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Não foi suicídio! Cabo PM é preso acusado de matar Mikaely

No dia 31 de agosto passado, a jovem Mikaely Steffany Ferraz Spinola, 22 anos, foi encontrada morta em sua residência vítima de um disparo de arma de fogo. Com ela, no momento do disparo, estava o  Cabo PM Gleidson Maciel (foto), lotado no 23º Batalhão de Polícia Militar de Parauapebas.

Segundo a Polícia Civil, à época, o caso tratar-se-ia de um suicídio, já que conforme depoimento prestado pelo militar, a jovem havia lhe enviado uma mensagem, via celular, minutos antes do disparo anunciando o suicídio.

No mesmo dia, a delegada Yanna Kaline W. de Azevedo, da Polícia Civil em Parauapebas, solicitou que o Centro de Perícias Científicas Renata Chaves realizasse perícia de local de crime com cadáver e provas foram colhidas na tentativa de confirmar a afirmação do Cabo PM.

Em laudo pormenorizado de 26 laudas assinado pelo perito Celso Bandeira de Sá a que o Blogger teve acesso com exclusividade, o perito afirma categoricamente que, após analisar todas as provas, a posição em que o corpo foi encontrado, e simular situações que podem ter provocado a morte de Mikaely, chegou a conclusão de “tratar-se de morte violenta, do tipo HOMICÍDIO, pela ação de instrumento perfurocontundente (projétil de arma de fogo), no local e nas circunstâncias descritas no laudo”.

Afirma ainda o laudo: a forma e localização da lesão observada no cadáver são consideradas atípicas para a caracterização de um suicídio. Para corroborar a conclusão que foi homicídio, o perito cita que:

  • não havia sinais de arrombamento, ou de luta no imóvel;
  • não havia bilhetes ou medicamentos que pudessem corroborar com a tese de suicídio cometido pela vítima;
  • as manchas de sangue na forma de projeções de alta energia na parede da cabeceira da cama e na forma de concentração impregnadas no lençol do colchão da cama sob a vítima indicam que ali foi o seu sítio de agressão;
  • o disparo foi efetuado de forma encostada na região clavicular à direita, com o lado inferior da borda do cano da arma ligeiramente descolado da pele, o que ocasionou a zona de chamuscamento ao redor da ferida e o formato ligeiramente elíptico da lesão;
  • a boca do cano da arma incidiu de forma oblíqua em relação ao eixo longitudinal do corpo naquela região anatômica, acompanhando o sentido do osso clavicular;
  • a posição final de alojamento do projétil no interior do corpo (região escapular à direita) descreve um trajeto descendente e de tendência anterior/posterior (entrada na região clavicular à direita e alojamento na região escapular à direita)

Quanto aos testes simulados de ergonomia da vítima e agressor, admitindo-se as hipóteses de suicídio e homicídio e com a discussão relatada, o perito instrui que:

  • a postura que a vítima teria que assumir com ambas as mãos , para produzir a lesão descrita, em caso de possível suicídio, revelaria um grau de dificuldade ergonômica extrema para a execução do movimento necessário;
  • a forma e localização da lesão observada no cadáver são consideradas atípicas para a caracterização de suicídio;
  • sob a hipótese de homicídio, o agressor apresentava ergonomia compatível para posicionar a arma na posição (que provocaria os efeitos na lesão e o trajeto do projétil no corpo) e acionar o gatilho, sobretudo com a vítima com o tronco em elevação.

O laudo afirma, ainda, que o método de alvejamento do corpo utilizado pelo agressor, associado às características da lesão verificada, a ausência no local do instrumento que produziu tal ferida, determina a natureza da morte como violenta, do tipo HOMICÍDIO, em que houve emprego de instrumento perfurocontundente manuseado por, pelo menos, um atirador.

Resumindo, o perito, com base no que foi apresentado, admite a dinâmica parcial e provável em que: Mikaely Steffany Ferraz Spínola estava sobre a cama, com tronco em elevação, quando foi abordada pelo agressor e recebeu disparo de arma de fogo efetuada de forma encostada, produzindo a lesão já referida, em seguida desfaleceu ali e permaneceu naquela posição até a chegada do perito, produzindo assim as manchas de sangue por produção de alta energia na parede e por concentração sob o corpo, evidenciando o local da agressão, vindo a falecer em função da gravidade da lesão experimentada.

Com o laudo em mãos, a Polícia Civil do Pará, deu entrada no pedido de prisão preventiva do cabo PM Gleidson Maciel sob a alegação que o mesmo teria assassinado a jovem Mikaely. O militar, que havia solicitado férias logo depois do ocorrido e voltou a trabalhar no dia 1º de outubro, recebeu hoje (07) voz de prisão do delegado Gabriel Henrique Alves Costa, diretor da 20ª Seccional de Polícia Civil de Parauapebas e delegada Yanna Kaline W. de Azevedo (presidente do inquérito) ,  em cumprimento ao Mandado de Prisão expedido pelo juiz Líbio Araújo Moura, da 1ª Vara Criminal da Comarca de Parauapebas.

O cabo PM foi preso no Quartel da PM de Parauapebas e na hora da prisão estava presente um representante da Corregedoria da Polícia Militar do Pará.

Comentários ( 8 )

  1. Parabéns para a polícia civil, e os peritos, que a justiça seja feita, que esse crime não fique em pune, e que seja dada a prisão definitiva, que ele não venha ser solto, ele é um assassino frio, monstro

  2. Parabéns para a perícia e a polícia civil, que esse crime não venha ficar em pune, que ele cumpra a pena na cadeia, esperamos que ele não venha ser solto pelo fato de ser um cabo da polícia, queremos justiça, ele é um assassino frio e calculista, um monstro

  3. Podemos e devemos acreditar em justiça. Antigamente pensava-se que o Pará era terra sem lei, que policia protegia policia. A nova geração de delegados, investigadores, corregedores, promotores e juizes trouxeram alento e esperança para a sociedade paraense.Estamos certos que a coragem e retidão da justiça veio pra ficar. Parabéns.

  4. Parabéns a esses policiais que estão vestindo a camisa,que não deixe esse monstro solto psicopata pra não fazer mal a família mais nenhuma perde uma filha,todos juntos pra que ele fique preso

  5. Vou me manifestar como Pai, existem varias situações de terminar um relacionamento sem precisar ceifar a vida de alguém, acho uma barbaridade um homem agir com tanta atrocidade, colocando fim a uma vida desta jovem, com certeza tem seus pais clamando por justiça, esse infeliz deste militar que cometeu esse crime bárbaro, tem que ser julgado e condenado com os rigores da Lei. indiferente da farda que ele usa, estamos de olho senhores magistrados.

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