego e Transito), Pedro Rodrigues, num primeiro momento apenas quatro vias terão as faixas restauradas: Avenidas: Thompson Filho, Santa Tereza, Brasil e Alceu Veronese. Na manhã de ontem (13), ele disse à Reportagem do Blog que o dinheiro investido na obra é fruto das multas aplicadas em condutores que desrespeitaram as leis de trânsito nos últimos meses. Porém, não informou o valor investido nas obras.

A Avenida Thompson Filho foi a primeira a ser contemplada com a revitalização, finalizada ainda na manhã de quarta-feira (13).  Todas as faixas de pedestres e lombadas receberam pintura nova. Pedro Rodrigues garantiu que o material usado é de qualidade e tem garantia de um ano.

O novo cenário agradou muitos empresários da Avenida Thompson Filho. “O serviço está ficando bom, esperamos que pintura não apague com o passar dos dias ou meses”, disse o empresário Luiz Carlos.

Já Eduardo Meneses disse que a revitalização tinha de ser feita em todas as vias que são asfaltadas em Redenção. “Penso que isso aí é gente tentando embolsar dinheiro, porque, somente quatro avenidas e não a cidade toda? Cadê a placa informando o valor gasto? De onde é esse dinheiro? Tem de mostrar para o povo, tem de ter placa informando o valor. A nossa Sinalização é uma merda”, desabafou  ele.

Eventos

Marabá: Inscrições abertas para o 2º Fórum de Municipalização de Trânsito

O evento discute o tripé educação para o trânsito, fiscalização e engenharia, considerado a base de uma boa gestão.
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O sudeste do Pará recebe o 2º Fórum de Municipalização de Trânsito, que ocorre nos próximo dias 25 e 26, no Carajás Centro de Convenções, em Marabá. O objetivo do encontro é debater a municipalização no trânsito e seus benefícios. Promovido pelo Departamento de Trânsito do Estado (Detran) e Ministério Público do Estado (MPE), o evento discute o tripé educação para o trânsito, fiscalização e engenharia, considerado a base de uma boa gestão. As inscrições podem ser feitas a partir desta sexta-feira (8), no site do MPPA.

“Com a municipalização, o Detran pode auxiliar o município a partir do momento em que ele se compromete com sua estruturação, com apoio em educação, fiscalização, engenharia e tecnologia”, diz a diretora geral do Detran, Andrea Hass. A programação conta com debates sobre educação, fiscalização e engenharia de trânsito.

O Fórum visa enfatizar aos prefeitos e demais representantes municipais a importância da municipalização e seus benefícios futuros, além de apresentar o passo a passo para implantação, para que as cidades possam assumir a responsabilidade no gerenciamento do trânsito. Cabe ao gestor definir o gerenciamento mais adequado à realidade da sua região e como aplicar as ferramentas disponíveis, de acordo com as diretrizes do Código de Trânsito Brasileiro (CTB) e as normas do Conselho Nacional (Contran).

A inserção dos municípios no Sistema Nacional de Trânsito (SNT) foi uma das principais inovações do atual CTB. As competências dos órgãos e entidades executivas de trânsito dos municípios estão estabelecidas no Artigo 24, sendo necessária, entretanto, que ocorra a integração formal ao SNT, conforme determina o Contran, e de acordo com o estabelecido no parágrafo 2º, do Artigo 333 do CTB.

Conscientização – Nessa área de atuação, sempre buscando melhorias para o trânsito nos municípios do Estado, os promotores de Justiça têm procurado sensibilizar os prefeitos e órgãos de trânsito municipais a não somente estruturar no papel o funcionamento, mas criar uma estrutura física que possa dar eficiência ao trânsito e ao trabalho de fiscalização.

Como medidas extrajudiciais os membros do Ministério Público expedem recomendações e assinam termos de ajuste de conduta com as prefeituras para que o trânsito seja municipalizado. Há também ações judiciais, como a ação civil pública, que tem sido interposta pelo MPE para obrigar os municípios a fazerem a municipalização.

