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Eleições 2016

Eleitos em Marabá gastaram de R$ 1,40 a R$ 86,36 por cada voto

Novas regras sepultaram campanhas milionárias

Por Ulisses Pompeu – de Marabá

Qual o candidato a prefeito de Marabá gastou mais dinheiro na campanha eleitoral de outubro deste ano? Tião Miranda, que foi eleito? Se você respondeu sim, então errou por muito. Antes da resposta, é preciso informar que os quatro candidatos a gestor do município gastaram, juntos, R$ 897.416,63.

O prefeito eleito, Tião Miranda, recebeu 54.416 votos no dia 3 de outubro deste ano e teve gastos declarados no valor de R$ 280.143,10. Isso significa que o custo médio de cada voto dele foi de R$ 5,14. Miranda recebeu, ao todo, R$ 294.500,00 de doações, sendo que apenas ele injetou em sua campanha R$ 75.500,00. Outras 12 pessoas doaram o restante, com destaque para o pecuarista Braz de Oliveira Bueno, que depositou na campanha de Tião uma bolada de R$ 100.000,00.

Segundo colocado na eleição, o médico Manoel Veloso teve gastos menores, tanto em quantitativo quanto em percentual por voto. Diferente dos outros três candidatos, que arrecadaram mais do que gastaram, a campanha de Veloso recebeu apenas R$ 64.850,00, mas gastou R$ 225.326,33. Como ele obteve 47.640 votos, cada um deles custou R$ 4,72.

O médico Jorge Bichara foi quem gastou mais e teve o voto mais caro. Ele recebeu como doação um total de R$ 388.000,00 e gastou na campanha R$ 387,117,20. Com isso, cada um dos 5.647 votos valeu R$ 68,55.

Com a campanha mais modesta de todos, Rigler Aragão recebeu como doações um total de R$ 9.115,00 e gastou apenas R$ 4.830,00, tendo recebido nas urnas 2.348 votos, custando cada um uma média de R$ 2,05.

É bom lembrar que o limite de gasto para prefeito este ano foi de R$ 957.770,76, mas nenhum candidato chegou a usar a metade do permitido por lei. Também é preciso explicar que, caso não tenham usado todo o dinheiro que arrecadaram, os candidatos não podem ficar com a sobra. A legislação eleitoral ordena que eles recolham o saldo para o fundo partidário, através de Guia de Recolhimento da União. E foi exatamente isso que fizeram Tião Miranda, Jorge Bichara e Rigler Aragão.

Entre os 21 vereadores eleitos, o mais votado foi o atual presidente da Câmara, Miguel Gomes Filho, o Miguelito. Ele recebeu 2.510 votos e declarou gastos de R$59.497,37. Com isso, cada voto custou em média R$ 23,70. Segundo colocado, Pedro Correa obteve 2.062 votos e gastou na campanha R$ 26.300,00. Cada vez que o eleitor apertou o verde para votar nele, o custo foi de R$ 12,75.

Alécio da Palmiteira garimpou nas urnas 1.920 votos e gastou R$ 20.800,00. Com isso, o custo médio por voto foi de R$ 10,83. O quarto mais bem votado em Marabá para vereador foi Tiago da Obras, com 1.891 votos. Ele informou ao TSE que gastou na campanha apenas R$ 6.997,05, embora tenha arrecadado R$ 27.750,00 por intermédio de doação. No fim, cada voto do engenheiro da Secretaria de Obras custou apenas R$ 3,70.

Priscila Veloso obteve 1.880 votos em 3 de outubro e foi a quinta mais bem votada. Ela disse ter gasto em campanha uma pechincha: apenas R$ 5.130,00, embora tenha arrecadado por doação um total de R$ 15.390,00. E cada voto dela teve um custo médio de R$ 2,72.

A médica Cristina Mutran foi às urnas e garimpou 1.846 votos. Ela informou ao TSE que gastou na campanha a cifra de R$ 159.432,12. Com isso, cada voto dela custou em média R$ 86,36. Trata-se do voto mais caro entre todos os candidatos, inclusive prefeito. Ela barrou até mesmo o candidato a prefeito Jorge Bichara, que gastou em cada voto R$ 68,55.

