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Parauapebas

O importante é que fique o sentimento de que valeu a pena.

O dia 20 de junho de 2013 vai ficar conhecido pelas grandes manifestações ocorridas por pelo menos 120 cidades brasileiras, quando a população, revoltada e clamando por melhores condições de vida saiu para as ruas empunhados cartazes que pediam desde a revisão nos preços das passagens do transporte público até o afastamento da presidente. Mais de 1,4 milhão de pessoas estiveram envolvidas nessas manifestações.

Como não podia deixar de ser, por todo o país milhares de vândalos se infiltraram ao movimento e fizeram o que melhor sabem, depredaram patrimônio público, atearam fogo em ônibus e saquearam o comércio, provocando a reação da polícia que na maioria das vezes agiu de forma proporcional às ações. Em Goiânia, policiais distribuíram rosas aos manifestantes.

No Pará não foi diferente. Em Belém o ato contou com milhares de pessoas que pacificamente percorreram ruas da capital apresentando suas demandas em cartazes e faixas. O envolvimento político foi rechaçado pelos manifestantes. A manifestação terminou em frente ao prédio da prefeitura onde houve tentativa de invasão coibida pela Polícia Militar.   Pelo menos 35 pessoas foram detidas e depois liberadas.

Parauapebas
Em Parauapebas, segundo a Polícia Militar, cerca de 1.500 pessoas participaram da manifestação que teve início em frente ao prédio da Câmara Municipal e seguiu em cortejo até a portaria da Flona de Carajás. Não houve registro de violência durante o percurso.

1 (1)Informações do Tenente Coronel Mauro Sergio, comandante do 23º BPM, dão conta que quando já era noite e a manifestação contava apenas com a metade do público inicial, alguns destes tentaram interditar a portaria de entrada a Carajás. A movimentação teve reação imediata de motoristas e houve um princípio de confronto entre motoristas e manifestantes. A PM interviu usando força proporcional (palavras do comandante) quando alguns manifestantes tentaram incendiar um ônibus que transportava trabalhadores de Carajás. Cinco pessoas foram presas.DSC_0077

É muito bacana ver a juventude organizada para reivindicar seus direitos. Isso é cidadania, é direito adquirido a duras penas por pessoas que lutaram contra uma maldita ditadura que teimava tentar calar a voz do povo. Muitos destes estão hoje no poder, o que me leva a refletir em como se sentem tendo de usar a mesma força das quais foram vítimas.

Claro que os tempos são outros e guardadas as devidas proporções, não vejo muita diferença na molecada ciberneticamente influenciada de hoje com nossos revolucionários de ontem.

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O importante disso tudo, salvo as ações de vândalos (criminosos que deveriam estar na cadeia ou no mínimo em casa, já que essa luta por cidadania não lhes pertence), é que fica o respeito da população que aplaudiu as ações por todo o Brasil, mostrando que mesmo fora das ruas o reconhecimento por quem esteve buscando direitos, cobrando ações políticas que beneficiem o povo e repudiando a corrupção generalizada que assola o país.

DSC_0121Ficou no coração dos manifestantes, por todo o país, o sentimento do dever cumprido. Independente do que reivindicaram, e isso foi diferenciado em cada município, ficou a certeza de que unido o povo jamais será vencido. Dr. Ulisses Guimaraes, que em 1984 conseguiu unir o povo em busca de eleições diretas criando o movimento Diretas Já, onde estiver certamente está contente com tudo que vem acontecendo nos últimos dias, e isso é o que importa, o sentimento de que valeu a pena.

Comentários ( 10 )

    1. PARAUAPEBAS / PA, onde a empresa mantém uma operação altamente significativa de minério de ferro na Serra dos Carajás, considerada a maior mina a céu aberto do planeta terra, assim como, a Serra dos Carajás (Parauapebas / PA), considerada a maior reserva de minério de ferro do planeta.

      Entretanto, há mais de 07 (anos), apesar do crescimento da operação da empresa e consequentemente o aceleramento do crescimento da cidade e seu entorno, a situação da cidade de Parauapebas no Pará é precária:

      – Não há água encanada (praticamente). Todos os dias, antes das 08h00 da manhã o abastecimento de água da cidade é cortado, e só é religado pela madrugada;

      – A cidade sofre com sérios “apagões” e cortes de energia elétrica – frequentes, todos os dias. Não há um só dia em que não ocorram quedas de energia;

      – Não há infraestrutura de Telecom: a OI Telecom não atende nem mesmo 40% da cidade com linha fixa. Não há fibra ótica que chegue na cidade para fornecimento da Internet de banda larga. A única banda larga que aqui chega, é por meio de rádio, e de péssima qualidade;

      – Os Correios atendem menos de 50% da cidade com entrega de correspondências. Isso mesmo – apesar do fato ser “ilegal” – literalmente – os Correios simplesmente não entregam as cartas. Alguns bairros que existem há mais de 10 (dez) anos não recebem até hoje as correspondências.

