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Educação

Ideb de Marabá sobe, mas ainda está longe da nota mínima do MEC

Por Ulisses Pompeu – de Marabá

O Ministério da Educação (MEC) divulgou nesta quinta-feira (8), o Índice de Desenvolvimento da Educação Básica (IDEB) referente ao ano de 2015. Dados divulgados pelo Instituto Nacional de Estudos e Pesquisas Educacionais Anísio Teixeira (Inep) apontam que Marabá avançou de 4,3 em 2013 para 4,6 em 2015 nos anos iniciais do ensino fundamental – 1º ao 5º ano. Nos anos finais – 6º ao 9º ano -, a rede pública municipal teve um avanço de 3,7, média registrada em 2013, para 4,0 em 2015. A nota mínima aceitável pelo MEC é 6,0, mas Marabá ainda está longe de alcançar essa marca.

O crescimento está sendo bastante comemorado pela gestão municipal, porque o IDEB havia caído em 2013. A escola melhor ranqueada nas séries iniciais foi Ida Valmont, com 5,8 passando a tradicional Duque de Caxias, que foi a 5,7. Em terceiro lugar aparece a escola Professor Raimundinho, com 5;5; Pedro Cavalcante com 5,4; Doralice de Andrade Vieira com 5,3; José Mendonça Vergolino e Elinda Simplício Costa com 5,20; e Jonathas Athias, Cisne Branco e Tereza de Castro ficaram com 5,1.

Nas séries finais do Ensino Fundamental, do 6º ao 9º ano, destaque para a escola Nagib Mutran, localizada na Vila Capistrano de Abreu, a única que alcançou nota acima de 5,0. Na contramão da média deste segmento em Marabá, a Nagib Mutran alcançou nota 5,1, deixando para trás a segunda colocada, Anísio Teixeira, uma das mais badaladas da zona urbana, que ficou com 4,7.

A terceira colocada foi a escola Julieta Gomes Leitão, Duque de Caxias vem em quarto, Jonathas Athias em quinto, Salomé Carvalho em sexto, Paulo Freire em sétimo, Deuzuíta de Albuquerque em oitavo, João Anastácio em nono e Judith Gomes Leitão em décimo.

O Ideb também revelou que de cada 100 alunos do 6º ao 9º ano nas escolas de Marabá, 15 não foram aprovados. Nas séries iniciais os números são “menos piores”. A média de reprovação é de 8% do 1º ao 5º ano.

O Ideb 2015 nos anos iniciais e finais da rede pública atingiu a meta e cresceu, mas não alcançou 6,0, que é o mínimo que o MEC espera das escolas do País. Pode melhorar para garantir mais alunos aprendendo e com um fluxo escolar adequado.

Nas séries iniciais, 26% é a proporção de alunos que aprenderam o adequado na competência de leitura e interpretação de textos até o 5° ano na rede pública de ensino. Dos 4.511 alunos, 1.189 demonstraram o aprendizado adequado. No Pará, a proporção de alunos nesse mesmo nível é de 18%. No Brasil, o aprendizado adequado em linguagem chega a 40%.

Aqui na microrregião de Marabá, Itupiranga teve aprendizado de leitura e interpretação de textos em 5% apenas; Nova Ipixuna 30%, São Domingos do Araguaia 9% e São João do Araguaia 6%.

O IDEB de Marabá ficou melhor do que a tradicional capital de Porto Alegre nas séries finais, que caiu em 2015 no Índice de Desenvolvimento da Educação Básica. Marabá tem agora 4,0, enquanto a capital gaúcha despencou para 3,6.

Em matemática, apenas 18% dos alunos da rede municipal aprenderam o adequado na resolução de problemas até o 5º ano; do 6º ao 9º ano há uma desastre. Apenas 4% dos 3.339 alunos que fizeram a prova demonstraram competência para resolver os problemas matemáticos.

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  1. Ei Zé não vi nada do IDEB do Pebas… publica aí, os adversários do Velhote tão dizendo que foi o pior IDEB de todos os tempos, que só no tempo do Darci o IDEB era sucesso ganhava “palma de ouro”. É verdade mesmo, ou choro dos saudosistas do Darci?
    Dizem eles que o Darci não construía escola, mas o IDEB era lá em cima…
    Publica algo aí…

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