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belém

UFPA outorga título de professor emérito para o engenheiro Gervásio Cavalcante

Gervásio Cavalcante é aposentado no nível de professor titular desde 18 de junho de 2015, em função de limite de idade, e permanece na instituição como professor colaborador
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O Conselho Superior de Ensino, Pesquisa e Extensão (Consepe) concedeu o título de Professor Emérito para o engenheiro, professor e pesquisador doutor Gervásio Cavalcante, do Instituto de Tecnologia da Universidade Federal do Pará (ITEC-UFPA) em sua reunião realizada no último dia 22 de agosto, em Belém.  A proposta aprovada teve a sua origem na Faculdade de Engenharia da Computação e de Telecomunicações (FCT) e no Programa de Pós-Graduação em Engenharia Elétrica (PPGEE), subunidades de atuação do homenageado, e recebeu, também, a aprovação unânime pelos respectivos colegiados do ITEC. A data, dia, horário e local da entrega do título serão definidos pelo cerimonial da Reitoria.

Gervásio Cavalcante é aposentado no nível de professor titular desde 18 de junho de 2015, em função de limite de idade, e permanece na instituição como professor colaborador. O título de Professor Emérito é considerado uma das maiores honrarias no meio acadêmico.  Gervásio Cavalcante nasceu no dia 19 de junho de 1945, às margens do Rio Companhia, localizado no interior de Breves, no Arquipélago do Marajó, e, em grande parte de sua vida, estudou em escola pública, além da incomensurável paixão pelas ondas musicais, pela vida, amigos e pela família. Em meados da década de 60 fez a graduação em engenharia eletrônica na antiga Escola de Engenharia da UFPA.

Para Renato Francês, professor doutor do Instituto de Tecnologia da Universidade Federal do Pará, os exemplos do professor Gervásio Cavalcante são afirmativos. “Dos 60 anos da UFPA, o professor dedicou e dedica, ainda, mais de 40 anos de sua vida para o desenvolvimento da pesquisa, do ensino, da extensão, dos serviços universitários e das políticas públicas com excepcional relevância para o Estado do Pará, a Amazônia e o Brasil. Ele foi diretor da Faculdade de Engenharia da Computação em duas oportunidades”, asseverou.

Para o professor doutor João Weil, do Programa de Pós-graduação em Ciência da Computação e do Programa de Pós-graduação em Engenharia Elétrica, o título referenda uma vida como professor, pesquisador e orientador que sempre trabalhou em equipe e buscou o melhor para UFPA e os seus discentes.  O professor Gervásio cursou a graduação em engenharia eletrônica na antiga Escola de Engenharia, entre as décadas de 1960 e 1970. “São anos dedicados à produção de conhecimento, tendo liderado a criação dos cursos de Engenharia da Computação e de Engenharia de Telecomunicações”, recorda o professor.

Em sua carreira acadêmica, Gervásio Cavalcante, ministrou mais de trinta de disciplinas na graduação e na pós-graduação. Orientou nove teses de doutorado, 23 dissertações de mestrado, 31 trabalhos de conclusão de curso e acompanha 25 discentes em iniciação científica.  Supervisiona dois estágios de pós-doutorado e, como colaborador, orienta 12 alunos de doutorado, além de formar diversos professores atuantes na UFPA ou que trabalham em outros segmentos públicos ou privados da região amazônica, da Federação brasileira e no exterior.

Ao saber da aprovação do título, o professor recordou os mais de 40 anos de trabalho.  “É uma vida dedicada à educação, aos alunos e a produção de conhecimento na área da engenharia. Em minha aposentadoria fizeram uma surpresa, chorei. Agora vem o reconhecimento de professor emérito. A minha filosofia de vida é de agregação social e de construção da cidadania. Eu sou um professor. Sou um ser humano e olho o aluno como ser humano. Não existe nada mais revolucionário do que estarmos juntos. A educação, por meio da engenharia, da arte, da música, do teatro e da literatura transforma e unifica as pessoas dentro e fora das fronteiras da academia. Ela contribui para eliminar as diferenças e as desigualdades sociais. Mesmo com o lado racional das engenharias, estou feliz, mas a ficha não caiu totalmente. Cada surpresa desta eu prolongo e comemoro mais a vida”, finalizou com o largo sorriso no rosto.