      – As agências bancárias – principalmente as do Banco do Brasil e Caixa Econômica, possuem filas que se estendem por centenas de metro para fora da agência. É muito triste ver idosos, grávidas e deficientes em pé, no sol (que aqui é de rachar) em uma fila para ter acesso à um serviço tão básico;

      – A única via de acesso à cidade, principalmente o trecho de responsabilidade Federal, a BR 155 está abandonada há anos – em muitos trechos, não há mais estrada, apenas crateras (algumas fatais), o que provoca inúmeras mortes e acidentes. A empresa Vale é a principal usuária deste trecho, mas não faz questão de cobrar com vontade o governo uma solução. Torna-se engraçado o fato de muitos morrerem nesta estrada a serviço da empresa, mas a vista grossa é um imperativo. Provavelmente porque seus executivos utilizam apenas jatos particulares e helicópteros para se deslocarem na região em suas visitas pontuais. Caso utilizasem a estrada, com toda certeza esta seria um “brinco” – no sentido literal da palavra.

      A cidade já possui um porte grande, está passando dos 250 mil habitantes. Em função dos projetos de mineração para a cidade e região, a população deve ultrapassar os 400 mil habitantes em menos de 02 (dois) anos.

      A Vale cria uma “ilusão” ao recrutar profissionais de outros Estados mais desenvolvidos para trabalhar em sua operação em Parauapebas. Esconde o fato da miséria e precariedade da cidade ao apresentar para estes profissionais, apenas um Núcleo Urbano próximo à Mina de Carajás, o qual, também apresenta sérios problemas, como um Hospital altamente precário – para se ter idéia, o diretor clínico do hospital, que deveria cuidar do bom andamento da entidade, passa o dia realizando ultrassonografias e outras atividades, provavelmente mais rentáveis para seu “bolso”. Enquanto isso, o turn-over de médicos é altíssimo devido ao descaso total da empresa com o tema “saúde”, que é de forma muito ilusória, retratada como uma prioridade – apenas em slogans e outdoors, pois a realidade é muito diferente.

      1. Muito bom o seu texto “VALE”!! Sem falar que esse mesmo hospital deixou de atender os demais planos de saúde, passando a atender somente o plano UNIMED e AMS, após fechado o aluguel de uma ambulancia da Unimed, sendo assim os demias planos só são atendidos neste hospital em casos de urgência/emergência e olhe lá..

  1. Meus caros, isso é mentira, estava lá e vi que de uma hora pra outra quando eles viram que alguns manifestantes sairam do local, resolveram intervir com a força, palavrões e armas(Bombas de efeito moral, Bala de borracha) isso só porque os mesmos tentavam impedir um ônibus de passar e sem mais eles começaram a atirar contra TODOS que estavam ali, a polícia daqui que já conhecida pela sua falta de preparo nas abordagens, mais uma vez fez juz ao título que recebe. Não estou querendo defender os “vândalos” que após essa atitude da polícia começaram seus atos inaceitáveis. Mais será que se eles esperassem mais um pouco ou até mesmo tentassem negociar com os manifestantes não teriam evitado tudo isso?! Sem mais…

  2. Gostaria da dar um abraço em cada pessoa que se prontificou a abraçar esta causa, que estiveram lá nos representando, mais uma coisa e certa, daqui pra frente todos os governantes irão refletir antes de fazer seus grandes roubos, quando e uma coisa e outra , sempre estão na mídia de forma negativa, e sempre todos saem em puni, livre de qualquer acusação, criam leis pra si mesmo, altíssimos salários,uma quantidade enorme de acessores ,gastos enormes com passagem, muitas mordomias que precisam ser tiradas, não se precisa de tudo isso pra representar o povo, temos parar e analisar estas questões, diminuindo grandes custos , altos salários , só entrarão na política quem realmente tiver compromisso com o povo.

  3. PARAUAPEBAS / PA, cidade onde a empresa VALE S/A mantém uma operação altamente significativa de minério de ferro na Serra dos Carajás, considerada a maior mina a céu aberto do planeta terra, assim como, a Serra dos Carajás (Parauapebas / PA), considerada a maior reserva de minério de ferro do planeta.

    Entretanto, há mais de 07 (anos), apesar do crescimento da operação da empresa e consequentemente o aceleramento do crescimento da cidade e seu entorno, a situação da cidade de Parauapebas no Pará é precária:

    – Não há água encanada (praticamente). Todos os dias, antes das 08h00 da manhã o abastecimento de água da cidade é cortado, e só é religado pela madrugada;

    – A cidade sofre com sérios “apagões” e cortes de energia elétrica – frequentes, todos os dias. Não há um só dia em que não ocorram quedas de energia;

    – Não há infraestrutura de Telecom: a OI Telecom não atende nem mesmo 40% da cidade com linha fixa. Não há fibra ótica que chegue na cidade para fornecimento da Internet de banda larga. A única banda larga que aqui chega, é por meio de rádio, e de péssima qualidade;

    – Os Correios atendem menos de 50% da cidade com entrega de correspondências. Isso mesmo – apesar do fato ser “ilegal” – literalmente – os Correios simplesmente não entregam as cartas. Alguns bairros que existem há mais de 10 (dez) anos não recebem até hoje as correspondências.