O promotor de Justiça e coordenador do Centro de Apoio Operacional Constitucional, Marco Aurélio do Nascimento, destaca que o objetivo do Fórum é sensibilizar os municípios que ainda não estão municipalizados para que possam se municipalizar. “Queremos também incentivar aqueles que já estão municipalizados, para que trabalhem a questão da eficiência da fiscalização e que se dê a estrutura necessária para ess trabalho”, frisa.

A atuação conjunta entre Ministério Público e Detran pela municipalização reflete diretamente na saúde, uma das principais preocupações do MP. O número de acidentes envolvendo motocicletas e automóveis faz com que grande parte dos leitos hospitalares sejam preenchidos por vítimas do trânsito. “Nos Hospitais Regionais do Estado isso é mais marcante. Um elevado percentual de pacientes são vítimas de acidentes de trânsito, que permanecem por um longo período no hospital”, enfatiza Marco Aurélio.

Etapas – Dos 144 municípios do Pará, somente 54 têm o trânsito municipalizado. Para a efetiva municipalização e a adesão do município ao SNT, o Contran estabeleceu, por meio da Resolução 560/ 2015, que devem ser criados mecanismos capazes de exercer cinco grandes funções: fiscalização de trânsito, educação de trânsito, engenharia de tráfego, controle e análise de estatística e julgamento de recursos administrativos contra penalidades aplicadas, com a constituição de uma Junta Administrativa de Recursos de Infrações (Jari).

Mesmo com a municipalização, permanecem sob a responsabilidade do Detran questões relacionadas aos condutores, como formação, emissão da Carteira Nacional de Habilitação (CNH), permissão para dirigir e Renach, e a veículos automotores, como registro, licenciamento, documentação e Renavam.

Serviço: As inscrições para o II Fórum de Municipalização de Trânsito podem ser feitas aqui, até o próximo dia 22.

Texto: Assessorias de Comunicação do Detran e do MPPA 

Parauapebas

Comunicado SEMSI – Mudanças no trânsito

Ponte sobre Igarapé Ilha do Coco é interditada para prefeitura resolver problemas provocados pelas chuvas. Semsi sugere rotas alternativas
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A Prefeitura de Parauapebas informa que após as fortes chuvas dos últimos dias a Defesa Civil de Parauapebas constatou graves avarias na base da ponte sobre o Igarapé Ilha do Coco, na av. Liberdade. A ponte foi interditada por medidas de segurança.

Por conta disso, o trecho da PA-275 entre a rotatória do quartel e a rua do Comércio funcionará, temporariamente, com mão dupla. O trânsito está lento no perímetro. Equipes do Departamento Municipal de Trânsito e Transporte (DMTT) e a Guarda Municipal (GMP) estão no local organizando o fluxo e orientando os condutores.

Para evitar maiores transtornos, a prefeitura solicita para que esse trecho seja evitado e que rotas alternativas para o centro da cidade sejam utilizadas pelas vias Rio de Janeiro e Sol Poente, no bairro Da Paz/Rio Verde e ou rodovia Faruk Salmen – via acesso prefeitura – para quem precisa ir para o sentido Beira Rio e adjacências.

As demais secretarias do governo já foram acionadas para que a ponte seja recuperada o mais breve possível.

Contamos com a compreensão de todos.

Assessoria de Comunicação – Ascom/Semsi/PMP

Marabá

Agentes de trânsito de Marabá são condenados a 6 anos de prisão por R$200,00 em propina

Juíza ainda determina a perda da função pública de Edilon da Silva e Thalys Aguiar, agentes de trânsito em Marabá
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A juíza Priscila Mamede Mousinho, da 1ª Vara Cível e Empresarial da Comarca de Parauapebas, mas auxiliando a 1ª Vara Criminal da Comarca de Marabá por meio do Grupo de Trabalho e Monitoramento das Metas 04 e 06 do Conselho Nacional de Justiça, foi implacável com dois agentes de trânsito de Marabá, acusados de cobrar R$ 200,00 em propina para não multar um rapaz flagrado pilotando uma motocicleta, mas calçado com sandálias, infringindo a legislação.

