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Canaã dos Carajás

Novo “terminal rodoviário” de Canaã tem dado o que falar na cidade

O prédio, onde antes funcionava um bar, na Avenida Weyne Cavalcante, foi todo reformado e ampliado e virou terminal, enquanto a prefeitura não constrói um
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Desde o último sábado (4), o embarque e desembarque de passageiros já está em pleno vapor no novo Terminal Rodoviário de Canaã dos Carajás. O prédio, onde antes funcionava um bar, localizado no centro da Avenida Weyne Cavalcante, foi todo reformado e ampliado pelo empresário Florisvaldo Gomes de Castro, mais conhecido como “Baiano Doido”, que já investiu, sozinho, mais de R$ 100 mil no local.

O prédio intitulado “Apoio Rodoviário Jerusalém”, dispõe de oito guichês (dois já em funcionamento) para veículos de transportes interestaduais (ônibus), banheiros e um segurança. “Pelo fato de termos conhecimento e contato com donos de algumas empresas de outros Estados, surgiu essa ideia de termos um espaço melhor tanto para as pessoas quanto para os ônibus encostarem”, explica Lucas Rocha de Castro, filho de Florisvaldo e administrador do prédio.

Ele conta que viu a necessidade de a população de ter uma rodoviária própria. Existe um projeto da construção do terminal apresentado pela prefeitura, mas, por ser uma construção de grande porte, no momento Canaã não iria dar o lucro suficiente para ter esse retorno. Visando isso, nós, que já temos esse ponto aqui, tivemos essa ideia e implantamos nesse local”, disse Lucas.

Na tarde desta terça-feira, agentes de órgãos de fiscalização estiveram no local e conversaram com os proprietários, mas, o motivo não foi embargar o terminal e sim entregar uma notificação, devido à mudança de endereço das empresas que estão ali.

“Elas terão de providenciar novos alvarás. Nós não estamos aqui ilegalmente, já estamos com toda a documentação tramitando na Justiça. O problema é que existem algumas pessoas que estão incomodadas com o projeto. Temos engenheiro na obra. Está tudo caminhando no seu devido tempo”, reforçou o administrador.

Em Junho de 2017, a Prefeitura Municipal, durante uma audiência pública na Câmara Municipal, apresentou aos munícipes o projeto de concessão para a construção da nova rodoviária da cidade. A intenção da prefeitura era que o prédio – que já possuía estrutura projetada pela arquiteta da Secretaria de Obras Anali do Carmo, junto com a equipe de engenharia do município – fosse construído por meio de uma Parceria Público-Privada (PPP). Os custos da obra ficariam a cargo da empresa que vencer a licitação, que em troca ganharia o direito de gerir o local por um prazo de 20 anos.

A nova rodoviária ficará localizada no bairro Cidade Nova, próximo ao Cemitério Municipal. O projeto prevê 15 plataformas de embarque e desembarque (sendo nove para ônibus e seis para cooperativas de vans), 380 vagas para estacionamento (para público e funcionários), além de espaço para restaurante, lojas, caixas eletrônicos, guarda-volumes, assistência social (Juizado), vagas de táxi, moto-táxi e parada para transporte coletivo.

Atualmente, quem chega ou sai da cidade por meio de vans, conta com um ponto localizado no centro da cidade. O local recebe sete cooperativas de vans que realizam aproximadamente 90 viagens diárias, atendendo a uma média de 1.500 passageiros entre chegadas e partidas.  Os que precisam utilizar ônibus como transporte, precisam se deslocar até os guichês das empresas espalhados pela Rua da Torre.

Procurada, a prefeitura de Canaã se manifestou através de sua assessoria de comunicação acerca da o prédio construído pelo empresário “Baiano doido”.

Nota de esclarecimento:

Em relação a construção do Ponto de Apoio Rodoviário, a prefeitura de Canaã dos Carajás informa que o Instituto de Desenvolvimento Urbano (Idurb) e a coordenação do Código de Posturas já notificaram o proprietário do local e estipularam um prazo para prestação de informações sobre a obra e possíveis adequações. Essas informações se referem à legalidade da edificação e a conformidade com o que dispõe o Código de Posturas Municipal.

Os órgãos da prefeitura estão acompanhando todo o processo, no que tange à sua legalidade e viabilidade, e tomarão as medidas necessárias para garantir o cumprimento da lei e o interesse da população.