Texto: Kid Reis
Fotos: Kid Reis e Alexandre Moraes
Educação

Pará: A revolução da Educação pela cooperação

Como a interiorização da UFPA mudou os rumos da educação no Pará, que, em 1986, tinha menos de 1% dos 25 mil professores com licenciatura plena na área
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Uma das poucas unanimidades quando se pergunta a um político qual é a sua prioridade, invariavelmente, a resposta está na ponta da língua: “Minha prioridade é lutar pela Educação de qualidade…”, embora a realidade dos fatos desminta a classe política. Poucos ou quase nenhum deles cumpre com a promessa.

Não é o caso do deputado federal Nilson Pinto (PSDB-PA), exercendo o 5º mandato e pré-candidato ao cargo, quando, na década de oitenta, na condição de Pró-Reitor da Universidade Federal do Pará, e depois ao ser eleito Reitor, promoveu com um pequeno grupo de auxiliares o que é considerado a revolução na educação pública paraense, através do projeto de interiorização de ensino da UFPA, a maior universidade do Norte do país.

Com o objetivo de resgatar a história que resultou na interiorização do ensino superior no Pará, que iniciou a universalização do Ensino Médio em todo o estado, o deputado concedeu uma longa entrevista exclusiva ao jornalista Val-André Mutran, no Gabinete da Comissão de Relações Exteriores e de Defesa Nacional (CREDN), a qual Nilson Pinto é o presidente.

O começo

No início dos anos 80, a Educação Pública do Pará era um dos problemas mais graves do estado, fruto da falta de investimentos de sucessivos governos, acentuado após o período do Regime Militar que governou o Brasil ao longo de quase três décadas. A realidade era dura e o atraso sua face mais cruel. Naquela época, os números eram uma tragédia. Nilson Pinto revelou que o Ensino Médio estava presente apenas em 30% dos 144 municípios do gigantesco Pará e 70% do total, possuíam o Ensino Primário. “Só alguns dos maiores municípios tinham uma Escola do Ensino Médio, na época, chamado de 2º grau. Veja o quadro abaixo:

Organograma do Ensino Público do Brasil até 1996

Após a promulgação da Lei de nº 9.394, de Diretrizes e Bases da Educação Nacional, de 20 de dezembro de 1996 (LDB 9.394/96), que estabeleceu a finalidade da educação no Brasil, o organograma foi dividido em níveis e modalidades conforme o quadro abaixo:

Organograma do Ensino Público do Brasil depois de 1996

A educação superior está organizada nos seguintes cursos e programas: cursos de graduação; programas de mestrado e doutorado e cursos de especialização, aperfeiçoamento e atualização, no nível de pós-graduação; cursos sequenciais de diferentes campos e níveis; e cursos e programas de extensão.

Com uma defasagem desse tamanho o problema era impossível de ser solucionado, porque não haviam professores suficientes. Diante deste quadro, o então pró-Reitor da UFPA, Nilson Pinto, abriu um diálogo com a Secretaria de Educação do Estado (SEDUC) e após uma série de reuniões e de posse dos dados foi constatado que dos 25 mil professores do Estado, menos de 1%, ou seja, apenas 200 professores tinham licenciatura plena na área, e apenas outros 940 tinham licenciatura curta, sem diploma superior.

“Era o caos! Como poderíamos expandir o Ensino do 2º Grau para o interior do estado se não tínhamos professores formados para isso?”, recorda Pinto. Desta forma o propósito inicial era formar licenciados para atuar na educação básica e essa foi a semente do projeto de interiorização da UFPA, que ocasionou uma revolução nos municípios onde começou esse trabalho.

O plano não recebeu apoio de setores dentro da própria universidade. Desagradou o pessoal das áreas de Ciências Exatas, que o criticaram porque o projeto alcançaria apenas cursos da área de ciências humanas. “Foram tempos difíceis. Tínhamos que formar primeiramente professores para ampliar a universalização do 2º grau no interior”, explicou Nilson Pinto.

