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Marabá

Carrefour compra área de 40 mil metros quadrados em Marabá para implantar já uma unidade do Atacadão

Por Ulisses Pompeu – de Marabá

Desde 2012, notícias esparsas davam conta da chegada da rede supermercadista Carrefour a Marabá, além de Santarém e Belém. Inicialmente, a empresa teria adquirido, segundo notícia, uma área da quase falida Transbrasiliana na Folha 29, mas os boatos não se confirmaram.

No ano passado, sem grande alarde, a rede francesa fechou negócio, de fato, na terra de Francisco Coelho, comprando uma área de 40.000 metros quadrados na Rodovia Transamazônica, ao lado de um imenso templo da Assembleia de Deus, na Folha 33. Há alguns anos, uma tradicional família de Marabá proprietária da área alugava uma parte para o Areal e Concreto Paraná, que precisou se deslocar para um terreno ao lado, que não foi comercializado.

Apesar de ficar em frente à Rodovia Transamazônica, o grupo Carrefour terá de investir em um acesso mais seguro de veículos para sua sede, que deve abrigar não um supermercado, mas um atacadão, uma vez que o grupo francês só implanta supermercado em capitais ou cidades grandes.

Segundo informações, o projeto já foi aprovado no Plano Diretor Municipal no dia 18 de setembro último, inclusive estando com todas as licenças já liberadas: instalação e implantação. Durante as obras, o Atacadão do Grupo Carrefour deve gerar cerca de 800 empregos em Marabá durante a fase de implantação (prevista para começar ainda este ano) e outros 600 na operação, a partir de março de 2017.

Uma fonte da SDU (Superintendência de Desenvolvimento Urbano), que pediu reserva de seu nome, revela que os representantes do Grupo Carrefour estavam irritados com a burocracia do município para aprovação do projeto no Plano Diretor e ainda obtenção das demais licenças. “Eles queriam estar operando já neste ano de 2016, mas tiveram de atrasar o projeto”, revela a fonte.

Um escritório deve ser aberto ainda neste mês de outubro no terreno onde vai será construído o Atacadão.

E a comunidade marabaense recebe a notícia da chegada do Atacadão com alívio, porque atualmente, vive amarrada aos preços praticados pelo Grupo Mateus, que detém duas unidades no município, com reclamações de que teria praticado o famoso dumping no comércio local. O dumping, de uma forma geral, é a comercialização de produtos a preços bem abaixo do mercado, basicamente para eliminar a concorrência e conquistar uma fatia maior de mercado. Depois que o Mateus chegou, vários supermercados fecharam as portas e agora o grupo pratica um preço que muitos consumidores consideram bastante salgado.

A enfermeira Ana Raquel Santos Miranda, de Marabá, revela que os altos preços praticados pelo Supermercado e Atacado Mateus na cidade a levou a fazer compras para casa em uma unidade do Atacadão do Carrefour em Araguaína-TO, a 280 km de Marabá. “Vou visitar todo mês minha filha que faz faculdade lá e aproveito para fazer as compras, porque aqui em Marabá está cada vez mais caro. E olha que compensa bastante”, garante ela. Todavia, a enfermeira alerta que o Atacadão em Araguaína só vende a dinheiro e cartão de débito, não aceitando cartão de crédito. Atualmente, o Carrefour já possui mais de 120 lojas do Atacadão no Brasil.

Charles Desmartis, CEO do Grupo Carrefour, explica que entre suas principais bandeiras está a rede Atacadão. “Vamos abrir de 10 a 12 lojas em 2016 e ampliar ainda mais nossa capacidade de atendimento, que já contempla mais de 100 milhões de clientes por ano”.

Comentários ( 10 )

  1. na minha opinião será bem vinda, porque com certeza vai gerar muitos empregos, e também será um concorrente a mais.e os consumidores terá escolhas para procurar o melhor preço. Parabéns e bem vindos.

  2. na minha opinião será bem vinda, porque com certeza vai gerar muitos empregos, e também será um concorrente a forte.e os consumidores terá escolhas para procurar o melhor preço.

