A administração de Toni Cunha foi a que, proporcionalmente, mais enriqueceu no sudeste do Pará entre as prefeituras mais ricas da mesorregião que comporta 39 municípios. Nos 59 dias do primeiro bimestre de 2025, a Prefeitura de Marabá arrecadou R$ 293,68 milhões em receita líquida, numa impressionante média de R$ 4,978 milhões por dia, a mais alta da história.
As informações foram levantadas com exclusividade pelo Blog do Zé Dudu, que analisou o balanço de execução orçamentária encaminhado pelo governo de Cunha aos órgãos de controle externo no último final de semana. Os dados são oficiais, estão consolidados e o prefeito entregou-os com pontualidade, conforme exige a Lei de Responsabilidade Fiscal (LRF).
Com a performance magistral, Marabá registrou crescimento nominal de 12,1% na arrecadação frente aos R$ 261,99 milhões recolhidos nos primeiros dois meses do ano passado. A título de comparação, no vizinho município de Parauapebas, governado por Aurélio Goiano, a receita líquida do primeiro bimestre afundou 6,83% este ano.
Marabá, por seu turno, fatura como nunca. Em janeiro, houve pico de receita, da ordem de R$ 156,54 milhões, montante recorde para o mês. No ano passado, à mesma época, a arrecadação já livre de deduções foi de R$ 134,65 milhões. O crescimento de janeiro de 2025 frente a janeiro de 2024 foi de impressionantes 16,25%.
Em fevereiro deste ano, foram recolhidos R$ 137,14 milhões — também recorde para o mês — contra R$ 127,34 milhões no ano passado, crescimento de 7,7%. Ao todo, os dois primeiros meses deste ano foram R$ 31,69 milhões mais graúdos que o início de 2024.
Receita ultrapassa R$ 1,5 bi
Pela primeira vez, a receita líquida anualizada de Marabá rompeu a barreira de R$ 1,5 bilhão. No cômputo de 12 meses corridos, entre março de 2024 e fevereiro de 2025, passaram pelos cofres do município aproximadamente R$ 1,508 bilhão, 12,25% acima dos R$ 1,343 bilhão de faturamento no período encerrado em fevereiro de 2024.
Em apenas um ano, a Prefeitura de Marabá enriqueceu R$ 164,53 milhões. É como se o governo da Capital do Cobre tivesse “engolido” a arrecadação inteira de duas Nova Ipixuna, vizinha sua que reportou receita líquida de R$ 80 milhões em 12 meses encerrados em fevereiro deste ano. É muito dinheiro, ainda mais quando se analisa o comportamento da receita de grandes medalhões.
Em Parauapebas, por exemplo, a arrecadação líquida praticamente estagnou em um ano. Em 12 meses encerrados em fevereiro do ano passado, a receita foi de R$ 2,63 bilhões, enquanto em fevereiro deste ano atingiu R$ 2,64 bilhões. A prefeitura da Capital do Minério teve ganho de apenas R$ 13,5 milhões de um ano para outro e grandes perdas no primeiro bimestre de 2025.
As perspectivas apontam que este será o ano de Marabá, e a administração de Toni Cunha poderá encerrar 2025 com receita real de R$ 1,7 bilhão. O neófito prefeito, demasiado apegado às redes sociais, de onde passa o dia despachando e buscando notoriedade, não terá desculpas financeiras para não trabalhar na vida real, garantindo educação de qualidade, saúde eficiente, saneamento básico e asfalto aos marabaenses. E isso ele já pode prometer no instagram.
RECEITA DE MARABÁ
Janeiro de 2025 — R$ 156.539.174,49
Janeiro de 2024 — R$ 134.652.770,56
Fevereiro de 2025 — R$ 137.140.628,60
Fevereiro de 2024 — R$ 127.341.185,26
1º bimestre de 2025 — R$ 293.679.803,09
1º bimestre de 2024 — R$ 261.993.955,82
12 meses encerrados em fevereiro de 2025 — R$ 1.507.940.426,67
12 meses encerrados em fevereiro de 2024 — R$ 1.343.408.081,54