Em 1986, quando o projeto de interiorização da UFPA iniciou-se, estima-se que mais de 60% da população do Pará morava no interior, e menos de 1% destes chegava ao término do que, hoje, chamamos de Ensino Fundamental. Além disso, apenas 1% dos professores contratados naquele período, os quais davam aulas nos ensinos fundamental e médio, possuía nível superior. “Era
dramático, porque 99% dos professores não eram formados, tinham o que se chamava de licenciatura curta. A rede pública não tinha habilitação para o magistério”, pontuou o então pró-Reitor.

Com o 1º Projeto de Interiorização da UFPA, quando o então reitor José Seixas Lourenço aprovou o Programa de Interiorização da universidade, com a Resolução Nº 1.355, previa que as primeiras
turmas seriam constituídas no ano seguinte, em 1987. O projeto liderado por Nilson Pinto foi regulamentado pela Resolução Nº 1.355.

No ano seguinte, Nilson Pinto disputou as eleições na UFPA compondo a obrigatória lista tríplice e sagrou-se, em 1987, Reitor da UFPA.

O projeto de interiorização recebeu a devida prioridade e foram eleitos oito campi para o início dos trabalhos. Os municípios sede escolhidos, estavam localizados em cada uma das seis mesorregiões do Estado: no Baixo Amazonas, Santarém; no Marajó, Soure (e posteriormente Breves); na Metropolitana de Belém, Castanhal; no Sudoeste do Pará, Altamira; no Nordeste, Abaetetuba, Bragança e Cametá; e no Sudeste, em Marabá.

Nasce o modelo de uma Universidade Multicampi

Os campi recém criados esbarraram em outro obstáculo: a ausência de recursos, uma vez que todo o processo, da formulação do projeto à sua execução inicial foi custeado com recursos do orçamento da própria UFPA, o que explica a coragem e determinação de Nilson Pinto no processo. Ele conta: “Somente mais tarde é que foi possível contar com a ajuda das Prefeituras interessadas na formação superior de seus professores”.

As prefeituras locais se uniram ao projeto, doando prédios para a instalação da sede dos campi, cedendo servidores para o apoio administrativo, vigilantes e motoristas. No mesmo período, em maio de 1986, representantes das universidades amazônicas elaboraram o I Projeto Norte de Interiorização, que incorporou objetivos, metas e estratégias já delineadas pela UFPA. O modelo previa inicialmente que os campi, funcionariam como pólos para atender também a população de cidades vizinhas e de difícil acesso. Em 1993, já havia dois mil licenciados plenos no Estado e que passaram a atuar não apenas em sala de aula, como professores, mas também na gestão das escolas, na função de diretores, e das políticas educacionais, no papel de secretários de educação.

Na década de 90, o programa de interiorização foi redimensionado, a partir de um projeto integrado de ensino, pesquisa e extensão, para que os cursos passassem a contribuir mais com o desenvolvimento social de cada região paraense. Foi preciso definir vocações econômicas locais e fazer investimentos estratégicos em áreas que valorizassem esses perfis. Os campi abertos nos municípios foram, ainda, o embrião das atuais universidades localizadas, respectivamente,  no oeste e no sul-sudeste do Pará: a Universidade Federal do Oeste do Pará (UFOPA) e a Universidade Federal do Sul e Sudeste do Pará (UNIFESSPA).

“O projeto é considerado tão bom que, posteriormente, alcançou repercussão nacional e é visto como um modelo de sucesso por renomadas universidades do exterior”, comemora Nilson Pinto, um tipo de político em extinção que promete e cumpre a palavra.

Por Val-André Mutran – correspondente do Blog em Brasília.

Tucuruí

Proposta quer transformar estrutura de Belo Monte em polo universitário no Pará

A Vila Residencial que abrigou os trabalhadores durante a construção da Usina Hidrelétrica de Belo Monte, na região oeste do Pará, pode ser transformada em Polo Universitário.
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A empresa Norte Energia, responsável pela obra, deu início aos trâmites de doação de toda a estrutura para a implantação da cidade universitária que contará com mais de 2.300 moradias.

A proposta surgiu através da moção parlamentar 381/2017 de autoria do deputado estadual Eraldo Pimenta (MDB) e aprovada por unanimidade pelos parlamentares na Assembleia Legislativa do Estado do Pará (Alepa).