Em relação à construção da rodoviária de Canaã dos Carajás, a prefeitura informa que o projeto da obra já foi elaborado pela equipe de engenharia do município e apresentado à sociedade. A intenção é que o espaço seja construído por meio de uma parceria Público Privada, na qual a empresa responsável pela construção poderá administrar o local por um período de tempo. A prefeitura está trabalhando, junto à Vale e parceiros, na busca de atrativos para as empresas interessadas ou alternativas para solucionar esse problema.

Vale lembrar que a responsabilidade pela construção de um terminal rodoviário é do Estado, no entanto a administração municipal reconhece a urgência dessa demanda e está preocupada em buscar soluções.

Marabá

População de Marabá amanhece sem ônibus nesta terça-feira

A intenção dos rodoviários das duas empresas de transporte coletivo da cidade era apenas fazer uma paralisação de advertência, mas as empresas resolveram endurecer o jogo
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Motoristas e cobradores das empresas Nasson Tur Turismo Ltda. e Transporte Coletivo de Anápolis Ltda., que fazem o transporte coletivo em Marabá, estão concentrados desde as primeiras horas da manhã desta terça-feira (17), nos portões da garagem e dizem não arredar pé. Em assembleia geral da categoria, no último dia 11, ficou decidido que, em manifestação contra o atraso nos pagamentos dos salários e outras obrigações trabalhistas, hoje eles fariam uma paralisação de advertência de três horas: das 5h às 8h. E assim aconteceu. Porém, no horário em que combinaram começar o expediente, os portões não foram abertos.

Segundo os rodoviários, a ordem partiu do gerente das empresas, João Martins, que, aborrecido, mandou dizer que voltassem para suas casas. “Mas, nós não vamos voltar, não. Eles querem é nos colocar falta. Estamos aqui para trabalhar”, disse ao Blog um dos motoristas. Ele, assim como os colegas, acredita que à tarde a empresa deve liberar os veículos.

De sua parte, o Sindicato dos Trabalhadores Rodoviários, de Transporte de Passageiros, Interestaduais, Intermunicipais, Urbanos, Cargas, Locadoras e Comércio do Sul e Sudeste do Pará (Sintrarsul), explica que a paralisação de advertência acontece como manifestação contra os frequentes atrasos dos pagamentos de salário, auxílio-alimentação e férias, situação que já se arrasta há mais de um ano, quando as empresas solicitaram recuperação judicial.

O Sintrarsul afirma ainda que tanto a Nasson quanto a TCA receberam notificação, na sexta-feira (13), comunicando que, se em até 72 horas, os pagamentos não fossem regularizados a categoria ia começar a protestar com paralisações progressivas, como a programada para hoje. Porém, não houve resposta.

Procurada pelos meios de comunicação, a empresa respondeu que o Departamento Jurídico iria examinar a questão e que, em seguida, emitiria nota pública quanto ao assunto. Na ocasião, uma funcionária de prenome Amanda, disse que os pagamentos estavam sendo feitos em dia.

O Blog ligou várias vezes, nesta manhã, para o celular de João Martins, mas as ligações não foram atendidas.

Marabá

Setran realiza Audiência do Transporte Intermunicipal de Passageiros

Reunião contou com a presença de representantes do transporte alternativo e de empresas que atuam em Marabá e região
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Com a presença de representantes de sindicatos, associações e empresas que exploram o transporte intermunicipal em Marabá, aconteceu na noite desta quinta-feira (5), no auditório da Subseção local da OAB/PA, a Audiência Pública do Transporte Intermunicipal de Passageiros. Promovida pela Secretaria de Estado de Transportes (Setran), a oitiva tem como objetivo apresentar uma proposta de política pública de transporte de passageiros para o Pará, de forma que possa subsidiar a Agência de Regulação e Controle de Serviços Público do Estado do Pará (Arcon) para estabelecer um conjunto de licitações para as linhas de transporte de passageiros rodoviário ou hidroviário no território paraense.

De acordo com o engenheiro civil Rodrigo Nassar, diretor de Planejamento da Setran, a política púbica trará um conjunto de diretrizes que vai nortear o governo do estado e a Arcon na tentativa de organizar o sistema de transporte do Pará.

