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Saúde

Alternativas de comunicação que promovam pautas positivas do SUS e mais informações sobre o sistema são debatidas em Conferência

O Pará esteve representado no evento com conselheiros de saúde das cidades de Redenção, Benevides e Ananindeua, além de representantes do Conselho Estadual de Saúde (CES).

Há um Sistema Único de Saúde (SUS) desconhecido por boa parte da população, fato que ocorre principalmente por que ele é alvo permanente de duras críticas da mídia hegemônica, que amplia as pautas negativas e dá pouco espaço para os resultados positivos alcançados por meio desse complexo sistema.

Com objetivo de pensar em alternativas de comunicação que façam um contraponto ao apresentado pela mídia hegemônica e que apresentem para a população as pautas positivas e levem mais informações sobre o funcionamento do SUS e seus avanços, o Conselho Nacional de Saúde (CNS) promoveu entre os dias 18 e 20 de abril, em Brasília, a 1º Conferência Nacional Livre de Comunicação e Saúde.

Para enriquecer os debates, a organização do evento estruturou o tema geral – “Direito à informação, garantia de direito à Saúde”  – em seis subtemas que foram discutidos em mesas composta por profissionais com experiências diversas na política, comunicação e saúde. Assuntos bem atuais como “Novas Mídias e o SUS” foram debatidos e geraram proposições.

A atriz Ana Petta, protagonista da série unidade Básica, exibida pela Universal Channel foi convidada para o evento e contribuiu com os conferencistas ao compartilhar a experiência da produção. “Fizemos a série inspirada na minha irmã, que atuou por muito tempo em uma unidade básica de saúde. Entendemos que, mesmo com todas as dificuldades, tem gente que se dispõe a fazer o seu trabalho, a cuidar de pessoas, a defender o SUS. Toda a nossa equipe fez oficinas para entender o trabalho desenvolvido nas unidades de saúde. Disputamos o imaginário de saúde pública com esta série”, relatou a atriz.

A série apresenta a rotina de trabalho dos médicos, que tem a missão de oferecer medicina preventiva para os moradores da periferia nas áreas de Pediatria, Ginecologia, Clínica Geral, Enfermagem e Odontologia, além disso mostra os trabalhos dos agentes comunitários de saúde e o atendimento domiciliar realizado pelas equipes, se familiarizando com o ambiente em que os pacientes vivem. “Ficamos impressionados, o Caco (personagem principal), disse que não imaginava que havia esse tipo de atendimento, tão próximo da população, aqui no Brasil”, destacou a atriz.

Um dos pontos que também foi questionado durante a conferência é que a maior parte dos conselhos de saúde não contam com canais de comunicação e dessa forma não conseguem compartilhar informações sobre as suas respectivas atuações na busca de um SUS que cumpra com seus princípios fundamentais: universalidade; equidade; integralidade.

Participação do Pará no evento

O Pará esteve representado no evento com conselheiros de saúde das cidades de Redenção, Benevides e Ananindeua, além de representantes do Conselho Estadual de Saúde (CES). A conferência foi voltada para os conselhos de saúde e também para jornalistas, blogueiros e comunicadores.

“No Pará a imprensa só detona o SUS e principalmente por questões políticas, já que os dois maiores grupos de comunicação estão nas mãos dos políticos e com isso só prejudicam a população com desinformação”, destacou Gisele Nunes, conselheira de saúde de Ananindeua. “Eu achei o evento maravilhoso, tenho 30 anos de SUS e sempre me preocupo muito com essa forma com que a comunicação dos serviços chega à população”, relatou a presidente do CES Pará, Eunice Begot.

SUS Conecta

O portal susconecta foi muito comentado durante o evento. Sua proposta é reunir conteúdos de diversas plataformas virtuais e potencializar a integração delas. São eventos, oportunidades, redes e comunidades, experiências e uma midiateca disponíveis em um só lugar. É resultado de parceria entre a Fundação Oswaldo Cruz, o Conselho Nacional de Saúde, a Rede Unida, a Rede Colaborativo de Governo em Saúde da Universidade Federal do Rio Grande do Sul, a Universidade Federal do Rio Grande do Norte e a Secretaria de Gestão do Trabalho e da Educação na Saúde (SGTES) do Ministério da Saúde.

Canal Saúde

É um canal de televisão do Sistema Único de Saúde (SUS), criado e gerido pela Fundação Oswaldo Cruz (Fiocruz), disponível na multiprogramação da TV Brasil, através do canal 2.4, no Rio de Janeiro e em Brasília, e no canal 62.4, em São Paulo, em rede aberta no Sistema Brasileiro de TV Digital.

O Canal Saúde está no ar diariamente, de 8h a meia-noite, em âmbito nacional, com uma variada programação, que inclui produções próprias e de parceiros. Ele pode ser assistido também por antena parabólica com recepção digital e através da web TV na página do Canal Saúde (acessível por computadores e dispositivos móveis).

O Canal Saúde produz nove programas, cujos temas englobam políticas públicas, cidadania, tratamentos, atualidades, comportamentos, desenvolvimento tecnológico, meio ambiente e sustentabilidade, entre outros. A grade também é composta por programas de parceiros, que aumentam a todo momento, tornando-a diversificada e ainda mais atrativa. A criação do Canal Saúde foi uma resposta ao anseio de fortalecer a comunicação no âmbito do SUS.

O canal propõe uma nova maneira de disseminar o conceito de saúde e provocar no cidadão brasileiro o sentimento de pertencimento ao SUS. A saúde para todos ocupa um espaço exclusivo na televisão brasileira através do Canal Saúde. Uma das metas deste novo canal é proporcionar à sociedade civil uma representatividade maior nos meios de comunicação, abrindo espaço para a veiculação de seus conteúdos.

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