A Vila Residencial dos trabalhadores de Belo Monte, localizada na esquina do “Travessão 55”, município de Vitória do Xingu, está estruturada com sistema de água, esgoto, energia elétrica, meio fio, área de lazer, escola, centro comercial, telefone e ruas asfaltadas. A estrutura, segundo engenheiros, tem valor estimado em mais de 300 milhões de reais.

A distância da vila até Altamira, maior cidade da rodovia Transamazônica, a BR-230, é de 57 quilômetros, cerca de uma hora de estrada.

NOVOS RUMOS
Após o término da construção da usina, o projeto inicial era demolir as casas para a criação de uma área de proteção ambiental (APA).

Transformada em Polo Universitário poderá abrigar estudantes da Universidade Federal do Pará (UFPA), Universidade do Estado do Pará (UEPA) e Universidade Federal Rural da Amazônia (UFRA), os maiores centros de ensino superior público do Estado.

O autor da moção, deputado Eraldo Pimenta, entregou a proposta ao presidente da Norte Energia, Paulo Roberto, que submeteu à diretoria executiva e ao conselho da Empresa.

A Norte Energia só está agora a espera do donatário que pode ser o governo estadual ou federal sendo que o governo do Estado já está em mãos dos documentos com o projeto.

“A ideia se originou quando fiz uma visita à vila dos trabalhadores da Barragem Belo Monte, que é na realidade uma cidade toda estruturada, e está pronta para ser transformada em uma “Cidade Universitária”, explicou o parlamentar.

O uso do espaço, na visão do deputado, deverá baratear o custo das despesas de quem pretende cursar ou ver os filhos em uma universidade. Os recursos para a manutenção também foram indicados.

“A estrutura pode ser mantida de diversas formas. Poderemos tirar de um percentual da taxa hídrica ou taxa mineral ou Royalties do Estado que gera da hidrelétrica. E não seria tanto pois poderiam fazer economia mista, exemplo: os pais bancariam a alimentação e o corpo docente pago pelo Estado. O que vejo é a estrutura que não tem igual no Pará que poderíamos usá-la para esse fim. Poderá ser a maior estrutura educacional do Brasil, atraindo inclusive alunos de todo o país”, finalizou Eraldo Pimenta.

Pará

Cobra gigante é flagrada tentando escalar carro na UFPA (VÍDEO)

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Um vídeo que anda circulando nas redes sociais mostra uma cobra da espécie sucuri tentando um escalar um veículo no estacionamento da Escola de Aplicação da Universidade Federal do Pará (UFPA), o antigo Núcleo Pedagógico Integrado (NPI) no bairro da Terra Firme, em Belém-PA.

O tamanho do animal impressionou tanto os estudantes que a Polícia Ambiental precisou ser acionada para resgatar o réptil.

 

Tucuruí

UFPA analisa se hidrelétrica de Tucuruí atende normas de segurança de barragens

Eletronorte comprometeu-se a corrigir problemas identificados
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Graças ao apoio voluntário de professores da Universidade Federal do Pará (UFPA), o Ministério Público Federal (MPF) pôde cobrar da concessionária de energia elétrica Eletronorte providências para adequações à Lei da Política Nacional de Segurança de Barragem pela hidrelétrica de Tucuruí, no sudeste paraense.

A cobrança foi feita na última quinta-feira (07/06), em audiência extrajudicial na sede do MPF em Tucuruí com a participação dos pesquisadores da UFPA e de técnicos da Eletronorte e da Agência Nacional de Energia Elétrica (Aneel).

A procuradora da República Thais Araújo Ruiz Franco estabeleceu prazo de 30 dias para que a concessionária apresente ao MPF a nomeação de equipe de técnicos responsáveis pela segurança da barragem no âmbito local da usina hidrelétrica.

A representante do MPF estabeleceu, ainda, que até o próximo dia 8 de outubro a empresa deve apresentar a versão atualizada do plano de ações de emergência.

‘Perícia primorosa’ – A falta de indicação de equipe técnica de segurança e a inadequação do plano de ações emergenciais foram falhas apontadas em relatório elaborado pelos professores Fernanda Pereira Gouveia, Aarão Ferreira Lima Neto e Marlon Braga dos Santos, e pela mestranda Raphaela Goto.

