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Marabá

Operação fecha matadouro clandestino e apreende carne em açougues de Marabá

Chorume era lançado diretamente no Rio Itacaiúnas; 30 animais foram apreendidos e levados para abate sanitário
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Na manhã desta terça-feira, dia 27 de fevereiro, uma operação determinada pelo Ministério Público Estadual, através da Promotoria do Consumidor, fechou um matadouro clandestino de porcos no Bairro Jardim União, em Marabá. Foram apreendidos 30 porcos que estavam preparados para abate e o proprietário, Bom de Boia, foi conduzido para a Delegacia de Polícia Civil para prestar depoimento.

A operação foi conduzida pela Adepará (Agência de Defesa Sanitária) e contou com apoio da Secretaria Municipal de Agricultura, Polícia Militar e Procon Estadual. Segundo a médica veterinária Sumaya Emília Martins Paulino, da Adepará, o mesmo matadouro já havia sido interditado no ano passado, mas houve descumprimento e agora os animais foram levados para abate sanitário, sem aproveitamento da carne.

O local onde os animais ficavam confinados à espera do abate é altamente insalubre e as fezes eram lançadas diretamente no Rio Itacaiunas, assim como sangue e vísceras. “Há indícios do abate, com equipamentos, caldeira em funcionamento e animais no local”, disse ela, observando que não havia a Guia de Trânsito Animal (GTA) e os animais serão abatidos e a carne incinerada.

Paralelamente, a Vigilância Sanitária Municipal fez apreensão de carne suína na Feira da Laranjeira, Feira da Folha 28, levando mais de 100 quilos do produto.

Adonias Pereira dos Santos, 52 anos, o Bom de Boia, dono do matadouro clandestino, mesmo doente, foi ao local para falar com a Imprensa e se apresentar às autoridades. Bastante emocionado, ele disse que tem dez filhos e que aquela é única fonte de renda, com a qual vive há mais de 30 anos. Reclamou das autoridades e lembrou que apoiou prefeito, governador e hoje está sendo perseguido pelos órgãos que eles dirigem. “Tenho câncer, vou morrer, mas estão tirando o dinheiro para sustentar meus filhos”, desabafou.

REPERCUSÃO

A ação dos órgãos chegou rápido à Câmara Municipal e os vereadores se manifestaram sobre o assunto. O primeiro a destacar o assunto foi Ilker Moraes, que criticou a ação da Vigilância Sanitária. “Não há abatedouro Municipal em Marabá e em nenhum outro município desta região. É preciso que as autoridades firmem um TAC (Termo de Ajustamento de Conduta) para dar prazo aos vendedores em açougues”, disse o vereador.

O presidente da Câmara, Pedro Corrêa Lima, disse que a Mesa Diretora vai convidar os representantes de todos os órgãos envolvidos na fiscalização da carne suína para discutir uma medida que não tire tantos empregos da cadeia produtiva deste segmento.

Por Ulisses Pompeu – correspondente em Marabá

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  1. Se os porcos estivessem abatidos, tudo bem dar fim na carne sem aproveitamento.Agora, os animais, aparentemente estão saudáveis….. seria muito melhor abater e doar para os desabrigados da enchente!

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