Trata-se dos agentes de trânsito Edilon da Silva e Thalys Rios Aguiar e o caso ocorreu em 2014. Segundo a denúncia oferecida pelo Ministério Público Estadual, os agentes de trânsito Edilon da Silva e Thalys Rios Aguiar teriam abordado Edilson Alves de Almeida durante uma blitz denominada “Operação Minerva”, nas imediações da Avenida Paraíso, em Marabá.

A vítima afirmou que os acusados a flagraram conduzindo uma motocicleta, calçada com chinelos, o que contraria as normas de trânsito, além do fato de que a Carteira de Habilitação que portava era provisória, e não a CNH definitiva. Diante de tal situação, os acusados teriam ameaçado reter a carteira da vítima e lavrar auto de infração de trânsito, o que impossibilitaria que a vítima obtivesse a sua CNH definitiva.

Amedrontado, o condutor questionou os acusados sobre a situação, momento em que exigiram que a vítima lhes entregasse a quantia de R$200,00, a fim de que a multa não fosse lançada, caso contrário a permissão de dirigir seria cassada. Os próprios agentes, segundo a acusação, indicaram que o dinheiro deveria ser repassado para uma terceira pessoa, a fim de evitar um possível flagrante.

Diante disso, a vítima procurou a polícia e informou sobre a situação, tendo sido instruída a fotografar duas cédulas de R$100,00, dinheiro que seria entregue a um terceiro chamado Gonçal Vieira Lima que, por sua vez, repassaria aos acusados.

O condutor, juntamente com os policiais, dirigiu-se até a residência de Gonçal, que recebeu o dinheiro, mas foi abordado pelos policiais, que verificaram que este portava as duas cédulas fotocopiadas pela vítima. Instado a se manifestar, Gonçal revelou que os dois agentes de trânsito pediram para que ele recebesse tal importância e lhes repassasse, posteriormente.

Os policiais solicitaram que Gonçal ligasse para um dos denunciados em viva voz e, ao completar a ligação, o acusado explicou que o dinheiro era um pagamento por eles terem deixado de lavrar o auto de infração e Gonçal foi orientado a se dirigir até a casa do acusado Edilon, a fim de efetuar a entrega do dinheiro.

Chegando à casa de Edilon, a polícia, de campana, avistou o momento em que Gonçal teria entregue a referida quantia ao agente de trânsito. Logo depois, os policiais foram em direção ao acusado para prendê-lo, o qual ofereceu resistência, se confinando dentro de casa, dificultando a atividade dos policiais, que tiveram de invadir o seu domicílio para efetuar a prisão.

Por sua vez, a defesa de Edilon alegou, preliminarmente, a atipicidade da conduta imputada, pois, como agente municipal, não teria o acusado possibilidade de deixar de lavrar o auto de infração, eis que é competência do Estado, segundo resolução do Contran n. 66/1998. A defesa entende que a prova é ilícita por derivação, pois segundo o depoimento da testemunha Edilson, o dinheiro teria sido entregue pelo policial à testemunha, o que invalidaria o auto de entrega dos R$ 200,00.

 Em seu interrogatório, o acusado Thalys negou veementemente os fatos, alegando apenas que o condutor foi atrás do depoente, tendo este afirmado que o ofendido não o seguisse. Também afirmou que não possui competência para lavrar qualquer auto de infração contra a vítima, por falta de competência do DMTU para tanto. Por fim, declarou que viu o condutor conversando com o colega Edilon, todavia, não tem a mínima ideia do que conversaram.

Em sua decisão, a juíza Priscila Mamede Mousinho avaliou que as versões dos acusados são contraditórias, na medida em que se acusam mutuamente, contudo, “nenhuma delas encontra amparo nos autos e nas provas orais produzidas perante o Juízo. Pelo contrário, a narrativa dos fatos pela vítima encontra muito mais respaldo no depoimento de todas as testemunhas ouvidas. A jurisprudência pátria caminha no sentido de valorização da palavra da vítima como prova contundente, desde que em harmonia com o restante do conjunto probatório”, argumentou a magistrada.