O grupo atuou por meio do Programa de Pós-graduação em Engenharia de Barragem e Gestão Ambiental (PEBGA) do Núcleo de Desenvolvimento Amazônico em Engenharia (NDAE), da UFPA.

“Faço aqui um agradecimento público do MPF a esse grupo de especialistas por terem aceito de forma voluntária e não onerosa o encargo de peritos e terem elaborado trabalho técnico primoroso e indispensável para subsidiar a atuação ministerial no inquérito civil que trata do caso”, ressalta a procuradora da República Thais Araújo Ruiz Franco.

Cobrança ao Dnit – Na audiência o MPF decidiu encaminhar ofício ao Departamento Nacional de Infraestrutura de Transportes (Dnit) para solicitar que a autarquia também comprove o cumprimento da legislação referente à segurança de barragens, tendo em vista que o Dnit é responsável pelas eclusas da usina hidrelétrica de Tucuruí.

A cobrança será feita por ofício porque o Dnit não enviou representante à audiência, apesar de a autarquia ter sido convidada.

Assim que receber oficialmente a solicitação, o Dnit terá 30 dias para apresentar relatórios de inspeção de segurança e relatórios de programas de manutenção planejada.

Canaã dos Carajás

Profissionais de Educação Infantil de Canaã concluem especialização

Parceria entre a UFPA e a prefeitura proporcionou a formação de 30 profissionais agora capacitados para melhor desempenho na educação das crianças
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Trinta profissionais de Educação Infantil, 13 de Canaã dos Carajás e 17 de municípios vizinhos, receberam na noite de ontem (16), o Certificado de Conclusão do Curso de “Profissionalização em Educação Infantil”. Ministrado pela UFPA (Universidade Federal do Pará) em parceria com a Prefeitura Municipal, a especialização teve, como principal objetivo, formar especialistas capazes de ter uma visão mais ampla sobre o processo educacional de crianças. Cleomar Rodrigues, coordenador do curso pela UFPA, destacou o trabalho das concluintes e a importância das parcerias. “Ver essas mulheres se formando com tanta garra me enche de alegria.”

As aulas de Especialização em Docência na Educação Infantil, que iniciaram em 2014, tiveram como objetivo capacitar os profissionais para um melhor desempenho em sala de aula no processo educacional de crianças da rede pública.

Com a presença de diversas autoridades, como o prefeito Jeová Andrade, a cerimônia de entrega de certificados foi realizada no Centro de Formação de Profissionais da Educação. “A meta número um do nosso governo é melhorar o nosso ensino. Conseguimos avançar bastante em infraestrutura, valorização salarial e agora precisamos de melhores índices”, disse o gestor municipal.

Ainda segundo ele, a educação infantil é a base de tudo: “Todos nós queremos que nossos alunos tenham, no futuro, boas formações e se recordem que tudo começou com um bom ensino na escola pública”, afirmou.

Edilson Valadares, secretário de Educação, parabenizou as concluintes. “O governo tem a preocupação de ajudar esses profissionais em suas qualificações. Essa certificação vale muito para o município. Parabenizo a todos por essa busca de conhecimento”.

Marabá

Nova Cartografia Social dos babaçuais será lançada amanhã na Unifesspa

Pesquisa atual estima que existam 27 milhões de hectares de babaçuais e desafio é garantir às quebradeiras de coco acesso à terra e babaçuais
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O lançamento do mapa da “Nova Cartografia Social dos babaçuais: mapeamento social da região ecológica do babaçu” é parte do Programa de Pós-Graduação em Cartografia Social e Política da Amazônia (PPGCSPA), sendo uma realização da Universidade Federal do Sul e Sudeste do Pará (Unifesspa), Universidade Federal do Pará (UFPA) e Universidade Estadual do Maranhão (Uema), com apoio da Ford Foundation, será realizado amanhã, dia 8 de maio, no auditório da Unidade I do Campus de Marabá, às 14 horas.

A programação iniciará com o acolhimento que se dará com cantos de resistências e lutas das quebradeiras de coco babaçu.

