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Marabá: Mais de 200 adultos e idosos realizam sonho da alfabetização

Principal desafio dos alunos adultos e idosos no programa é porque querem tirar o “dedinho” do documento de Identidade e escrever o próprio nome
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Ulisses Pompeu

“Quando diminuímos a taxa de analfabetismo, estamos elevando o número de cidadãos”. Foi com essas palavras que o secretário municipal de Educação, Luciano Lopes Dias, iniciou seu discurso durante a cerimônia de certificação de 130 alunos do Programa Brasil Alfabetizado na noite da última quarta-feira, no Plenarinho da Câmara Municipal.

O programa tem a gestão da SEMED em Marabá e, ao todo, durante esta semana, 200 alunos do programa recebem o certificado em três eventos distintos, sendo um na cidade e dois no campo.

Luciano ainda destacou aos presentes à cerimônia que o hábito de ler e escrever, a partir de agora, coloca as duas centenas de pessoas no exercício da cidadania plena. Ele também conclamou os novos alfabetizados para se matriculares em turmas da Educação de Jovens e Adultos (EJA), cursem o Ensino Fundamental, Médio e até o superior, futuramente.

O secretário ressaltou que a educação é um processo contínuo e que a Prefeitura vai continuar investindo para erradicação do analfabetismo no município com novas turmas ainda este ano, mesmo que o governo federal não apoie financeiramente através do Brasil Alfabetizado.

Lorena Bogea, coordenadora do Brasil Alfabetizado em Marabá, ressalta a importância do programa para diminuir a taxa de analfabetismo do município, tendo formado ao longo de 12 anos cerca de 4.800 pessoas. “Estamos finalizando uma etapa com mais de 200 alunos alfabetizados e isso nos enche de motivação para continuar um trabalho tão importante para a vida dessas pessoas e de seus familiares”, pondera Bogea.

Embora haja jovens entre os alunos, uma boa parte é de adultos, idosos que não tiveram acesso à escolarização na idade certa durante a infância e agora estão se apropriando da leitura e escrita. “Há muitas histórias de vidas de pessoas que aceitaram o desafio de serem alfabetizados e trocarem a Carteira de Identidade de “Analfabetos” para alfabetizados, assinando o nome no documento”, diz.

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Professora do Brasil Alfabetizado há 14 anos, a professora Dorivan Igreja Pereira é um exemplo de determinação e perseverança na educação. Ela forma sua turma a cada módulo identificando pessoas analfabetas na comunidade e sai de casa em casa convidando para uma nova experiência.

Em geral, ela quase não tem registro de evasão em sua turma, cujas aulas acontecem sempre durante a noite. Quando um aluno falta, ela convida os demais para o visitarem durante o dia e saber o que está acontecendo. Eles se tornam uma família e acabam crescendo juntos e superando os desafios. “No primeiro dia de aula, digo que todos somos iguais, que quero aprender com eles todos os dias”, revela.

Dorivan conta que o principal desafio que motiva os alunos adultos e idosos a serem alfabetizados é porque querem tirar o “dedinho” do documento de Identidade e escrever o próprio nome.

Também participaram da cerimônia Augusto Alves Filho, coordenador da Merenda Escolar; Ailton Dias, representante do Projeto Semear; Poliana Ramos, diretora de escola; André Silva, coordenador do projeto Futuro Melhor; além de pais e amigos dos alfabetizados.

Nesta quinta-feira, dia 22 de fevereiro, a formatura do Brasil Alfabetizado ocorre na Escola Jean Piaget.

O Programa Brasil Alfabetizado é desenvolvido durante oito módulos, com a carga horária de 10 horas semanais, de segunda a sexta-feira, sendo duas horas por dia, no período noturno – 19 às 21h. Os alfabetizadores são escolhidos através de um processo seletivo, numa chamada pública para prestarem serviços como “voluntários”, sendo remunerados através de bolsas pagas pelo MEC/FNDE

Ministério da Educação

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