  3. Analises pertinentes de eminentes pensadores

    Nos últimos dias foram veiculadas várias análises sobre o pleito eleitoral próximo passado. Li quase todos e devo dizer que concordo com a maioria dos argumentos, mas, ao meu ver, alguns detalhes devem ser aprofundados, até para que sejam digeridos com uma dose maior de verossimilidade.

    Achei muito legal o artigo do Henrique Branco, do Blog do Branco, assim como adorei a leveza do texto do amigo Léo mendes, que nos bons tempos costumava enriquecer as páginas do jornal HOJE com alguns artigos e o Blog do Marcel, isso lá para os idos de 2010, 2011. Por último, li e reli o material do Zedudu, “Vem aí uma era de oportunidades!”.

    Num ponto os três concordam, a condução política do governo Valmir Mariano foi muito deficiente e abriu o flanco para que um projeto, tido e havido como carta fora do baralho renascesse das cinzas e ganhasse musculatura. Branco enumera uma série de erros evitáveis que ajudaram o projeto Valmir fazer água, como, por exemplo, transição deficiente, rotatividade de secretários, péssima articulação política, falta de iniciativa social, falta de carisma, denúncias de corrupção, crise econômica, não cumprimento de acordos políticos e por vai.

    Já Leo Mendes por sua vez considerou o atual prefeito como um sujeito metódico, pouco criativo, desprovido de ousadia, ao contrário de Lermen, um tanto quanto indisciplinado, mas extremamente criativo e ousado e que trará esperança a povo de Parauapebas.

    A análise do Zedudu é mais conjuntural. Com propriedade ele aborda a retração dos investimentos da Vale no município e o baixo valor do minério do ferro no mercado internacional, razão do desemprego em Parauapebas. “Darci governou Parauapebas quando o município passava pelo seu melhor momento. A Vale vendia o minério do ferro por preços duas vezes e meia superiores ao que se pratica hoje e a maioria dos projetos na região do entorno de Parauapebas estava no início e a procura por mão de obra era latente. Hoje acontece o inverso. Sem contar que a Lei de Responsabilidade Fiscal, que apesar de promulgada no ano 2000, agora pegou e impõe aos gestores um controle rígido dos gastos e uma maior transparência nas prestações de contas. Fatos que não preocupavam gestores como Darci Lermen” . Profundo conhecedor das realidades regionais, Zedudu colocou o dedo na ferida e fechou o artigo fazendo algumas pertinentes considerações, dentre as quais, antevendo uma ressaca indigesta quando se descobrir que as tais oportunidades que embalaram a campanha de Lermen estão cada vez mais escassas pelo simples fato de que a farinha é pouca pra alimentar uma grande quantidade de bocas famintas.

    Bom, a meu gosto, ainda que todas contenham algumas verdades e uns poucos equívocos, a análise do Zé acaba se aproximando mais da verdade. Talvez por vivenciar mais de perto as particularidades da grande “Rio de Águas Rasas”, sendo um grande estudioso das coisas da cidade, ao contrario do Henrique Branco, que conforme ele mesmo afirma, chegou por essas paragens em 2014, ou do eminente Leo Mendes, que não esteve na cidade no mandato do prefeito, salvo nos primeiros meses, nos quais foi extremamente injustiçado, Zedudu chega na raiz da questão e dá uma pista que está se tornando um lugar comum no discurso dos políticos da vez: a necessidade de novas alternativas econômicas capazes de suportar a demanda de postos de trabalho que estão se tornando um artigo de luxo.

    Em outras palavras: o governo que sai enfrentou arrecadação decrescente e problemas de urbanização herdados de tempos de outrora que se tornaram imensos nos últimos quatro anos. O exemplo maior é os problemas do chamado complexo Caetanópolis, onde quase 30 bairros se ressentem de todos os serviços essenciais, como água, energia, escola, pavimentação e etc, etc.

    Por outro lado, a despeito dos problemas, Valmir Mariano deixa um legado de realizações que dificilmente será superado ou mesmo igualado. concluindo, Não foi por falta de trabalho que Valmir Mariano vai mais cedo pra casa.

    Marcel

  4. Parabéns, nossa cidade realmente merece um grande empreendimento deste porte, não só a cidade mais toda região ganha, parabens rede Carrefour.

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