A coordenadora do Movimento Interestadual das Quebradeiras de Coco (MIQCB) Francisca Silva Nascimento, coordenadora do MIQCB Regional Pará – Jucilene Rodrigues de Souza, coordenadores do PNCSA – Alfredo Wagner de Almeida e Rosa Elizabeth Acevedo Marin, coordenador do Projeto de Cartografia Social dos Babaçuais: mapeamento social da região ecológica do babaçu – Jurandir Santos de Novaes, coordenadora do projeto na Unifesspa – Rita de Cássia Costa, além de representações institucionais da Unifesspa, Emater, Comissão Pastoral da Terra (CPT), Programa Territórios da Cidadania (Codeter), Cofama e Ministério Público participarão do evento.

Haverá a sessão de apresentação do mapa “Nova Cartografia Social dos babaçuais: mapeamento social da região ecológica do babaçu”, com a participação do professor Alfredo Wagner de Almeida e da representante do MIQCB – Francisca Silva Nascimento, com o auxílio das coordenações regionais do MIQCB do Piauí, Pará Maranhão e Tocantins.

Em seguida, haverá debate com os participantes da plenária. Logo após os presentes participarão do momento de “Diálogos de pesquisa: Quebradeiras de coco babaçu e nova cartografia social”.

Este projeto resulta de pesquisa, com trabalho de campo, georreferenciamento e a realização de reuniões e encontros de movimentos sociais e pesquisadores para levantamento e debate das questões em situação de pesquisa. Foi feita a retomada de mapas produzidos no âmbito da nova cartografia social da Amazônia e de fontes externas.

Já em laboratório, foram feitas reelaboração e elaboração de novos mapas, com que se dá o processo de construção do mapa que será apresentado.

O trabalho junto às quebradeiras de coco babaçu iniciou em 2014 e se estendeu até 2017, com o objetivo de mapear as organizações, situações sociais aos aspectos que lhe são relevantes e com foco nas áreas de incidência dos babaçuais e na configuração e reconfiguração da “região ecológica do babaçu”, com abrangência nos estados do Maranhã, Piauí, Tocantins e Pará.

O mapa assinala para uma área de babaçuais superior apontadas em mapeamentos anteriores. A pesquisa atual estima que existam 27 milhões de hectares de babaçuais. O mapa elaborado consiste em um instrumento de mobilização e de reconhecimento para as quebradeiras de coco babaçu, suas lutas por acesso à terra e babaçuais. Indica que os babaçuais, se renovam, ressurgem e resistem às práticas de devastação, pela derrubada, queima, envenenamento, entre outras.

O mapeamento dá visibilidade a estas situações socioambientais e à floresta de babaçu, nas áreas pesquisadas e no sudeste do Pará, que passa sucessivamente pela derrubada da floresta nativa, especialmente dos castanhais e também dos babaçuais, levando-se em consideração, os dois projetos realizados no período.

comércio

Com bom público, distrito empresarial é lançado em Canaã dos Carajás

Evento de lançamento reuniu autoridades da política e empresários de toda a região
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Agora é oficial: o Distrito Empresarial Antônio José de Araújo foi lançado na tarde desta sexta-feira (2) em Canaã dos Carajás. O empreendimento deverá abrigar empresas de pequeno, médio e grande porte. Para o lançamento do complexo empresarial, a presença do público surpreendeu a todos. O auditório reservado para o evento ficou completamente lotado e muita gente precisou acompanhar em pé a cerimônia oficial de lançamento. Algumas autoridades políticas estiveram presentes, entre elas, o prefeito Jeová Andrade, o vice Alexandre Pereira e os deputados estaduais Gesmar Costa e João Chamon.

Com mais de um milhão de metros quadrados, o tão sonhado Distrito Empresarial de Canaã dos Carajás nasce com a missão de tornar o município independente da mineração. A expectativa é que empresas de vários segmentos se instalem no local, com incentivos fiscais da Prefeitura Municipal, e construam um novo modelo econômico para a cidade. A esperança que nasce com o complexo é de que renda extra seja gerada para o município e que a população possa ser beneficiada com vagas de emprego.

