Em Tucumã, julgamento que começou na quarta-feira (2), terminou nesta quinta (3) com a condenação do trio que, em 25 de junho de 2023, matou o seleiro Laudivan Rodrigues Neves, goiano, de 47 anos, conhecido como Cowboy. As penas variam de 4 a 19 anos de cadeia. O crime, cometido com extrema crueldade, revoltou a população local. A Polícia Civil entrou em ação de imediato e, em 72 horas, chegou aos três acusados, que foram presos.
Custódio Filho dos Santos Silva, o Pelé, foi condenado a 4 anos e 3 meses de reclusão pelos crimes de furto e vilipêndio e ocultação de cadáver; Dejean dos Santos Silva, o Zé Pequeno, pegou 16 anos pelo crime de homicídio cometido com emprego de crueldade e de emboscada; e Francivaldo Ferreira Carvalho, o Laranjnha, 19 anos e 3 meses pelos crimes de furto, homicídio cometido com emprego de crueldade e de emboscada, vilipêndio e ocultação de cadáver.
Pelé, entretanto, vai responder em liberdade e terá de cumprir medidas cautelares impostas pelo Judiciário.

No primeiro dia, o julgamento foi interrompido a pedido do advogado de defesa dos réus, por um dos jurados estar sorrindo e fazendo gestos considerados impróprios para o momento. O defensor solicitou a dissolução do corpo de jurados e que um novo fosse formado, o que foi atendido pelo juiz que presidia o julgamento.
Considerado um dos mais hediondos ocorridos em Tucumã e região, o crime foi motivado, segundo Dejean dos Santos Silva confessou na fase do inquérito policial, por uma briga com a vítima, por motivo fútil.
Na noite de 25 de junho de 2023, Cowboy, artesão que fabricava selas, foi emboscado pelo trio na Vicinal Matadouro, quando voltava de moto para a propriedade rural em que morava. Ele foi esfaqueado várias vezes até morrer, e em seguida decapitado – o corpo jogado em um poço e a cabeça pendurada em um tronco de árvore.
Ouvido pela Reportagem, um homem que assistiu ao julgamento, mas que solicitou sigilo de identidade, temendo “algum tipo de represália”, afirmou que os três tiveram o castigo merecido, “pela maldade que cometeram contra um homem trabalhador”.
(Com informações do repórter Jucelino Show, de Tucumã)