Pastor Ronisteu da Silva foi o sétimo mais bem votado e conquistou abençoados 1.819 votos em 3 de outubro. Como declarou ter gastos de R$ 10.511,83, cada um dos sufrágios teve o valor de R$ 5,77.

O vereador Beto Miranda foi às urnas e trouxe de lá 1.805 na última eleição. Além de ser o oitavo mais bem votado, gastou apenas R$ 3.000,00, segundo declarou. E cada voto, então, teve custo médio de R$ 1,66, o que não paga um picolé.

O jornalista Nonato Dourado alcançou 1.799 votos e gastou R$ 3.660,02 em campanha. Isso significa que cada voto dele saiu ao custo de R$ 2,03. Márcio do São Félix foi à urna e retirou de lá 1.669 votos e declarou gastos mínimos de apenas R$ 3.000,00. Assim, cada vez que alguém teclava verde para ele na urna eletrônica o custo era de apenas R$ 1,79, o que não dá para pagar uma passagem de ônibus.

O vereador Ilker Moraes fez uma campanha com gastos de R$ 20.241,70 e obteve nas urnas 1.523 votos, sendo que cada um deles teve custo médio de R$ 13,29. Em décimo segundo lugar, Mariozan ganhou nas urnas da zona rural um total de 1.428 votos e foi eleito gastando R$ 8.818,07. E para cada voto ele teve gasto médio de R$ 6,17.

Como décimo terceiro mais votado, Edinaldo Machado recebeu 1.421 votos e gastou R$ 9.950,00. O custo médio de cada voto foi R$ 7,00. Cabo Rodrigo alcançou 1.410 votos, gastando R$ 3.580,00. Com isso, o custo médio de cada voto foi de R$ 2,53.

Francisco Carreiro Varão, o Frank, obteve 1.387 votos e gastou por eles R$ 37.777,60. O custo médio de cada voto foi de R$ 27,23. Ray Athie alcançou nas urnas 1.314 votos e gastou R$ 3.190,00. Ou seja, cada voto teve custo de R$ 2,42.

Irmão Morivaldo teve 1.132 votos e declarou gastos no montante de R$ 4.160,00. Com isso, cada voto dele custou R$ 3,67. Gilson Dias, décimo oitavo mais votado, alcançou 1.103 votos e gastou R$ 24.699,00. Diante disso, cada voto dele teve custo médio de R$ 22,39.

Paulo Sérgio do Rosário Varela, o Badeco, alcançou 1.027 votos e declarou o menor gasto de todos os candidatos: apenas R$ 1.440,00, embora tenha arrecadado R$ 7.636,00. Com isso, cada voto que conquistou nas urnas saiu mais barato que um molho de cheiro verde: R$ 1,40.

A vereadora Irismar Melo teve uma votação cabalística com 999 votos e gastou em campanha R$ 14.301,15. Cada um dos votos que obteve saiu em média por R$ 14,31. Marcelo Alves – o fona entre os vereadores eleitos – alcançou nas urnas um total de 941 votos e gastou R$ 4.301,20. Cada um dos seus votos suados custou R$ 4,57.

Investimentos pesados em campanha não são garantia de vitória nas urnas. É o caso de Eduardo Todde. O garoto boiadeiro teve uma campanha rica, arrecadando R$ 100 mil e gastando R$ 84.645,00. Mesmo assim, não foi eleito e alcançou 1.107 votos. A matemática eleitoral não lhe deixou entrar na Câmara Municipal. Cada um dos seus votos custou R$ 76,46.

Comentários ( 2 )

  1. Essas cálculos não condizem com a realidade do sistema eleitoral do Brasil em especial o de Marabá é uma estatística, feita em números fantasmas!!! Se for puxar a realidade a maioria dos candidatos estariam com suas prestação de contas indeferidas, pois o volume de carros de som, santinhos, formiguinhas superam esses valores informados.

  2. ZEDUDU, Esses vereadores eleitos agora em 2016 em marabá são verdadeiros artistas, como conseguem se eleger com tão pouco custo, com destaque para Badeco , Priscila , Marcio do são Felix e outros, merece ir para o livro dos recordes. Isso não é no minimo curioso?

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