Conhecida outrora por ser uma terra de oportunidades, Canaã viveu no último uma das piores crises empregatícias de sua história. A desmobilização do Projeto S11D acabou provocando mais de 7 mil demissões só no ano passado. O distrito empresarial chega à Terra Prometida em um momento crucial de retomada da economia na cidade. A ideia é que os novos empreendimentos coloquem Canaã novamente no mapa do crescimento econômico.

Outra grande aposta do governo é a inauguração, também, do tão esperado polo universitário. A estrutura educacional também ficará localizada na mesma área. Representantes de diversas instituições já interessadas em se instalar no município estiveram presentes. Entre as principais instituições de ensino representadas, UFPA, UEPA, IFPA, Famap, Unigran, Uniub, Dínamo e Faculdade Carajás. Presente no evento, o secretário de educação André Wilson falou sobre a importância do novo passo para a educação em Canaã: “A gestão de Canaã tem priorizado a educação. Tenho certeza que o polo será um grande sucesso, vai gerar empregos e também renda para o município, além de promover mais qualidade de ensino, pois algumas dessas instituições poderão formar nossos colaboradores. Nossas expectativas são as melhores.”

Toda a estrutura do distrito empresarial e do polo universitário foi doada pela empresa Vale ao fim das obras no canteiro sudeste. Representando a mineradora, Leonardo Neves também concedeu entrevista: “Eu diria que esse é um momento importantíssimo para toda a região. Essa área foi utilizada para a construção do S11D. No momento da desmobilização, entendemos que essa área poderia ser um grande ativo para o município e deu certo. A Prefeitura comprou a ideia, a diretoria da Vale também autorizou toda a doação. Muitos investimentos foram feitos aqui e esse é o grande diferencial, pois isso facilita a entrada de novos negócios, já que o empreendedor não precisa gastar muito.”

À frente da Secretaria de Desenvolvimento Econômico, pasta responsável pela elaboração e gestão do projeto, Jurandir José disse que o lançamento do distrito é o início de uma nova história para a Terra Prometida: “Esse é um marco histórico para o desenvolvimento econômico da cidade. Esse é um espaço adequado para receber qualquer tipo de empresa que queira se instalar aqui e gerar empregos para a nossa população. Estou muito feliz, pois este é realmente um passo largo para uma nova história em nossa cidade.”

Anderson Mendes, vereador e presidente da Associação Comercial de Canaã, falou sobre a importância histórica do momento: “Essa é uma luta minha através da ACCIACA já há mais de cinco anos. Agora, com o apoio da Vale, esse grande sonho está acontecendo. Esse é o primeiro passo para que a gente possa trazer empresas, empregos e cursos superiores para que o jovem de Canaã não precise ir embora para estudar.”

Representando a classe empresarial da região, Roberto Paulinelli, dono do Frigorífico Rio Maria, com uma recém-adquirida filial em Canaã, foi convidado a fazer parte da mesa de honra e também fez o uso da palavra: “Estou chegando agora em Canaã e estou impressionado com o que tenho visto por aqui. A atenção que tive aqui é realmente diferenciada. Estou muito feliz por estar no município. Acredito que outras empresas virão para cá e se instalarão aqui no complexo, o que vai melhorar e muito a economia da cidade.”

Por fim, o prefeito Jeová Andrade falou sobre a felicidade em poder lançar o tão aguardado distrito: “Estou, na verdade, ganhando um presente de aniversário antecipado. Acredito que temos que preparar Canaã para viver com e sem o minério, pois todos nós sabemos que esse recurso não se renova. Aqui no distrito, nascerá a chance de uma cidade forte, independente e tenho certeza que será um grande sucesso.”

A família do falecido empresário Antônio José de Araújo, que deu o nome ao empreendimento, foi convidada ao palco para a inauguração oficial. Em um momento de muita emoção, a fita foi retirada e a placa com o rosto do empresário homenageado foi aplaudida pelos presentes

Depois da cerimônia oficial, um ciclo de palestras voltadas para o empresariado e para a educação superior também aconteceu. A cerimônia foi transmitida ao vivo pelo Facebook oficial da Prefeitura Municipal de Canaã e chegou a alcançar mais de 100 mil pessoas em todo o mundo.