“É notório, a gente sabe, inclusive pelas reclamações dos usuários e também dos empresários, da influência dos transportes irregulares que causam um desequilíbrio no sistema de transporte. Então, o início de tudo é estabelecer um plano de transportes: diretrizes que possam nos direcionar a como nós vamos organiza o sistema,” detalhou ele.

De acordo com o consultor Frederico Bussinger, do Instituto de Desenvolvimento, Logística, Transporte e Meio Ambiente (Indel), que apresentou o projeto, há muitas reclamações e criticas em relação ao transporte público intermunicipal, “dos diversos tipos e por diversas razões”, o que a Setran procura desenvolver é uma política que venha a dar racionalidade e previsibilidade a esse sistema.

Sobre as maiores reclamações dos usuários, Bussinger afirma que, a partir de dados colhidos na Ouvidoria da Arcon, na Imprensa e em entrevistas com usuários, é possível dizer que existe um alinhamento muito grande em torno da falta de infraestrutura de vias, sobretudo na época do inverno. “São as estradas interditadas, as pontes interrompidas, porque o serviço fica descontinuado,” informa ele.

Porém, também existem reclamações em relação à insegurança da população, patrimonial, de equipamentos; além de críticas em relação aos terminais, aos pontos de embarque. Ou seja, os equipamentos para acessar o sistema de transporte.

“Existem também questões em relação a tarifas, gratuidade, entre outras. É uma lista muito grande e o que nós estamos coletando servirá para ver como é possível trabalhar essas variáveis e definir um sistema que consiga dar respostas ao usuário,” antecipa o consultor.

Após a explanação do projeto, Frederico Bussinger e Rodrigo Nassar ouviram e responderam a questionamentos da plateia, que também contribuiu com sugestões.

Participaram ainda da audiência: Márcio Gomes, representando a Associação dos Municípios do Araguaia Tocantins (Amat); Fabiano Cardoso, da  Federação das Associações dos Municípios do Estado do Pará (Famep); e major Renato Cunha, subcomandante da Polícia Rodoviária Estadual.

Pará

Governo vai investir mais de R$ 2 bilhões em logística de transporte no Pará

O secretário de Transportes, Kleber Menezes, coordenou as apresentações das ações do governo paraense no setor durante o VII Congresso & Feira Internacional de Transporte e Logística Sustentável da Amazônia
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O Governo do Pará vai investir mais de R$ 2 bilhões em logística de transporte em todo o Pará, dos quais mais de um bilhão se destinam a projetos de mobilidade urbana na Região Metropolitana de Belém (RMB). Durante o VII Congresso & Feira Internacional de Transporte e Logística Sustentável da Amazônia, o secretário de Transportes, Kleber Menezes, coordenou as apresentações das ações do governo paraense no setor.

A Companhia de Hidrovias do Pará tem obras envolvendo quatro sub-regiões: Belém, Marabá, Santarém e Xingu, com a construção de portos, terminais hidroviários e estradas. O governo também lançou o aplicativo Caminhos do Pará, que vai monitorar estradas, engarrafamentos, pavimentações, tudo envolvendo a infraestrutura de transporte no estado, permitindo assim aos usuários se programarem em relação a horários, distâncias, contratempos, facilitando a circulação de pessoas e cargas.

O governo paraense detalhou, ainda, os projetos para garantir mobilidade urbana na Região Metropolitana de Belém, num investimento total de R$ 1,1 bilhão. Entre as principais obras, a maioria em fase e conclusão, estão: prolongamento da Avenida Independência; duplicação da Avenida Perimetral; duplicação da Yamada/Tapanã (em andamento, conclusão em dezembro de 2019); BRT Metropolitano, trecho até a Alça Viária, em Marituba (as propostas estão em análise de preços); e prolongamento da Avenida João Paulo II (obras em fase de conclusão).

A hidrovia Araguaia-Tocantins ligará o porto de Vila do Conde, em Barcarena, aos Estados do Mato Grosso, Goiás e Tocantins, num modal de transporte quase 200 vezes mais barato que o rodoviário. Acontece que, para tornar o rio Tocantins navegável o ano inteiro é preciso pulverizar o Pedral do Lourenço, obra de R$ 400 milhões (o outro impedimento, as eclusas de Tucuruí, foram inauguradas em 2010, investimento de R$ 1,6 bilhão).

