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Marabá

Escrivão da Polícia Civil morre ao cair do teto de galpão de 7 metros de altura

Genildo Joel seria usuário de drogas e estava afastado das funções há vários meses
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A vida do escrivão da Polícia Civil Genildo Joel de Sousa Silva chegou ao fim na noite desta quinta-feira, dia 24, quando ele caiu do teto de um galpão de 7 metros de altura na Folha 31, Nova Marabá, em frente ao Quartel do 4º Batalhão de Policia Militar. Mas o corpo só foi encontrado no início da manhã desta sexta-feira, 25, e vários trabalhadores da redondeza foram ao local e até registraram imagens.

Segundo apurou a Reportagem do blog, o casal que residia em uma casa nos fundos do galpão da oficina mecânica, havia saído para uma refeição e quando retornou, por volta das 22 horas, entrou na residência e, cinco minutos depois, ouviu-se um barulho incomum em direção ao galpão. Passados outros cinco minutos, um novo barulho foi ouvido, mas nenhum dos dois abriu a porta de casa para ver o que tinha acontecido. “Mas como a gente mora em frente à rodovia Transamazônica, há sempre barulho o tempo inteiro”, disse a dona de casa.

Quando a mulher saía para trabalhar, por volta de 7 horas, deparou-se com um corpo ensanguentado no galpão. Uma telha Brasilit estava ao lado e o buraco no teto. A suspeita era de que Joel estaria tentando passar por cima do galpão para chegar a outro prédio, ao lado, onde funciona uma loja de auto peças, mas ninguém tem ideia da motivação.

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Ele usava tênis, uma camiseta preta e uma bermuda de surfista.

Equipes das polícias Civil e Militar passaram boa parte da manhã no local tomando informações com os proprietários do imóvel, vizinhos e avaliando as circunstâncias da morte do colega.

Joel seria parente de uma juíza da Comarca de Marabá e os últimos meses de sua vida profissional foram conturbados. Segundo se apurou na delegacia, ele chegou a ser afastado das funções por envolvimento com drogas. Em setembro do ano passado, a Promotoria de Justiça de Canaã dos Carajás ofereceu denúncia contra Genildo Joel de Sousa Silva, o delegado de Polícia Civil Bruno Fernandes de Lima, os investigadores Cláudio Márcio do Nascimento e Sérgio de Sousa Lago. Além disso, o Ministério Público requereu a prisão preventiva dos quatro.

O quarteto era suspeito dos crimes de associação criminosa, peculato, corrupção passiva e lavagem de dinheiro. Segundo a denúncia oferecida, os investigadores e o escrivão, sob o comando do delegado, montaram no interior da delegacia “uma associação criminosa para a prática de crimes”.

A equipe estaria deixando de lançar nos bancos de dados da Secretaria de Segurança Pública informações acerca de roubo ou furto de veículos apreendidos que eram então desviados do interior da delegacia e revendidos a terceiros e estariam, ainda, cobrando propina para a prática de atos de ofício.

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