Por isso, ela condenou Edilon da Silva e Thalys Aguiar a 6 anos e 4 meses de prisão e mais 40 dias-multa, cada, a ser cumprida inicialmente em regime semiaberto.

Mais do que isso, a magistrada determinou a pena de perda do cargo público de agentes, ou seja, terão de ser exonerados, nos termos do art. 92, I, “b”, do Código Penal. “A conduta de se exigir vantagem indevida, mediante grave ameaça, em virtude da função que exerce, é, por si só, alvo de reprimenda social, que fere os princípios da probidade administrativa, da impessoalidade e da eficiência, princípios estes que regem a administração pública”, concluiu a juíza.

Versão da PMM

A Procuradoria do Município de Marabá informou ao blog que na época dos fatos já havia sido aberto o Processo Administrativo Disciplinar e que cumprirá a sentença conforme determina a lei.

Já o advogado Odilon Vieira, que defende os interesses de Edilon da Silva, respondeu que: “Respeita a decisão judicial. Todavia, discordamos por entendermos ser ele inocente e, diante disto, iremos apresentar o recurso cabível, qual seja, a apelação criminal, confiantes no êxito perante o Egrégio TJPA”.

A Reportagem não conseguiu falar com Arnaldo Ramos, advogado de Thalys Aguiar.

Edilon continua atuando como agente, enquanto Aguiar pediu licença sem vencimento e está morando fora de Marabá.

Por Ulisses Pompeu – Correspondente em Marabá

Trânsito

Detran revela dados alarmantes sobre licenciamento e carteiras vencidas em Marabá e região

Maioria dos municípios do sul e sudeste do Pará está acima da média estadual (50%) com atraso no IPVA e CNH vencida
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O blog acaba de ter acesso, com exclusividade, a um levantamento feito esta semana pela Gerência de Estatísticas do Detran-PA, o qual divulga a frota de veículos que circulam em todos os municípios do Estado, bem como a quantidade e percentual de inadimplência, ou seja, aqueles que estão com pagamento do licenciamento/IPVA atrasado.

Outro dado revelador e não menos preocupante divulgado pelo Detran é a quantidade de condutores com CNH (Carteira Nacional de Habilitação) vencida, muitos dos quais continuam dirigindo pelas ruas dos 144 municípios do Estado.

O levantamento foi solicitado depois que um grupo de três vereadores da Câmara Municipal de Marabá, esta semana, criticou a ação do órgão fiscalizador do município, no caso o DMTU, que estaria apreendendo veículos e multando de forma desenfreada. Eles aconselharam que os agentes de trânsito fizessem primeiro um trabalho educativo com os condutores. Todavia, essa é uma função de autoescola, e não de agentes, que devem cumprir com seu papel fiscalizador. Se o indivíduo já está habilitado, é porque certamente já conhece todas as regras de trânsito.

O relatório aponta que o Pará possui atualmente uma frota de 1.924.986 veículos e 964.057, o que significa que 50,08% estão irregulares. No estado inteiro o número de condutores habilitados é de 1.356.345, mas 214.406 estão com os documentos vencidos, o que representa 15,81% do total.

O DRAMA DE MARABÁ

No caso de Marabá, a frota atualizada é de 109.462 veículos. E o fator preocupante é que, desse total, nada menos que 52.631 estão com licenciamentos vencidos. Ou seja, 48,08% do total registrado no sistema do Departamento Nacional de Trânsito.

O órgão também divulgou que em Marabá estão registrados 89.738 condutores habilitados, mas 11.949 estão com a CNH vencida e não poderiam estar dirigindo veículos pelas ruas da cidade. Isso quer dizer que 13,32% dos condutores estão irregulares junto ao órgão fiscalizador.

A SITUAÇÃO DE PARAUAPEBAS

Em Parauapebas, a situação é “menos pior” um pouco, mas também preocupante. A frota do município é de 86.069 veículos e a quantidade dos que circulam com licenciamento vencido é de 35.061, ou seja, 40,73% do total existente. A título de comparação, é como se toda a frota do município de Tucuruí (31.349) e de Viseu (3.006) estivessem circulando em suas cidades com licenciamento vencido.