Sem o derrocamento do Pedral, as eclusas se tornaram uma espécie de elefante branco, sem eficiência. Estava tudo preparado para licitar neste primeiro semestre, mas o Instituto Brasileiro de Meio Ambiente (Ibama) decidiu rever a licença ambiental, abrangendo não só o Pedral, mas outros possíveis impactos ambientais ao longo de todo o trajeto. Por causa disso, estima-se um atraso de até dois anos no início das obras.

Turismo

No mesmo evento, Joy Colares, da Secretaria de Estado de Turismo, detalhou as “belezas do Pará” e as ações do governo do Estado para potencializá-las. “Nosso turismo ainda é, basicamente, de negócios e eventos. Daí a construção do Centro de Convenções Carajás, já inaugurado, e o centro de Santarém, em fase de licitação”, informou.

Ele disse também que a Ilha do Marajó é o principal destino turístico do Pará, com rotas regulares para Salvaterra e Soure, e anunciou uma nova rota: para Ponta de Pedras, por “lancha rápida”. “Cinquenta e nove por cento dos destinos turísticos da Amazônia ficam no Pará, daí o nosso investimento em logística, hotelaria, gastronomia e outros, que já se refletem na rota de queijo do Marajó e também da antiga estrada de ferro de Bragança”.

Falta de investimento federal é o principal entrave

O Pará tem tudo para se tornar o principal Estado brasileiro em logística de transporte, mas para isto o governo federal precisa interromper quatro décadas de omissão e agir, de forma direta, para desenvolver o estratégico potencial local no setor. Esta é a opinião de alguns especialistas reunidos no VII Congresso & Feira Internacional de Transporte e Logística Sustentável da Amazônia, que começou na quarta-feira, 20, e segue até esta quinta-feira, 21, no Hangar – Convenções e Feiras da Amazônia, em Belém.

Quatro décadas atrás, o governo federal em vez de investir na dragagem do canal de acesso ao Porto de Barcarena para exportar o minério extraído pela Vale no Pará, optou pelo porto de Itaqui, no Maranhão. Hoje, novamente, o governo federal pode tomar uma decisão que prejudicará o Pará, sobre onde aplicar os bilhões que a Vale vai pagar com a renovação antecipada da concessão da ferrovia de Carajás.

De acordo com Adnan Demachki, a lei prevê que esses recursos sejam aplicados em investimentos em infraestrutura. No caso dos recursos que a Vale vai pagar pela renovação da estrada de ferro Vitória Minas, o Governo Federal já anunciou que os recursos ficarão naquela região mesmo, ou seja, serão aplicados na construção de uma ferrovia ligando o Porto de Tubarão até Presidente Keneddy, no Espírito Santo.

”Pois bem, seria mais do que justo e sensato que os recursos da renovação da ferrovia de Carajás também ficassem na região, já que os impactos que os seis projetos da Vale causam estão no Pará. Esses recursos poderiam ser aplicados na construção do primeiro trecho da Ferrovia Paraense, ou na dragagem do canal do Quiriri no Porto de Barcarena. Mas infelizmente o que já se anuncia é que os recursos irão para o Nordeste brasileiro para concluir a ferrovia transnordestina”, finaliza Adnan, que correu todos os gabinetes de Brasília sustentando essa proposta.

Ele, inclusive, solicitou apoio de todos os parlamentares do Pará e em razão disso o deputado Joaquim Passarinho convocou uma sessão especial na Câmara Federal, em Brasília, e o senador Flexa Ribeiro outra no Senado, para discutir com os membros do Governo Federal a destinação desses bilhões. Adnan comentou ainda que somente estavam presentes nas audiências os dois parlamentares paraenses citados. “Demandas estruturantes para o Estado devem ser abraçadas por todos”, ponderou o ex-secretário estadual de Desenvolvimento Econômico do Pará.

