Municípios do sul do Pará sustentaram mercado de trabalho em janeiro

Estrelas do agronegócio, cidades de Santana do Araguaia, Santa Maria das Barreiras e Redenção foram puxadas pelos setores de serviços e agricultura. Enquanto isso, construção civil derrubou as estrelas da mineração Barcarena, Canaã dos Carajás e Parauapebas. Nem mesmo Belém escapou

Continua depois da publicidade

Pela primeira vez em dois anos, nenhum município paraense marcou presença na lista dos 100 que mais empregam no Brasil, nem mesmo Belém, que atualmente é a locomotiva do mercado de trabalho formal do estado, devido ao volume exuberante de obras de infraestrutura que visam a preparar a metrópole para receber a COP 30 em novembro. Se faltou representante na cabeça do ranking, na ponta estão cinco entre os 100 que mais desempregam. As informações foram levantadas pelo Blog do Zé Dudu.

O Blog se debruçou sobre dados de janeiro do Cadastro Geral de Empregados e Desempregados (Caged), divulgados esta semana pelo Ministério do Trabalho, e concluiu que, com 2.203 pessoas demitidas a mais que contratadas, o Pará foi o 3º estado que mais desempregou no Brasil mês passado, atrás apenas do Rio de Janeiro (-12.960) e Pernambuco (-5.230).

No meio desse festival de demissões, uma curiosidade: as cidades do sul do Pará ignoraram o janeiro ruim e dispararam em contratações. Dos dez municípios paraenses que mais geraram vagas com carteira assinada, seis são do sul do estado: Santana do Araguaia, Santa Maria das Barreiras, Redenção, Xinguara, Cumaru do Norte e São Félix do Xingu.

AS 10 CIDADES DO PARÁ QUE MAIS GERARAM EMPREGO EM JANEIRO

1º Santana do Araguaia — 334

2º Santa Maria das Barreiras — 106

3º Redenção — 99

4º Santarém — 92

5º Xinguara — 75

6º Cumaru do Norte — 63

7º São Félix do Xingu — 61

8º Altamira — 58

9º Curuçá — 45

10º Santo Antônio do Tauá — 39

Santana do Araguaia, município que mais abriu postos de trabalho formais, aparece em 134º lugar no ranking nacional, puxado pelo setor de serviços, notadamente a administração pública, que registrou 231 novos vínculos. Já Santa Maria das Barreiras foi puxado pela agricultura, que criou 38 oportunidades com registro em carteira, além da indústria, que contribuiu com outras 37 vagas. Redenção, por seu turno, brilhou no setor de serviços, com destaque para as áreas de tecnologia da informação.

O lado oposto da moeda

Os municípios paraenses sedes de indústria extrativa mineral atiraram o estado no lamaçal do desemprego. O destaque negativo foi Barcarena, onde o mercado de trabalho fechou no vermelho em 651 postos, o 20º pior resultado do Brasil. Sede de operações da maior produção de bauxita do Brasil, Barcarena teve demissão em massa no setor da construção civil em janeiro.

Canaã dos Carajás, maior produtor de recursos minerais da América Latina, foi o 26º que mais desempregou no país, com 583 demissões a mais que contratações, também fortemente influenciado pela construção civil, que despachou 691 trabalhadores. Castanhal (-381, 43º lugar), Tailândia (-276, 63º) e Parauapebas (-201, 84º) completam o time de localidades paraenses que circularam entre as 100 que mais demitiram nacionalmente.

AS 10 CIDADES DO PARÁ QUE MAIS DEMITIRAM EM JANEIRO

10º Ourilândia do Norte — -81

9º Salinópolis — -88

8º Paragominas — -90

7º Capanema — -98

6º Belém — -101

5º Parauapebas — -201

4º Tailandia — -276

3º Castanhal — -381

2º Canaã dos Carajás — -583

1º Barcarena — -651

plugins premium WordPress