Ainda em Parauapebas, estão registrados 72.630 cidadãos com CNH, mas 7.839 estão com suas carteiras de condutores vencidas. Isso representa 10,79% do total.

A frota de Canaã de Carajás é de 17.613 veículos, mas desse total, 8.717 estão com licenciamentos vencidos. Está na mesma média de Marabá, com 49,49% de inadimplência junto ao Detran. Naquele município há 14.533 condutores habilitados, mas 1.535estão com os documentos vencidos.

Já Curionópolis, também na região de Carajás, possui frota de 6.350 veículos cadastrados no sistema do Detran, mas curiosamente 3.547 deles estão com licenciamentos vencidos. É o maior percentual da região, com 55,85% da frota irregular perante o Estado.

O número de condutores habilitados na terra que leva o nome do Major Curió é de 4.989 pessoas e 675 deles estão com o documento vencido e podem sofrer sanções legais.

Fora da região de Carajás, mas dentro da região Sudeste do Pará, Jacundá surpreende por ter o maior índice de inadimplência. Dos 16.091 veículos cadastrados, 11.023 estão com licenciamentos atrasados e apenas 5.068 estão aptos a rodar na cidade. Os fora-da-lei representam 68,50% de toda a frota. Também em Jacundá, muitos condutores parecem não ligar muito para a legislação, pois o número de motoristas com CNH vencida é o mais alto da região, com 1.394 documentos irregulares do total de 5.803 registrados, o que representa 24,02% de irregularidade.

Eldorado do Carajás também registra número alto de inadimplência em relação à frota de veículos com licenciamento atrasado. Do total de 7.223 registrados junto ao Detran, nada menos que 4.286 estão em situação irregular, representando 59,33% do total de veículo.

SUL DO PARÁ TAMBÉM VERGONHOSO

Se no sudeste paraense os dados são preocupantes, alguns municípios do sul do Pará passam pela mesma situação vexatória. É o caso do campeão em inadimplência de licenciamento, São Félix do Xingu (Rei do Gado no Brasil), que tem frota de 16.670 veículos, mas (pasmem) 12.319 estão com licenciamentos vencidos, o que representa 73,41% do total existente no município. Lá, 20% dos 4.728 condutores têm a CNH vencida.

Em Tucumã, a frota total é de 24.440 veículos e o número dos que estão ilegais é de 15.756, ou seja, 64,46%. Lá, dos 9.867 condutores, 1.839 estão com carteiras de habilitação vencidas, o que representa 18,64% do total.

Xinguara, a Rainha do Gado, tem frota de 27.149 veículos, mas 17.217 estão inadimplentes com o licenciamento, ou seja, 63,41%. Do total de 21.496 condutores, 3.254 estão com carteiras vencidas e precisam ser regularizadas.

Veja a situação de outros municípios das regiões sul e sudeste do Pará em relação ao atraso no licenciamento de veículos acima de 50%:

Água Azul do Norte (63,59%); Bannach (61,45%); Bom Jesus do Tocantins (56,07%); Brejo Grande do Araguaia (58,64%); Breu Branco (61,35%); Conceição do Araguaia (60,37%); Cumaru do Norte (68%); Floresta do Araguaia (61,55%), Goianésia (66,16%); Itupiranga (57,47%); Nova Ipixuna (57,17%); Novo Repartimento (65,89%); Ourilândia (60,70%); Palestina do Pará (60,66%); Pau Darco (59,86%); Piçarra (55,34%); Redenção (57,87%); Rio Maria (59,66%); Rondon do Pará (59,10%); Santa Maria das Barreiras (53,17%); São Domingos do Araguaia (57,70%); São Geraldo do Araguaia (57,28%); São João do Araguaia (53,79%); Sapucaia (58,90%); Tailândia (69,65%); Tucuruí (57,12%).,

Por Ulisses Pompeu – Correspondente em Marabá

Parauapebas

DMTT: Talonários eletrônicos de multas serão entregues aos agentes de trânsito de Parauapebas nesta sexta-feira, 09.

