Servidores de Parauapebas se reúnem em assembleia geral nesta quinta (27)

Na pauta, proposta de reajuste salarial apresentada pela prefeitura de 5% contra 10% reivindicados pela categoria.

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Marcada por expectativas, a primeira assembleia geral dos servidores públicos municipais de Parauapebas no Governo Aurélio Goiano está marcada para as 19 horas desta quinta-feira (27) na sede do Sindicato dos Trabalhadores em Educação Pública do Pará (Sintepp).

Na pauta, o reajuste salarial da categoria, que irá decidir o que irá fazer diante da falta de acordo entre os sindicatos e a prefeitura em duas rodadas de negociação. A primeira foi dia 6 deste mês, quando o Sintepp e os sindicatos dos Trabalhadores da Saúde (SindSaúde) e dos Servidores Públicos Municipais (Sinseppar) reivindicaram 10% de reajuste, sendo 4,83% de reposição inflacionária medida pelo IPCA em 2024 e mais 5,17% de ganho real.

A categoria, cuja data-base é dia 1º de janeiro, também requer aumento no valor do auxílio-alimentação de R$ 1,3 mil para R$ 1,7 mil. Mas nenhuma das reivindicações foi atendida pela prefeitura, que na segunda rodada de negociação ofereceu 5% de reajuste, sendo 4,83% de reposição inflacionária e 0,17% de ganho real. O aumento no vale-alimentação proposto é de R$ 200.

“Tendo em vista que esse índice de 4,83% já é um direito adquirido nosso, o governo está apresentando de fato uma proposta de 0,17% de reajuste salarial”, contabiliza o presidente do SindSaúde, Marden Lima. Na assembleia, “os trabalhadores vão definir se aceitam a proposta ou se emenda uma contraproposta para encaminhar o documento ao governo para ver se reabre a mesa de negociação. A expectativa agora é aguardar a decisão da assembleia, que é soberana”.

Na segunda rodada com os sindicatos, ocorrida dia 14 deste mês, o prefeito Aurélio Goiano insistiu num apelo: “Estou pedindo para vocês me ajudarem neste ano”. O gestor alegou que o índice de reajuste salarial reivindicado irá impactar a folha de pagamento do município em cerca de R$ 400 milhões. “Não tenho no orçamento. Não sei como arrumar isso”, afirmou o prefeito, que postou vídeo de parte da reunião em suas redes sociais.

O argumento de Aurélio Goiano não convence os sindicalistas por várias razões, mas principalmente diante da contratação pelo prefeito de 580 novos servidores comissionados, o que provocou o SindSaúde a impetrar ação popular na Justiça contra a medida, cujo impacto será de R$ 50 milhões anuais nas contas da prefeitura, segundo o sindicato.

Texto: Hanny Amoras (Jornalista – MTb/PA 1.294)

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