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Conheça a história do aeroporto de Carajás, que completa 35 anos neste sábado (23)

Imagens, vídeos e depoimentos sobre o aeroporto que é referência na região norte

A Empresa Brasileira de Infraestrutura Aeroportuária – INFRAERO – comemora neste sábado (23) o trigésimo quinto aniversário de fundação do Aeroporto de Carajás, no município de Parauapebas, sudeste do Pará. E o blogger foi conferir de perto como andam as operações naquele aeroporto, que já recebeu figuras ilustres como os presidentes João Figueiredo, Sarney, Itamar Franco, Fernando Henrique, Collor, Lula; a princesa Daiana; o presidente argentino Raúl Alfonsín; embaixadores, cônsules, cantores, artistas e atletas; entre outros.

Inaugurado em 1982, o terminal foi construído para atender à demanda das atividades da maior jazida de ferro do mundo – explorada pela Vale –, por meio do Programa Grande Carajás, do Governo Federal. Em 1985, a Infraero assumiu a jurisdição técnica, administrativa, comercial, operacional e de navegação aérea do aeroporto, por meio de convênio com a Vale S/A. Ao longo dessas três décadas, o aeródromo se tornou a principal porta de entrada de investidores do mercado financeiro mundial que visitam a região em busca de negócios com a mineradora.

Roberto de Santana Campos, de 55 anos de idade, quase metade deles vividos em Carajás, é o atual superintendente do aeroporto. Na véspera do aniversário, Campos me recebeu para falarmos sobre esses 35 anos do aeroporto. Para ele, o terminal tem grande importância para o desenvolvimento do país, e “com sua localização privilegiada, cerca de 90% do movimento que acontece no aeroporto está ligado diretamente as atividades da Mina de Ferro Carajás e do Projeto S11-D da Vale”.

Por ser considerado um aeroporto de pequeno porte, Carajás impressiona por seus números. Segundo dados da Infraero, nesses 35 anos o aeroporto recebeu 45 mil pousos/decolagens; 1,04 milhão de embarques e 1,05 milhão de desembarques. Somente em 2016, o terminal registrou 162.160 viajantes, entre operações de embarque e desembarque.

Carlos Alberto Guilarducc Moreira, o Moreira, 70 anos, ex-funcionário da Vale, onde trabalhou por 35 anos, inclusive na construção do aeroporto de Carajás na década de 80, testemunhou o primeiro voo, que aconteceu às 11h30 do dia 21 de dezembro de 1981, sendo a aeronave um Boing Super 200, da empresa VASP –  fretado pela Companhia Brasileira de Projetos e Obras -CBPO para levar os empregados para passarem a festa do Natal em suas casas – a primeira aeronave a aterrissar em Carajás, que na época era conhecido por Aeroporto Serra Norte, como mostra a imagem do “Jornal da Serra”, de 1981.

Em 5 de março de 1985, o aeroporto foi absorvido pela Infraero, que hoje trabalha com apenas 24 funcionários para atender a demanda, já que, fiscalização de bagagem e passageiros, os bombeiros, as cargas e o estacionamento são serviços executados por terceirizadas.

No dia 8 de setembro de 1987, o jatinho em que estava o então ministro da Reforma Agrária, Marcos Freire e o engenheiro José Eduardo Vieira Raduan (Presidente do INCRA),  explodiu no ar pouco depois de decolar em Carajás. O laudo das causas do acidente foi muito questionado, pois o avião ficou pousado no aeroporto de Carajás à véspera do acidente. Ele concluiu que pássaros entraram nas turbinas e foram responsáveis pela derrubada do avião.

Em 1997 o voo 265 da Varig saiu de Belém com destino à Brasília, com escalas em Carajás e Marabá. Às 12h30, horário de Brasília, o pouso em Carajás aconteceu, mas chovia muito, o boeing 737-200, prefixo PP- CJO saiu da pista e bateu em árvores, o co-piloto morreu. O acidente foi notícia no Jornal Nacional, no ano de 1997, conforme vídeo abaixo.

Em 5 de novembro de 1999, um helicóptero que transportava 289 quilos de ouro do Projeto de ouro Igarapé Bahia, em Carajás, foi tomado de assalto tão logo pousou no aeroporto. Os bandidos dominaram a tripulação de um avião bimotor, que transportaria o ouro para o Banco Central, em Brasília, e o sequestraram em uma operação planejada por uma quadrilha de dez homens fortemente armados. Os assaltantes ocuparam o aeroporto disparando centenas de tiros, destruindo toda a comunicação do aeroporto e levaram a aeronave com o ouro, que foi descarregado em uma pista clandestina a 390 km de Carajás próxima à cidade de São Félix do Xingu.

Segundo Roberto Campos, o sítio aeroportuário do aeroporto de Carajás tem 2.872 milhões de m²; o terminal de passageiros tem 833,45 m²; a pista de pouso e decolagem tem 2 mil metros de comprimento e 45 metros de largura; o estacionamento tem capacidade para 75 veículos. Campos informa que o estacionamento foi recentemente terceirizado e que medidas estão sendo tomadas para que o atendimento seja melhorado.

A Infraero produziu um vídeo sobre o aeroporto, que está sendo divulgado em mídia in door.

 O avião que estamos habituados a ver em exposição no aeroporto de Carajás, modelo Douglas, DC-3 (versão civil), C-47 (versão militar), faz 75 anos em 2017. Hoje ele é um dos cartões postais da cidade. O que poucos sabem é sua longa trajetória até chegar onde está.

Após a Segunda Guerra Mundial a aeronave foi vendida para a companhia aérea Taca Airlines de El Salvador, e, em seguida, foi transferida para a Taca Airlines da Costa Rica, e finalmente em 01 de Junho de 1954 foi enviado para o Brasil para uma companhia do mesmo grupo a Real/Aerovias Brasil onde recebeu a matricula brasileira PP-AVJ e o nome “Bahia”, que por sua vez foi vendida para a VARIG em agosto de 1961. VARIG vendeu a aeronave para o Governo do Estado da Guanabara, que alterou sua matricula para PT-CGL, que a empregou no Departamento de Serviços Aéreos e Defesa Civil, no entanto quem a operava era a Jahu Transportadora Aérea Ltda, onde recebeu o nome de “Esperança”.

Em 1966, a VARIG comprou o avião de volta e alterou novamente sua matricula para PP-VDM “inscrição que vemos atualmente”, a VARIG vendeu novamente a aeronave para a Companhia Meridional de Mineração S.A. em janeiro de 1972, que por fim a vendeu para a Amazônia Mineração em 1980. Em 1992 a aeronave recebeu sua primeira recuperação; em 2013 a segunda e última desde que foi colocado na entrada do aeroporto de Carajás.

Confira a história do aeroporto de Carajás em imagens:

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