Atualmente, 2 mil municípios brasileiros já utilizam o equipamento eletrônico para fiscalização do trânsito
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A Secretaria Municipal de Segurança Institucional e Defesa do Cidadão (Semsi) fará a entrega dos talonários eletrônicos de multas à categoria de agentes de trânsito do Departamento Municipal de Trânsito e Transporte (DMTT) na sexta-feira, 09, às 9 horas, no Auditório II do Centro Administrativo da Prefeitura de Parauapebas.

O Talonário Eletrônico é um dispositivo portátil informatizado usado nas ruas pelos agentes de trânsito, substituindo com vantagens o tradicional talão impresso de multas. Sua praticidade aliada a múltiplas funcionalidades, otimizam o processamento dos dados e permitem um melhor gerenciamento operacional do trânsito urbano.

Características e Benefícios
 Redução no tempo necessário para lavrar uma multa, uma vez que a maior parte dos dados sobre o veículo já está em um banco de dados em sua memória
 Eliminação da necessidade de digitação posterior de dados no centro de processamento de dados da autoridade de trânsito, pois toda a informação é transmitida eletronicamente
 Elimina toda a papelada, uma vez que o processamento é totalmente eletrônico
 Elimina a possibilidade de erros de transição devido a letra manuscrita, dado o fato de que os dados são introduzidos via teclado
 A cobrança da multa é automática, pois o processo é completamente informatizado

Para o gestor da Semsi, Wanterlor Bandeira, “o equipamento trará mais eficiência aos servidores do Departamento de Trânsito, pois ele terá como comprovar a multa através de imagem emitida pelo equipamento quando do sinistro, além de desburocratizar o sistema, agilizando o processamento das multas”.

Parauapebas será a primeira cidade do interior do Estado do Pará a trabalhar com o equipamento. Atualmente, 2 mil municípios brasileiros já utilizam o equipamento eletrônico para fiscalização do trânsito.

Segurança

Polícia Militar realiza “Operação Saturação” em Parauapebas

A ação, de caráter preventivo, visa garantir mais segurança pelas ruas da cidade.
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A correria do cotidiano é bastante intensa e no que diz respeito à segurança no trânsito requer toda a atenção necessária. Para ajudar a proporcionar uma maior sensação de tranquilidade, a Polícia Militar do Pará, em parceria com o Departamento de Trânsito do Estado do Pará (DETRAN), realizou na manhã desta terça-feira, 27, a Operação Saturação. A ação aconteceu simultaneamente em dois pontos da cidade: na avenida Sol Poente, no bairro da Paz, e no Cidade Jardim.

“Estamos fazendo um trabalho preventivo abordando só veículos e continuando com bloqueio policial. Um exemplo já do resultado da operação foi a apreensão de uma motocicleta com registro de roubo e encaminhamento do condutor à 20ª Seccional Urbana de Parauapebas, além de várias outras situações. Já no âmbito administrativo, também foram identificadas, mas já ficam a cargo do DETRAN”, relata o Capitão Faustino Silva, da PM.

Quem trafega pelas ruas da cidade com alguma irregularidade até pode se sentir incomodado com a ação, mas a grande maioria apoia a iniciativa. É o caso de seu Carlos Rodrigues, vendedor. Ele conta que faz questão de estar com a sua documentação e a do veículo em dia. “Na auto escola a gente já aprende os direitos e deveres do condutor. É muito bom pra gente ter essas ações nas ruas. Não vale a pena andar por aí “devendo”. Compensa a gente estar com tudo certinho para a nossa própria segurança”, afirma o motorista.

“Veículos sem placa e com licenciamento em atraso são algumas das infrações mais comuns. A gente orienta os condutores a, de fato, obedecerem as leis de trânsito, porque vamos continuar nas ruas realizando ações buscando mais segurança para todos”, destaca Hélio Alves, agente do DETRAN.