Texto: Edson Coelho – APN

Marabá

MP dá ultimato para empresa de ônibus providenciar acessibilidade em ônibus

Nasson Tur Turismo, que ganhou concessão do serviço por 25 anos, tem 60 dias para tornar seus 40 ônibus acessíveis para cadeirantes
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A empresa Nasson Tur Turismo LTDA-EPP, que realiza o transporte coletivo em Marabá, deverá tomar todas as medidas necessárias para garantir a acessibilidade, nos ônibus, das pessoas com deficiência ou mobilidade reduzida na cidade, e que dependem dos coletivos para se locomoverem. A decisão é da recomendação ministerial nº 37/2018, emitida pela 13ª Promotoria de Justiça de Marabá, após a conclusão do Inquérito Civil nº 000725-915/2015, que teve como objeto a investigação da garantia da acessibilidade nos ônibus da empresa Nasson Tur Turismo.

A empresa é operadora do transporte coletivo no município e durante a instrução do inquérito civil, um laudo produzido pelo Centro de Perícias Científicas Renato Chaves apontou irregularidades relativas à adequação dos ônibus da empresa para o público com mobilidade reduzida ou com problemas de deficiência.

A recomendação foi expedida com base nas normas que garantem o direito à acessibilidade das pessoas com deficiência ou com mobilidade reduzida, de viver de forma independente e exercer seus direitos de cidadania e de participação social. O documento, assinado pela promotora de Justiça Lílian Viana Freire, afirma que a empresa deverá promover todas as medidas necessárias para o fiel cumprimento dos termos da recomendação, conforme previsão da Norma da ABNT-NBR 14.022/2011 e demais legislações relativas ao assunto.

A garantia de acessibilidade em veículos urbanos para o transporte coletivo de passageiros é prevista na Norma da Associação Brasileira de Normas Técnicas (ABNT-NBR 14.022/2011). Dentre as observâncias desta norma estão o local de embarque e desembarque; pontos de parada; assento preferencial; área reservada para cadeira de rodas e cão-guia; sistema de segurança para a pessoa em cadeira de rodas; iluminação; comunicação e sinalização; comunicação visual externa no veículo; assentos preferenciais; pontos de apoio e identificação dos desníveis e limites que podem dificultar o acesso do público com problemas de deficiência nos transportes coletivos.

A empresa tem prazo de 60 dias para realizar as devidas adequações, e informar as providências tomadas à Promotoria de Justiça.

Pará

Ação emergencial vai restabelecer o tráfego em vicinais de 17 municípios do Sul e Sudeste do Pará

O investimento por município não poderá ultrapassar o teto de 400 mil reais, ressaltando que as obras serão realizadas não para reconstruir vias, mas para restabelecer a trafegabilidade
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Uma parceria entre a Secretaria de Estado de Transportes (Setran), o Centro Regional de Governo do Sudeste do Pará e a Defesa Civil vai possibilitar a intervenção em 17 municípios do Estado que tiveram caracterizadas situações de emergência, em função das fortes chuvas que têm atingido, especialmente, as regiões sul e sudeste do Pará.

Em reunião de diretoria ocorrida na manhã desta segunda-feira (2), no auditório da Setran, com a participação do secretário Regional de Governo, Jorge Bittencourt, e de representantes da Defesa Civil, o secretário de Estado de Transportes, Kleber Menezes,  informou a todos sobre a autorização do governador Simão Jatene para que ações imediatas sejam realizadas na região, no sentido de garantir a trafegabilidade nas vicinais.

Os trabalhos serão garantidos por meio de convênios com as prefeituras que não tenham restrições fiscais e previdenciárias. No caso daquelas que tenham, as ações serão via contratação direta com dispensa de licitação, após análise da Diretoria Técnica da Setran e aval da Consultoria Jurídica do órgão.

Serão beneficiados os municípios de Conceição do Araguaia, Redenção, Tucumã, Itupiranga, Pau D’Arco, São Félix do Xingu, Quatipuru, Santa Maria das Barreiras, Eldorado dos Carajás, Cumaru do Norte, Marabá, Água Azul do Norte, Rio Maria, Bannach, Xinguara, Oriximiná e Parauapebas.

“A necessidade de cada município é que nos dirá o valor do investimento, que não poderá ultrapassar o teto de 400 mil reais, ressaltando que as obras serão realizadas não para reconstruir vias, mas para restabelecer a trafegabilidade, devolvendo à população o direito de ir e vir”, explicou o secretário Kleber Menezes.