    – As agências bancárias – principalmente as do Banco do Brasil e Caixa Econômica, possuem filas que se estendem por centenas de metro para fora da agência. É muito triste ver idosos, grávidas e deficientes em pé, no sol (que aqui é de rachar) em uma fila para ter acesso à um serviço tão básico;

    – A única via de acesso à cidade, principalmente o trecho de responsabilidade Federal, a BR 155 está abandonada há anos – em muitos trechos, não há mais estrada, apenas crateras (algumas fatais), o que provoca inúmeras mortes e acidentes. A empresa Vale é a principal usuária deste trecho, mas não faz questão de cobrar com vontade o governo uma solução. Torna-se engraçado o fato de muitos morrerem nesta estrada a serviço da empresa, mas a vista grossa é um imperativo. Provavelmente porque seus executivos utilizam apenas jatos particulares e helicópteros para se deslocarem na região em suas visitas pontuais. Caso utilizasem a estrada, com toda certeza esta seria um “brinco” – no sentido literal da palavra.

    A cidade já possui um porte grande, está passando dos 250 mil habitantes. Em função dos projetos de mineração para a cidade e região, a população deve ultrapassar os 400 mil habitantes em menos de 02 (dois) anos.

    Não satisfeita com seus atos refletidos na cidade, a Vale cria uma “ilusão” ao recrutar profissionais de outros Estados mais desenvolvidos para trabalhar em sua operação em Parauapebas. Esconde o fato da miséria e precariedade da cidade ao apresentar para estes profissionais, apenas um Núcleo Urbano próximo à Mina de Carajás, o qual, também apresenta sérios problemas, como um Hospital altamente precário – para se ter idéia, o diretor clínico do hospital, que deveria cuidar do bom andamento da entidade, passa o dia realizando ultrassonografias e outras atividades, provavelmente mais rentáveis para seu “bolso”. Enquanto isso, o turn-over de médicos é altíssimo devido ao descaso total da empresa com o tema “saúde”, que é de forma muito ilusória, retratada como uma prioridade – apenas em slogans e outdoors, pois a realidade é muito diferente.

    Motivos para protestar, em Parauapebas, são infinitos!

  4. Não se pode parar por aí. Vamos protestar também contra asfalto nas ruas sem rede de esgoto, a cidade fede esgoto. A PROPOSTA DO GOVERNO MUNICIPAL para melhorar o trasporte público está previsto para 36 meses, não seria muito tempo? Até lá, esse governo já passou e mais uma vez a batata quente vai para o próximo governo! A proposta do governo é para que as cooperativas continuem, mas com micro-ônibus e vans em alguns bairros, ou seja, esses 36 meses são para ver se as cooperativas dão certo, se não der certo, é que abrirão licitação para outras empresas. Quem me falou isso? O prefeito! Acordem, meu povo, não vamos aceitar essa enrolação!!!! Prefeito e vereador não andam de transporte público…..

  5. Publicado no Brasil 247 e Reproduzido no Educação Política

    Depois de convocar o Brasil todo para se unir à onda de manifestações pelo país, o Movimento Passe Livre (MPL) deixou o protesto no meio da noite desta quinta-feira na capital paulista.

    Em nota divulgada na rede social Facebook na madrugada desta sexta-feira (21), criticam a violência contra grupos que não pertencem ao MPL e que também participaram da marcha de quinta (20) nas ruas de São Paulo.

    Segundo o professor Lucas Monteiro, 29 anos, integrante do MPL, o movimento “não abandonou” os manifestantes. “A gente saiu porque a manifestação cumpriu com a obrigação dela, que era de comemorar a redução da tarifa.”

    Pedro criticou alguns grupos que estavam na manifestação. “Militantes de extrema direita querem dar ares facistas a esse movimento”, afirmou. Para Lucas, “a hostilidade sempre existiu”.

    Leia o texto publicado no perfil do MPL no Facebook:

    O Movimento Passe Livre (MPL) foi às ruas contra o aumento da tarifa. A manifestação de hoje faz parte dessa luta: além da comemoração da vitória popular da revogação, reafirmamos que lutar não é crime e demonstramos apoio às mobilizações de outras cidades. Contudo, no ato de hoje presenciamos episódios lamentáveis de violência contra a participação de diversos grupos.
    O MPL luta por um transporte verdadeiramente público, que sirva às necessidades da população e não ao lucro dos empresários. Assim, nos colocamos ao lado de todos que lutam por um mundo para os debaixo e não para o lucro dos poucos que estão em cima. Essa é uma defesa histórica das organizações de esquerda, e é dessa história que o MPL faz parte e é fruto.
    O MPL é um movimento social apartidário, mas não antipartidário. Repudiamos os atos de violência direcionados a essas organizações durante a manifestação de hoje, da mesma maneira que repudiamos a violência policial. Desde os primeiros protestos, essas organizações tomaram parte na mobilização. Oportunismo é tentar excluí-las da luta que construímos juntos.
    Toda força para quem luta por uma vida sem catracas.
    MPL-SP

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