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Comércio varejista de Marabá se prepara para os novos desafios de 2018

Sindicato da Classe reuniu diretoria e alertou sobre as alterações na nas legislações trabalhista e tributária
Por Eleutério Gomes – de Marabá

Diante das mudanças pelas quais Marabá começa a passar, sobretudo com a inauguração do Centro de Convenções, e de mudanças também na legislação trabalhista e no sistema tributário, em relação ao Simples Nacional, o Sindicom (Sindicato Patronal do Comércio Varejista de Marabá), que hoje congrega 132 filiados e 80 contribuintes, reuniu sua diretoria na noite de ontem, terça-feira (19). O objetivo foi traçar estratégias para 2018, já que hoje o comércio, fora o serviço público, é o maior empregador de Marabá, mas, devido ao cenário econômico do País, também vem enfrentando dificuldades.

O presidente do Sindicom, Félix Gonçalves de Miranda, abriu a reunião alertando para o fato de Marabá preparar os próprios profissionais, a fim de que, daqui a algum tempo a cidade possa mesmo se apoderar do Centro, que, em princípio será gerido por uma OS (Organização Social) escolhida pelo governo do Estado.

Falou, inclusive, da possibilidade de o Senac (Serviço Nacional de Aprendizagem Comercial) vir a ocupar um espaço no complexo de convenções e assim, ampliar sua oferta de cursos.

Legislação trabalhista

Lembrou ainda da aprovação da lei que altera as alíquotas da Cefem (Compensação Financeira sobre Produtos Minerais), já sancionada pelo presidente da República, e das vantagens que isso pode trazer, entre outros assuntos de interesse da classe.

A seguir, o assessor executivo do Sindicom, Raimundo Alves Neto, disse aos demais diretores que, de agora em diante, é muito importante que a classe esteja mais unida, tendo em vista que 696 pontos da legislação trabalhista foram alterados e é necessário que todos estejam afinados por ocasião das negociações com os sindicatos de trabalhadores.

Neto disse que é preciso manter o sindicato autossustentável, a fim de que o órgão possa sempre prestar um bom serviço aos seus associados, que, no dia a dia passam por fiscalizações de toda ordem, e ainda enfrentam o desafio de manter a empregabilidade no município.

“Hoje o Sindicom é uma referência no Estado do Pará em termos de organização e atuação, volta e meia recebemos consultas de sindicatos de outras cidades e queremos nos manter nessa posição, mas é preciso que nos reunamos mais, sempre ouvindo as necessidades de cada associado para poder atendê-lo da melhor maneira possível”, disse Neto.

União de classes

O assessor executivo do Sindicom também pregou a união de forças com outras entidades de classe empresarial de Marabá como Acim (Associação Comercial e Industrial), Conjove (Conselho de Jovens Empresários) e CDL (Câmara de Dirigentes Lojistas).

Aberta a palavra aos demais diretores, vários elogiaram a iniciativa, prometeram comparecer mais às reuniões, que agora se darão de 60 em 60 dias, e falaram rapidamente de várias questões que afligem a classe, especialmente, acerca da nova legislação, trabalhista, para a qual é preciso estarem preparados por ocasião de audiências na Justiça do Trabalho e na discussão de acordos coletivos com os trabalhadores.

Ouvido pelo Blog, Raimundo Neto disse que o Sindicom vem trabalhando também na elaboração de um cronograma de trabalho para 2018;  mudança de local da sede o Sindicato, que hoje funciona em sala na sede da Acim; campanha de filiação, participação nos conselhos municipais; aproximação com os contadores para a melhoria dos serviços prestados; formação da Junta de Conciliação Prévia Trabalhista; revisão dos convênios; e formação de comissões para atuarem junto com o Legislativo Municipal, o Executivo, o Ministério Público e a Secretaria de Estado de Fazenda, “em defesa da classe”.

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