Por Karlla Catete

Transporte

Operação fiscaliza transportes freteiros na PA-160

Até o momento, oito ônibus foram apreendidos na PA-160 por não portarem suas guias de frete obrigatórias
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A Agência de Regulação e Controle de Serviços Públicos do Estado do Pará (Arcon/PA) realiza, desde ontem (8), uma operação de fiscalização econômica de empresas da região que atuam no transporte intermunicipal de passageiros em regime de afretamento. Até o momento, oito ônibus foram apreendidos na PA-160 por não portarem suas guias de frete obrigatórias.

Segundo o Diretor de Controle Financeiro e Tarifário da Agência, José Croelhas, “esse é o desdobramento da operação realizada em novembro/2017, com finalidade mais educativa. Naquela ocasião, todos os operadores foram alertados para se regularizarem perante ao órgão regulador; agora, todos os que não se adequaram estão tendo seus veículos recolhidos ao pátio de retenção da Sociedade Nacional de Apoio Rodoviário e Turístico (Sinart), no Terminal Rodoviário”.

Croelhas garante que a operação segue até sexta-feira (12) e passará a ser repetida a cada 15 dias.

Canaã dos Carajás

Apesar das férias, procura por passagens não aumentou em Canaã

Funcionários de cooperativa e empresas rodoviárias afirmam que a procura por passagens nesse período foi menor em relação a 2016
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A crise em Canaã dos Carajás atingiu em cheio as cooperativas e empresas de turismo durante as festividades de fim de ano. Apesar da procura natural por passagens no período das férias, a população canaãnense viajou menos em 2017 do que em 2016. A situação econômica da população local acabou obrigando muita gente a ficar em casa durante as festas de Natal e Ano Novo e o prejuízo ficou para o setor de transportes.

Uma das principais explicações para a drástica redução do poder econômico do cidadão canaãnense está no desemprego do município: só em 2017, cerca de 5330 postos de trabalho foram fechados na cidade. A maior parte do déficit de empregos aconteceu por conta do encerramento das atividades de implantação do Projeto S11D. Com o funcionamento do complexo, a maioria das empresas que trabalharam na construção acabou deixando Canaã, levando consigo milhares de vagas.

Luan dos Santos, agente de viagens em uma cooperativa de vans na cidade, lamentou o período de férias: “O ano de 2017 só foi bom no começo; em julho foi muito ruim e dezembro foi muito pior. Em relação a 2016, o fluxo de pessoas e a procura por passagens diminuiu bastante. Tínhamos boas expectativas, mas foi tudo por água abaixo.” O profissional relatou ainda que os municípios de Marabá, Xinguara e Tucumã foram os mais procurados pelas famílias viajantes.

Já o motorista Raimundo Sousa fez um desabafo durante a entrevista: “Esse final de ano para todos nós foi muito fraco. Nos outros anos sempre foi muito bom e esse ano foi terrível. Não tem emprego na cidade, não tem nada e aí o pessoal não tem dinheiro para viajar. Sem dinheiro ninguém faz nada. Pelo menos estamos com saúde, não é? Vamos ver se melhora esse ano, ver se o prefeito traz empresas para empregar esse povo. Se não trouxer, a coisa fica feia.”

Quem também viveu maus bocados no mesmo espaço de tempo foram algumas empresas de ônibus da cidade. Entre os destinos dos cidadãos, Goiânia, Santa Inês e Belém ficaram entre os favoritos. O também agente de viagens, Marcos Silva, falou com tristeza sobre as perdas em relação aos anos anteriores: “De acordo com o fechamento de caixa, minhas vendas foram 46% menores que 2016. É lamentável. Estamos tentando abrir mais linhas, melhorar a nossa frota para aumentar a quantidade de pessoas viajando conosco, mas aqui em Canaã é complicado, pois não temos tanta estrutura. Não tem rodoviária, a estrada do Posto 70 é muito ruim… Nosso ônibus já atolou duas vezes só esse mês. Então, é bem complicado de se trabalhar assim.”

Para o ano de 2018, a expectativa é que a economia local volte a crescer. Com o aumento da produção de minério no S11D e a maior alíquota na Compensação Financeira pela Exploração de Recursos Minerais (CFEM), os números tendem a melhorar para a “Terra Prometida”. O governo local já busca, junto às secretarias de Agricultura e de Desenvolvimento Econômico, alternativas para a superação da crise. Com a população empregada, é natural que finais de ano mais felizes voltem a acontecer para todos em Canaã.