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Moradores fecham estrada para impedir passagem de contratadas da Vale

Eles alegam que empresas atuam na região sem valorizar mão de obra da comunidade e exigem mudança de postura
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Dezenas de moradores da Vila Itainópolis, a 70 km do centro de Marabá, fecharam as entradas e saídas da comunidade para que empregados que trabalham para empresas que prestam serviços para a mineradora Vale na duplicação da Estrada de Ferro Carajás não entrem e nem saiam em veículos.

A mobilização começou por volta de 5 horas da manhã desta quinta-feira, 3, e eles alegam que não tem dia nem hora para encerrar. A Vila Itainópolis fica a cerca de 600 metros da Estrada de Ferro Carajás e, sendo uma das maiores da zona rural de Marabá.

Luciano Silva, morador da Vila Itainópolis, conversou com a reportagem do Zé Dudu agora à tarde e explicou que os trabalhadores desempregados fecharam as vias que saem para o canteiro de obras das empresas ECB (Brasil), EMPA e Lafayete e outras estradas que ligam Itainópolis a outras vilas. “A comunidade tem acesso livre, assim como outras empresas que não prestam serviço para a Vale”, ressaltou.

Ele explicou que após a demissão de moradores da comunidade, há alguns meses, os encarregados teriam prometido que até o final de abril, com início das obras do trecho 53, os moradores da vila seriam recontratados, o que não ocorreu.

Segundo ele, a ECB fechou contrato com a Lafayete para pegar parte do trecho 53 e, agora, esta nova empresa trouxe pessoal de fora, alegando que já estavam contratados. “Pessoas de outros estados que atuavam para a ECB, foram contratadas agora para trabalhar para a Lafayete, o que desmente o discurso deles. De 500 funcionários, se houver nove ou dez daqui, é um número muito alto”, calcula.

Luciano Silva observa que a comunidade não reivindica cargos com alta formação profissional (gerente, encarregado). “Queremos cargos como apontador, pedreiro, carpinteiro e serviços gerais, por exemplo. Essas empresas entraram na nossa comunidade, não deixam nenhum benefício e ainda acabaram com nossas estradas. São 40 quilômetros de sofrimento até a vila Sororó. A comunidade está um caos e não nos respeitam em nada”, desabafa.

RESPOSTA DA VALE

Sobre manifestação em Itainópolis, A Vale enviou a seguinte nota para a Reportagem do blog: “A Vale, em conjunto com a sua empresa prestadora de serviço, vem mantendo o diálogo com os moradores na busca pelo melhor entendimento. A Vale reforça que faz parte da sua política priorizar a contratação de trabalhadores dos locais onde realiza as obras.  Esta mesma recomendação é repassada às suas empresas contratadas.

Com relação à expansão da ferrovia, é importante esclarecer que a obra está em fase de conclusão, o que representa uma redução natural das contratações.

Quanto à reinvindicação de melhoria dos acessos na localidade, estão sendo executadas as manutenções periódicas nas estradas de acesso e em todos os demais trechos”.

A Reportagem enviou pedido de esclarecimento à EBD por e-mail, mas até o fechamento desta edição nenhuma resposta foi enviada.

Por Ulisses Pompeu

Comentários ( 2 )

    1. Vocês fizeram baderna. Colocaram várias pessoas em Cárcere Privado, Ameaça com Faca. Isso se chama vandalismo. Fora que tudo com cunho eleitoral do curral de algum vereador de Marabá. Vergonha!

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